ELE MERECE: Rogério Cafeteira assumirá a Caema 13

O ex-líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Rogério Cafeteira, já garantiu o seu em emprego em 2019.

Segundo fontes leoninas do Blog do Robert Lobato, assim que o governador Flávio Dino retornar das suas merecidas férias irá nomear Rogério Cafeteira como novo presidente da Caema, estatal que é responsável pelo abastecimento de água e saneamento ambiental do Maranhão.

Mais que um prêmio de consolação, como muitos podem achar pelo fato de não ter conseguido renovar seu mandato no parlamento maranhense, a indicação Rogério Cafeteira para a presidência da Caema é mais do que merecida em virtude da atuação que ele teve na condição de líder da base governista. O homem foi pau pra todo obra!

O Blog do Robert Lobato deseja sucesso nessa nova fase profissional do quase ex-deputado Rogério Cafeteira.

Uma herança maldita da ditadura militar que precisa ser superada

Entre muitas heranças malditas deixadas pela ditadura militar, penso que esse preconceito contra os militares, a desconfiança com as nossas forças armadas e o menosprezo pelos nosso símbolos nacionais são as mais marcantes.

Há um artigo, na verdade uma trilogia, de autoria do saudoso cientista e professor da UnB, Bautista Vidal, intitulado “Os paradoxo do regime militar”.

Li as três partes do artigo na revista Princípios, uma publicação ligada do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), no início da década de 90.

Na trilogia, Bautista Vidal explora de forma brilhante as contradições do regime comandado pelos militares a partir de golpe de 1964 em que “apesar do entreguismo daqueles governos, o nacionalismo de alguns setores militares conseguiu se manter (…) O regime militar não se constituía num sistema monolítico, sua ação dependia dos atores envolvidos”.

Trago este assunto à tona por conta da formação do governo Jair Bolsonaro possuir vários militares no primeiro escalão na condição de ministros, o que tem sido motivo de críticas de setores da sociedade incluindo parte da imprensa.

Ora, o próprio presidente é militar e lógico que era de se esperar que as forças armadas fossem prestigiadas no seu governo.

Ocorre que o regime militar produziu uma herança maldita na sociedade como se num fenômeno que pode ser explicado na teoria junguiana do inconsciente coletivo.

Essa herança seria um preconceito contra os militares e a todo que a eles se refere. Até mesmo os símbolos nacionais, como nossa bandeira e próprio hino nacional, antes orgulhos da nação, passaram a ser, quando não ignorados, minimizados pois remetem aos tempos da ditadura.

Superando preconceitos

Com o advento do governo Bolsonaro, os símbolos nacionais deverão ser resgatados naquilo que representam enquanto orgulho da nação e do povo brasileiro, e isso não é nada de ruim, pelo contrário.

Um país que não respeita ou se envergonha dos seus símbolos nunca será uma nação de verdade, forte e soberana. Basta ver que países como Estados Unidos, Inglaterra, China, Cuba, Japão etc, têm orgulho dos seus símbolos nacionais no que estão corretíssimos!

Enquanto isso no Brasil há uma espécie de paranoia, um medo sem sentido porque há militares na cúpula do Governo Federal. Já li até que há no Brasil, sob Bolsonaro, uma “ditadura civil-militar”. Quanta loucura!

Enfim, entre muitas heranças malditas deixadas pela ditadura militar, penso que esse preconceito contra os militares, a desconfiança com as nossas forças armadas e o menosprezo pelos nosso símbolos nacionais são as mais marcantes.

Caso o novo governo consiga fazer com que a sociedade supere essa herança maldita e desperte entre nós o orgulho de sermos brasileiros já prestou um bom serviço para a nação.

É isso!

As três questões mais importantes da vida

Se você tem a resposta para as três questões mais importantes da sua vida, é meio caminho andado, caso contrário, procure descobrir o quanto antes e abrevie o caminho para uma vida mais rica, mais digna e mais produtiva.

Jerônimo Mendes, administradores.com.br

Quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Será mesmo?

O provérbio é antigo, porém atual. Entra ano e sai ano, vale para todas as cores, classes, credos e culturas. Alguns estão mais avançados na resposta, mas a maioria não; é uma questão de empenho, propósito, determinação, otimismo e muita persistência, ou seja, uma conjunto de forças que devem ser trabalhadas constantemente.

Mais da metade das pessoas que conheço ainda não se encontrou na vida. Algumas nunca conseguirão se encontrar proque estão presas ao refrão imortalizado por Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar“.

A realidade é que se isso for levado ao pé-da-letra, a vida vai acabar te levando para um lugar que você não quer ir e, acredite, será difícil voltar. É quase impossível mudar alguém depois de certa idade, pois, como diz um velho provérbio japonês, é difícil desentortar um bonsai.

Para alguns, isso não é bom nem ruim, pois depende do que se quer da vida, do seu grau de ambição, dos seus objetivos e metas, se é que existem. Há quem queira viver um dia de cada vez, sem qualquer pretensão em relação ao futuro. Cada um sabe de si.

Potanto, enquanto o ano está apenas começando, dá tempo de fazer uma breve reflexão e exercitar a resposta para três questões importantes que vão fazer uma diferença enorme na sua vida em menos tempo do que se espera.

A primeira questão é a mais difícil, afinal, como foi dito antes, são poucas as pessoas que conseguem encontrar a resposta para um dos principais dilemas da vida profissional. Abraham Maslow dizia que “não é normal saber o que queremos; é uma realização psicológica rara e difícil”, portanto, é para poucos.

Então, vamos para as questões mais importantes da sua vida pessoal e profissional:

1) Quem você é? Diz respeito aos seus valores, às suas crenças (em que você acredita, o que você defende), aos seus pontos fortrs e aos seus pontos fracos. Diz respeito à pessoa em que você se transformou até agora.

2) O que você quer? Diz respeito à clareza quanto aos seus objetivos e metas, sua causa, suas paixões, aquilo que lhe dá sentido de contribuição e de realização ou a palavra do momento: o seu mindset. Quando você possui um mindset forte, claro e poderoso, as chances de sucesso são maiores. Diz respeito à pessoa em que você quer ser transformar a partir de agora.

3) Como você vai conseguir? Diz respeito ao plano, ao caminho a ser seguido, ao mapa que o levará a encurtar o caminho para uma jornada menos dolorosa. Na prática, você tem um mapa, um coach, um mentor, um método que o ajude a colocar em prática o que você tem em mente? Suas ideias estão minimamente estruturadas no papel?

De maneira simples e direta, quanto mais cedo você obtiver as respostas para essas questões intrigantes, maior a chance de você se dar bem na vida. E não estou falando do ponto de vista financeiro somente, mas do ponto de vista econômico, social e esperitual, o último estágio da Pirâmide de Maslow: autorrealização.

Portanto, dá tempo ainda de fazer uma boa reflexão a respeito. Estude com mais carinho do que faria para seu empregador, pense um pouco mais em você, busque no fundo da sua alma as respostas que poderão definir o caminho para uma vida inteira.

Depois dos setenta ou oitenta anos, somente duas questões vão martelar a sua cabeça sem dó nem piedade: por que eu não fiz isso antes? Costumo dizer que a resposta é mais cruel: eu poderia ter feito isso.

Desejo-lhe toda sorte do mundo ao longo da vida, mas não se esqueça de que a sorte é uma mera convergência entre preparação e oportunidade.

Sucesso, sempre!

O PT e o governo Bolsonaro: Uma reflexão 4

Fazer oposição sistemática e cega a um governo que promete fazer algumas reformas que o Brasil precisa não é algo inteligente da parte do PT. Basta lembrar dos anos 90 quando o partido de Lula boicotou projetos importantes implementados pelo governo FHC, inclusive o Plano Real, mas que anos depois viria tirar proveito para fazer a revolução social no país durante os governos Lula e Dilma.

A eleição presidencial de 2018 colou o PT na oposição ao atual governo federal sob o comando de Jair Bolsonaro.

Ocorre que não é somente o resultado eleitoral que empurra o PT para fazer oposição, mas principalmente as linhas e concepções políticas e ideológicas que separam o partido das posições do atual presidente.

Todavia, o PT não é mais aquele partido dos anos 80/90 quando basicamente a sua tarefa estratégica era de fazer oposição aos governos de então e pautar temas caros à sociedade como justiça social, inclusão, combate à fome, fortalecimento da cidadania, entre outros que historicamente foram negligenciados pelas elites deste país. Foi nesse contexto que o partido cresceu e se tornou o que é hoje.

O PT passou 14 anos no poder central da República e sabe o quanto é difícil gerir um país com as complexidades do Brasil. A experiência adquirida durante todo esse tempo que foi governo obriga o petismo ao menos dialogar com o atual governo quando estiver em jogo projetos de interesse do país e do Estado brasileiro.

Fazer oposição sistemática e cega a um governo que promete fazer algumas reformas que o Brasil precisa não é algo inteligente da parte do PT. Basta lembrar dos anos 90 quando o partido de Lula boicotou projetos implementados pelo governo FHC, inclusive o Plano Real, mas que anos depois viria tirar proveito para fazer a revolução social no país durante os governos Lula e Dilma. Ou seja, o governo FHC fez reformas que jamais o PT as fariam se tivesse vencido quaisquer das eleições que disputou antes de 2002.

Da mesma forma, o PT pode tirar proveito das reformas que estão sendo propostas pelo governo Bolsonaro caso o partido volte ao poder daqui a quatro anos, por que não?

Fazer oposição, repito, é uma exigência das urnas que foi imposta ao PT, porém não significa que isso deve ser feita de forma irresponsável e burra.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

O carisma da primeira-dama Michelle Bolsonaro 2

Se é verdade que o Brasil está sob comando de um governo conservador nos costumes, não é menos verdade que ontem, durante a cerimônia de posse presidencial, Michelle Bolsonaro roubou a cena e mandou um recado para a nação brasileira de que não será uma mera primeira-dama e muitos menos fará o estilo “recatada e do lar”

Entre os principais momentos da posse do presidente Jair Bolsonaro, não há como deixar de mencionar o discurso da primeira-dama Michelle Bolsonaro feito em libras, que é linguagem brasileira de sinais para comunicação com deficientes auditivos.

Para além de quebra de protocolos, o gesto protagonizado pela esposa do novo presidente, além de inédito, sinaliza que a Michelle poderá ter um papel de destaque no novo governo pelo seu engamento em causas sociais, como a da inclusão de portadores de deficiência física e, claro, pelo carisma marcante da primeira-dama.

Em tempos de narrativas sobre empoderamento feminino, o que se viu ontem em Brasilia foi um gesto que dá força a tal narrativa, hoje quase um monopólio das esquerdas. Aliás, uma das posturas arrogantes das esquerdas é exatamente achar que o processo de emancipação da mulher só pode ser dado em governos situados no espectro político-ideológico esquerdista. Ledo engano.

Se é verdade que o Brasil está sob comando de um governo conservador nos costumes, não é menos verdade que ontem, durante a cerimônia de posse presidencial, Michelle Bolsonaro roubou a cena e mandou um recado para a nação brasileira de que não será uma mera primeira-dama e muitos menos fará o estilo “recatada e do lar”. É aguardar e conferir.

A seguir, o discurso em libras de Michelle Bolsonaro.

SEGUNDO MANDATO: Novas promessas e críticas a Bolsonaro marcam posse de Flávio Dino 4

Para não perder o costume de tentar chamar a atenção da mídia nacional, Flávio Dino fez críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro e ainda tirou onda com o governo do “capitão”.

Novas promessas, muitas das quais que poderiam ter sido implementadas no primeiro mandato, e críticas ao presidente Jair Bolsonaro deram a tônica dos discursos de posse de Flávio Dino para o segundo mandato de governador do Maranhão.

O comunista garantiu que no segundo mandato terá mais zelo com o “equilíbrio fiscal de receitas e despesas”, avançará nos quesitos transparência e honestidade, além de que manterá respeito aos direitos humanos.

No geral, os discursos de Flávio Dino, tanto no ato de posse na Assembleia Legislativa do Maranhão quanto da sacada do Palácio dos Leões, pareciam mais que o governador reeleito estava assumindo um primeiro mandato, já que ouviu-se mais promessas de “boas novas” do que uma prestação de contas, ainda que sumária, sobre o que foi feito de grandioso nos primeiros quatro anos de sua gestão.

Indiretas a Bolsonaro

Para não perder o costume de tentar chamar a atenção da mídia nacional, Flávio Dino fez críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro e ainda tirou onda com o governo do “capitão” afirmando que está disposto a emprestar dinheiro do estado para finalizar construções de creches remanescentes do governo Dilma, mas que encontram-se paralisadas nos municípios.

“Sou defensor da democracia, não acredito em guerra, em ódio ou em armas (…) Amanhã  [hoje, quarta-feira, 2] vou dirigir ofício ao Ministério da Educação oferecendo ajuda financeira para a conclusão de creches federais paradas em nosso Estado”, discursou,.

E assim foi, em síntese, a festa de posse do segundo mandato do governador Flávio Dino. Que, aliás, já vazou do Maranhão para curtir merecidas férias até porque ninguém é de ferro.

Nem o gordinho comunista.

Em cerimônia no Congresso Nacional, Bolsonaro é empossado presidente do Brasil

O capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro, de 63 anos, tomou posse na tarde desta terça-feira, 1º, como presidente da República para um mandato que vai até 31 de dezembro de 2022.

“Com humildade volto à Casa onde por 28 anos me empenhei em servir a nação brasileira”, disse Bolsonaro em seu primeiro discurso.

“Agradeço a Deus por estar vivo”, afirmou.

Daqui a pouco a análise do Blog do Robert Lobato.

Em 2019, Brasil será o país que mais tributa empresas

França, que hoje lidera o ranking feito pela OCDE, anunciou uma queda na alíquota de imposto sobre o lucro dos atuais 34,4% para 25% até 2022; no Brasil, taxa é de 34%

BRASÍLIA – O Brasil vai entrar 2019 no topo da lista dos países com a maior alíquota de imposto sobre o lucro das empresas em todo o mundo. A França, que hoje lidera o ranking, promoverá um corte já anunciado pelo presidente Emmanuel Macron, que prevê queda dos atuais 34,4% para 25% até 2022. A alíquota que incide sobre o lucro das empresas no Brasil (cobradas pelo Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) é de 34%.

O levantamento foi feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de países com economias mais desenvolvidas do mundo e que tem as alíquotas mais elevadas globalmente. O Brasil não faz parte da organização, mas pleiteia uma vaga.

A ventania global de redução da carga tributária das empresas ganhou velocidade ao longo de 2018 com a adoção de uma política mais agressiva por Estados Unidos, Bélgica e França. A equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro já adiantou que mudanças nessa área estão em estudo para aumentar a produtividade e o crescimento da economia.

O assunto é tema do mais amplo estudo especial que está sendo elaborado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal e será divulgado em breve para servir de subsídio ao debate da reforma tributária.

Para o diretor executivo da IFI, Felipe Salto, o Brasil tem um sistema tributário muito complexo, com carga elevada, que dificulta a vida de quem produz. “A IFI não sugere o menu. Nada impede que a gente opine sobre o cardápio que está na mesa.”

Historicamente, a queda das alíquotas vem ocorrendo desde as décadas de 70 e 80 em função de competição dos países por investimentos internacionais. Foi uma forma também de os países lidarem com o movimento das multinacionais de “mover lucros” para paraísos fiscais, o que reduz a arrecadação.

Com a crise internacional e a necessidade de ajustes fiscais, os países que adotaram essa prática, entre 2008 e 2015, compensaram a redução da carga tributária nas empresas com o aumento da tributação nas pessoas físicas para não terem grande perda de arrecadação.

Segundo Rodrigo Orair, especialista no tema e diretor da IFI, a partir de 2016, muitos desses países já resolveram o problema fiscal e passaram a se preocupar com o crescimento econômico, adotando uma política mais agressiva de queda.

A Irlanda puxou a fila ao jogar a alíquota para 12,5%. E depois vários países anunciaram mudanças para patamares mais baixos. A maior queda foi verificada nos Estados Unidos, que reduziu abruptamente a alíquota do Imposto de Renda cobrado das empresas de 35% para 21% em 2018.

Reforma tributária
Para Orair, os países estão reduzindo a alíquota chamada estatutária (que não considera as deduções previstas na legislação), mas ao mesmo tempo estão limitando algumas deduções do IR das pessoas jurídicas, ampliando a base de incidência ou fazendo uma série de revisão dos benefícios tributários. Segundo ele, a reforma tributária do presidente dos EUA, Donald Trump, reduziu um volume grande de deduções que as empresas podiam fazer.

A expectativa é que o Brasil siga a política de Trump. “A grande dúvida é se o time de Paulo Guedes vai compensar total ou parcialmente tributando dividendos na pessoa física ou limitando os juros sobre capital próprio”, diz Orair.

A equipe econômica do governo Temer chegou a elaborar uma proposta de mudança, mas não houve tempo de enviar ao Congresso. “O tempo acabou e não tivemos ambiente político para encaminhada essa discussão. Agora cabe ao próximo governo”, diz Eduardo Guardia, ministro da Fazenda. Segundo ele, a proposta foi apresentada à equipe de Paulo Guedes, seu sucessor no cargo.

(Fonte: Estadão)

2019: uma nova oportunidade

Por Eden Jr.*

Passada a corrida eleitoral, com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República, e na iminência de sua posse, é chegado o momento das projeções para o cenário econômico. Depois de uma disputa marcada pelo extremado acirramento político e por alguns ingredientes poucas vezes vistos – como a eleição de Bolsonaro pelo nanico PSL e o sufrágio de um candidato dito de vertente liberal na economia, mesmo que essa conversão seja recente e ainda duvidosa – 2019 se apresenta como uma nova vereda para superarmos a crise que ainda castiga duramente a população.

Os mais recentes números trazem uma conjunção de perspectivas auspiciosas e outras que sugerem mais cautela em relação aos desdobramentos econômicos. Segundo o último resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, no mês de novembro foram criados 58.664 empregos com carteira assinada. É o melhor resultado para esse mês desde 2010 e também é o 11º mês seguido em que há mais admissões que demissões (criação de empregos formais).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que inclui os empregos informais – vai na mesma direção e informa que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,7% no trimestre encerrado em outubro e há 12,3 milhões de brasileiros desocupados. Na pesquisa anterior havia 11,9% de desemprego e 12,5 milhões de desempregados, o que revela discreta melhora nessa área. Contudo, cálculos da Consultoria Schwartsman e Associados indicam que, se a economia do país tiver crescimento médio de 2,5% ao ano de agora em diante o nível de desemprego só voltará aos patamares de 2014 (6,8%) em aproximadamente 10 anos.

Para o comportamento da economia como um todo, o último Boletim Focus do Banco Central indica que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vá aumentar 2,5% no ano que vem e 1,5% em 2018. O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fazem apostas parecidas, projetando um crescimento entre 2,4% e 2,7% para 2019. Contudo, algumas incertezas ainda pairam tanto no ambiente econômico interno quanto externo e no que diz respeito à esfera política.

Em relação às questões econômicas domésticas, o encaminhamento da superação dos déficits fiscais provoca dúvidas. O desequilíbrio na Previdência, a maior fonte de desajustes nas contas públicas, é de difícil solução. Apesar de o Governo Federal registrar um superávit de R$ 99 bilhões até novembro deste ano, o déficit do INSS foi de R$ 186 bilhões, o que levou as contas da União a um rombo de R$ 87 bilhões (Dados do Tesouro Nacional). Ademais, apesar de o presidente eleito ter se convencido da imprescindibilidade da reforma, não sabe exatamente ainda qual modelo irá adotar.

Há três propostas de economistas: uma de Arthur e Abraham Weintraub; outra de Paulo Tafner e Armínio Fraga; e uma terceira de Fabio Giambiagi. Além do que, não é certeza que a negociação feita por Bolsonaro para a composição do governo – com bancadas e não com partidos, como tradicionalmente se fazia – se transformará em votos necessários para aprovar a Reforma da Previdência. E depois, a reformulação previdenciária – que requer mudança constitucional, necessita de dois turnos de votação no Senado e na Câmara e quórum qualificado de 3/5 dos parlamentares – gera muita impopularidade.

O desajuste nas contas dos estados e municípios é outra causa de instabilidade. Cinco estados não conseguiram pagar o 13° dos servidores dentro do prazo legal. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no exercício da Presidência da República, sancionou alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal que permite aos municípios, desde que haja queda na receita, ultrapassarem o limite de gastos com pessoal sem sofrer punições. Esse artifício distorce a realidade e, fatalmente, no futuro irá provocar mais desajuste fiscal.

Outro caso que ainda pode elevar muito a temperatura em Brasília e dificultar o clima político, inclusive atrapalhando o andamento de reformas, é o de Fabrício Queiroz. Ex-assessor do deputado estadual e senador eleito pelo PSL, Flávio Bolsonaro (RJ), filho de Jair Bolsonaro, Queiroz foi flagrado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) realizando operações financeiras de R$ 1,2 milhão de reais, entre 2016 e 2017, valor incompatível com sua renda mensal de R$ 23 mil. Inclusive, como complicador, há um depósito feito por Queiroz de R$ 24 mil para a conta de Michelle Bolsonaro, esposa do futuro presidente.

O panorama externo ganhou alguns contornos de incerteza com as críticas desferidas pelo presidente americano, Donald Trump, ao mandatário do Fed, o banco central dos EUA, Jerome Powell, a respeito da suposta elevação rápida dos juros no país. Tal postura, fez as Bolsas de Ações dos Estados Unidos caírem e contaminaram negativamente as da Europa. Entretanto, depois do Natal houve recuperação, com a Bolsa de Nova York tendo a maior alta nos últimos 10 anos, após Trump pedir aos investidores que voltasse a comprara ações. A trégua na guerra comercial entre EUA e China, anunciada no início do mês, também ajudou a restaurar o ânimo externo.

Dois índices (consultas sobre a situação de crédito dos consumidores e a receita nominal do varejo) apontam que este foi o melhor Natal para o comércio dos últimos quatro anos. E os indicadores da FGV, sobre a confiança do consumidor e dos empresários, estão no maior nível desde 2014 e de 2013, respectivamente. Ótimas notícias! Tudo somado, e independente da recente disputa eleitoral, é para se ter esperança que 2019 marcará a verdadeira recuperação econômica.

Feliz ano novo!

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

GESTÃO: Prefeituras de Santa Rita e Bacabeira paragaram salários de servidores nesta sexta-feira

Mantendo seu compromisso de valorizar o servidor, o prefeito Hilton Gonçalo pagou nesta sexta-feira (28), o salário de todo o funcionalismo público municipal.

O prazo legal para o pagamento do mês de dezembro seria até 8 de janeiro, mas visando garantir a circulação do dinheiro e oportunizando a virada de ano dos servidores municipais com dinheiro no bolso, a Prefeitura de Santa Rita pagou de forma antecipada os vencimentos.

O prefeito Hilton Gonçalo aproveitou para deixar uma mensagem de fim de ano aos servidores. “Ao longo de 2017 e 2018 pagamos todos os salários em dia e de forma antecipada, em 2019 continuaremos com o mesmo compromisso”, declarou.

Bacabeira

A mesma iniciativa teve a prefeita Fernanda Gonçalo. Os servidores municipais de Bacabeira também receberam seus vencimentos nesta sexta-feira (28).