PREVISÍVEL: Presidente do TRF-4 mantém Lula preso 2

Thompson Flores mantém Lula preso após manobras de-Moro Gebran e da PF

247 – “Determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele”, disse o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, após manobras de Sergio Moro, de João Pedro Gebran e da própria Polícia Federal, tomadas para manter Lula como preso político e impedir que ele dispute as eleições presidenciais de 2018, que Lula venceria com extrema facilidade. Abaixo, reportagem anterior:

247 – A decisão do desembargador Rogério Favreto chegou às 17h52 à Polícia Federal determinando a soltura do ex-presidente Lula. Segundo os policiais, o prazo de uma hora conta a partir deste momento e o que acontece neste instante é uma verdadeira guerra de nervos, em que policiais tentam obter obter uma determinação do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, impedindo a liberdade de Lula, que vem sendo mantido como preso político há mais de três meses. Legalmente, Thompson Flores não tem poderes para cassar o habeas corpus concedido por Favreto, mas o Brasil hoje uma anarquia jurídica e Thompson foi ao TRF4 para tentar manter Lula preso. Abaixo, reportagem da Reuters sobre o caso:

SÃO PAULO (Reuters) – O desembargador Rogerio Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, voltou a determinar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja solto neste domingo, e deu prazo até pouco depois das 17h para que a Polícia Federal cumpra a decisão e solte o ex-presidente.

Lula está preso em Curitiba desde abril para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

O despacho mais recente de Favreto vem depois de o relator do processo do tríplex na corte, João Pedro Gebran Neto, decidir que petista seguisse preso, por entender que Favreto, que está respondendo pelo plantão da corte, foi induzido ao erro ao deferir o pedido liminar feito por parlamentares do PT.

Favreto negou ter sido induzido ao erro e insistiu ter competência para determinar a libertação de Lula por estar no plantão da corte neste domingo e disse que não deve subordinação a outro colega, mas apenas aos tribunais superiores.

“Reitero o conteúdo das decisões anteriores, determinando o imediato cumprimento da medida de soltura no prazo máximo de uma hora, face já estar em posse da autoridade policial desde às 10h, bem como em contado com o delegado plantonista foi esclarecida a competência e vigência da decisão em curso. Assim, eventuais descumprimentos importarão em desobediência de ordem judicial, nos termos legais”, escreveu Favreto em despacho das 16h12.

“Não há qualquer subordinação do signatário a outro colega, mas apenas das decisões às instâncias judiciais superiores, respeitada a convivência harmoniosa das divergências de compreensão e fundamentação das decisões, pois não estamos em regime político e nem judicial de exceção”, acrescentou.

Na decisão, Favreto também determinou que as manifestações do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo caso na primeira instância, sejam enviadas à corregedoria do TRF-4 e ao Conselho Nacional de Justiça para apuração de eventual falta funcional do magistrado. Mais cedo, Moro se negou a cumprir a primeira decisão de Favreto pata soltar Lula e, dizendo-se orientado pelo presidente do TRF-4, pediu manifestação de Gebran Neto, que posteriormente revogou a liminar concedida por Favreto.

FALÊNCIA DA SAÚDE: Cidadão desesperado denuncia morte por falta de atendimento no Macrorregional de Imperatriz 6

Um vídeo comovente chegou ao Blog do Robert Lobato e revela a falência em que se encontra o sistema de saúde do Estado do Maranhão.

Nas imagens, um cidadão denuncia a morte de quem provavelmente seria algum ente querido seu e atribui o falecimento à negligência do Macroreegional de Imperatriz em negar atendimento ao paciente.

Mais uma caso que mostra de como o “Governo de Todos Nós” é cada vez mais um “Governo de Todos Eles”.

Confira o desespero do rapaz.

SANTA RITA: Prefeitura desenvolve uma série de atividades para celebrar o fim do semestre letivo

A Prefeitura de Santa Rita encerrou o semestre letivo da rede municipal de ensino na sexta-feira (6). Para celebrar a data, escolas desenvolveram uma série de atividades alusivas ao período junino e também por conta da Copa do Mundo, com belíssimas danças, apresentações culturais e comidas típicas foram oferecidas para as crianças, resgatando assim as manifestações culturais.

Além disso foi desenvolvido o Projeto Alimentação Saudável sendo na E.M Senhora Santana e tem como objetivo principal favorecer a reflexão de bons hábitos alimentares como os benefícios das frutas, verduras e legumes.  O projeto visa também ajudar as crianças a se prevenirem de diversas doenças como a hipertensão, diabetes, obesidade e etc.

Já na E.M Nauziro Silva, professores e alunos apresentaram as fábulas “A cigarra e a formiga” e também “O Leão e os ratinhos”. Momento de aprender um pouco mais através das histórias infantis.

Também teve espaço para o esporte, o Projeto Copa 2018 desenvolvido por alunos do turno vespertino do Colégio Militar Orlando Gasileu. Foram desenvolvidas atividades e mostra de comidas típicas regionais de cada país participante da Copa do Mundo. Finalizando o período letivo do primeiro semestre, os alunos resgatam as manifestações culturais de outros países através desse projeto.

O prefeito Hilton Gonçalo ficou extremamente satisfeito com o desenvolvimento das atividades, afinal uma das suas prioridades é preparar Santa Rita para o futuro através das futuras gerações.

ELEIÇÕES 2018: Reitor da Uema é obrigado apoiar Márcio Jerry e Odair José 26

Gustavo Pereira vai disputar mais um mandato de reitor da UEMA em meio de várias denúncias de irregularidades na sua gestão.

O reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), o controverso Gustavo Pereira da Costa, tem uma missão a ser cumprida: apoiar o Márcio Jerry (ex-Secap) e Odair José (ex-Comissão Central de Licitação), pré-candidatos a deputado federal e deputado estadual, respectivamente, ambos filiados ao PCdoB.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, Gustavo Pereira teria sido enquadrado pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB), no que o reitor, que surgiu no cenário político acadêmico graças às bênçãos da ex-governador Roseana Sarney (MDB), não teve como dizer “não”.

Gustavo Pereira vai disputar mais um mandato de reitor da UEMA este ano em meio a várias denúncias de irregularidades na sua gestão, entre as quais acúmulo de “supersalário” de fazer inveja a qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal.

Mas isso é assunto para outra postagem.

E que venha a Bélgica!

Você se permite sonhar?

Se não sabemos quais são nossos desejos mais profundos, podemos passar a vida sem ter feito nada para realizá-los, seguindo rumos que não são nossos

Liste seus sonhos numa folha de papel | Crédito: shutterstock.

Paula Abreu, via Vida Simples

No meu trabalho, ajudo as pessoas a estabelecer objetivos, fazer planos e se organizarem, se inspirarem e se motivarem para realizar esses sonhos. Mas, muitas vezes, o problema não é a falta de objetivo, metas, planejamento ou organização. O primeiro passo para realizar qualquer coisa na vida é sonhar.

Já perdi a conta de quantos clientes tive até hoje que me mostraram diferentes faces do verdadeiro problema: eles não sabiam quais eram seus sonhos. E, quando não sabemos quais são nossos sonhos, não fazemos nada para realizá-los. Vamos sendo levados pela vida, sem direção. Ou, pior, na direção do que outras pessoas escolheram para nós, e, por inércia, aceitamos.

Mesmo quando sabemos quais são nossos sonhos, podemos nunca ter parado para refletir sobre qual é o preço que estamos pagando, por não correr atrás deles — seja agora, seja no final da vida, ao constatar que nada fizemos para realizá-los. Quando faço essas perguntas aos meus clientes, escuto que o preço por não realizar seus sonhos é a tristeza, depressão, fracasso, baixa autoestima, e, no hipotético leito de morte, a sensação de ter jogado a vida fora.

Antigamente eu tinha um sonho: viajar o mundo. Mas, na época, eu não conseguia viajar quase nunca porque trabalhava como advogada e tinha pouco tempo. Até que, em abril de 2012, fui demitida e me vi, de uma hora para a outra, desempregada e com um filho de 3 anos para sustentar. E, para complicar ainda mais, resolvi aproveitar o empurrãozinho do universo para abandonar a carreira como advogada.

Eu poderia ter pensado: agora é que não vou mesmo viajar, porque “para isso preciso de muito dinheiro”. Na minha cabeça, eu estava abandonando uma carreira em que fazia dinheiro para então viver da escrita, e, como “não se ganha dinheiro escrevendo no Brasil”, eu tinha certeza de que seria pobre para sempre. Pobre, mas feliz. De lá pra cá, estive em Nova York, Londres, Paris, Amsterdã, Berlim e outros tantos lugares incríveis que nem conseguiria lembrar agora.

No começo da minha “nova” carreira, algumas dessas viagens só foram possíveis por circunstâncias especiais. Desde eu ter me hospedado no Brooklyn na casa de uma artista plástica que conheci e hospedei na minha casa, passando por dormir na casa de estranhos fazendo couchsurfing, até ir para o Saara e a Amazônia a trabalho, não só não pagando mas sendo paga para estar lá. Circunstâncias que eu acharia impossíveis na minha vida passada.

Agora eu proponho algo que talvez você não faça há tempos: sonhar. Pegue uma folha de papel e liste pelo menos dez sonhos seus, dos mais simples aos mais malucos e “impossíveis”. Não se limite por crenças negativas. Permita-se sonhar. É aí que tudo começa a acontecer.

Paula Abreu é coach e autora do livro Escolha Sua Vida. Oferece meditação gratuita no www.acreditaemedita.com.br

SENADO 2018: Projeto político ou oportunismo de algumas mulheres do PT? 2

O movimento pró-Adriana acaba por enfraquecer ainda mais a relação entre o PT e o governo, pois sabe-se que o Palácio dos Leões já tem seus candidatos ao Senado Federal. E isso é tudo que os comunistas querem, ou seja, mostrar que se nem o PT se entende internamente como é querer vaga na chapa majoritária liderada por Flávio Dino.

Um grupo de mulheres do PT maranhense lançou o nome da presidente da CUT, a sindicalistas Maria Adriana Oliveira, como pré-candidata a senadora.

Até aí nada demais e é legítima a atitude de parte dessas meninas do PT, que é liderada pelas mesmas forças foram os responsáveis pelo racha na corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), levaram algumas vantagens via o vereador de São Luis, Honorato Fernandes, além de sinecuras e outros penduricalhos do Governo do Estado (Agência Estadual de Mobilidade de Urbana – MOB) em troca de darem a vitória ao atual presidente do PT Augusto Lobato e, assim, derrotar deputado Zé Inácio no último PED.

Ocorre que a legitimidade do grupo esbarra no que pode ser mero oportunismo por parte das moças. Explico.

Ora, o PT possui dois pré-candidatos ao Senado que são os professores Nonato Chocolate e Márcio Jardim, cujos registros foram feitos no início do ano. E ambos defendem uma posição mais autônoma do PT em relação ao governo.

Ao lançarem o nome de Adriana Oliveira, o grupo de mulheres parece apostar não na viabilidade política e eleitoral da petista, mas na luta interna para levar o partido a mais um desgaste desnecessário. Aliás, esse movimento parece mais uma invenção do que realmente uma proposta política, até porque nem a própria Adriana demonstra lá muita empolgação com nesse projeto.

Isso sem falar que o movimento pró-Adriana acaba por enfraquecer ainda mais a relação entre o PT e o governo, pois sabe-se que o Palácio dos Leões já tem seus candidatos ao Senado Federal. E isso é tudo que os comunistas querem, ou seja, mostrar que se nem o PT se entende internamente como é querer vaga na chapa majoritária liderada por Flávio Dino.

Outro aspecto importante é que nem todas as mulheres do PT apoiam esse projeto, a exemplo de ex-deputada federal Terezinha Fernandes e outras.

Sobre essa pré-candidatura de Adriana, uma fonte do PT revelou ao Blog do Robert Lobato: “Washington [ex-vice-governador Washington Oliveira, atual concelheiro do TCE-MA) e Zé Carlos [deputado federal] só se uniram nesse projeto [Adriana senadora] para não dividir o Fundo Partidário com uma possível candidatura majoritária, pois sabem que no máximo Adrina pode vir a ser suplente de Weverton Rocha”.

O fato é que chega a ser até uma maldade o que estão fazendo como a presidente da CUT, Adriana Oliveira.

Não só expõem a companheira como o próprio PT…

SÃO JOÃO DO SÓTER: Quatro anos do “governo da mudança” e o Maranhão ainda é uma terra sem lei 4

Via blog Palmas e Palmadas, de Josué Moura

Não se trata aqui de aproveitar uma carnificina como a que ocorreu na até então pacata São João do Sóter – pequeno município Município (1.438,1 km²) criado em 1997, com 17.104 habitantes, localizadona região dos Cocais, à 57 quilômetros de Caxias -, para jogar a culpa no Governo Comunista de Flávio Dino, mas precisamos registrar que tudo isso aconteceu por falta se segurança pública.

O que ocorreu naquele Arraial não foi apenas o que a imprensa chamou de “tragédia”, tornando o sinistro como algo do acaso, “coisa da ignorância de homens”, como se nada fosse possível ser feito preventivamente numa festa para evitar uma matança com os desdobramentos que se seguiram culminando com um linchamento, um dos crimes mais repugnantes da humanidade, que nos dias de hoje significa o império da barbárie e o fracasso do Estado em manter a ordem pública.

Não! São João do Sóter, apesar de ser um pequeno município, não está fora do mundo, não é um caso isolado, é infelizmente o retrato do Maranhão, em especial os chamados “grotões”, onde geralmente tem três policias desaparelhados, incapazes de darem segurança a uma festa pública e depois, sem o reforço necessário, impedirem matanças e linchamentos.

Vista aérea de São João do Sóter-MA, exemplo da falta da presença do Estado na Segurança Pública.

Nesses arruados – conheço muitos em todas as regiões do estado -, pouco se sente a presença ou o poder da autoridade. Polícia quando tem não é confiável e quase todo mundo anda armado. As autoridades? São “otoridades TQQ”, ou seja: o prefeito, o delegado e o juiz – esses dois últimos quando tem – moram na capital e quando ficam no município é somente terça, quarta e quinta.

Assim é o Maranhão, onde na campanha passada um juiz era o candidato e nos prometeu uma “grande mudança”, principalmente na Segurança Pública. O Juiz, Flávio Dino de Castro e Costa se elegeu, reascendendo nossas esperanças. Mas, infelizmente, ao final de quase quatro anos do “governo da mudança”, o Maranhão ainda é uma terra de bandoleiros, sem lei, onde grupos ensandecidos fazem justiça com as próprias mãos, sob os olhares complacentes ou inertes da força pública.

Fica aqui o meu repúdio, não é esse o Maranhão que queremos. Termina logo teu mandato, Flávio Dino!!

O dilema fiscal da América Latina

Por Eden Jr.*

Bastante oportuno o relatório semestral lançado, em meados de abril, pelo Banco Mundial (World Bank) “Ajuste Fiscal na América Latina e Caribe: Dores no Curto Prazo, Ganhos no Longo?”. O documento discute, como questão essencial, o dilema a que os países da região estão submetidos: os impopulares ajustes fiscais trarão resultados positivos para o desempenho da economia nos próximos anos. É notável a mudança de postura do Banco, uma organização multilateral formada por cinco agências que tem como missão reduzir a pobreza e gerar desenvolvimento sustentável. O Banco Mundial, assim como outras instituições globais, geralmente tem compromisso com posturas mais ortodoxas no campo econômico. Nesse estudo, a instituição financeira mostra-se menos convencional (ou mais “progressista”) e admite: (a) que os países devem fazer ajustes fiscais graduais, ou seja, menos rigorosos no curto prazo; (b) a importância dos programas de transferência de renda para a alavancar o crescimento e (c) que os cortes de verbas não podem recair sobre os gastos sociais.

Depois de seis anos de retração, o conjunto da economia da América Latina e Caribe (ALC) parece ter ressurgido em 2017, registrando um crescimento de 1,1% (puxado pela Argentina +2,9% e Brasil +1%), com perspectiva de elevação de 1,8% neste ano e de 2,3% em 2019. Fatores determinantes para o bom resultado do ano passado foram a recuperação do preço das commodities (petróleo, soja e cobre) – produtos largamente exportados pelos países das Américas; expectativa de continuidade do crescimento da China (6,5%) e Estados Unidos (2,3%) – importantes parceiros comerciais do bloco; o ingresso de capital na região (47,5 bilhões de dólares em 2017) e a redução das taxas básicas de juros em vários países – inclusive no Brasil – que ajuda a estimular a economia.

Com o cenário mundial favorável, a questão fiscal emerge como o principal problema macroeconômico para a ALC. Quando se olha para o desastre das contas públicas brasileiras, legado do Governo Dilma Rousseff, com os seus déficits fiscais sucessivos (o Tesouro Nacional anunciou, na última quinta-feira, dia 28, déficit primário em maio de R$ 11 bilhões) e uma espiral permanente de aumento da relação dívida/PIB, pode-se até pensar que esse é um problema particular nosso. Mas não é. Segundo o Banco Mundial, 31 dos 32 países avaliados tiveram déficit global ou nominal (considera todas as receitas e despesas, inclusive o pagamento de juros) em 2017. Granada foi a exceção, sendo o único país do grupo a ter superávit nominal. O Brasil registrou déficit primário (não inclui o pagamento de juros) de 2% do PIB e um rombo nominal de 8% do PIB, a Argentina de 4% e 7% e a Venezuela de 16% e 17%, respectivamente – mas esta última é tida como um pária da América do Sul, que enfrenta uma crise humanitária, resultado, em grande medida, das gestões econômicas destrambelhadas de Maduro e Chávez. No agregado da ALC o déficit fiscal médio é de 2,4% do PIB. Quando se verifica o endividamento das nações, ele também é crescente, com a dívida bruta média ficando em 57% do PIB (a dívida brasileira está em 75% do PIB), mas em países como Jamaica, Barbados, Venezuela, Belize e Antígua e Barbuda, a relação dívida bruta/PIB ultrapassa 80%.

Várias nações começaram a implementar um ajuste fiscal gradual, contudo para o World Bank será necessário: (a) apressar o ajuste fiscal; (b) realizar mais reformas estruturais (especialmente dos sistemas previdenciários) e (c) fortalecer regras fiscais (de acordo com a realidade de cada país). A virtude dos ajustes seria, em tempos bons, abrir espaços nos orçamentos para serem usados em ações contracíclicas (como obras públicas ou programas sociais) em momentos de crise. A idéia é que ao logo do tempo, déficits fiscais baixos reduzam a dívida e levem à manutenção de fenômenos positivos já constatados em quase toda a região como: controle da inflação, diminuição da pobreza e da desigualdade social.

O Banco Mundial assegura que os detestados e procrastinados ajustes fiscais (veja-se o caso do Brasil, em que medidas de contenção estão fora do radar da sociedade, de presidenciáveis e de parlamentares) geram benefícios no longo prazo. O resultado dos testes aplicados, em países da ALC, mostrou que a redução de 1 ponto percentual no déficit fiscal primário em relação ao PIB, gerou queda de 2.0 p.p. na inflação e elevou 0,2% p.p. a taxa de crescimento de longo prazo da economia.

Outras conclusões foram no sentido de que, num processo de ajuste fiscal: (a) é melhor elevar impostos, em vez de cortar investimentos ou reduzir transferências sociais (particularmente para os mais vulneráveis), isso em países com níveis baixos de tributação (o que não é o caso do Brasil e nem do Uruguai, que têm carga tributária de 28% do PIB); (b) os cortes de despesas devem ser graduais – como ocorre na Colômbia – em vez de bruscos e (c) a tesourada nos gastos públicos deve poupar os investimentos – estes são importantes para o crescimento – e as transferências sociais, pois estas ajudam na expansão da economia e no combate à pobreza.

Diante do contexto intricado, o uruguaio Carlos Végh, economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, declarou recentemente: “A situação fiscal é muito frágil. É um grande desafio macro que a região enfrenta hoje”.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)