Sobre apreensões de veículos: o exagero do príncipe 9

Em face da edição do decreto da “bondade”, sobram algumas indagações: havia necessidade de apreender e leiloar milhares de veículos dos cidadãos menos favorecidos em tão curto espaço de tempo? Foi oportunizado, sobretudo a este público mais humilde o esgotamento de todas as vias para que resveses seus bens? Qual “vantagem” auferiu o estado com tais medidas? Como ficam aqueles que perderam, na maioria das vezes, seu único bem?

por Abdon Marinho

Colho da obra “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel o seguinte: “Deve o príncipe, não obstante, fazer-se temer de forma que, se não conquistar o amor, fuja ao ódio, mesmo porque podem muito bem coexistir o ser temido e o não ser odiado: isso conseguirá sempre que se abstenha de tomar os bens e as mulheres de seus cidadãos e de seus súditos e, em se lhe tornando necessário derramar o sangue de alguém, faça-o quando existir conveniente justificativa e causa manifesta.”

E arremata: “Deve, sobretudo, abster-se dos bens alheios, posto que os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio.”

Em textos anteriores assentei o quanto era despropositada e exagerada a política de empreendida pelo governo estadual de apreender e leiloar os veículos dos cidadãos – estima-se que cerca de 15 mil foram apreendidos e quase 12 mil leiloados, nos últimos três anos e meio –, na maioria das vezes, o único bem dos cidadãos que vêm enfrentando uma das maiores crises econômicas de todos os tempos, graças, sobretudo, aos equívocos dos governos aliados do atual governo estadual no plano federal.

Foram tantas as apreensões e leilões que arrisquei dizer que se fosse, o governo estadual, uma concessionária de veículo teria sido campeã de vendas recordes nos três anos seguidos.

Ora, ninguém, no mundo real, atrasa as contas por querer ou por serem “foras-da-lei”, como tentou sustentar a propaganda oficial durante muito tempo: de que as apreensões se davam como medida de combate à violência, que os veículos aprendidos eram de marginais e que, portanto, estar-se-ia fazendo um bem maior a sociedade: sua segurança.

O tempo provou que, apesar das apreensões “para combater a violência”, esta (a violência) mantém os mesmos índices desde o início do atual governo, conforme atesta o site G1, apresentando, inclusive, pasmem!, um acréscimo nos anos de 2015 e 2016.

Ano passado, 2017, o número de crimes violentos no estado alcançou 1.945 vítimas, o que representa 27,8/100 mil habitantes, o Maranhão tem 7 milhões de habitantes. Apenas para se ter uma ideia, o Estado de São Paulo, com mais de 45 milhões de habitantes, uma população seis vezes superior a nossa, registrou “apenas” 3.892 crimes violentos, o que lhe conferiu uma média de 8,6/100 mil habitantes, a mais baixa do país.

Elementar, caro Watson (a mais famosa frase jamais dita por Sherlock Holmes, personagem imortalizado por Sir Arthur Conan Doyle), salvo algumas exceções, a bandidagem hoje está muito mais profissionalizada, quer passar despercebida, exceto para o cometimento de crimes, seus veículos estão em dias com suas taxas. Assim, o “grosso” das apreensões de veículos deu-se em cima dos cidadãos comuns, operários, trabalhadores que sofrem com a crise, com o preço da gasolina e do gás de cozinha. 

São os assalariados que ganham um ou um pouco mais do salário mínimo que não consegue pagar as dívidas de seus veículos pois têm de optar entre pagar e colocar o “de comer” dentro de casa; o que está voltando a cozinhar na lenha pois o botijão de gás consome quase dez por cento do ordenado.

Foram estes os cidadãos que, para trabalhar e fugir do caótico transporte coletivo, fez um cavalar esforço para comprar um “carrinho” ou uma moto em “trocentas” prestações, que atrasou suas obrigações com pagamento das suas taxas e licenciamentos. 

Muitos deles, tendo perdido o emprego usavam/usam seus veículos para fazer o, também, reprimido transporte coletivo, atuando como “mototaxistas”ou “uber genérico”. Estas foram as pessoas a quem foi direcionada a politica de apreensões de veículos. E foram elas que, por não poderem resgatar os mesmos, devidos as multas e taxas, perderam seu único bem e meio de sobrevivência. 

Outro dia, assisti, com profundo pesar e indignação, a revolta de um proprietário de veículo apreendido no Município de São José de Ribamar. O cidadão tomado por incontida revolta e desespero destruiu todo o seu veículo. Já sabia que uma vez apreendido não teria como resgatá-lo.

São pessoas como aquele companheiro que encontrei no interior em uma de minhas andanças, ainda por meados de 2015, ele me revelou, conforme já narrado aqui, toda a sua revolta com o governo por ter, segundo ele, “acabado” com sua moto na campanha do atual governador e, quando pensava que receberia alguma compensação pelo esforço, “perdeu” a sua moto numa destas blitzes do governo estadual. Perdeu, aliás, em definitivo, pois não teve como quitar o que devia e ela foi a leilão.

O país tem vivido, nos últimos anos, uma das crises mais agudas. Só quem não convive com os cidadãos comuns ignora isso. Diariamente recebo abordagem de jovens, de senhores, senhoras e até pessoas com idade mais avançada, me pedindo uma ajuda, um emprego, uma colocação de trabalho para si ou para alguém seu. 

As estatísticas comprovam o que já sabia  pelo diálogo permanente com as pessoas: que houve um aumento da miséria no Maranhão. Ela vem de longe e se acentuou nos últimos anos (aguardem texto específico sobre isso).

Pois bem, ao que parece só agora o governo se deu conta desta crise e acena, no assunto específico das apreensões de veículos com uma uma providência já contida no Código Nacional de Trânsito de dar preferência a educação e conscientização dos cidadãos ao invés de apreender e leiloar seus bens sem maiores considerações. 

A medida vem com “apenas” três anos e meio de atraso. Essa era uma medida que deveria ter sido implementada no começo do governo. Ao invés de aprender os veículos deveriam, antes de tal medida, ter feito as blitzes educativas e de conscientização. Aquilo que o decreto editado ou a editar prevê “copiando” o que já determina o Código Trânsito Brasileiro – CTB, Lei 9.503. Qualquer um sabe disso: Primeiro se educa, se conscientiza, se é tolerante, para depois aplicar os rigores da lei. 

Assisto a tudo isso fico com impressão de que os membros do governo ao invés de lerem “O Príncipe”, Nicolau Maquiavel, leram apenas “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exúpery – sem qualquer embargo, uma obra igualmente magnífica, porém mais afeita às coisas dos sentimentos que da politica. Caso tivessem atentados para a obra do genovês ao invés da obra do francês, teriam percebido que no seu escólio consta o lapidar ensinamento de que o mal deve ser feito de uma só vez enquanto que o bem deve se fazer aos poucos. 

Pois é, se passaram três anos e meio, indiferentes ao sofrimento do povo, na aplicação dos rigores da lei, passa a assistir razão aos críticos e opositores, quando agora, às vésperas de uma eleição, na quadra final do mandato, tentam “vender” a ideia que passaram a praticar o bem fazendo cessar as multas, apreensões e leilões, passando a educar e conscientizar. 

Em face da edição do decreto da “bondade”, sobram algumas indagações: havia necessidade de apreender e leiloar milhares de veículos dos cidadãos menos favorecidos em tão curto espaço de tempo? Foi oportunizado, sobretudo a este público mais humilde o esgotamento de todas as vias para que resveses seus bens? Qual “vantagem” auferiu o estado com tais medidas? Como ficam aqueles que perderam, na maioria das vezes, seu único bem?

Ainda que não seja essa a intenção fica parecendo uma medida eleitoreira  na intenção de captar os votos da patuleia.

Abdon Marinho é advogado. 

Brasil Frutt: um exemplo de empreendedorismo e sucesso

Não apenas pelo conjunto da obra, mas também pelos pequenos detalhes, que a Brasil Frutt a cada dia se consolida no seu setor, expandido ainda mais os seus negócios, gerando empregos, renda, impostos e que é mais simbólico: expressando a força e talento do empreendedor brasileiro, nordestino e, no caso da família Louredo, do povo cearense

Empreender é, para muitos, uma vontade, um desejo ou mais do que isso: é a busca do sucesso de transformar o sonho do negócio próprio em uma realidade.

Mas, claro, não basta apenas vontade, desejo ou tão somente sonhar. Alcançar o êxito de um negócio seja do porte que for, micro, pequeno, médio ou grande, requer muitas habilidades e capacidades do empreendedor.

Paciência, perseverança, visão, foco, liderança, o famoso jogo de cintura político etc, fazem parte de um extenso e complexo “menu” de quem deseja ser um homem ou uma mulher de sucesso no mundo empresarial.

Essas habilidades e capacidades estão presentes num empreendedor com “E” maiúsculo chamado Francisco Gonçalves Louredo, um cearense da cidade de Russas, localizada à beira do rio Jaguaribe e conhecida como a terra da laranja.

Entre as décadas de 1960 e 1970, em plena cidade de São Paulo, Francisco Louredo, ao lado sua esposa Francisca da Silva Louredo, deram início a que hoje é chamada de Brasil Frutt, uma empresa que comercializa Frutas Secas, Castanha de Caju, Amêndoas, Pistaches, Castanha do Pará, Temperos, Conservas, Azeites, Bacalhau, Pêssegos em Calda, Doces, enfim, um rol de produtos cuja extrema qualidade é característica principal.

O desafio de uma empresa familiar

Senador Tasso Jereissati entre o jovem empresário Lincoln Louredo e o seu pai Francisco Louredo, fundador da Brasil Frutt.

A Brasil Frutt é um “case” de sucesso não apenas no ramo que atua, mas principalmente no que convencionou-se chamar de “empresa familiar”.

Quem é atua no ramo organizacional, seja como empresário, consultor, assessor ou funcionário, sabe que empresas familiares costumam ter vida curta no momento em que os proprietário confundem o negócio com questões domésticas. Ou ainda quando os filhos acham que “meter” a mão no caixa da empresa é normal “porque a empresa é da minha família e se é dela é minha também”.

Na Brasil Frutt, porém,  há uma cultura que separa as relações domésticas das missões, metas e objetivos da empresa.

Não obstante ser gerida conjuntamente com os filhos do casal Francisco e Francisca Louredo, entre eles o jovem Lincoln, o que prevalece no ambiente empresarial da Brasil Frutt é o profissionalismo, foco em resultados, criatividade, humildade e muito respeito à história que fez deste empreendimento o que ele é há mais quatro décadas.

Não apenas pelo conjunto da obra, mas também pelos pequenos detalhes, que a Brasil Frutt a cada dia se consolida no seu setor, expandido ainda mais os seus negócios, gerando empregos, renda, impostos e o que é mais simbólico nessa história de sucesso organizacional: expressado o talento do empreendedor brasileiro, nordestino e, no caso da família Louredo, do povo cearense.

Vida longa a Brasil Frutt e ao grupo Louredo.

Gil Cutrim tentar questionar trabalho de Luis Fernando exatamente onde o ex-prefeito foi negligente 2

Para tentar justificar a sua desobediência no que diz respeito a não cumprir o que prevê o Estatuto das Cidades, que determina a revisão do Plano Diretor a cada 10 anos, Gil Cutrim andou “plantando” na imprensa aliada a Lei Complementar de nº 27 que dispõe sobre Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, sancionada por ele em 2012, como sendo a revisão do Plano Diretor

O ex-prefeito Gil Cutrim (PDT) diz que é candidato a deputado federal. Pois bem.

Ao invés de estar preocupado em catar votos para a sua eleição, que está longe de ser algo fácil, resolveu “tirar onda” ou “se aparecer”, como diz um dileto amigo ribamarense. Explica-se.

Depois de deixar um rastro de desserviços no município de São José Ribamar, Gil Cutrim agora tenta desqualificar a atual gestão do prefeito Luis Fernando (PSDB) exatamente no ponto onde o pedetista foi negligente enquanto gestor.

Trata-se da atualização do Plano Diretor do Município, anunciada por Luis Fernando na semana passada, por meio da contratação de uma empresa especializada para apoiar o Município no processo de revisão desse instrumento de planejamento urbano.

Afoito, ou por querer “se aparecer” mesmo, Gil Cutrim teve a maior cara dura de afirmar que a sua gestão (2011 a 2016), pasmem!, fez a revisão do Plano Diretor da cidade!. A audácia é tamanha que chega-se a questionar se o ex-prefeito e seus asseclas sabem realmente o que é Plano Diretor.

Confundindo conceitos

Para tentar justificar a sua desobediência no que diz respeito a não cumprir o que prevê o Estatuto das Cidades, que determina a revisão do Plano Diretor a cada 10 anos, Gil Cutrim andou plantando na imprensa aliada a Lei Complementar de nº 27 que dispõe sobre Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, sancionada por ele em 2012, como sendo a revisão do Plano Diretor.

Pensando estar ajudando a esclarecer as coisas, o ex-prefeito acabou confundindo conceitos e por tabala levando alguns blogs darem uma tremenda “barrigada”, pois não precisa de muito conhecimento para se chegar à conclusão óbvia: a Lei de Uso e Ocupação de Solos é apenas um dos vários instrumentos da política urbana que tem como vetor, no Município, o Plano Diretor, que é o instrumento macro, norteador do planejamento desenvolvimento do município. A Lei de Zoneamento, portanto, deve estar pautada nas premissas e diretrizes estabelecidas no Plano Diretor.

De acordo com a lei que trata do Plano Diretor dos municípios, no processo de elaboração e implementação, os Poderes Legislativo e Executivo municipais garantirão a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade. Ninguém teve notícia nem de longe que isso aconteceu em 2016, ano o qual a revisão deveria ter ocorrido. Ou seja, na época que Gil era prefeito.

Agora, diferentemente, a atualização do Plano Diretor vai acontecer efetivamente como manda a lei. E foi isso que foi anunciado pelo prefeito Luis Fernando na semana passada através da contratação de empresa especializada. Todas as leis relativas serão revisadas após a participação popular, nas várias audiências públicas, cujo calendário já foi apresentado à população.

Por fim, a verdade é que essa dita revisão do Gil deve ter sido igual a um famoso Plano que ele diz ter feito para o saneamento básico para poder entregar os serviços no município para a Odebrecht (hoje BRK) e que foi declarado nulo pela justiça e é alvo de inquérito civil público no âmbito do Ministério Estadual.

Menos, meu caro Gil, bem menos.

JOSÉ REINALDO: Minha saudação a Geraldo Alckmin 18

por José Reinaldo

Resolvi divulgar aos amigos a saudação que fiz, por escrito e lida por mim na impressionante recepção a Alckmin no Centro de Convenções, sábado passado, pedindo a ele para levar consigo e guardar como recordação do glorioso momento que vivíamos ali, cheios de esperança. Isso serviria para cobranças e lembranças futuras.

“Ao caro amigo Presidente Geraldo Alckmin”

Ao chama-lo de presidente quero expressar o desejo que temos de vê-lo dirigindo o nosso país.

O Brasil que precisa de mãos firmes e experientes para nos conduzir em meio ao mais desalentador período de nossa história recente. Da desunião, do “nós contra eles”, da falta de diálogo e de confiança, de rumo a seguir, do desalento e da falta de esperança no futuro que só nos leva ao desemprego, a violência e a falta de perspectiva como nação.
É preciso mudar isso tudo e dar rumo e paz ao nosso país. O momento é propício com a escolha que teremos que fazer do nosso futuro presidente.

Nós do PSDB temos o melhor candidato, Geraldo Alckmin. Quatro vezes governador de São Paulo, homem competente, experiente, honesto, humilde, acostumado a cuidar das pessoas, conduziu São Paulo na maior crise, mantendo o estado equilibrado e firme, investindo, esse estado que é uma síntese do Brasil, sim, pois quantos maranhenses e de outros estados do Nordeste vivem ali, brasileiros de todos os estados tem uma vida melhor em São Paulo.

Quem mais entre os candidatos conhecidos a presidente pode se comparar a Geraldo? Ninguém. Quem mais preparado?

Presidente, São Paulo é isso tudo, sem dúvidas nenhuma, porque em grande parte do tempo foi governada pelo PSDB. Nós, o Maranhão, somos hoje o estado mais pobre do país. Menor renda per capita, menor renda domiciliar per capita, mais da metade de nossas famílias vivem do Bolsa Família, em meio a perversa desigualdade social, que nos leva a baixíssima produtividade e ao desemprego crônico. Agora mesmo o jornal Valor Econômico, com dados da PNAD continuada, mostra que nos últimos dois anos a pobreza absoluta aumentou no Maranhão. E na Ilha de São Luís, aumentou inacreditáveis 48 %. Não podemos nos conformar com isso, presidente.

Precisamos de socorro, precisamos de ajuda. O Sr. que governou São Paulo durante tanto tempo que ajudou o mais importante estado da Federação a ser o que é, dê as mãos ao Maranhão. Mãos firmes, sinceras, para nos ajudar como nunca antes. Ajude, presidente, a fazer do Maranhão um estado menos desigual, menos pobre, mais próspero como é o desejo de todos os maranhenses.

Já lhe falei e confio na promessa que me fez, de apoiar os nossos projetos mais sonhados, como a refinaria, o polo petroquímico, o centro espacial de Alcântara, o fundo financeiro de apoio aos quilombolas daquele município, afetados pelas necessidades de expansão do centro, tornando-os sócios dos lançamentos que ocorrerão ali, assim como também do Programa Primeiro Empurrão, para formar as novas gerações de maranhenses, e da cooperativa de microcréditos para as famílias pobres e para jovens empreendedores.

De mãos dadas, presidente Alckmin, vamos para a vitória. O Brasil precisa do senhor. E o Maranhão muito mais.

Com a candidatura de Roberto Rocha para o governo do estado, o PSDB marchará unido para a vitória.

Seja bem-vindo! “

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Ontem soubemos do Decreto do Governo Federal de 5 de Abril de 2018 que cria a reserva Extrativista da Baia do Tubarão, localizada nos Municípios de Icatú e Humberto de Campos, Estado do Maranhão.

Ninguém sabia disso. O bico do Papagaio, bem na entrada da Baia do Tubarão, era o local escolhido e já visitado inúmeras vezes para ser o porto da refinaria e do Polo Petroquímico, com estudos quase prontos o que poderia levar grande desenvolvimento para a região tão pobre.

Agora paciência, não há de nossa parte nenhuma crítica a criação da reserva, ninguém irá lutar contra a decisão que procura proteger o meio ambiente, tão importante para todos nós.

Assim o projeto atrasa um pouco pois outros locais serão estudados e a tendência é que o projeto vá para Bacabeira mais próximo da refinaria.

Vamos em frente.

ELEIÇÕES 2018: Leonardo Sá firma aliança e garante apoio a sua pré-candidatura em Alto Alegre do Pindaré

Ontem (06), Dr. Leonardo Sá que é pré-candidato a Deputado Estadual no Maranhão, esteve em Alto Alegre do Pindaré em conversa com o ex Prefeito Altemir (PRTB), e o candidato a prefeito das eleições de 2016 Netinho (PSD). Na ocasião Leonardo firmou aliança política com toda oposição de Alto Alegre do Pindaré.

Além do apoio de Altemir (PRTB), e Netinho (PSD), Leonardo também agregou a sua extensa lista de apoiados Vereadores da oposição no Município como, Elisangela do Zé Gato (PROS), Elias do Bairro Novo (PTdoB), Enfermeira Vilma Marques (PRTB), Magno do Allan Kardec (PSD) e outras lideranças importantes no Município como Professor Zozima e o ex Vereador Allan Kardec.

Leonardo vem firme na sua luta em busca de parcerias políticas em vários Municípios pelo Maranhão, desde que declarou ser pré-candidato a Deputado Estadual, Leonardo vem obtendo êxito em todos as cidades que visita, agregando amigos e apoiadores ao seu projeto de 2018, em entrevista Leonardo afirmou está firme e confiante: Cheguei aqui em Alto Alegre, fui muito bem recebido por todos, só tenho que agradecer primeiramente a Deus e segundo a todas as pessoas que me receberam aqui, e que estão depositando em mim a sua confiança e seu apoio para esse projeto de 2018 que passa a ser de cada um deles agora, eu estou firme com a minha pré-candidatura, estou confiante que a vontade de Deus será feita e seremos vencedores, agradeço ao Altemir, ao Netinho, enfim a todos, que Deus abençoe cada um de nós e nos coloque no caminho certo, para que consigamos chegar ao nosso objetivo. Eu sei que agora vai!

Leonardo já foi o Vereador mais votado por duas eleições na cidade de Pinheiro, disputou as eleições de 2016 como candidato a Prefeito e agora lança sua pré-candidatura a Deputado estadual, tendo 51% das intenções de votos só em Pinheiro, segundo pesquisa divulgada.

(Da Assessoria do pré-candidato)

A escalada do dólar

Por Eden Jr.*

Nos últimos dias tomou conta do noticiário econômico a valorização do dólar frente ao real. Contudo, apesar de aparentemente esse ser um movimento pontual, ou que vem se intensificando apenas nos últimos tempos, dados revelam que a ascensão da moeda americana já ocorre há alguns meses, de forma sólida, e que divisas de outros países também vêm se enfraquecendo. Demonstrando assim, que essa é uma tendência mais global do que local. Do começo do ano até o final e abril, o real se desvalorizou 5,23% em relação ao dólar. É a quarta moeda que mais perdeu valor no mundo em confronto com a divisa estadunidense, superada pelo peso argentino (10,29%), pelo rublo russo (8,97%) e pela lira turca (6,76%). Nos últimos 12 meses, o real perdeu 8,84% de seu valor, quando comparado ao dólar – cotações da Economática.

Fatores econômicos internos e externos são decisivos para essa elevação. No que diz respeito aos determinantes externos, além da “guerra comercial” entre EUA e China, que desestabiliza toda a economia mundial, o principal é a expectativa de que ainda este ano o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) suba duas vezes os juros – que estão atualmente na faixa entre 1,5% e 1,75%. Essa alta deve ocorrer, pois a economia dos Estados Unidos está aquecida (crescendo 2,3% ao ano), o desemprego, dessa forma, está baixo (na casa dos 4%) e a inflação (em torno de 1,9% ao ano) ameaça superar a meta de 2%. Todos esses indicadores sugerem a alta dos juros, para conter a inflação e reprimir a ameaça de falta de mão de obra. Com a elevação dos juros nos EUA, é natural que ocorra uma forte migração de dólares de todo o mundo para o mercado americano, que ainda é um dos menos arriscados e, agora, pagando juros melhores, torna-se bastante atrativo. Tal deslocamento faz com que “faltem dólares” em muitos países, e as moedas locais se desvalorizem.

O Brasil tem uma particularidade adicional, tendo em vista que promoveu uma consistente queda nos juros nos últimos tempos. Saíram de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para os atuais 6,5% a. a. (menos 54%). Essa conjuntura aproximou muito a taxa brasileira da americana, fazendo com que o investidor opte pelo mercado mais seguro, pois a diferença de juros não paga o risco de aplicar no Brasil. Esse contexto desestimulou, inclusive, o “jogo de arbitragem” (que traz dólares para o país), mediante o procedimento de tomar empréstimos em dólar no exterior, onde os juros eram menores, aplicar no mercado brasileiro, com taxas melhores, auferir o lucro, pagar o empréstimo no estrangeiro e ainda ficar com uma boa quantia de sobra.

Ainda há dois fatores que tornam a situação brasileira mais complexa em relação à cotação do dólar, pois afugentam investidores estrangeiros. O primeiro: o desmantelo das contas públicas, que gera constantes déficits do governo e leva a dívida pública ao descontrole. De acordo com o Banco Central, a dívida bruta do país, em março, atingiu inéditos 75,3% do Produto Interno Bruto (PIB), aumentando o risco de um “calote tupiniquim”. O segundo: a aproximação das eleições e a possibilidade de vitória de um candidato não comprometido com a disciplina fiscal, que não faça avançar a Reforma da Previdência, inquieta a maioria dos analistas, potencializando o risco de insolvência.
Se bem que essa avaliação carece de um maior rigor, posto que, candidatos bem colocados nas últimas pesquisas, como Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Joaquim Barbosa (PSB) já se pronunciaram, diretamente ou por emissários, favoráveis à Reforma da Previdência – por mais que essa postura contrarie suas trajetórias políticas e os programas de seus partidos e possa surpreender os eleitores menos atentos. E Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), outros nomes relevantes, não titubeiam quanto a necessidade da reformulação no sistema de aposentadorias.

Por outro lado, a exuberante reserva internacional do Brasil, de cerca de 380 bilhões de dólares, é uma razão para atenuar a preocupação dos investidores. Estes sabem que, com essa poupança, fica mais fácil converter seus reais em dólares e retirar suas aplicações do país sem perdas. Temendo repercussões danosas para a economia, motivadas pela oscilação do dólar – como o aumento da inflação ou a piora da situação de quem tem dívida nessa moeda – o Banco Central atuou para reverter a tendência altista. Nesta última quinta-feira (03), ofereceu US$ 445 milhões ao mercado, o que baixou o valor do dólar em 0,8%, para R$ 3,52. Depois disso, é esperar que a moeda americana se acalme e não complique ainda mais a situação dos brasileiros.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

Assembleia Legislativa realizará primeiro Pregão Eletrônico nesta terça-feira

A Assembleia Legislativa, por determinação do presidente Othelino Neto (PCdoB), realizará, nesta terça-feira (8), seu primeiro Pregão Eletrônico, que visa à aquisição de bens e serviços de forma mais célere e transparente.

A modalidade de licitação acontecerá às 15h, no Auditório Neiva Moreira do Complexo de Comunicação, tendo como objeto a compra de material de informática.

O presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL), André Luís Pinto Maia, informou que o Pregão Eletrônico materializa o que de mais moderno existe em se tratando de contratação pública, conferindo maior celeridade e a almejada desburocratização do procedimento licitatório, sem perder de vista a qualidade nas propostas ofertadas, posto que a competitividade se mostra potencializada nessa modalidade.

André Maia frisou que, ao optar pelo Pregão Eletrônico, o presidente Othelino Neto coloca a Assembleia Legislativa no parâmetro da modernidade. “Sensível às mudanças proporcionadas pelos meios tecnológicos e atento à necessidade permanente de modernização da gestão administrativa, nosso presidente não mediu esforços para propiciar e efetivar essa notória mudança que está sendo implementada nesse poder”, frisou.

Segundo ele, essa nova modalidade é responsável por contemplar notáveis melhorias no procedimento licitatório, tornando-o mais dinâmico e prestigiando princípios que servem de paradigma para a atuação de todo gestor público, a exemplo da eficiência, economicidade e celeridade.

“Sem dúvida”, acrescentou o presidente da CPL, “o Pregão Eletrônico traduz a forma mais célere e econômica de licitação existente no ordenamento pátrio, contribuindo demasiadamente para a desburocratização do sistema e guardando uma relação intrínseca com o princípio da eficiência, de índole constitucional”.

André Luís enfatizou ainda que não há dúvida de que a utilização de tal modalidade confere maior transparência nos gastos realizados pela Administração, possibilitando um controle efetivo por parte da população. “O que resulta na prestação de um serviço público com maior qualidade, tomando como base o princípio da supremacia do interesse público”, completou.

(Agência Assembleia)

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Luis Fernando entrega sede provisória e autoriza a construção de nova UBS da Vila Kiola 4

O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, entregou na tarde desta quarta-feira (02), a sede provisória para o funcionamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Kiola. No mesmo ato, o gestor ainda assinou a autorização do início da reconstrução da sede definitiva, que deverá beneficiar milhares de moradores da região.

Sede provisória - UBS KIOLA

A sede provisória, que hoje passa a abrigar e oferecer os serviços essenciais voltados à Atenção Básica, nos últimos anos funcionava em endereço totalmente insalubre. Sem condições de atendimento digno à população. O prefeito Luis Fernando determinou, como um de seus primeiros atos, medidas para a mudança de sede, até que as obras da nova e definitiva unidade, fossem iniciadas e concluídas.

“Em minha primeira gestão, deixei um Centro de Saúde funcionando, porém, ao invés de retornar à Kiola para iniciar a obra de um hospital, por exemplo, volto para reconstruir a UBS, que além de sucateada, funcionava em sede inapropriada”, detalhou o prefeito, ao lado do vice-prefeito Eudes Sampaio.

Ele disse que foram mais de 400 mil reais gastos, mas que ninguém sabe onde foram empregados. “Dinheiro do Governo Federal que não vamos mais reaver, mas que já foi representado ao Ministério Público e hoje, após licitação e com recursos próprios, vamos devolver a unidade da Vila Kiola”, garantiu o prefeito, que finalizou: “uma administração que destrói a saúde, não quer o cidadão vivo”.

UBS Kiola - Reconstrução

O secretário de saúde, Tiago Fernandes, acrescentou que acabou a era do chamado “jeitinho brasileiro”, no qual os interesses particulares eram postos acima da necessidade da população. Isso já não compõe a realidade da Vila Kiola e nem mesmo da saúde ribamarense. “Estamos saindo de uma unidade provisória, que funcionava precariamente, e passando para uma sede digna com a garantia de que logo logo mudaremos para o prédio definitivo”, garantiu.

Presidente da Comissão de Saúde da Câmara, o vereador Manoel do Nascimento, relembrou que a atual gestão encontrou 10 UBS’s fechadas. Mas aos poucos o prefeito Luis Fernando, com garra e trabalho, vem mostrando que é possível reconstruir e mudar a realidade da saúde encontrada em Ribamar.

Também presentes no evento, os deputados Carlinhos Florêncio e Bira do Pindaré parabenizaram o trabalho que o prefeito vem fazendo à frente da gestão e reafirmaram o empenho em destinar recursos para a reconstrução do município. “Me sinto honrado e feliz em perceber o trabalho que vem sendo feito pelo prefeito, que não apenas reconstrói a infraestrutura mas devolve a dignidade aos ribamarenses”, disse Carlinhos Florêncio.

Já Bira do Pindaré garantiu que vai seguir a luta pelo trabalho de ampliação do SUS. “O SUS é um serviço do povo que atende a atenção básica e precisamos ampliar e fortalecer essa base para termos um atendimento de qualidade”, disse ele, antecipando que disponibilizou emenda voltada a Saúde do município.

Também participaram da cerimônia os vereadores Professor Sales, Professor Cristiano, Nádia Barbosa, Valdo Coelho, Paulo Alencar, além de secretários e líderes comunitários.

UBS da Vila Kiola

A sede provisória vai oferecer consultas vacinação, curativos além de programas voltados para a Atenção Básica, como Controle da Tuberculose, Hanseaniase, Pré-Natal, testes de Diabetes, HIV, Hepatites Virais, Glicemia, Imunização, e o Programa Saúde na Escola.

As consultas serão ofertadas para áreas médicas estratégicas, enfermagem, e odontologia referenciada. No total a expectativa é oferecer mais de 100 atendimentos por dia.

LEONARDO BOFF: Uma generosidade franciscana do teólogo da libertação 16

O teólogo esteve no estado na condição de assessor de movimentos populares para participar 3º Encontro Interconselhos do Maranhão, realizado em agosto de 2017. Ou seja, o nosso querido e bom franciscano passou um único dia no Maranhão, o que é pouquíssimo tempo para afirmar que Flávio Dino está resgatando o MA.

O teólogo Leonardo Boff é muito mais do que um dos maiores intelectuais do brasil e do mundo.

Antes de mais manda o ex-frade franciscano é um humanista, um militante das boas causas que dão sentido à vida. É também, claro, um militante político e social de esquerda forjado na Teologia da Libertação, corrente do pensamento teológico cristão  fundada, entre outros, pelo próprio Boff, que tem no materialismo histórico marxista a base filosófica/histórica para interpretar a situação concreta do fenômenos sociais, políticos e econômicos da humanidade.

Como todo humanista, Leonardo Boff é uma pessoa generosa, e foi exatamente pela sua generosidade que fez esta declaração pelo Twitter: “Quando chegar o momento de escolher um candidato para Presidente, não vamos esquecer o nome de FlávioDino .Sua ficha é 100% limpa e está resgatando o Maranhão, especialmente pela educação. Estive lá e vi e dou testemunho”.

Como não podia deixar de ser diferente, Flávio Dino e seus asseclas trataram logo de faturar politicamente as palavras de Boff.

Também pelo Twitter, o comunista agradeceu: “Este testemunho, vindo de um dos maiores intelectuais brasileiros, muito me honra. Porém, neste ano escolhi cumprir meu compromisso em impedir que o vil coronelismo volte a se instalar no Maranhão e escravizar a nossa população. Obrigado, Professor Leonardo Boff”.

Ora, está claro que Leonardo Boff não conhece a fundo a educação do governo Flávio Dino. Ele esteve no estado na condição de assessor de movimentos populares para participar 3º Encontro Interconselhos do Maranhão, realizado em agosto de 2017. Ou seja, o nosso querido e bom franciscano passou um único dia no Maranhão.

Então, convenhamos: em apenas um dia não dá para dizer, categoricamente, que Flávio Dino está “resgatando o Maranhão, especialmente pela educação”.

Leonardo Boff é generoso.