REFLEXÃO DA NOITE: Suicídio é a solução?

O suicídio pode causar dor ainda maior para os entes e amigos queridos que por aqui ficarão a sofrer pela ausência de quem partiu por ato e vontade própria.

No ultimo sábado, 02 de fevereiro, Sabrina de Campos Bittencourt entrou para a triste estatística de prática de suicídio no mundo.

A ativista, que recebeu as primeiras denúncias de abusos do médium João de Deus, resolveu tirar a própria na cidade de Barcelona, na Espanha, onde vivia

O ato revolucionário de tirar a própria vida – revolucionário no sentido de se tratar de uma decisão tão radical – vem aumentado de forma assustadora, no Brasil e no mundo, inclusive entre jovens e idosos.

A princípio pode parecer um atitude covarde, mas ninguém pode julgar, a priori, o que leva alguém atentar contra a sua própria vida. Um suicida sofre calado, ainda que possar dar, aqui e acolá, algumas pistas de que pode se matar a qualquer momento (reveja aqui).

Não é tão simples ou fácil, portanto, responder à pergunta que dá título a este post, uma vez que trata-se um tema muito complexo que envolve vários fatores: familiares, psicológicos, sociológicos, econômico-financeiros, religiosos, entre outros.

De qualquer modo, suicídio não pode ser analisado como coisa “doido”, “gente fraca”, “sem Deus no coração” etc. Não! Suicídio é coisa séria e quando pessoa recorre a ele via de regra quer dar cabo não à vida exatamente, mas a um sofrimento profundo que nem sempre é possível ser visto por terceiros, mesmo por familiares ou amigos próximos.

Daí que é muito importante perceber quando alguém da nossa relação demonstrar uma tristeza profunda e, principalmente, um quadro depressivo grave.

Particularmente, entendo que a vida vale muito a pena apesar deste mundo ordinário, de uma sociedade cada vez mais doente, de governos medíocres e de decepções que somos obrigado a encarar quase cotidianamente.

Nesse sentido, suicídio não é a solução.

Pode curar a dor de que o pratica, mas, por outro lado, pode causar dor ainda maior para os entes e amigos queridos que por aqui ficarão a sofrer pela ausência de quem partiu por ato e vontade própria recorrendo ao suicídio.

Boa noite a todos.

O preço de Lula ser Lula 4

Exatamente por ser Lula é que Lula paga o alto preço da humilhação, execração pública, condenação sem provas, privação de visitas e agora o impedimento de poder dar o ultimo carinho a um ente querido.

“Eu não sou um ser humano, sou uma ideia. E não adianta tentar acabar com as ideias”
(Lula)

O ex-presidente Lula está preso há quase um ano numa carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Pesam contra o petista acusações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo os operadores da famigerada Operação Lava Jato num processo em que sobraram “powerpoints” e faltaram provas concretas e irrefutáveis.

Lula paga o preço por ser Lula.

Ser Lula é ser o maior líder de massas jamais vista antes na história deste país.

Ser Lula é ser o cérebro por trás da idealização de fundar um dos maiores e mais importantes partidos de esquerda do mundo. E junto com ele uma Central Sindical que reúne milhões de trabalhadores do campo e da cidade.

Ser Lula é ter sido um líder que não vacilou em superar preconceitos ideológicos para vencer uma eleição, inclusive convidando um grande empresário para ser seu vice, e depois fazer uma revolução social no Brasil sem comprometer a estabilidade econômica que recebeu do seu antecessor.

Ser Lula é possuir um carisma popular que motiva as pessoas, sobretudo as mais pobres, a acreditarem que elas podem viver com dignidade; terem uma casa própria, uma moto, um carro; viajarem de avião e até conquistarem um diploma de curso superior, inclusive numa universidade particular, algo que por séculos foi privilegio de poucos.

Ser Lula é fazer chegar luz e águas nos grotões espalhados pelo Norte e Nordeste do Brasil. Dois “artigos” básicos para a cidadania, mas que por muitos anos foram negados a milhões de brasileiros.

Ser Lula é reconhecer os direitos humanos enquanto uma conquista da sociedade e não enquanto uma ameaça.

Ser Lula é ter a coragem de romper com uma lógica deletéria utilizada por vários ex-presidentes deste país de que temos que ficar de frente para os Estados Unidos e de costas para o Brasil apequenando a nossa soberania.

Ser Lula é ter a capacidade de mobilizar multidões em torno de causas que dão sentido à vida.

Exatamente por ser Lula é que Lula paga o alto preço da humilhação, execração pública, condenação sem provas, privação de visitas e agora o impedimento de poder manifestar o ultimo carinho a um ente querido.

Que o fato de ser Lula não impeça que Lula seja impossibilitado de participar da missa de Sétimo Dia do seu irmão Vavá.

E se lhe for concedido o direito de ir à referida missa, que o fato de Lula ser Lula não transforme tão importante ato de fé e piedade cristã em uma exploração política de massa, dentro ou fora da igreja.

Enfim, Lula pode ter cometido erros, mas, mesmo sem seus erros, por Lula ser Lula jamais contaria com o respeito e reconhecimento de uma elite nacional cabocla querendo ser inglesa, como diria o saudoso letrista Cazuza,

Vida e luta que seguem.

Yuval Noah Harari, autor de ‘Sapiens’: “A tecnologia permitirá ‘hackear’ seres humanos”

O historiador israelense de 42 anos, que vendeu cerca de 15 milhões de livros em todo o mundo, tornou-se um dos pensadores do momento. É o autor do fenômeno Sapiens, ensaio provocativo sobre como os humanos conseguiram dominar o planeta. Agora retorna às livrarias com 21 lições para o século 21 e nos recebe em Tel Aviv para conversar sobre os perigos do avanço tecnológico descontrolado, do fascismo e das notícias falsas.

Cristina Galindo, para o EL PAÍS

Há 10 anos, Yuval Noah Harari era um desconhecido professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Nada em sua carreira acadêmica —especializada em história mundial, medieval e militar— fazia pensar que se tornaria um dos pensadores da moda. Já vendeu 15 milhões de exemplares de seus ensaios em todo o mundo, passeia pelos fóruns de debate mais prestigiados, seus livros são recomendados por Bill Gates, Mark Zuckerberg e Barack Obama, e líderes políticos como Angela Merkel e Emmanuel Macron abrem espaço em suas agendas para trocar ideias com ele. A fama chegou de forma inesperada para esse israelense franzino, com um ensaio original e provocador sobre a história da humanidade. Sapiens: Uma breve história da humanidade (L&PM) foi um sucesso primeiro em Israel ao ser publicado em 2011 e depois em todo o mundo, com traduções para 45 idiomas. Em 30 de agosto, o historiador publica seu terceiro livro, 21 lições para o século 21 (Companhia das Letras), um guia para enfrentar as turbulências do presente.

Harari, de 42 anos, é vegano, medita duas horas por dia e não tem smartphone. Mora perto de Jerusalém em um moshav, tipo de comunidade-cooperativa rural formada por pequenas chácaras individuais que foi incentivada durante o século XX para abrigar imigrantes judeus. Como é morar em um lugar assim? Sorri. “Não tem nada de especial, na verdade agora é um bairro residencial tão normal quanto qualquer outro”, esclarece. Mas Harari não abre as portas de sua casa para a entrevista, organizada pela editora espanhola Debate para o lançamento mundial do novo livro. O encontro acontece em uma cobertura bem iluminada no centro de Tel Aviv que ele utiliza como base de operações na cidade. Nos primeiros minutos é acompanhado por seu marido, Itzik Yahav, seu braço direito em assuntos econômicos e de promoção, que sai assim que começam as perguntas. Casaram-se no Canadá, pois Israel só reconhece os casamentos civis, entre pessoas do mesmo sexo ou não, se foram realizados no exterior.

O historiador se criou em Haifa (norte do país) no seio de uma família laica com origens no Leste Europeu. Em 2002 obteve o doutorado na Universidade de Oxford (Reino Unido) e depois começou a dar aulas em Jerusalém. A inspiração para escrever Sapiens surgiu de um curso introdutório sobre história mundial que ofereceu porque seus colegas mais veteranos não aceitaram a incumbência. Nos meses de pesquisa que dedicou para escrevê-lo aprendeu muitas coisas, mas uma das que o marcou foi o uso impiedoso, em sua opinião, que o humano faz dos animais para seu próprio benefício. Desde então baseia sua dieta em alimentos de origem vegetal.

Depois do sucesso de Sapiens, publicou Homo Deus (Companhia das Letras), uma viagem a um futuro dominado pela tecnologia, que também foi muito bem recebido nas livrarias. Resta saber o que acontece com seu novo livro, que como o próprio Harari explicou foi inspirado em artigos dele publicados em vários jornais e debates que surgiram durante as conferências que pronunciou e as entrevistas que concedeu. Nele aparecem temas de seus livros anteriores, mas se o primeiro ensaio se concentrava no passado e o segundo no futuro, o terceiro se ocupa do presente.

Exemplares de seus livros traduzidos para vários idiomas se amontoam na mesinha de centro da sala do escritório de Harari em Tel Aviv. O historiador comenta, em um inglês fluido com sotaque hebraico, que lhe parece especialmente curiosa uma versão ao japonês que ficou tão longa que precisou ser publicada em dois volumes. Seu cachorro, chamado Pengo, grande e peludo, cochila no chão de madeira do apartamento, enquanto Harari, amável a todo momento e muito paciente ao posar para as fotografias, serve água fresca aos convidados para aliviar os efeitos do calor úmido que invade a rua em pleno mês de julho.

Sete anos depois de sua publicação, Sapiens continua aparecendo nas listas dos mais vendidos. Ridley Scott anunciou planos de adaptá-lo ao cinema. Por que o livro conseguiu interessar tanta gente?

Nossas vidas são afetadas por coisas que acontecem do outro lado do mundo, seja a economia chinesa, a política americana ou a mudança climática. Mas a maioria dos sistemas educacionais continuam ensinando história como algo local. As pessoas querem ter uma perspectiva mais ampla da história da humanidade. Além disso, é um livro bem acessível, com um estilo simples, que não foi escrito para leitores especializados. E, claro, é preciso levar em conta o trabalho do meu marido e de todas as pessoas que trabalham conosco, porque uma coisa é saber escrever um livro e outra é promovê-lo.

Que impacto o sucesso teve em sua vida?

A popularidade é muito agradável. Quem não quer ter sucesso, que as pessoas leiam seus livros, ter influência? Mas há um lado negativo. Tenho menos tempo para ler, pesquisar e escrever, porque viajo muito, dou entrevistas e coisas assim…. Também existe o risco de subir à cabeça, de seu ego crescer e você se tornar uma pessoa desagradável. Você começa a se achar muito inteligente, e que todos deveriam saber o que você diz. Quando as pessoas começam a ouvir demais uma pessoa, não é bom para ninguém. Seja em política, na religião ou na ciência. O fenômeno do guru pode ser perigoso. Espero que muita gente leia meus livros, mas não por ser um guru que tem todas as respostas, porque não tenho. Tratam-se das perguntas.

Que perguntas são importantes para você?

O maior problema político, legal e filosófico de nossa época é como regular a propriedade dos dados. No passado, delimitar a propriedade da terra foi fácil: colocava-se uma cerca e escrevia-se no papel o nome do dono. Quando surgiu a indústria moderna, foi preciso regular a propriedade das máquinas. E conseguiu-se. Mas os dados? Estão em toda parte e em nenhuma. Posso ter uma cópia de meu prontuário médico, mas isso não significa que seja o proprietário desses dados, porque pode haver milhões de cópias deles. Precisamos de um sistema diferente. Qual? Não sei. Outra pergunta-chave é como conseguir maior cooperação internacional.

Sem essa maior cooperação global, você argumenta em seu último livro, é complicado enfrentar os desafios do século.

Nossos três principais problemas são globais. Um único país não pode consertá-los. Falo da ameaça de uma guerra nuclear, da mudança climática e da disrupção tecnológica, em especial o desenvolvimento da inteligência artificial e da bioengenharia. Por exemplo, o que o Governo espanhol pode fazer contra a mudança climática? Mesmo que a Espanha se tornasse um país mais sustentável e reduzisse suas emissões a zero, sem a cooperação de China ou Estados Unidos isso não serviria para muita coisa. Em relação à tecnologia, apesar de a União Europeia proibir fazer experiências com os genes de uma pessoa para criar super-humanos, se a Coreia ou a China fizerem isso, o que se faz? É provável que a Europa acabasse criando seres superinteligentes para não ficar para trás. É difícil ir na direção contrária.

Em Sapiens, você argumenta que a cooperação em grande escala é uma das grandes especialidades humanas.

Os chimpanzés, por exemplo, só cooperam com outros de sua espécie que conhecem pessoalmente. Talvez 150, quando muito. Nós, humanos, somos capazes de cooperar com milhões de humanos sem conhecê-los. E é graças a essa capacidade de criar e acreditar em histórias. Histórias econômicas, nacionalistas, políticas, religiosas… O dinheiro, por exemplo. Trabalhamos em troca de euros, confiamos nisso, mas um macaco nunca te dará uma banana em troca de um pequeno pedaço de papel.

Como entender o mundo atual?

Está mudando de uma forma tão rápida que é cada dia mais difícil entender o que está acontecendo. Nunca tínhamos vivido de forma tão acelerada. Ao longo da história nós, humanos, não sabíamos com exatidão o que ia acontecer em 20 ou 30 anos, mas conseguíamos adivinhar o básico. Se você morasse em Castela [na atual Espanha] na Idade Média, em duas décadas aconteciam muitas coisas (talvez a união com Aragão, a invasão árabe…), mas o dia a dia das pessoas continuava sendo mais ou menos o mesmo. Agora não temos nem ideia de como será o mercado de trabalho e as relações familiares em 30 anos, que não é um futuro tão distante. Isso cria uma confusão enorme.

Qual é a reação diante disso?

O futuro é tão incerto que as pessoas buscam certezas, se concentram nas histórias que conhecem e que lhes oferecem a promessa de uma verdade invariável. O cristianismo, o nacionalismo… E não faz sentido. Quantos anos tem o cristianismo? Dois milênios não são nada comparados com a história total da humanidade. Além disso, as religiões tradicionais não têm soluções para os problemas de hoje: a Bíblia não diz nada sobre inteligência artificial, engenharia genética ou mudança climática.

Há uma volta ao nacionalismo. Até que ponto é perigosa?

Em princípio, acredito que não há nada de ruim com o nacionalismo quando é moderado. Permite que milhões de desconhecidos compartilhem um sentimento, possam cooperar, às vezes para a guerra, mas sobretudo para criar uma sociedade. Eu pago impostos e o Estado dedica o dinheiro a proporcionar serviços para todos, apesar de não nos conhecermos. E isso é muito bom. Mas convém saber que o nacionalismo se torna fascismo quando dizem a você que sua nação não só é única como é superior, mais importante do que qualquer outra coisa no mundo. E você não tem obrigações especiais com seu país, apenas com sua nação e com ninguém mais, nem com sua família, nem com a ciência, nem com a arte… nem com o resto da sociedade. Assim, a maneira de julgar um filme bom reside, unicamente, em se serve aos interesses da nação. É a maneira fascista de ver as coisas.

Por que o fascismo continua sendo atraente?

Não sei como se ensina na Espanha, mas em Israel se apresenta o fascismo como um monstro terrível. Creio que é um erro, porque como todo mal tem uma cara amável e sedutora. A arte tradicional cristã já representava Satanás como um homem atraente. Por isso é tão difícil resistir às tentações do mal e, sem dúvida, do fascismo. Como é possível que milhões de alemães tenham apoiado Hitler? Deixaram-se levar porque os fazia se sentir especiais, importantes, belos. Por isso é tão atraente. O que acontece quando as pessoas começam a adotar pontos de vista fascistas? Que como lhes disseram que o fascismo é um monstro, custa a eles reconhecer nos demais e neles mesmos. Quando se olham no espelho, não veem esse monstro terrível, mas algo bonito. Não sou um fascista, dizem a si mesmos.

O Parlamento israelense aprovou uma lei que fala da “nação judaica” que foi muito criticada sobretudo pelos cidadãos árabes que vivem ali. No livro, o sr. afirma que seu país exagerou a influência real do judaísmo na história.

Muita gente tem uma imagem exagerada de si mesma como indivíduos e como coletivo. Coloco o exemplo de Israel porque é um país que conheço. Muitos israelenses acreditam que o judaísmo é a coisa mais importante que aconteceu na história. Ficam muito incomodados com as críticas sobre o que Israel está fazendo nos territórios ocupados. Têm uma imagem distorcida do lugar que ocupam no mundo e do que os israelenses estão fazendo agora em um contexto global. Aqui é muito difícil falar disso sem que taxem você de traidor. Sobre a lei da “nação judaica”, tenho orgulho de ser israelense, mas em meu país alguns direitos estão sendo restringidos.

O que mais o preocupa na tecnologia?

Os partidos fascistas nos anos trinta e a KGB soviética controlavam as pessoas. Mas não conseguiam seguir todos os indivíduos pessoalmente nem manipulá-los individualmente porque não tinham a tecnologia. Nós começamos a tê-la. Graças ao big data, à inteligência artificial e ao aprendizado por máquinas, pela primeira vez na história começa a ser possível conhecer uma pessoa melhor do que ela mesma, hackear seres humanos, decidir por eles. Além disso, começamos a ter o conhecimento biológico necessário para entender o que está acontecendo em seu interior, em seu cérebro. Temos uma compreensão cada vez maior da biologia. O grande assunto são os dados biométricos. Não se trata apenas dos dados que você deixa quando clica na web, que dizem aonde você vai, mas dos dados que dizem o que acontece no interior de seu corpo. Como as pessoas que usam aplicativos que reúnem informações constantes sobre a pressão arterial e as pulsações. Agora um governo pode acompanhar esses dados e, com capacidade de processamento suficiente, é possível chegar ao ponto de me entender melhor do que eu mesmo. Com essa informação, pode facilmente começar a me manipular e controlar da forma mais efetiva que jamais vi.

Isso soa um pouco como ficção científica, não?

Já estamos vendo como a propaganda é desenhada de forma individual, porque há informação suficiente sobre cada um de nós. Se você quer criar muita tensão dentro de um país em relação à imigração, coloque uns tantos hackers e trolls para difundir notícias falsas personalizadas. Para a pessoa partidária de endurecer as políticas de imigração você manda uma notícia sobre refugiados que estupram mulheres. E ela aceita porque tem tendência a acreditar nessas coisas. Para a vizinha dela, que acha que os grupos anti-imigrantes são fascistas, envia-se uma história sobre brancos espancando refugiados, e ela se inclinará a acreditar. Assim, quando se encontrarem na porta de casa, estarão tão irritados que não vão conseguir estabelecer uma conversa tranquila. Isso aconteceu nas eleições dos Estados Unidos de 2016 e na campanha do Brexit.

Dá vontade de ir morar em Marte…, de isolar-se. Como se concentrar no que é importante?

A atenção é um recurso muito disputado e está associado aos dados. Todo mundo quer atrair sua atenção. O modelo da indústria da informação foi completamente distorcido. Agora o padrão básico é que você recebe a maioria das notícias supostamente grátis (sejam reais ou falsas), mas na verdade faz isso em troca de sua atenção, que é vendida a outros. O novo símbolo de status é a proteção contra ladrões que querem captar e reter nossa atenção. Não ter um smartphone é um símbolo de status. Muitos poderosos não têm.

Mas parece que Donald Trump tem um smartphone, pelo menos passa o dia tuitando. O sr. também tem conta no Twitter desde janeiro de 2017.

Há pessoas administrando minha conta. Me parece que as redes sociais escravizam muito. Se quiser estar de verdade nelas, não se pode tuitar alguma coisa uma vez por mês. Precisa fazer o tempo todo. Eu não tenho tanto a dizer no Twitter!

Como você se organiza para manter sua atenção a salvo de sequestradores?

Tento limitar os tempos. Começo o dia com uma hora de meditação. Depois de tomar café olho os e-mails e tento responder todos. Tento zerar a caixa de entrada, porque, se deixo para depois, fica lotada. Então tento não olhar os e-mails o tempo todo. Como não tenho smartphone, não recebo notificações, nem tenho a tentação de entrar na Internet para ler alguma coisa. Simplesmente, pego um livro e leio. Uma ou duas horas. Só faço isso. Se tenho de escrever, escrevo. A prática de meditação me ajuda a manter a concentração.

Dizem que o sr. soube da vitória de Donald Trump várias semanas depois porque estava em um retiro meditando. Realmente. Soube algumas semanas depois.

Você acredita que a promoção do novo livro lhe deixará tempo para ir a um retiro este ano? Sem dúvida! Nunca falto. Vou para a Índia por 60 dias em dezembro.

 

ROBERTO ROCHA: De pai para filhos

Deixo para os leitores o emocionante artigo da lavra do senador Roberto Rocha em que faz, não apenas referência sobre a importância da relação amiga e fraterna entre irmãos, mas um justo reconhecimento ao seu filho primogênito, Roberto Rocha Júnior, pela dedicação com que passou as últimas semanas cuidando do irmão mais novo Paulo Roberto, que tem lutado pela vida como um leão.

Trata-se de uma declaração de amor de um pai para seus filhos e família. Confira.

Irmão Amigo

Uma pesquisa publicada em 2007 no Journal of Child Psychology and Psychiatry mostra que bons relacionamentos entre irmãos incluem o efeito protetor do mais velho pelo mais novo. O irmão mais velho tem uma função muito importante na família ao dar apoio a seus irmãos menores. Ou seja: sentir a necessidade de proteger seu irmãozinho ou irmãzinha é algo positivo nessa relação.

O irmão mais velho carrega uma carga maior de responsabilidade pelos pais, de acordo com uma pesquisa publicada em 2008. As expectativas sobre ele são mais elevadas, e os pais tendem a ser mais rigorosos nas cobranças. Isso reflete que o filho mais velho é visto como mais responsável e que tem uma probabilidade maior de se conformar com as adversidades.

O primogênito normalmente assume um papel natural de liderança em relação a seus irmãos menores – afinal, é ele quem normalmente manda quando os pais estão ausentes. Crescer com esse papel influencia na própria vida, de acordo com a escola Harvard Business: filhos mais velhos têm mais facilidade de assumir papéis de liderança.

Desta forma, quero dizer da minha alegria e satisfação em ver meu filho mais velho, Roberto Rocha Junior, cuidar com tanta dedicação, amor e carinho do seu irmão Paulo Roberto. Parabéns e obrigado, meu filho. Todos nós estamos muito orgulhosos de você, principalmente suas duas irmãs.

Horóscopo 2019: as previsões para a carreira de cada signo 3

É preciso trabalhar com compaixão e respeito, pois diferenças constantes no dia a dia serão encontradas.

Júpiter em Sagitário quer que você vá além dos seus horizontes, e Saturno e Plutão em Capricórnio lembram que, para tanto, é preciso ser responsável e ter um objetivo bem claro a perseguir. Parece bastante coisa para apenas 12 meses, não é?

Confira o que os astros reservam para a sua carreira:

Áries
21/3 a 20/4
Trabalho será tema central neste ano, e você poderá viver situações decisivas. Construir seu futuro tijolinho por tijolinho fará toda a diferença. Tente deixar a rotina mais organizada para ter tempo de exercer suas várias funções e cuidar de seus interesses. Lembre-se de que qualidade é mais importante do que quantidade e que bons resultados geram frutos e recompensas. Sua criatividade ficará mais evidente. Alguma quantia de dinheiro deve entrar no começo do ano. Mas não saia gastando tudo de uma vez. Procure economizar e administrar os seus bens. Essa é uma lição que vai além. Saber poupar é garantia de renda para investir em sonhos maiores e ter um futuro mais tranquilo.

Touro
21/4 a 20/5
Para conquistar o sucesso merecido, você precisa saber o que quer. Estudar, além de enriquecer o currículo, pode lhe dar uma luz. Seja mais ousada e divulgue seu trabalho. Mostre aos outros como você pode ser criativa. Dedique-se a trabalhar em equipe, aproveitando o melhor de cada pessoa e absorvendo as lições que vão deixá-la mais sábia na área. O crescimento bem fundamentado e estável é sempre a melhor alternativa.

Gêmeos
21/5 a 20/6
Os astros prometem sucesso. As pessoas estão acompanhando o seu trabalho e esforço e valorizando cada vez mais os resultados. A criatividade ajudará nesse sentido, abrindo oportunidades em lugares que ninguém enxerga mais nada. Esse reconhecimento será merecido. Aproveite para fazer cursos e viagens, que são estimulantes naturais, e absorva os aprendizados onde menos espera. Uma dica importante: faça um planejamento a longo prazo e organize suas finanças, pois este é o ano ideal para plantar as sementes dos seus sonhos e, em breve, colher deliciosos frutos.

Cancer
21/6 a 21/7
O crescimento no trabalho é certo. Então, concentre-se no seu objetivo e coloque energia naquilo que quer ver prosperar. Quando você se dedica dessa maneira, as portas se abrem sem esforço e a rotina flui. De repente, você nota quão eficiente tem sido e aceita as recompensas sabendo que é merecedora. Ao aprender a confiar em si mesma, mostra-se disponível e apta a chefiar uma equipe ou assumir um cargo de mais responsabilidade. Em algum momento, a família pode reclamar de receber pouca atenção. Explique com calma quais são seus limites e objetivos.

Leão
22/7 a 22/8
Não se engane. A rotina de trabalho tende a ficar mais difícil, pois você vem acumulando responsabilidades. Com tanta coisa para fazer, aprenda a pedir ajuda e a dividir tarefas. É um momento especial para trabalhar em equipe, compartilhar conhecimento e ouvir outras opiniões. Se deseja empreender, observe o mercado e dê os primeiros passos em direção ao que almeja. O importante é construir tudo com segurança, com fundações firmes. Saiba conciliar a estabilidade com o lado sonhador.

Virgem
23/8 a 22/9
Você precisa superar a timidez e expor mais as ideias criativas que tem. Ao falar o que pensa, você fortalece vínculos e ganha aliados. Também mostra às pessoas que sabe bem o que está fazendo, que tem domínio sobre sua área. Invista em bons contatos e abra-se a parcerias. Uma sociedade talvez a faça crescer bem mais do que uma empreitada solo. Há, em você, uma veia empreendedora. Ative-a e veja no que isso vai dar. No entanto, estabeleça limites e não se deixe levar pelas sucessivas realizações. Esse resultado só se mantém a longo prazo se você souber equilibrar com a vida pessoal e manter a cabeça funcionando.

Libra
23/9 a 22/10
Sua criatividade lhe garantirá mais espaço no escritório ou, então, abrirá portas para você empreender em uma área nova. De todo modo, o lado profissional tem muito a ganhar neste ano. Evite cair na tentação das distrações, pois elas interromperão ritmos fluidos de pensamento. Mantenha a agenda organizada e anote compromissos e tarefas. Aprenda a identificar em quem você pode confiar. A dica é escutar sua intuição sempre e não expor sua vida pessoal sem necessidade. Outro setor que deve receber atenção são as finanças. A ansiedade com o trabalho não é motivo para sair por aí gastando tudo o que ganha em vez de focar em um futuro mais satisfatório.

Escorpião
23/10 a 21/11
A promessa é de estabilidade na vida profissional. As coisas tendem a continuar mais ou menos como estão, mas, claro, se você colocar energia no que quer, melhor ainda. Vale a pena ir tocando o que já está dando certo e, se você quiser mesmo mudar, vá construindo o novo cenário aos poucos, com segurança. As parcerias serão garantia de bons resultados este ano. Esteja aberta a ouvir as pessoas e adote essa postura também no trabalho. Negocie a possibilidade de trabalhar em casa alguns dias, pois, no seu refúgio, o rendimento deverá ser maior. É uma maneira de se preservar das relações tóxicas que acabam ocorrendo no escritório.

Sagitário

22/11 a 21/12
Você tem tudo para crescer e se desenvolver, alcançando sucesso e concretizando projetos nos quais vem trabalhando há tempos. O astral também é positivo para quem quer começar algo. Pode ser uma mudança de emprego ou um novo negócio. Aliás, se quer ser dona da própria empresa, a hora não poderia ser mais perfeita. Só preste atenção nas finanças, pois não é indicado arriscar tudo que você vem guardando. Separe uma parte para o futuro – parece distante, mas chegará o momento em que vai querer uma vida mais tranquila. Rever seus valores será fundamental para ter clareza sobre suas prioridades e poder investir tempo e energia nas coisas certas. Até porque o Universo promete bons resultados, mas vai exigir que você faça sua parte. Mãos à obra!

Capricórnio
22/12 a 20/1
Você estará mais criativa e inspirada. Entretanto, isso não quer dizer que deixará as responsabilidades e datas de entrega de lado. Você deverá unir o melhor de cada uma dessas características. Tente juntar forças e prefira trabalhar em equipe. Converse com seus colegas ou amigos, pois daí virão as ideias que irão ajudá-la. É provável que você seja reconhecida pelo seu trabalho e receba uma promoção ou bonificação financeira. Isso será o suficiente para estimulá-la e enchê-la de energia. As pessoas também devem elogiá-la, e os chefes deixarão claro que estão satisfeitos com o que você vem fazendo.

Aquário
21/1 a 19/2
Esqueça essa pressa de alcançar resultados, pois o que importa é estar na direção certa. Entenda que, se você planejar direitinho e se dedicar, o crescimento virá. A carreira deve trazer satisfação e alegria. Caso ande mais chateada do que feliz ultimamente, talvez seja a hora de pensar em algo diferente, em fazer uma transição. Organize seu tempo de maneira que possa refletir e avaliar tudo isso. Não tome nenhuma atitude por impulso e aproveite com moderação o dinheiro que ganhar. Muitas vezes, sem perceber, nos perdemos com os pequenos gastos, que, ao final, levam ao prejuízo. Invista somente no que for um plano próspero e guarde o restante.

Peixes
20/2 a 20/3
Este será o ano da virada. Se não está satisfeita com o trabalho atual e quiser experimentar algo novo, chegou a hora de fazer essa movimentação. Vale correr atrás da posição dos sonhos, se candidatar para uma empresa com benefícios melhores ou até abrir o próprio negócio. É possível que você precise manter atividades em paralelo até que a nova função seja definitiva. Aguente firme essa situação, pois ela é temporária e valerá a pena posteriormente. Resgate sua inspiração e criatividade e aprimore a comunicação para expor melhor as ideias e fazer contatos. Para o seu sucesso profissional, também são importantes a organização e a escolha das parcerias. Ter ao seu lado as pessoas certas é o jeito de garantir o melhor resultado.

(Fonte: Revista Claudia)

Os dois tons da ministra Dalmare Alves 8

Se senhora Damares Alves tem suas convicções pessoais, religiosas, filosóficas etc., é um direito dela, mas daí impor suas impressões enquanto cidadã como política de Estado sem considerar a diversidade sociocultural de um país como o Brasil é de ignorância sem tamanho e coloca em dúvida a sua capacidade para conduzir cargo o qual ocupa na Esplanada dos Ministérios.

Confesso que não sei bem o contexto em que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, soltou a pérola “menino veste azul e menina veste rosa”, mas isso pouco importa. A declaração não foi apenas infeliz como é para lá demodê.

Não escondo que sou meio conservador em algumas questões e não sei, por exemplo, como reagiria se ao chegar em casa visse meus filhos homens brincando com bonecas. E sou do tempo em que, quando os bebês nasciam, eram recebidos com enxovais em azul ou rosa conforme o sexo. Mas o tempo passa, as coisas mudam e mudam o tempo todo.

Nesse sentido, não pega bem para uma ministra de Estado dizer o que meninos e meninas devem vestir, com que devem brincar, com quem namorar e por aí vai.

Se senhora Damares Alves tem suas convicções pessoais, religiosas, filosóficas etc., é um direito dela, mas daí impor suas impressões enquanto cidadã como política de Estado sem considerar a diversidade sociocultural de um país como o Brasil é de ignorância sem tamanho e coloca em dúvida a sua capacidade para conduzir cargo o qual ocupa na Esplanada dos Ministérios.

A continuar com essas declarações que beiram à bizarrice, a ministra Damares Alves corre o risco de ser linchada na rua, pois há meninos e meninas, “meninos-meninas”, “meninas-meninos” e ainda “transmeninos-meninas”, que ficam muito zangadinhos quando desdenhados na sua condição de gênero e orientação sexual.

É melhor falar menos e procurar trabalhar mais, minha cara Damares.

NATAL: Uma bela e emocionante dica da ex-deputada Helena Heluy para esta noite da Natividade

Recebi este vídeo de um parente muito querido.

Achei por bem compartilhá-lo, neste Natal, entre os amigos e amigas do Facebook, com meus votos de muita saúde, paz, bom humor, esperança em um mundo melhor e mais igual, onde homens e mulheres caminhem juntos no combate à violência, ao ódio, à discriminação, à inveja e ao preconceito.

Que todos e todas possam, efetivamente, viver a proposta do Pai porque lhes serão assegurados, em plenitude, moradia digna, educação de qualidade, segurança cidadã, saúde, trabalho com justo salário, aposentadoria decente, respeito aos direitos adquiridos, aos atos jurídicos perfeitos e à coisa julgada.

Enfim, “QUE TODAS E TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA”. Eis o desafio que temos, permanentemente, encarnado no verdadeiro espírito do Natal.

Feliz Natal!!

Vivemos num mundo que cada vez mais necessita da magia do Natal.

Cada vez precisa celebrar a paz, o amor, a fraternidade e a solidariedade.

O Natal é mistério, pois marca o nascimento de Jesus Cristo cuja vida na terra foi marcada não apenas pelos ensinamentos divinos e espirituais, mas também pelos mistérios da fé.

Não são os presentes e muito menos as fartas ceias que simbolizam essa data mágica. Ao contrário: Natal é simplicidade!

A simplicidade de quem nasceu num estábulo, em uma simples manjedoura. Natal, portanto, é sobretudo a celebração da simplicidade.

É com essa percepção da natividade que o Blog do Robert Lobato deseja um Feliz e Abençoado Natal para todos os leitores, parceiros e amigos em geral.

Fiquem o paz de Cristo Jesus!

Tragédia em Campinas reacende debate sobre armamento da sociedade

O assunto é pra lá de polêmico e quem dera envolvesse apenas aspectos técnicos e dados científicos. Não, infelizmente o tema está envolto a meio de ingredientes políticos, partidários e ideológicos.

O delinquente Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, matou quatro pessoas e feriu outras quatro antes de cometer suicídio.

A cena do crime foi Catedral Metropolitana de Campinas (SP), dando ao lamentável episódio um quadro ainda mais dramático.

Essa tragédia em Campinas reacende o debate sobre armamento versus desarmamento da sociedade brasileira.

O assunto é pra lá de polêmico e quem dera envolvesse apenas aspectos técnicos e dados científicos. Não, infelizmente o tema está envolto a meio de ingredientes políticos, partidários e ideológicos.

Sem entrar no mérito de ser a favor ou contra armar ou não a população, dados da Polícia Federal, requeridos pelo Instituto Sou da Paz via Lei de Acesso à Informação, mostram que a quantidade de armas vendidas no comércio legal entre 2004 e 2017 já supera o número de unidades entregues voluntariamente por meio da campanha do desarmamento, criada em 2004. No período de 2004 e 2017 foram vendidas 805.949 armas de fogo no Brasil de forma legal, enquanto a população entregou voluntariamente 704.319 unidades, segundo matéria da BBC Brasil com base em dados da PF (veja aqui).

É evidente que o cidadão de bem que compra uma arma o faz para defender-se da violência que assola ao país uma vez que a segurança pública está falida e, dessa forma, não consegue proteger a população.

Bene Barbosa, presidente da ONG Viva Brasil e autor do livro “Mentiram para Você sobre o Desarmamento” resume bem esse sentimento quando afirma:

“A política de desarmamento passou uma mensagem muito clara aos criminosos de que a população está desarmada. Os criminosos têm mais poder, pois eles sabem que a chance de encontrar uma reação é mínima”.

Porém, para o diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, a sociedade armada não a faz mais segura. E sustenta:

“É muito comum ouvir que o estatuto desarmou o cidadão de bem e deixou o criminoso armado. Essa é uma concepção errada da realidade. Pelo contrário, ele permitiu que o cidadão que não queria mais ter uma arma pudesse entregá-la com segurança e permitiu que a polícia desarme o criminoso”.

Mas, voltando ao caso de Campinas, o amigo jornalista Gilberto Léda fez um comentário curioso, em forma de questionamento, quando este blogueiro afirmou, via a rede social do Twitter, que os assassinatos praticados por Euler Grandolpho reacenderia o debate sobre o armamento da sociedade, daí o título deste post. Assim:

“E se o atirador soubesse que lá dentro poderia haver um monte de gente armada?”, questionou Gilberto Léda.

Bom, como não havia entrado na questão do mérito se é melhor armar ou desarmar a sociedade, apenas respondi ao amigo que o seu comentário/questionamento acabou me dando razão de que a tragédia na Catedral de Campinas reacenderia o debate.

De qualquer modo, imaginem vocês, caros leitores, fiéis irem à missa armados até os dentes, do que valeria a maior arma de um cristão que é a Bíblia ainda mais estando em um templo?

Já outro amigo, também jornalista, José Linhares, comentou sobre a minha postagem no Twitter o seguinte: “É mesmo? Nos EUA todas as vezes que acontece dizem que é preciso proibir. Aqui no Brasil já é proibido (para cidadão de bem)”.

No afã de contrariar minha afirmativa, Linhares cometeu um equívoco.

Em verdade, os Estados Unidos mesmo sendo o paraíso das armas de fogo onde todo cidadão pode comprar, por exemplo, qualquer modelo de fuzil usado pelas forças armadas americanas com a mesma facilidade que uma criança compra um algodão doce na Disneylândia, a violência rola solta e os índices de assassinatos de pessoas de bem são altos mesmo a sociedade estadunidense podendo andar armada tal como nos tempos do velho oeste.

Enfim, o fato é que os comentários e questionamentos tanto de Gilberto Léda quanto de José Linhares me deram razão: a tragédia em Campinas reacende debate sobre armamento da sociedade.

E todo debate é proveitoso numa sociedade democrática.

É isso aí!