“Minha régua não é a ideológica, mas a da eficiência”, diz Roberto Rocha 12

Em entrevista exclusiva ao O Imparcial, o senador Roberto Rocha, candidato ao governo do estado,fala sobre eleição,rompimento com Dino, o legado do pai, entre outros assuntos. Confira:

Para o senador Roberto Rocha. 53, candidato a governador pelo PSDB. a disposição de concorrer ao Palácio dos Leões visa enfrentar a cultura política que está a raiz não apenas do nosso atraso, mas na capacidade de encontrar saídas”.

Pergunto sobre o legado do pai, Luiz Rocha, como governador do Maranhão, entre 1983/86, ele lembrou que, mesmo “contra tudo e todos,resolveu criar as condições para o desenvolvimento agrícola do sul do Maranhão, hoje principal polo de agronegócio”.

Sobre o rompimento com o governador Flávio Dino, de quem foi aliado em 2014, cuja eleição resultou no apoio do atual governador, Roberto Rocha disse que tem a ver com o fato de que “nem mesmo um comunista arrojado ele é”.

Entre cinco pontos básicos de seu plano de governo, cita o Projeto da Zona de Exportação, a Zema, de sua autoria no Senado, que pode mudar a curva de crescimento do Estado, “colocando o Maranhão como um importante hub (um entreposto comercial) de escala mundial”.

Confira a íntegra da entrevista:

O que faz o senhor querer ser governador do Maranhão

Não me conformo em ver o Maranhão submetido à uma dicotomia falsa, estéril e inútil que reduz um estado rico a uma política tacanha entre sarneístas e antisarneístas. O Maranhão pode mais. O Maranhão é muito maior do que esse samba de uma nota só em que se transformou nosso estado e que consome toda a nossa energia política e institucional. Quero ser governador para enfrentar essa cultura política que hoje está na raiz não apenas do nosso atraso, mas da nossa incapacidade de formular saídas. Estamos condenados, como se vivêssemos o mesmo dia todos os dias, alternando pessoas sem alternar práticas e ideias.

O fato de ser filho de um ex-governador (Luiz Rocha), o estimula a sentar na mesma cadeira no Palácio dos Leões?

Me motiva, naturalmente, mas consciente de que ele viveu em outra época, com outros desafios.

Qual o legado do governador Luiz Rocha que o senhor pretende trazer de volta para a administração do governo?

O legado da cultura do fazer. A visão de futuro. Quem poderia imaginar, quando ele, contra tudo e todos resolveu criar as condições para o desenvolvimento agrícola do sul do Maranhão, que ao fim de alguns anos essa ação visionária viria a dar frutos, a ponto de hoje sustentar o PIB do Maranhão?

O senhor pode definir – resumidamente – cinco pontos relevantes de suas propostas?

O Projeto da Zona de Exportação, a ZEMA, que pode mudar a curva de crescimento do Estado, colocando o Maranhão como um importante hub (um entreposto comercial)de escala mundial. O traçado de um novo plano rodoferroviário voltado para superar imensos gargalos logísticos que perduram até hoje. A expansão do microcrédito que, juntamente com uma forte política de capacitação profissional irá preparar o nosso povo para uma nova cultura empreendedora.

O forte estímulo à criação de arranjos produtivos de alta tecnologia, conjugados com centrais de abastecimento e portos secos, para estimular regiões com vocação produtiva.

Uma política industrial ousada, sem interdições ideológicas, para atrair investimentos nacionais e estrangeiros.

O que falta para o Maranhão sair da condição de estado mais pobre do Brasil?

Falta deixar de explorar politicamente a pobreza para explorar economicamente a riqueza. Nenhum estado do Brasil reúne melhores condições para liberar as forças empreendedoras do que o nosso Maranhão.

Qual foi a sua contribuição mais importante, como senador, para tentar “arrancar” o Estado da situação em que a metade da população depende do Bolsa Família para sobreviver?

Foi a formulação do projeto da ZEMA, que parte da premissa de que nossa condição social só será enfrentada com desenvolvimento econômico. É falacioso achar que combateremos a pobreza com ações mitigadoras, que são essenciais mas não atacam o problema na raiz. Não existe o dilema entre dar o peixe e ensinar a pescar. Ambos são necessários. Mas é preciso que o governador não aja como uma espécie de prefeito estadual, e sim como um líder capaz de desenhar um projeto de transformação econômica e social para o estado, projetando o Maranhão para o país e para o mundo.

O seu rompimento com o governador Flávio Dino tem a ver com o fato de ele ser “comunista” do PCdoB e o senhor ser tucano do PSDB, mesmo tendo se afastado do partido por uma temporada?

Não. O meu afastamento tem a ver com o fato de que nem mesmo um comunista arrojado ele é. Temos a visão muito mais aberta, por exemplo, do eurocomunismo, que superou dogmas que pareciam intransponíveis. Já aqui no nosso Maranhão, o comunismo ainda é feito de interdições, suspeitas contra o capital privado, desrespeito à propriedade, criminalização do lucro, sentido de construção de hegemonia política, arcaico e excludente. Isso tudo foi afastando, não só a mim, mas a vários companheiros que estiveram juntos em 2014.

Caso o senhor seja eleito, aproveitaria quais programas do atual governo?

Qualquer programa que esteja dando bons frutos. Minha régua não é a ideológica, mas a da eficiência.

Concorrendo pelo PSDB, qual dos candidatos presidenciáveis poderiam atrapalhar os planos de eleição do ex-governador Geraldo Alckmin – Lula (Fernando Haddad), Jair Bolsonaro ou Ciro Gomes?

O que atrapalha não são os adversários, que estão fazendo parte do legítimo jogo da Política. O que atrapalha é a criminalização da política, que não permite discernir as evidentes qualidades de experiência e moderação que distinguem o candidato do PSDB.

Hoje o Brasil revive questões fundamentais nestas eleições – ser de direita, de esquerda ou de centro –, o senhor, ideologicamente, se identifica mais com qual desses lados?

Não são lados, são posições relativas. É claro que o PSDB, desde a origem, se situa no campo da socialdemocracia, que defende valores claros de respeito à livre iniciativa, pluralismo político, valor social do trabalho e tantos outros que precisam ser resgatados nos dias de hoje.

Como o senhor avalia o fato de o Grupo Sarney tentar voltar ao poder, depois de tantas décadas sem resolver um dos problemas fundamentais, a pobreza?

O grupo Sarney só está alimentando essa pretensão devido ao fracasso do governo Flavio Dino. Se o governo atual tivesse sido bem sucedido, não haveria a menor possibilidade do grupo Sarney ao menos sonhar em retomar o controle do poder no Maranhão. É contra essa triste escolha, entre um passado que não quer passar e um futuro que já nasce velho, que eu me insurjo. É por isso que eu estou trazendo para estas eleições um proposta radicalmente diferente, para oferecer ao nosso povo.

ENTREVISTA: Clay Lago abre o jogo 6

Foto: Ricardo Fonseca

O Blog Propagando fez uma entrevista especial para esse domingo (13) Dia das Mães, com a médica Maria Clay Moreira Lago, a D. Clay Lago, como é muito conhecida, que foi Primeira Dama do Estado do Maranhão, no governo do seu saudoso marido, o Governador Jackson Kepler Lago.

D. Clay recebeu-nos no INSTITUTO JACKSON LAGO, que preside (https://www.facebook.com/Instituto-Jackson-Lago-316709068374802/), em São Luís (MA) e falou sobre a sua vida toda ao lado de Jackson. Os bons momentos, a cassação, política local e nacional. Como ela mesmo disse: “Agora você sabe tudo sobre a minha vida”.

D. Clay é avessa a glamour, badalação e entrevistas ,... é  uma pessoa simples até na maneira de falar. Conversar com ela neste dia,  além de uma aula de cultura e história do Maranhão, foi uma lição de humildade e inteligência, regada a bom humor contagiante e, uma grande história de amor e lutas ao lado do marido. Mãe de Igor, Ludmilla e Luciana Lago, é a nossa grande homenageada no dia de hoje. 

Sobre a Cassação de Jackson Lago

“ Foi uma coisa angustiante… Eu já estava preparada porque o Jackson uma vez falou pro Cássio (Cassio tinha sido cassado), ele disse pra ele: Olha Cássio tu vais ser cassado, não porque tu tens culpa em alguma coisa, mas pra poder justificar a minha cassação. Já estava preparado para essa saída. Mas tiveram coisas muito emocionantes… Uma coisa que eu nunca contei, foi que o comandante do 24° Batalhão da Polícia Militar, foi lá e chorou bastante.Foi uma coisa pesada pra gente, mas deu pra superar ”

saiba mais aqui: 

http://www.vermelho.org.br/noticia/230757-73

Sobre o PDT

“Nós tínhamos sonhos e trabalhávamos em cima deles… depois que o Jackson faleceu, houve uma determinada disputa (de poder), as coisas não eram mais como a gente pensava, passavam a fazer coisas que a gente não concordava… A ideologia foi ultrapassada pelos interesses pessoais.”

Sobre Weverton Rocha no Impeachtment de Dilma

“Eu acho que ele quis usar o nome do Jackson para proveito próprio (durante o voto), proveito político. Eu não gosto disso”.

Sobre usar o nome do ex-governador Jackson

“Se forem usar não como homenagem, mas como uma coisa boa, ninguém se incomoda (a família). Mas usar pra poder tirar proveito eleitoral, eu não quero!”

Sobre entrar na politica

“Eu acho que eu não dou pra ser parlamentar, porque isso é uma vocação própria e não me fascina. Eu prefiro ser normal.”

Sobre a herança do legado de  Jackson Lago.

“ Eu nãos sei se Igor vai herdar, se ele quiser é decisão dele.”

Sobre morar nos Leões

“Eu achava que morar no Palácio (dos Leões), era como se eu estivesse num hotel. Eu achava horrível e o Jackson também, porque a gente sempre teve uma vida muito reservada.  Eu não achava bom, a gente acordava no trabalho, dormia no trabalhado, almoçava no trabalho. Era sempre encarado como se tivesse no trabalho.”

Sobre usar o nome do ex-governador Jackson

“Se forem usar não como homenagem, mas como uma coisa boa, ninguém se incomoda (a família). Mas usar pra poder tirar proveito eleitoral, eu não quero!”

Sobre entrar na politica

“Eu acho que eu não dou pra ser parlamentar, porque isso é uma vocação própria e não me fascina. Eu prefiro ser normal.”

Sobre a herança do legado de  Jackson Lago.

“ Eu nãos sei se Igor vai herdar, se ele quiser é decisão dele.”

Sobre morar nos Leões

“Eu achava que morar no Palácio (dos Leões), era como se eu estivesse num hotel. Eu achava horrível e o Jackson também, porque a gente sempre teve uma vida muito reservada.  Eu não achava bom, a gente acordava no trabalho, dormia no trabalhado, almoçava no trabalho. Era sempre encarado como se tivesse no trabalho.”

O presidente Venezuelano Hugo Chavez em sua primeira e única visita ao Maranhão. No detalhe o hoje Presidente Nicolas Maduro atrás de Pavão Filho à esquerda. 

Sobre Brizola

“O Brizola uma vez me disse quando voltou do exílio, que a coisa mais estranha que viu quando saiu de lá foi “a palavra”. Eu perguntei por que? Ele disse: Você diz num dia, amanhã saí diferente nos jornais.”

Sobre Neiva Moreira

“O Neiva Moreira morou um tempo lá em casa, ele e o Jackson eram amigos íntimos. Quando esteve no exílio (Neiva), ele foi visita-lo. Uma amizade duradoura e nós temos muitas coisas bonitas escritas por ele.”

Sobre João do Vale

“Eu tinha casado com o Jackson, ele era deputado estadual, teve um comício de campanha em Rosário (eu nunca esqueci isso), no comício quem cantava era João do Vale e quem acompanha era Dominguinhos.  Naquela época eu nem sabia quem era Dominguinhos e, João do Vale eu conhecia de Pedreiras. Ele e o Jackson era muito amigos desde jovens”.

Sobre o Instituto Jackson Lago

“O Instituto surgiu da necessidade de organização. Depois que o Jackson faleceu, nós começamos a receber muitas solicitações de historiadores […] pessoas da USP, que queriam saber muito da vida do Jackson”.

“Eles (os pesquisadores) queriam saber como é que cara que nunca teve jornal, rádio e televisão, conseguiu ser governador do Maranhão e prefeito três vezes? “

Foto do dia de filiação da candidatura Jackson ao governo no TRE em São Luís.

D. Clay fala sobre a prisão do Lula, traição e gestão do governador Flavio Dino, sobre sonhos, entre outras coisas…

Confira a entrevista em vídeo sem cortes ou edições: 

Parte 1: https://youtu.be/Th2vbKUY7kI

Parte 2: https://youtu.be/IJ-qx5TFz_Y 

ELEIÇÕES 2018: Roberto Rocha fala sobre projeto do PSDB para o Brasil e o Maranhão 8

A coletiva vai acontecer a partir das 17h30, no auditório do seu escritório de representação, no Calhau, e contará com a presença de importantes lideranças políticas de todo o estado

O presidente do Diretório Estadual do PSDB no Maranhão, senador Roberto Rocha, concede amanhã, quinta-feira,15, em São Luís, uma coletiva para falar sobre o projeto político-eleitoral dos tucanos para o Brasil e o Maranhão à luz das eleições de 2018.

Na coletiva, o senador deve fazer uma breve avaliação da conjuntura nacional e local, falar sobre a pré-candidatura do governador Geraldo Alckmin a presidência da República, além, claro, da sua pré-candidatura ao governo do Maranhão pelo que convencionou-se chamar de terceira via e ainda a chapa majoritária e proporcional.

Mesmo colocando o seu nome para a disputa ao Palácio dos Leões, Roberto Rocha tem dito que a sua prioridade número um é eleição de Alckimin para presidente. Para tanto, o tucano vai trabalhar intensamente para a formação de um amplo palanque que consiga dar uma boa votação para o governador paulista no estado.

A coletiva vai acontecer a partir das 17h30, no auditório do seu escritório de representação, no Calhau, e contará com a presença de importantes lideranças políticas de todo o estado, além de representantes dos setores sociais do partido no Maranhão, como o PSDB Jovem e o PSDB Mulher.

Ao longo deste mês, durante a abertura da chamada janela partidária, o PSDB vem filiando novas lideranças ao partido dispostas à contribuir com o fortalecimento da legenda no interior e na capital. Esse processo segue em curso e ao final será realizado um grande ato político na nova sede do partido, para o abono das fichas dos novos filiados na presença de lideranças nacionais.

IMPERATRIZ: A esperada “entrevista do fim do mundo” de Rosângela Curado

Quem estiver esperando a queda do governador Flávio Dino a partir da entrevista da ex-secretária adjunta da Saúde pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois será uma entrevista serena como é a própria entrevistada

É aguardada como muita expectativa a entrevista com a suplente de deputada federal e odontóloga Rosângela Curado, que vai ao ar nesta quarta-feira, 14, pela TV Band de Imperatriz.

Muitos esperam denúncias bombásticas, revelações avassaladoras, declarações demolidoras, enfim, uma entrevista do “fim do mundo” da ex-secretária adjunta da Secretária de Estado da Saúde no governo Flávio Dino, que foi exonerada da função sob suspeita de irregularidades na pasta.

Contudo, pelo que o Blog do Robert Lobato apurou, quem estiver esperando a queda do governador Flávio Dino a partir da entrevista da Rosângela pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois será uma entrevista serena como é a própria entrevistada, que deverá dizer: (1) que continua aliada ao grupo governista; (2) que ainda não sabe qual será o seu futuro partidário; (3) que ainda está analisando se realmente sairá candidata à deputada estadual; e (4) que só tem uma certeza: o apoio incondicional à candidatura de Weverton Rocha (PDT) ao Senado Federal.

Se aparecer algo de polêmico, no máximo será a afirmação de que tudo que fez quando estava no cargo de adjunta da Saúde é porque recebia “comando superior” de dentro e de fora da Secretaria de Saúde. Agora, se vai dar nomes aos bois é uma outra história.

De qualquer modo, vale aguardar a “entrevista do ano” que será exibida logo mais às 18:50, pela Band de Imperatriz.