Em artigo, advogado critica incompetência administrativa do governo Dino e a gula por impostos

A MISÉRIA E A DERRAMA

Por Abdon Marinho*

“Esse (péssimo) hábito de asfixiar a camada produtora da nação e/ou de se utilizar da elevação das cargas tributárias a ponto das mesmas se tornarem uma espécie de “confisco” ou mesmo, como se chegou em alguns regimes a confiscar propriedades, levou a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher a cunhar a célebre frase: “o Comunismo fracassa na hora que acaba o dinheiro dos outros”, algo mais ou menos assim”.

O MARANHÃO está mais pobre. Qualquer que seja a desculpa que apresentem pouca ou nenhuma relevância terá diante da informação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de que 54,10% da população maranhense vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, em números do ano passado (2017), recebem para viver até 406 reais/mês. Destes, um número igualmente significativo é o de cidadãos que vivem no que denominam de extrema pobreza.

O instituto confirmou o que, sem a precisão dos índices, já identificara e partilhara, em diversas oportunidades, com as pessoas que leem meus textos. 

Ando o Maranhão todo, converso com muita gente. Nestes anos assisti o empobrecimento do estado e da sua gente. Qualquer hora que passemos pelas estradas maranhenses vemos multidões de cidadãos de “cara ‘pro’ vento” sentados em suas portas, nos bares, debaixo de árvores. 

Se viajo no começo ou fim de mês vejo os cidadãos, de todas as idades, aglomerados nas portas de casas lotéricas – não importa o dia da semana. Nem me pergunto o que fazem, já sei: enfileiram-se para receber o “Bolsa Família”. 

O Maranhão tornou-se um estado de mendigos, de dependentes da caridade alheia. 

Nos encontros com amigos do interior quando pergunto qual a situação econômica do município, quase sempre escuto a mesma resposta: “—Doutor, se “tirarem” o “bolsa família” metade da população morre”.

Este empobrecimento do estado não é de hoje. Vem de décadas de falta de uma política de enfrentamento da miséria e se torna mais aguda no presente momento quando, por negligencia e ambição, já perdemos parte significativa dos nossos recursos naturais. 

Neste meio tempo, destruíram os pequenos arranjos de produção agrícola e criação que levou a população à dependência das políticas assistencialistas dos governos, coroando o caos com a uma forte penetração do tráfico de drogas até mesmo nos menores povoados. 

A produção familiar da zona rural maranhense não chega nem perto do era nos anos setenta e início dos oitenta – apenas para citar o que temos de lembrança mais próxima. 

Sou filho de agricultores e como tal lembro bem que no nosso povoado, naqueles tempos, ninguém passava necessidade, pois todos tinham suas roças, com produção abundante de arroz, feijão, milho, abóbora, melancia, macaxeira; todos tinham um pequeno pomar com produção de laranja, tanja, lima, manga, carambola, etc; na criação de animais se tinha os porcos, as galinhas, os patos, as galinhas de Angola – que chamávamos de guinés –, cabras, carneiros e, os de melhor condição, até uma pequena vacaria. Mesmo os mais humildes tinham um chiqueiro com porcos e um plantel de galinhas. 

O mais interessante de se lembrar é que os cidadãos não precisavam do “governo” para viver e ter como se sustentar e a suas famílias. 

Era “feio” pedir e só quem esmolava eram os cegos ou aleijados – e ainda assim constrangidos e envergonhados, pediam desculpas ao bater numa porta para pedir. 

Toda essa fartura,  no Maranhão de hoje, foi substituída pela esmola mensal das “bolsas” e pelas pedras de crack. Não encontramos mais a velha produção familiar, não se acha uma galinha para se fazer uma canja. 

A regra é essa. O que não é isso são as exceções. 

Como dizia  este quadro de desalento não vem de hoje, não é fruto de um único governo, entretanto é igualmente falso imaginar que o atual governo nada tem de responsabilidade com o que vivenciamos. 

Chegamos ao final do quarto ano deste governo, e muito pouco – ou quase nada –, foi feito para apontar um rumo de crescimento econômico para o estado, pelo contrário as iniciativas foram, quase sempre, no sentido de fragilizar ainda mais a já fraca economia local e com isso a miséria do povo.

A falta de aptidão para a gestão e a incompreensão de conceitos básicos dos atuais dirigentes do estado têm servido como catalisadores para o aumento da pobreza. 

Em quatro anos de governo não foram capazes, sequer, de “estancar” o atraso, quanto mais apresentar propostas consistentes que promovam o desenvolvimento econômico consorciado com o desenvolvimento social. O resultado aparece nos índices. 

É elementar que não teremos desenvolvimento social, sobretudo, que reverta o quadro de pobreza tão extrema, sem que tenhamos um desenvolvimento econômico consistente. 

É isso que o atual governo “teima” em não compreender. 

A essa “incompreensão” deve ser creditada a “estratégia” governista de buscar o desenvolvimento através da elevação da carga tributária – em quatro anos já se aumentou os tributos estaduais e taxas, três vezes.

Em nenhum lugar do mundo tal estratégia funcionou. Pelo contrário onde tentaram fazer isso se afugentou empresas e se quebraram as que existiam. 

Esse (péssimo) hábito de asfixiar a camada produtora da nação e/ou de se utilizar da elevação das cargas tributárias a ponto das mesmas se tornarem uma espécie de “confisco” ou mesmo, como se chegou em alguns regimes a confiscar propriedades, levou a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher a cunhar a célebre frase: “o Comunismo fracassa na hora que acaba o dinheiro dos outros”, algo mais ou menos assim.

O governo comunista do Maranhão, parece trabalhar no sentido de dar razão a antiga premier. 

Não faz muito tempo um jornalista disse, em tom de pilhéria, mas nem por isso com menos acerto, que a única iniciativa econômica do atual governo teria sido a redução substancial da tributação de uma determinada rede de supermercados em detrimento de todas as demais. Medida esta, aliás, que teve efeito justamente oposto do, imagino eu, almejado, pois “quebrou” os demais empresários do ramo, e mesmo, os pequenos comerciantes de bairros, que ficaram sem capacidade competitiva. 

Como competir com quem paga dois por cento de imposto, se tem que desembolsar pelo menos dezoito por cento?

No comércio, setor afetado mais diretamente pelos desacertos econômico do atual governo, só os corajosos têm resistido, os demais têm “baixado as portas”. 

Basta andar pelos centros de comércio ou vias dedicadas ao ramo para constatar isso. 

Outro dia, numa ida ao Tribunal de Justiça, me pus a conferir as lojas ainda abertas na Avenida Castelo Branco, uma das movimentadas antigamente, nem um terço permanecem abertas. Fecharam quase todas. 

Após “cavarem” a atual crise com “espantosa dedicação” o atual governo acena, pela terceira vez em quatro anos, com um “pacote anticrise” composto basicamente por dois ingredientes: elevação da carga tributária sobre o setor produtivo e demagogia. Ambos custeados pelo suado dinheiro dos contribuintes. 

É fácil compreender. O governo aumenta os impostos e taxas, o que causa revolta dos contribuintes, então para tornar o “acocho” mais palatável, ele acena inserções de taxas para alguns seguimentos: proprietários de motocicletas até determinadas cilindradas; alguns itens da cesta básica; alguns microempreendedores. 

Acontece que o governo não “dar” nada a ninguém, até porque não produz um alfinete, assim, como precisa de dinheiro para custear inclusive os seus excessos, o que vai arrecadar precisa ser sempre mais, até para bancar as supostas “bondades”. 

Entenderam? No fim das contas quem acaba pagando por tudo, somos nós, os pagadores de impostos, até as supostas gentilezas. 

Agora mesmo, na hora que colocar um real de gasolina, trinta centavos e meio, tilinta no cofre do governo, sem que ele faça nada em troca na educação, na saúde, na infraestrutura, na assistência. E os indicadores estatísticos estão aí para provar. 

Mesmo aquilo que poderiam fazer para economizar nosso dinheiro não é efeito. Basta conferir os incontáveis prédios alugados para o estado, quando poderiam, perfeitamente, embora passando por alguns apertos usarem sua própria estrutura. 

Todos os dias sinto na pele o que acabo de dizer. 

Ao lado do meu escritório o governo estadual alugou o prédio do antigo Hotel Panorama, dizem que por mais de cento e cinquenta mil reais (valor que acho excessivo, pois pelo que tomei conhecimento, o Ministério Público que ocupava o mesmo espaço anteriormente, pagava cerca da metade disso). 

Não é só, o mesmo prédio ficou “parado” por quase um ano, enquanto era reformado, e como a reforma perdura, acredito que esteja sendo custeada pelo contribuinte. 

Poder-se-ia até achar normal tal situação se não existisse, a menos de 200 metros do prédio alugado, um prédio próprio do governo estadual, adquirido para funcionar, justamente, a Secretaria de Estado da Educação, por quase 30 milhões, e que se encontra subutilizado.

Ora, se ficaram quase um ano esperando (e/ou bancando) a reforma num prédio alheio, por que não reformaram, adaptaram ou mesmo construíram suas instalações no prédio do antigo Hotel São Luís, que possui uma área bem maior que o espaço que estão ocupando atualmente? 

Acredito que seria muito mais saudável para as contas públicas e não estariam “infernizando” a vida dos moradores, escritórios e clientes daquela região. 

Mesmo duas medidas que poderiam tomar para facilitar a vida das pessoas fizeram, que era prolongar a Rua dos Pinheiros até a Avenida Ferreira Gullar e interligar a Rua das Figueiras com a Rua dos Pinheiros por trás do Asilo de Mendicidade. 

Chega a ser inacreditável que num único episódio o governo estadual consiga causar tantos males as finanças públicas e as vidas dos contribuintes. 

Duvidem sempre dos bem-intencionados e dos governos, pois já sabemos os ambientes que habitam, não é?

*Abdon Marinho é advogado. 

SAÚDE: Neto Evangelista destina emenda para compra de equipamento no Hospital Aldenora Bello

O deputado estadual Neto Evangelista (DEM) visitou o Hospital Aldenora Bello, referência no tratamento de câncer no Maranhão, com o objetivo de identificar as principais necessidades e destinar emenda no valor de R$ 300mil para a aquisição de equipamentos.

O democrata foi recebido pelo vice-presidente da Fundação Antonio Dino, Antônio Dino Tavares, e pelo diretor do Hospital de Câncer, José Generoso da Silva. Eles visitaram vários ambientes da instituição, entre eles, o Laboratório de Patologia, a Brinquedoteca, além dos setores de internação, quimioterapia e radioterapia (que está sendo ampliado para duplicar sua capacidade de atendimento).

“O Hospital Aldenora Bello desenvolve um trabalho admirável no tratamento do câncer. Quero parabenizar a direção da instituição e toda equipe pela dedicação diária no sentido de conseguir manter o hospital e garantir atendimento à população mais carente”, disse Neto Evangelista.

Atualmente, o hospital faz cerca de 30 mil atendimentos por mês, uma média de 600 internações, 2.000 quimioterapias e atendimento de radioterapia em 220 pacientes.

O vice-presidente da Fundação Antônio Dino agradeceu e disse que a contribuição dará um salto qualitativo aos pacientes. “É sempre bom contar com parceiros que estejam dispostos a ajudar, reconhecendo a seriedade do nosso trabalho”, finalizou.

Em carta, relator da ONU critica proibição de Lula a dar entrevistas na prisão

Em resposta, Itamaraty afirmou que encaminhou documento da ONU ao Poder Judiciário; carta solicita ‘medidas preventivas’ para impedir supostas violações de liberdade de imprensa

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

GENEBRA – Em uma carta enviada às autoridades brasileiras, o relator independente da Organização das Nações Unidas (ONU) para a proteção da Liberdade de Expressão, David Kaye, criticou a decisão de proibir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, de conceder entrevistas na prisão.

“Expressamos nossa preocupação sobre a decisão de prevenir a imprensa de entrevistar Lula na prisão”, escreveu o relator, numa carta datada de 10 de outubro, em que ele cita como base a decisão envolvendo o jornal Folha de S. Paulo. A comunicação foi dirigida à missão do Brasil na ONU, que teve como responsabilidade repassar o documento para Brasília.

Kaye pedia uma resposta do Brasil no prazo de 60 dias, o que não ocorreu até o vencimento do período. O Estado solicitou uma posição por parte do Itamaraty. Em resposta à reportagem, o Itamaraty esclareceu que enviará o esclarecimento solicitado.

“A comunicação do relator das Nações Unidas sobre direito de expressão foi encaminhada pelo Itamaraty à atenção do Poder Judiciário. Os fundamentos legais da decisão do Judiciário constam do acórdão pertinente, que é público e, como tal, pode ser acessado pelos interessados. Providenciaremos, de todo modo, o envio de cópia do documento ao relator”, disse o Itamaraty, por meio de sua assessoria de imprensa.

“Estamos ainda preocupados com o fato de essa decisão ter sido publicada no contexto das eleições, onde o papel da imprensa e o direito público à informação é de importância maior e podem ter um impacto nos resultados das eleições”, apontou David Kaye, professor da Universidade da California, onde ensina direito internacional. Kaye iniciou sua carreira como advogado no Departamento de Estado norte-americano e, na página oficial da ONU, ele aparece como membro do Conselho de Relações Exteriores, nos EUA.

No documento, o relator pede esclarecimentos às autoridades brasileiras. “Por favor, providencie informações sobre medidas tomadas pelo seu governo para garantir que a imprensa não é impedida ou censurada na cobertura ou na publicação de eventos e entrevistas, em geral e em particular, durante as eleições”, diz o texto, que indica que o ex-presidente foi “sentenciado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro”.

Enquanto aguardava por uma resposta, o relator solicitava que medidas preventivas fossem tomadas para impedir que as supostas violações fossem mantidas.

O texto diz que sua decisão em pedir esclarecimentos ocorreu depois de receber informações sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, de 28 de setembro, que impedia o jornal Folha de S. Paulo de entrevistar Lula na prisão. O texto traz as diferentes decisões nas semanas que se seguiram, com recursos e os argumentos apresentados.

O relator ainda cita a medida provisória do Comitê de Direitos Humanos da ONU que, em agosto, solicitou que o estado brasileiro garantisse que Lula usufruísse de seus direitos políticos, mesmo na prisão.

No início de outubro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu manter a proibição do ex-presidente conceder entrevistas da prisão. Para o presidente da Corte, deve ser cumprida “em toda a sua extensão” a decisão liminar do vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, que impediu Lula de falar com a imprensa no período eleitoral no final de setembro.

Toffoli também reiterou que a proibição vale até o plenário da Suprema Corte analisar definitivamente a questão, que foi alvo de uma guerra de liminares no tribunal que envolveu nos últimos dias o próprio Toffoli, Fux e o ministro Ricardo Lewandowski.

No dia 19 de outubro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ainda defendeu, em manifestação enviada ao STF, que Lula seja impedido de conceder entrevistas da prisão. Segundo ela, Lula “é um detento em pleno cumprimento de pena e não um comentarista de política”.

Dodge afirmou, ainda, que “a proibição desta entrevista não exclui, pois apenas limita a liberdade de expressão do condenado recluso. Ele continuará podendo se comunicar com o mundo exterior por correspondências e visitas de seus familiares e amigos”, de acordo com a legislação em vigor. Em sua visão, a medida era “proporcional e adequada a garantir que as finalidades da pena a ele imposta sejam concretizadas, sendo, portanto, compatível com a ordem jurídica do país”.

PSL criará ‘conselhos consultivos’ para subsidiar governo Bolsonaro com propostas

Por Andréia Sadi

O presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar, disse ao blog neste domingo (9) que vai levar ao presidente eleito , Jair Bolsonaro, uma proposta de criação de “conselhos consultivos” dentro do partido com canal direto aos ministros, para subsidiar o governo. Na quarta-feira (12), Bolsonaro vai se reunir com a bancada do PSL, partido ao qual é filiado.

Bivar disse que vai apresentar a proposta ao presidente eleito na reunião. Segundo ele, a ideia é que estes conselhos internos no PSL aprovem projetos em diferentes áreas – como a Saúde – e, depois, sejam levados aos ministros das pastas.

“Está no estatuto e eu, por exemplo, já criei o da Saúde, com diferentes especialistas, médicos. Depois, quero fazer o de economia, segurança. O partido aprova as ideias e a gente marca as audiências com os ministros, o que queremos é este acesso direto, canal direto às pastas”, disse Bivar ao blog.

Perguntado se a ideia é que o presidente, se gostar do projeto do seu partido, apoie autorizando com um decreto ou encampando um projeto encaminhado ao Congresso, Bivar respondeu: “Isso. Pode passar por meio de um decreto ou encampar um projeto”.

O conselho consultivo da Saúde já está funcionando. Segundo ele, os grupos são integrados por voluntários e que devem se filiar ao partido.

Sobre a reunião desta quarta-feira (12) com Bolsonaro, Bivar disse que o partido não tem uma demanda específica. “Ele tem que fazer carinho à bancada. As pessoas são humanas, não são essa coisa pragmática”.

Ele disse que não é papel de Bolsonaro apaziguar os ânimos em relação ao racha na bancada. E defende que o partido comece a discutir as estratégias para aprovar a previdência.

Além do PSL, Bolsonaro vai receber a bancada do DEM nesta semana.

Coaf
Bivar também comentou a respeito do caso do Coaf envolvendo um ex-assessor de Flavio Bolsonaro.

Perguntado se não faltavam explicações do ex-assessor, sobre a movimentação atípica em sua conta bancária, ele disse que não “cobra” explicações porque é um “caso muito pessoal, uma coisa dele”.

Comparou, ainda, o caso a outro, o que derrubou o ex-ministro Antonio Palocci no governo Lula, que ficou conhecido como escândalo do caseiro Francenildo.

“O que foi o caso Francenildo? Era uma coisa pessoal o dinheiro dele, que ele recebeu”.

Mas sobre de onde seria, na avaliação dele, o dinheiro de Fabricio Queiroz, ele finalizou: “Ele deve ter a explicação dele.”

UNEPP: Evento da entidade foi um sucesso

Nesta segunda-feira, 10, o Blog do Robert Lobato contará como foi o evento da União Nacional de Ex-prefeitos e Prefeitos do Brasil (UNEEP).

Bastante disputado, o evento aconteceu na noite de ontem, sábado, 8, no Espaço Mágico, e contou com a presença de várias autoridades públicas e privadas que abrilhantaram a segunda versão do que caminha para ser uma tradição qualificada e de credibilidade em homenagens a quem luta por um Maranhão mais justo, solidário e fraterno.

É amanhã, aqui no nosso Blog do Robert Lobato.

SANTA RITA: Ponte de Areias entra na reta final de conclusão

O prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, mais uma vez deu o exemplo de bom gestor. No sábado (8), o próprio colocou a mão na massa e ajudou na instalação da pré-laje da Ponte de Areias, ela liga diversos povoados do municipio que são cortados pelo rio Itapecurú. A obra entrou na reta final de conclusão e a expectativa é que ela seja entregue nos primeiros meses de 2019.

Hilton Gonçalo iniciou a obra de construção da ponte sobre o rio Itapecuru no ano de 2011, após um convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado, e tinha previsão para ser entregue em maio de 2015. Porém ao deixar o comando de Santa Rita no final de 2012, o sucessor não deu continuidade aos trabalhos.

Ao voltar a Prefeitura de Santa Rita em janeiro de 2017, Hilton colocou como meta concluir a Ponte de Areias e não havendo mais o convênio entre municipio e estado, o gestor deu continuidade as obras com os recursos próprios do poder público municipal, demonstrando seu compromisso com a população da cidade.

A Ponte de Areias para muitos é só um sonho que nunca será realizado, mas Hilton Gonçalo vai transformando em realidade uma obra, que é desejo de muitos habitantes de Santa Rita.

O prefeito ainda dá o exemplo de que além de boa administração dos recursos públicos, ele literalmente fiscaliza e ajuda nas obras do município, botando a mão na massa.

Por que as pessoas mentem para os médicos?

Gabriel Alves, via Folha de SP
As pessoas, vez ou outra, mentem para os médicos e outros profissionais da saúde. Mas qual o sentido de mentir se, quanto mais o profissional sabe a respeito do paciente, melhor é o cuidado?

Um estudo americano conduzido com 4.510 indivíduos aponta que de 60% a 80% das pessoas (idosos e jovens, respectivamente) omitem ao menos uma informação importante de seus médicos, como:

  • não entender as instruções dadas pelo profissional de saúde;
  • discordar das recomendações;
  • não se exercitar regularmente;
  • ter dieta não saudável;
  • tomar determinado medicamento;
  • não seguir as instruções de prescrição;
  • tomar medicamento de outra pessoa.

Várias são as explicações para as omissões de informações importantes. As cinco respostas mais citadas foram estas:

  • evitar ser julgado ou levar sermão;
  • não querer sabe o quão perigosa foi a atitude em questão;
  • vergonha;
  • não passar a impressão de que é um paciente difícil de lidar;
  • não tomar muito tempo do profissional.

Além do óbvio, que pacientes (especialmente os enfermos) podem ser mal assistidos por causa das informações incorretas ou faltantes, os autores concluem que é preciso encontrar meios de melhorar o nível de confiança entre pacientes e profissionais de saúde e de deixar os pacientes confortáveis para falar o que tem que ser dito.

“Fiquei surpresa com o número substancial de pessoas que não fornecem informações inofensivas, e que elas admitem isso”, diz Andrea Gurmankin Levy, autora do estudo e pesquisadora na Middlesex Community College, em Middletown (Connecticut, EUA). “Nós também temos que considerar uma interessante limitação do estudo de que os pacientes podem ter escondido informações sobre o que escondem dos médicos, o que significaria que estamos superestimando o quão prevalente é esse fenômeno.”

“Se pacientes não falam o que comem ou que remédio tomam, pode haver implicações significativas para a saúde. Especialmente se eles têm doenças crônicas”, diz Levy.

A pesquisa está publicada na revista Jama Network Open.

TRE-MA aprova contas eleitorais de Neto Evangelista

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) aprovou, na quarta-feira (05), a prestação de contas de campanha do deputado Neto Evangelista (DEM). O parlamentar concorreu ao seu terceiro mandato pela coligação “Todos pelo Maranhão 3”, sendo eleito com cerca de 50 mil votos.
As contas foram aprovadas com ressalvas, porém, consideradas insuficientes para que se cogitasse desaprovação. A cerimônia de diplomação da próxima legislatura acontece no dia 18/12, às 16h, no Centro de Convenções “Governador Pedro Neiva de Santana”.

MAIS IMPOSTOS: Em artigo, Fábio Câmara faz duras críticas a Eduardo Braide 8

O ex-vereador afirma ainda que Eduardo Braide, ao pedir vistas do projeto governista para ter tempo hábil de conhecer melhor a matéria, decidiu “não decidir”.

O ex-vereador e ex-candidato a prefeito de São Luis, Fábio Câmara (PSL) divulgou, pelas redes sociais, um artigo onde faz duras críticas ao voto de abstenção do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) em relação ao projeto do governo Flávio Dino (PCdoB), aprovado na última quarta-feira, 5, que voltou a aumentar alíquotas de impostos no estado.

Na avaliação de Fábio Câmara, o parlamentar abriu mão do “direito e do dever de votar”. O ex-vereador afirma ainda que Eduardo Braide, ao pedir vistas do projeto governista para ter tempo hábil de conhecer melhor a matéria, decidiu “não decidir”.

O Blog do Robert Lobato reproduz, a seguir, a íntegra do artigo de Fábio Câmara. Confira.

“À Mulher de César Não Basta Ser Honesta. Ela Tem Que Parecer Honesta!” (Júlio César)

Quando um parlamentar PEDE VISTAS de um projeto, ele o faz tendo em mente se embasar melhor sobre a matéria para, em seguida, POSICIONAR-SE. Abster-se de votar corresponde ao cúmulo da negação do direito e do dever. Não faz sentido nenhum, e eu falo com a propriedade de ter sido líder da oposição na câmara de vereadores, publicitar ao povo que o executivo está usando a sua caneta como chibata e, na hora de eu intervir contrariamente ao castigo, tudo o que eu decido fazer é calar-me e fechar meus olhos diante dos açoites.

Braide pediu vistas porque não tinha tido tempo hábil para ver o projeto. Só que, depois de o ter visto e conhecido, sobre o mesmo, decide NÃO DECIDIR. Mas, essa não é a primeira e, certamente, não será a última incoerência do Braide. Braide candidato a prefeito de São Luís foi aguerrido no primeiro turno e apagado e submisso no segundo turno.

O Braide que concorreu valentemente à prefeitura partindo de 3% nas pesquisas e com um partido sem dinheiro e sem tempo de televisão, VIROU um Braide que se negou a concorrer ao governo do Estado, ainda que figurando nas pesquisa com percentuais próximos a 15%, com partidos se oferecendo para acolhê-lo e com um ex governador disposto a acompanhar seus passos.

E, agora, um deputado de segunda é o Braide que mostra a cara convocando o povo para votar NÃO ao aumento de impostos e que se transforma num deputado de quarta, abstendo-se, escondendo a voz para dizer um SIM ao mesmo povo por ele convocado.

Poder ABSTER-SE É LEGAL. Porém, é MORAL? Com a palavra para o julgamento e determinação do veredicto, tal qual Júlio César, O POVO DO MARANHÃO.