Segundo turno: tempo de “pós-verdade”

Por Eden Jr.*

Não houve surpresa. Embora as pesquisas tenham errado no varejo, acertaram no atacado. Com o resultado do primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL), com 46% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT), com 29%, irão disputar a etapa decisiva das eleições presidenciais. Como se temia, restaram os dois projetos mais antagônicos e radicais, tudo de que o país menos precisa para o momento, já tão dividido e extremado, depois de anos vivendo um intenso clima de acirramento político.

Grosso modo, no campo econômico o núcleo original dos dois programas é pouco factível, beirando ao irrealizável… à fábula. Para um, o mercado tudo pode. Para outro, o Estado é onipotente e resolve todas as questões. De que maneira, em um país tão desigual como o Brasil, se consegue considerar que funções sociais imprescindíveis, como segurança, saúde, educação, assistência e previdência social, podem interessar e ser encampadas pelo mercado?

De outra forma, como prognosticar que um Estado quebrado – com gravíssimos problemas de natureza fiscal, em que os déficits vêm se acumulando ano a ano, e por conta disso, o endividamento público é crescente – seria capaz de liderar a retomada do crescimento, sem que o próprio Estado promova as reformas com vista a saneá-lo? “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. O Estado é agente imprescindível para a superação de qualquer grande colapso econômico. Foi assim nas crises mundiais de 1929 e de 2008, com os governos realizando vultosas obras públicas, ofertando crédito para evitar a quebra de importantes companhias ou baixando os juros.

Agora, com a chegada do segundo turno, o que já era ruim ficou pior. Isso porque os dois adversários passaram a contrapor parte dos fundamentos de suas campanhas, circunstância que provoca ainda mais embaraço para a disputa. Tanto o grupo de Haddad quanto o de Bolsonaro haviam aventado a possibilidade da instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte para resolver matérias que a Constituição de 1988 não daria mais cabo. No primeiro dia após a apuração das urnas negaram essa possibilidade.

O ex-capitão, mesmo com o seu programa de governo recomendando uma reforma radical da Previdência, para aplacar os reiterados rombos do sistema, saiu-se com uma promessa de suavização da reestruturação apresentada por Temer, para algo mais “consensual” e “vagaroso”. Bolsonaro, que já classificou o Bolsa Família de “mentira”, atualmente sugere a criação de um 13º para o programa, apesar de não revelar, com firmeza técnica, de onde viriam os recursos para tanto.

O guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, já havia prometido em agosto privatizar todas as estatais, processo que renderia cerca de R$ 1 trilhão. Hoje Bolsonaro diz que não vai privatizar empresas “estratégicas”, entre elas gigantes como Banco do Brasil, Caixa Econômica, Eletrobras e Petrobras. Na propaganda do segundo turno, o pleiteante do PSL se apresenta como o “novo na política”. Embora já exerça mandatos legislativos por mais de 29 anos, com pouquíssimos projetos aprovados – sempre orbitando no “baixo clero” da Câmara – e tendo colocado dois de seus filhos na “carreira política”.

O presidenciável petista também embarcou forte na onda da metamorfose. Trocou as cores de sua logomarca. Saiu o vermelho, entraram o verde e amarelo – justamente as cores mais veneradas pelos bolsonaristas – e a imagem de Lula foi removida; logo ele, o responsável direto pela ascensão de Haddad. As visitas ao ex-presidente Lula, na sede da Polícia Federal em Curitiba, foram suspensas. Apesar de o candidato do PT ter ido ao cárcere semanalmente nos últimos tempos, buscar instruções para a sua campanha.
Haddad se arvora neste instante como notável defensor da democracia no Brasil, propondo-se a liderar uma frente – que não deslanchou – para vencer uma tal “iminente ameaça fascista”. Isso depois de o PT trombetear à exaustão que “eleição sem Lula é fraude” e que o “impeachment de Dilma foi um golpe”. Veja-se só, neste segundo turno o professor da USP afirma: “Em geral Sergio Moro fez um bom trabalho”. Inacreditável!

Por anos o PT acusou Moro de ser tucano e perseguir os petistas. Agora o candidato do PT promete “todo apoio à Polícia Federal, ao Ministério Público, ao Judiciário e à Operação Lava Jato”, mesmo o seu partido tendo dito exaustivamente que houve um complô da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal e de órgãos de controle para “condenar Lula sem provas”.

Talvez no movimento mais anedótico, o candidato petista tentou o apoio do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa. Aquele mesmo, que foi relator do processo do mensalão que colocou cinco petistas na prisão e que foi acusado em 2012 pela Executiva Nacional do PT de ter utilizado uma teoria nazista (“Teoria do Domínio do Fato”) para condenar injustamente o ex-ministro José Dirceu.

Quando mesmo Bolsonaro e Haddad foram sinceros, antes ou após o início do segundo turno? Provavelmente em nenhum desses dois momentos. São campanhas que tentam angariar votos apontando mais os defeitos do oponente do que as virtudes do candidato. Diante desses despautérios e sofismas, o pleito presidencial passou para um outro patamar, bem mais rasteiro, seguramente. Situação que tornou espinhoso, quiçá impossível, para o eleitor moderado e sóbrio optar por uma das duas “propostas”.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

A dor de um pai e a força de um filho 24

Há casos e mais casos de pessoas que superam essa doença que Paulo Rocha enfrenta, e se depender da vontade de viver desse jovem rapaz, ele vai vencer esse drama. Se depender também das correntes de orações e energias positivas dos familiares e amigos, sem dúvida alguma Paulinho vai sair dessa!

Quem acompanha de perto o drama familiar enfrentado pelo senador Roberto Rocha aprende muito sobre o sentido da vida.

Em primeiro lugar, é de admirar a forma como Roberto encara a dor de um filho que passa por um momento pra lá de delicado do ponto de vista da saúde.

Sofrendo calado, candidato a governador do Maranhão, o homem público Roberto Rocha nunca tratou abertamente sobre assunto durante a campanha até porque não precisava e de forma alguma iria tentar tirar algum proveito eleitoreiro do estado de saúde do seu filho amado. Aliás, Roberto pensou em desistir da sua candidatura, mas foi desautorizado pelo seu filho Paulinho no leito do hospital. Pensem numa sinuca de bico? (Rsrsr).

“Jamais falaria dessa questão pessoal no período eleitoral, como não falei. Sofri calado. Mas agora, creio que as pessoas merecem e tem o direito de saber, afinal sou Homem público”, desabafou o pai Roberto Rocha.

Mas a dor de um pai é amenizada pela força de um filho.

A força de Paulinho é de admirar!

Há casos e mais casos de pessoas que superam essa doença que Paulo Rocha enfrenta, e se depender da vontade de viver desse jovem rapaz ele vai vencer esse drama. Se depender também das correntes de orações e energias positivas dos familiares e amigos, sem dúvida alguma Paulinho vai sair dessa!

Fica aqui a manifestação de solidariedade e apoio do Blog do Robert Lobato ao pai Roberto Rocha, a mãe Ana Cristina, aos irmãos e todos os familiares de Paulo Roberto Diniz Rocha.

#DeusNoComando

Goste-se ou não, Bolsonaro é produto da democracia brasileira 12

A possível eleição de Jair Bolsonaro está longe de representar uma “facada” na nossa democracia. Pelo contrário, será um teste para consolidação democrática do Brasil..

Já escrevi aqui que a guerra de narrativas das campanhas de Fernando Haddad e de Jair Bolsonaro produz coisas interessantes, bobas e até hilárias (reveja aqui).

Entre as mais hilárias incluo a de que uma eventual vitória do “Bozo”, “Coiso” ou demais alcunhas colocadas pelos adversários do candidato do PSL seria o caminho para o Brasil voltar à ditadura.

Essa narrativa não é somente hilária como beira ao desespero.

Para este humilde blogueiro está mais do que evidente que não há clima de um golpe civil ou militar no país. Já passamos por momentos de graves crises políticas e institucionais, principalmente depois do impeachment, que poderiam acabar em golpe e nada disso aconteceu. Estão aí as instituições funcionando firmes e fortes.

Mas voltando ao Jair Bolsonaro, ele não é apenas produto da “velha política”, de um sistema político, eleitoral e partidário carcomido do país e dos vacilos das esquerdas com o PT de “abre alas”. Não! Nada disso!

Bolsonaro, goste-se ou não, é fruto sobretudo da nossa democracia!

Ora, se os Estados Unidos, uma das mais civilizadas nações do mundo se deu ao luxo de eleger um Donald Trump, qual seria o problema do Brasil, a maior democracia do lado de baixo do Equador eleger um Jair Bolsonaro?

Se o “17” ganhar a eleição no próximo dia 28, que os adversários organizem uma oposição democrática para combater o que consideram exageros e loucuras do presidente eleito.

No mais, soa como desespero certas narrativas dos opositores de Bolsonaro.

E alguns casos, aliás, essas narrativas chegam a ser tão “fascistas” quanto o que acusam o “capitão” de sê-lo.

Enfim, a possível eleição de Jair Bolsonaro está longe de representar uma “facada” na nossa democracia. Pelo contrário, será um teste para consolidação democrática do Brasil.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

OUTUBRO ROSA – Prefeitura de Santa Helena promove palestra com mastologista sobre prevenção do câncer de mama

Em alusão à campanha ‘Outubro Rosa’ que visa prevenir e orientar mulheres sobre o câncer de mama, a Prefeitura de Santa Helena, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando durante toda semana ações de combate à essa enfermidade. Durante a manhã desta sexta-feira (19), no Hospital de Santa Helena, foram realizadas palestras com médico mastologista, visando orientar as mulheres helenenses sobre o câncer de mama, segundo tipo da doença que mais atinge o sexo feminino, em fase adulta, no Brasil.

O palestrante alerta que o câncer de mama, se diagnosticado em sua fase inicial, pode ter até 95% de cura e o auto-exame ajuda muito no sentido de identificar algum nódulo da região mamária. Após os 35 anos de idade, toda mulher deve realizar exames preventivos anualmente e essa prática precisa ser transformada em rotina para benefício de sua saúde.

Além de palestras, a Secretaria de Saúde de Santa Helena está disponibilizando sua rede de postos de saúde para a realização de atendimentos médicos exclusivos para as mulheres. Não custa nada lembrar que o câncer de mama tem cura se identificado e tratado em seu estágio inicial. Por isso, a necessidade de as mulheres fazerem seus exames preventivos sistematicamente.

CARLOS LULA: “OAB com cara de paisagem eternamente” 4

De certa forma o secretário tem razão em criticar a OAB, mas poderia ter feito o mesmo quando a Polícia Federal revelou esquemas milionários de corrupção da pasta da Saúde do Maranhão através da Operação Pegadores.

O secretário de Saúde do governo Flávio, advogado Carlos Lula, criticou a OAB na sua rede social do Twitter.

Diante a uma “viagem” de uma tuiteira e professora filosofia que postou uma crítica a uma suposta utilização do aplicativo Whatsapp pela campanha do candidato Jair Bolsonaro “chamando para uma guerra”, Carlos Lula retuitou comentando: “Isso é GRAVÍSSIMO. E a OAB fazendo cara de paisagem eternamente…”.

De certa forma o secretário tem razão em criticar a OAB, mas poderia ter feito o mesmo quando a Polícia Federal revelou esquemas milionários de corrupção da pasta da Saúde do Maranhão através da Operação Pegadores.

Na época, a OAB nem “tchum” para o escândalo que pouco não levou o secretário “anti-Bolso” para o xilindró.

Santa hipocrisia, Batman…

PF investiga desvios de recursos públicos em municípios maranhenses 20

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (18/10), de forma simultânea, duas fases da Operação Sermão aos Peixes – Operação Peixe de Tobias (6ª Fase) e a Operação Abscondito II (7ª Fase), em seis cidades: São Luís/MA, Imperatriz/MA, Parauapebas/PA, Palmas/TO, Brasília/DF e Goiânia/GO. A investigação contou com a participação do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil.

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Maranhão. Além disso, foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor que supera a cifra de R$ 15 milhões.

No decorrer das investigações na denominada Operação Peixe de Tobias, foram coletados diversos indícios no sentido de que, entre os anos de 2011 a 2013, aproximadamente R$ 2 milhões, destinados ao sistema de saúde estadual, teriam sido desviados para uma empresa sediada na cidade de Imperatriz/MA. Foi apurado também que teria ocorrido o pagamento de valores mensais a blogueiros.

Nas investigações da operação Abscondito II, a PF apura  vazamento da primeira fase da Operação Sermão aos Peixes. São reunidos elementos indicadores de que membros da organização criminosa investigada atuaram para cooptar servidores públicos, de modo a obter informações privilegiadas sobre a investigação. Diante das informações,  existem indicativos no sentido da destruição e ocultação de provas por parte da organização criminosa.

Além disso, violando medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para terceiros para impedir que fosse decretada a perda de tais bens.

Os investigados poderão responder,  na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros que possam ainda ser apurados.

Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da justiça federal.

(Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão)

O Brasil corre risco de um retorno à ditadura? 1

Forças de esquerdas, sobretudo o PT, veem a instauração de uma ditadura no país com uma eventual vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Pura retórica!

A guerra de narrativas na eleição para presidente neste segundo turno produz coisas interessantes, bobas e também hilárias.

Desde o impeachment da presidente Dilma, para dar um exemplo, ouço que o Brasil vive um “Estado de exceção”, mesmo com toda as instituições funcionando normalmente, a imprensa noticiando o que bem entende, movimentos sociais dos mais diversos exercendo sua liberdade de expressão, Congresso Nacional, bom ou mau, trabalhando normalmente, Polícia Federal prendendo meliantes de colarinho branco dentro da lei e por aí vai.

As esquerdas brasileiras se acostumaram a partir para narrativas tolas, e mesmo apelativas, quando estão em situação adversa.

O impeachment Dilma é hoje considerado um erro até pelos seus principais fiadores e beneficiados do processo. Mas, se houve um “golpe”, é exagero afirmar que ele trouxe consigo um “Estado de exceção” neste país.

Agora, atropeladas pelos seus próprios erros de condução política, as forças de esquerdas, sobretudo o PT, veem a instauração de uma ditadura no país com uma eventual vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Pura retórica!

Não há clima para implantação de uma ditadura civil ou militar no Brasil. Não há ambiente nem internamente quanto do ponto de vista do mundo inteiro. Nossas dificuldades políticas, econômicas, institucionais, éticas e morais serão resolvidas pelo conjunto da sociedade brasileira dentro da ordem democrática. Quem ganhar vai governar, quem perder caminha para a oposição.

Em verdade, a questão é menos sobre quem vai ganhar o pleito do dia 28 próximo, mas sobre como os derrotados vão encarar o resultado das urnas logo após o anúncio do novo presidente da República seja ele quem for.

Como será a oposição ao presidente eleito? Os partidos derrotados reconhecerão o resultado da eleição ou vão tocar fogo no país? Como se comportarão no Congresso Nacional a partir de janeiro/fevereiro de 2019? Farão oposição sistemática ou agirão com responsabilidade com a nação?

Esses questionamentos são fundamentais para fazer sabermos que Brasil teremos a partir de 2019 e mesmo já imediatamente o resultado eleitoral.

Ao presidente eleito, Bolsonaro ou Haddad, caberá chamar o país para a unidade dentro da diversidade e da complexidade que caracterizam o nosso país, que é bonito por natureza e que em fevereiro tem carnaval.

#DitaduraNuncaMais

Não é procurando culpados que José Reinaldo vai entender a sua não eleição ao Senado Federal 2

O ex-governador poderia ter aproveitado o seu artigo para fazer um agradecimento a Roberto Rocha, Sebastião Madeira e ao próprio Geraldo Alckmin por acolhê-lo no único partido que restou para que pudesse ser candidato a senador.

Eleição é jogo. E tal como um jogo, quem entra está sujeito a ganhar ou perder.

O ex-governador José Reinaldo Tavares, por exemplo, não tem nada a reclamar da sua longa trajetória na vida pública. Foi quase tudo o que muitos políticos gostariam de ser, inclusive governador e ministro de Estado.

Entretanto, por uma dessas contingências da vida, José Reinaldo não conseguiu coroar a sua história política como queria, qual seja sendo senador da República. E ninguém pode ser considerado culpado por isso. E se tiver alguém com culpa no cartório é o próprio!

No seu último artigo publicado no Jornal Pequeno, Zé Reinaldo faz uma avaliação um tanto quanto equivocada da sua não eleição ao Senado Federal.

O Blog do Robert Lobato não vai entrar no méritos das colocações do ainda deputado federal, mas tão somente ponderar alguns aspectos sobre o que escreveu o nosso valoroso Zé Reinaldo, Senão vejamos.

1. José Reinaldo Tavares reconhece: “há alguns anos que eu seria candidato em uma chapa junto com o governador Flávio Dino. Da fato, o ex-governador embalou esse sonho, mesmo não querendo acordar para a dura realidade de que desde o início do governo comunista ele foi vetado para vários cargos de primeiro escalão no que já poderia ser entendido como uma demonstração clara de que o ex-governador não fazia parte dos planos do governador para 2018.

2. É verdade sim!, que Zé Reinaldo sugeriu que o deputado Eduardo Braide fosse candidato a governador lugar do senador Roberto Rocha, mas naquela conjuntura não teve como Roberto abrir mão do projeto para Braide pelas razões expostas de forma transparente para o Zé. Aliás, o senador chegou até propor de pensar em abrir mão da sua então pré-candidatura, mas para o próprio Zé Reinado por conta da sua biografia.

3. Outra verdade contida no artigo do ex-governador: a candidatura a presidente de Geraldo Alckmin não vingou, fazendo com a que a de Roberto Rocha também não tivesse o resultado esperado, daí “que jogou por terra” as chances de Zé Reinaldo, como ele próprio reconhece. Quem poderia contar com o fator “facada no mito”?

4. José Reinaldo também acerta ao reconhecer que foi deixado para trás por muitos que considerava seus amigos: “quero agradecer aos amigos que me ajudaram a buscar votos. São amigos de verdade, em que posso confiar. Muitos, porém, que sempre estiveram comigo me viraram as costas”, desabafa. Faltou dizer que nem os tais “Encontros da Gratidão” sobreviveram por medo dos idealizadores serem retaliados pelo Palácio dos Leões.

5. Por fim, entre verdades, lamentos e desabados expostos no texto do José Reinaldo Tavares, ele poderia ter aproveitado para fazer um agradecimento a Roberto Rocha, Sebastião Madeira e ao próprio Geraldo Alckmin por acolhê-lo no único partido que restou para que pudesse ser candidato a senador. Mas, ao contrário, num momento em que deveria fazer esse gesto público de reconhecimento a essas lideranças do PSDB, tenta é apontar culpados pelo fraco desempenho nas urnas, quando se realmente houver um culpado, repito, é o próprio. Que o amigo Zé Reinaldo consiga olhar pra frente e continue disposto a lutar por um outro Maranhão.

Fiquem com a íntegra do artigo de José Reinaldo Tavares.

CORAGEM, DETERMINAÇÃO E AMIGOS

José Reinaldo Tavares

O jornalista Benedito Buzar colocou em sua coluna que muita gente não entendeu a minha baixa votação nas últimas eleições. Mas, não é difícil de entender. Vamos aos fatos: a minha eleição para o Senado foi montada em outras premissas. Primeiramente, estava combinada há alguns anos que eu seria candidato em uma chapa junto com o governador Flávio Dino. Acabou não dando certo. Eu não era o candidato dele, como ficou evidente.

Depois, eu e amigos discutimos a possibilidade de uma chapa com Eduardo Braide, com base em pesquisas qualitativas. Quase deu certo, despertou enorme curiosidade e simpatia, levando receio do “novo” a outras candidaturas ditas mais fortes. Isso pesou tanto que fez com que Braide não conseguisse um grande partido, com tempo de televisão, levando-o a não querer se arriscar e acabou que ele, no final, preferiu concorrer a deputado federal. Essa foi a decisão dele.

Depois conversei longamente com Roberto Rocha, sugerindo a ele abraçar a candidatura de Braide no PSDB para depois construir a dele a governador, já que pelo meu modo de entender o momento não era o ideal para sua candidatura ao governo do Estado. Ele não aceitou minhas ponderações e manteve a candidatura. Ali se acabou a chance de termos no Maranhão uma eleição equilibrada ao Governo e ao Senado. Flávio tem sorte, além de ter tido competência para manobrar bem a estrutura disponível e não teve problemas para ganhar e eleger seus candidatos a senador.

Voltando à minha candidatura ao Senado, eu tinha uma chapa montada, politicamente forte, o que me dava uma chance mínima de ganhar. Mas eis que na véspera da convenção, Roberto Rocha, com apoio do partido no estado, resolveu se intrometer em minha chapa, exigindo a retirada do meu primeiro suplente de Caxias, o jovem, muito capaz, Catulé Junior. Como consequência inevitável, perdi Caxias, um dos maiores colégios eleitorais do estado que, com razão, abandonou minha candidatura causando imenso prejuízo político e eleitoral, influenciando negativamente líderes de outros municípios, tirando parte da consistência eleitoral da minha candidatura.

Ao final, as candidaturas do PSDB – tanto a de governador, quanto a de presidente do país – que, naturalmente, seriam puxadoras de voto, caso tivessem expectativa de vitória, não vingaram, o que jogou por terra as minhas chances, já que no estado o PSDB ficou isolado, com uma chapa muito fraca, elegendo apenas um deputado estadual do partido. Madeira, grande líder do nosso partido, sofreu na carne o isolamento a que foi submetido. Com poucos recursos, com apenas trinta segundos de televisão não pude mostrar o muito que fiz pelo Maranhão durante minha vida profissional e política.

Por fim, quero agradecer aos amigos que me ajudaram a buscar votos. Esses são verdadeiros amigos, pois mesmo pressionados decidiram ficar comigo, mesmo conscientes das escassas condições de vitória. São amigos de verdade, em que posso confiar. Muitos, porém, que sempre estiveram comigo me viraram as costas. Coisas da vida.

Uma coisa a meu ver marcou esse pleito. Ninguém discutiu os graves problemas do Maranhão e de sua população. Será que não os conhecem? Nada têm a propor? A eleição foi feita em cima de slogans, promessas e nada mais. Passaram por cima dos graves problemas que impedem o nosso desenvolvimento.

Agora, sem Sarney para culpar, terão que trabalhar duro, com competência, para tirar o Maranhão dos últimos lugares. Caso contrário, como explicar a nossa situação?
Eu fui uma exceção, neste deserto de ideias. Discuti muito as soluções para a pobreza, para a educação, para atração de empresas, para o emprego e o desenvolvimento do estado.

O que se pode esperar? Não sei, sinceramente, me resta torcer para dar certo. Boa sorte aos eleitos e reeleitos, sinceramente.

Obrigado, meus amigos.

Oposição ampla na OAB-MA pode defenestrar Thiago Diaz do comando da entidade

Thiago Diaz conseguiu o impensável, que foi afugentar vários dos seus aliados que o ajudaram a chegar na presidência da seccional maranhense da OAB com uma proposta de mudança ampla, geral e irrestrita na entidade. Porém, foi só o rapaz sentar na cadeira de presidente que se revelou em um monstro.

Uma ampla frente oposicionista formada para disputar a eleição da nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB/MA), pode resultar na defenestração do atual presidente da instituição, Thiago Diaz.

Informações do blog do colega Diego Emir dão conta de que os movimentos União&Força, de Pedro Alencar; e REPENSE, de Roberto Feitosa, comunicaram nesta terça-feira (16), aos advogados e advogadas do Maranhão que se uniram ao grupo Por uma OAB mais forte que é liderado pelo ex-presidente Mário Macieira, e o resultado dessa movimentação é que Carlos Brissac será o candidato desta união (veja aqui).

Três outros candidatos situados no campo das oposições à atual gestão da OAB/MA se mantém fora do acordo: Aldenor Rebouças, Mozart Baldez e Sâmara Braúna, mas as conversas bastidores continuam.

Thiago Diaz conseguiu o impensável, que foi afugentar vários dos seus aliados que o ajudaram a chegar na presidência da seccional maranhense da OAB com uma proposta de mudança ampla, geral e irrestrita na entidade. Porém, só o rapaz sentar na cadeira de presidente que se revelou em um monstro.

Nem o advogado Pedro Alencar, principal criador do projeto Thiago Diaz presidente da OAB/MA, sobreviveu à mudança de comportamento do garoto, que em verdade não mudou coisou alguma, apenas se revelou ao chegar no poder.

Mas, nada como um dia atrás do outro…