Maranhão possui maior proporção de pessoas em condições de pobreza extrema, segundo IBGE

Dados de 2016 da Síntese de indicadores sociais do Brasil divulgados nesta sexta-feira (15) apresentou um panorama das condições do país referentes a trabalho, condições de moradia, educação e saneamento básico.

Em 2013, G1 já havia mostrado a situação de extrema pobreza de famílias no Maranhão, como a família de Raimundo e Maria do Socorro. (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

Por Rafael Cardoso, via G1 Maranhão

Nesta sexta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a “Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”, que busca retratar a realidade social do país a partir da análise de indicadores que contemplem a heterogeneidade da sociedade brasileira.

As análises contemplam as condições referentes a mercado de trabalho; padrão de vida e distribuição de renda; além de mobilidade educacional e ocupacional.

Dentre os principais indicadores destacou-se os níveis de extrema pobreza baseados na referência internacional do Banco Mundial, que considera como situação de pobreza extrema a linha de 5,5 dólares por dia. Em 2016, esse valor correspondia, no Brasil, ao rendimento mensal de R$ 387,15 por pessoa, de acordo com o IBGE.

Com base nesta classificação, havia 52,2 milhões de brasileiros em pobreza extrema em 2016. Dentre todos os estados do país, o Maranhão apresenta 52,4% de pessoas nessas mesmas condições, sendo o único Estado a atingir mais da metade da população nas condições de extrema pobreza de acordo com o índice do Banco Mundial.

Condições de moradia
Em 2016, o Maranhão foi o único Estado a obter valor superior a 20% na proporção de pessoas que vivem em domicílios com paredes externas construídas com materiais não duráveis. Na concepção do IBGE, materiais não duráveis seriam residências que não possuem paredes de alvenaria (com ou sem revestimento), de taipa revestida e de madeira apropriada para construção.

Trabalho
A taxa e desocupação (de desempregados) também cresceu no Maranhão. Em 2012, o Estado estava incluído no grupo com taxa de 6 a 10% de desocupação, sendo que em 2016 o Maranhão faz parte do grupo com taxa de desocupação de 10 a 14%.

Em jovens, com exceção dos estados do Piauí (18,2%), Sergipe (19,3%), Maranhão (20,9%) e Minas Gerais (19,3%) os demais estados das Regiões Nordeste e Sudeste apresentaram taxas de desocupação de jovens acima do valor nacional. Por outro lado, somente 30,1% dos jovens maranhenses estavam ocupados em trabalhos formais.

No contexto geral, mais de 60% dos trabalhadores maranhenses em 2016 trabalhavam em emprego informal. Segundo o estudo, os efeitos da maior informalidade do trabalho são percebidos no tamanho do rendimento médio do trabalho principal, que está abaixo na média nacional (levemente acima de R$ 2 000). Em 2016, o Maranhão apresentou R$ 1 123,00 de rendimento médio, o menor do país.

Juventude nem-nem no Maranhão
No Brasil, o número de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham subiu de 34,2 milhões em 2012 para 41,25 milhões em 2016 – o equivalente a 25,8% do total de jovens brasileiros nessa faixa etária. Em quatro anos, esse grupo, que ficou conhecido como “nem nem”, aumentou 20,5%.

Nesse contexto, 29.4% dos jovens maranhenses não estudavam e nem estavam ocupados em 2014, o quinto pior resultado do país. Em 2016 esse número cresceu para 33.3%, sendo agora o terceiro pior Estado nesse quesito, abaixo apenas de Pernambuco e Sergipe.

Saneamento Básico
Numa análise das regiões metropolitanas, a grande São Luís (correspondente a São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa) é a 7ª pior em fornecer acesso a três tipos de saneamento básico: Coleta direta ou indireta do lixo; abastecimento de água por rede; e esgotamento por rede coletora ou pluvial. No estudo, menos da metade da população (48,3) tiveram acesso a esses serviços em 2016.

Sobre a Síntese de indicadores sociais:
A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) é uma importante fonte de informações para a análise das condições de vida da população brasileira, segundo o IBGE.

Segundo o estudo, dentre as razões que elevaram os índices de pobreza do país está a conjuntura econômica dos últimos anos. Entre 2012 e 2016, o mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças significativas, reflexo da conjuntura econômica bastante variada ao longo deste quinquênio.

O aumento da desocupação foi um dos principais efeitos desta dinâmica e seu desdobramento apontou para a ampliação das desigualdades sociais e para maior vulnerabilidade de grupos populacionais específicos, segundo o instituto.

O G1 entrou em contato e aguarda resposta da Prefeitura de São Luís, da Prefeitura de São José de Ribamar, da Prefeitura de Raposa, da Prefeitura de Paço do Lumiar em relação aos dados divulgados pela Síntese de indicadores sociais (SIS).

O Governo do Maranhão informou que está atuando no combate a pobreza com criação de programas voltados à geração de emprego e melhoria dos índices sociais. Veja a nota na íntegra:

“O Governo do Maranhão informa que vem atuando fortemente para combater a pobreza e os baixos índices de desenvolvimento humano, fruto de décadas de abandono das gestões anteriores. Programas como Escola Digna, Bolsa Escola, Iema, Força Estadual de Saúde, Água para Todos e o Plano Mais IDH, estão posicionando o Maranhão na dianteira dos demais Estados que possuem como meta combater a extrema pobreza e elevar a qualidade de vida da população. Para garantir oferta de emprego, geração de renda e o desenvolvimento do setor produtivo maranhense, o Governo do Estado determinou a implantação de programas estratégicos nestes três anos de gestão. As iniciativas ajudaram a reduzir o impacto da crise econômica nacional no Maranhão. São programas como o Mais Empregos, o Juros Zero e o Mais Renda. Criado em 2016, o Programa Mais Empregos disponibilizou quase 5 mil novas oportunidades de trabalho com carteira assinada, tanto em empresas de grande porte quanto em micro e pequenos empreendimentos. Com o Mais Empregos, o governo garantiu o pagamento de R$ 500 por mês para cada nova contratação feita por empresas cadastradas. A experiência bem-sucedida beneficia sobretudo dois grupos mais afetados pelos efeitos da crise econômica: os jovens e as pessoas com mais de 20 anos no mercado. Além da redução do nível de desemprego, o Mais Empregos dinamiza a economia, a partir do efeito multiplicador do emprego adicional sobre a geração de renda, numa política fiscal anticíclica. O programa é, essencialmente, voltado à cidadania, visando assegurar mais dignidade ao cidadão maranhense a partir da oferta de oportunidades adicionais”.

Você tem medo de desagradar os outros?

Saiba como fortalecer sua autoconfiança

Thaís Petroff, via Vya Estelar

Não é incomum conhecermos pessoas que sentem necessidade de agradar outras ou medo de desagradá-las.

Há a necessidade de se sentir aceito e a opinião do outro tem um peso muito grande sobre como a própria pessoa se percebe.

Se você se identifica com essa descrição, já parou para pensar o que te faz sentir assim?

Com que muitas vezes se torna mais importante agradar ao outro do que a si mesmo ou até abrir mão de coisas importantes para você em prol de não desagradar outra pessoa?

Talvez você tenha respondido que se sente inseguro(a) ou tem baixa autoestima. Se foi isso que pensou você acertou.

Para podermos ser assertivos e lidarmos com a possibilidade de desagradar o próximo (e ligado a isso o medo da rejeição) precisamos ter autoconfiança.

Nosso valor como pessoa nada tem a ver com a opinião dos outros

Saber do nosso valor como pessoa e que este nada tem a ver com a opinião dos outros a nosso respeito, ou seja, que se alguém discordar de nós ou mesmo não gostar de alguma escolha ou comportamento nosso, que isso não diminui o seu valor ou te torna alguém pior.

Como fazer isso?

Para poder ter mais autoconfiança e não depender tanto da opinião dos outros, primeiro é preciso saber o que você pensa e deseja. Sem autoconhecimento isso é impossível.

Portanto, o primeiro passo é ir percebendo cada vez mais o que você pensa e/ou sente diante das diversas situações que te aparecem.

Uma maneira bastante fácil de fazer isso é se perguntar sempre que te fazem um convite, que você precisa tomar uma decisão, que você precisa ter uma ação, o que você realmente pensa sobre isso ou como gostaria de proceder.

Mesmo que no início seja difícil de fazer o que você realmente gostaria (por medo de desagradar o outro) isso já te auxiliará a ir tomando mais consciência das suas opiniões e desejos.

Conforme você for percebendo isso melhor, vá aos poucos testando em uma situação ou outra colocar sua opinião e/ou vontade. Se for necessário comunique ao outro que isso é algo importante para você.

Boas relações são aquelas onde há respeito e cuidado. Se o outro não demonstra atenção ou abertura para suas vontades e opiniões, cabe uma reflexão sobre a funcionalidade e qualidade dessa pessoa em sua vida.

Conforme você for praticando isso aos poucos, perceberá que a insegurança vai diminuindo e paralelamente sua autoconfiança estará crescendo.

O mais difícil é começar, como um carro que precisa de muito mais força para sair da inércia (por isso a primeira marcha e a ré são as marchas mais potentes do carro) mas, após começar a andar, a força a ser despendida vai diminuindo pouco a pouco.

Permita-se!

Fomos ingênuos em crer no Vale do Silício, diz historiador Niall Ferguson 2

O professor e historiador escocês Niall Ferguson participará do Fronteiras do Pensamento em São Paulo

NELSON DE SÁ
VIA FOLHA DE SÃO PAULO

O historiador escocês Niall Ferguson, autor de “Civilização” (ed. Planeta, 2013, publicado originalmente em 2011), diz que o Brasil deve esperar em 2018 “uma repetição do que aconteceu nos EUA em 2016, quando a mídia social teve papel decisivo na eleição de Donald Trump”.

Para ele, “a promessa do Vale do Silício era que as redes sociais gigantes fariam o mundo melhor”, mas o que produziram foi “polarização, ‘fake news’ e visões extremistas”. Empresas como Facebook e Google “têm como prioridade gerar receita de publicidade, não fazer do mundo um lugar melhor”, diz.

Ferguson, 53, faz palestra nesta terça em São Paulo, às 20h30, no ciclo Fronteiras do Pensamento, com ingressos esgotados. A seguir, trechos de entrevista realizada por telefone, na segunda (27).

Folha – Num ensaio recente na revista “Foreign Affairs”, o sr. escreve sobre a “falsa profecia da hiperconectividade” e os impactos políticos das redes sociais. Quais são eles? O sr. poderia resumir a crítica do que chama de “visões messiânicas” espalhadas pelo Vale do Silício?

Niall Ferguson – A promessa do Vale do Silício era que as redes sociais gigantes on-line fariam o mundo melhor. Nós todos seríamos “netizens” [cidadãos da internet] igualmente conectados, igualmente capazes de publicar, igualmente capazes de confrontar o poder. Mas não saiu bem assim. E eu acredito que era previsível que não sairia.

Previsível?

Ainda que só soubesse um pouco de história e de ciência das redes, você podia ver que criar redes gigantes não produziria uma “comunidade global”, como diz a frase de Mark Zuckerberg [presidente do Facebook]. Que mais provavelmente produziria polarização, “fake news” [notícias falsas ], visões extremistas e outros problemas que se tornaram muito evidentes na eleição dos EUA no ano passado. Aquele tipo de problema era inerente ao projeto de redes sociais gigantes on-line, e fomos ingênuos de acreditar no que o Vale do Silício nos falou. Afinal, empresas como Facebook e Google têm como prioridade gerar receita de publicidade, não fazer do mundo um lugar melhor.

O sr. está no Brasil, que era festejado como um gigante que acordava e agora está submerso numa crise política e econômica sem fim, com a sombra da direita radical crescendo dia a dia. Quais são as suas ideias sobre este país?

Bem, sempre sou cuidadoso ao comentar países que estou visitando brevemente. Professores de Stanford e Harvard têm uma tendência de presumir que sabem mais sobre os países do que as pessoas que moram neles. Portanto, com a humildade necessária, deixe-me responder o seguinte:

Primeiro, eu acredito que a crise da classe política do Brasil é característica do nosso tempo, que não é, de modo nenhum, limitada à América Latina. Uma consequência da maior transparência trazida pela internet foi expor corrupção no hemisfério Norte assim como no Sul e estimular a frustração popular com os establishments políticos. Estamos vendo um fenômeno global, e o Brasil é um entre muitos países onde isso está ocorrendo.

Em segundo lugar, as dificuldades econômicas do Brasil provêm muito claramente daquela grande queda nos mercados de commodities, que aconteceu na segunda fase da crise financeira e parou com a festa econômica que estava acontecendo neste país. Acredito que isso [queda do preço das commodities] em grande parte passou, e estamos vendo fluxos tremendos de dinheiro para a América Latina no espaço do último ano. Portanto, minha sensação é que a crise econômica está chegando ao fim, mas a crise política, não.

O que pode advir disso?

É o ponto final que eu levantaria: nas eleições do ano que vem, os brasileiros vão encarar algumas grandes escolhas, e você já citou o fato de que há um candidato populista da direita radical. O que nós todos devemos esperar, e eu penso que isso se aplica também à eleição mexicana [em julho de 2018], é uma repetição do que aconteceu nos EUA no ano passado —quando a mídia social teve um papel decisivo na eleição de Donald Trump. Devemos esperar que Facebook e outras plataformas de mídia social tenham um papel muito maior do que antes. E o candidato que compreender melhor como usar essas plataformas terá uma chance muito forte de vencer.

O sr. vem alertando para um novo “crash” financeiro, dizendo que as luzes vermelhas estão se acendendo, como antes da crise econômica de 2008. Quais são essas luzes, o que anunciam? É possível evitar o que está a caminho?

Bom, não há como evitar crises financeiras, elas são parte recorrente da história. A ideia de uma economia mundial sem crises é ilusória. O que me deixa preocupado no momento é que estamos vendo, depois de quase dez anos de medidas extraordinárias de política monetária, uma mudança na postura dos grandes bancos centrais —começando com o Federal Reserve [nos EUA] e o Banco da Inglaterra, mas também com sinais do Banco Central Europeu e do Banco do Japão. Para usar a palavra favorita dos bancos centrais, “normalização”.

Não acredito que você possa ter juros em alta e balanço do Fed [os títulos de dívida que o banco recomprou ao longo da crise] em queda, sem consequências para a economia como um todo —dado que não só domicílios mas muitas outras entidades, inclusive governos, ainda estão muito endividados, pois não houve maior desalavancagem desde a crise; e dado que a inflação se recusa a voltar, nas economias desenvolvidas. Assim, você vê previsões de aumento de juros, mas pouco sinal de que a inflação vá subir. Ter juros reais maiores, endividando mais os domicílios e outras entidades, é uma perspectiva assustadora.

O que está levando a isso?

Os banqueiros centrais estão usando modelos ultrapassados de funcionamento da economia, que realmente surgiram na metade do século 20. Eles ficam procurando inflação e esperando a Curva Phillips [relação inversa entre inflação e desemprego], perdida há muito tempo, quando na verdade este é um mundo muito deflacionário, por causa da tecnologia. Tudo está ficando mais barato, e o trabalho está sendo cada vez mais substituído por robôs. A combinação de alta de juros e um mundo estruturalmente deflacionário deve acabar com a festa que vêm acontecendo nos mercados de ações, em algum momento do próximo ano, estimo.

Neste domingo, no “Sunday Times”, o sr. escreveu que estamos passando por uma nova revolução moral vitoriana, com o movimento #metoo sendo parte disso. É uma mudança tão grande assim?

Há uma grande mudança, no sentido de que o comportamento que era tolerado há muito tempo, em Hollywood, na cidade de Nova York, naquilo que poderíamos chamar de elite liberal, está sob escrutínio muito mais severo. O que começou com [o produtor] Harvey Weinstein fez aparecer, em poucas semanas, quase 40 casos de assédio por figuras públicas, inclusive o senador [democrata] Al Franken. E não vejo sinal de que esse processo de revelações vá parar. Para a maioria, as regras de combate entre homens e mulheres, no ambiente de trabalho, vêm mudando gradualmente, ao longo de anos. Agora percebemos que essa mudança não havia ocorrido no topo, seja em Wall Street ou em Hollywood.

Minha preocupação é que essas revoluções em conduta têm uma propensão ao exagero, o que pode ser uma das consequências do movimento #metoo [de mulheres que relatam assédio]. Quando o “New York Times” publica um artigo de opinião que sugere que todos os homens são estupradores, estamos numa quadra muito ruim, porque é sem sentido e se torna uma espécie de sexismo reverso, dirigido contra os homens.

O sr. é supostamente o modelo de Irwin, o professor da peça “The History Boys”, de 2004 [lançada como filme em 2006, “Fazendo História”]. O sr. se viu nele? Gostou da peça de Alan Bennett?

Bennett diz no programa e nos seus diários que eu fui o modelo para o personagem. Mas foi um choque para mim, quando fui ver a primeira montagem, em Londres, porque não sabia até ler o programa que estava envolvido.

Acho que o personagem de Irwin, na primeira metade, tem algumas características de Ferguson. Ele encoraja seus estudantes a escrever e pensar o contraditório, a questionar a visão estabelecida e a tornar seus ensaios históricos interessantes. Ele também encoraja seus estudantes a sobressaírem, quer que todos entrem para Oxford ou Cambridge. Eu certamente consigo me identificar com tudo isso, sempre encorajei meus alunos a ir contra a visão convencional e a aspirar por excelência. Mas, talvez você se lembre que, na segunda metade, Irwin tem uma espécie de crise pessoal e acho que se revela gay. Bem, aí a semelhança acaba.

O que o sr. vai abordar, aqui?

Estou dando uma palestra [no Fronteiras do Pensamento] intitulada “A Civilização Ocidental Acabou?”.

E qual é a sua resposta?

Eu acho que vai mal. No meu livro “Civilização”, escrevi que há seis instituições e ideias que tornaram o Ocidente grande e o fizeram dominante nos séculos 18, 19 e 20. Agora aquelas ideias e instituições são praticamente globais, não mais monopólio de europeus e norte-americanos. Mas, de maneira preocupante, as instituições que eram tão centrais para o sucesso do Ocidente parecem estar em declínio.

Em “A Grande Degeneração [ed. Planeta, 2013], defendi que, se você olhar para as finanças públicas, a regulação, o estado de direito e a sociedade civil, as coisas estavam indo mal para os EUA. Isso foi publicado há quase cinco anos, e as coisas estão piores hoje. O governo Trump se comprometeu a melhorar o problema da regulação excessiva e possivelmente do estado de direito, mas nas finanças públicas e na sociedade civil o quadro está piorando.

O déficit só vai crescer, com o novo projeto tributário republicano, e eu vejo, na sociedade civil, uma grave deterioração, em grande parte por causa das redes sociais, o que nos leva ao início da nossa conversa.

Isso já estava em “Degeneração”?

O que não previ, cinco anos atrás, foi que Facebook, Twitter e os demais polarizariam a discussão política de maneira tão extrema, a ponto de estarmos nos tornando uma espécie de sociedade incivil [grosseira] em que as pessoas são estimuladas a serem abusivas em seus debates on-line. A civilização ocidental está se tornando bastante incivilizada, pelo menos julgando pelas coisas que as pessoas escrevem on-line.

ELEIÇÕES 2018: Eleitora de Flávio Dino mostra-se decepcionada por ter votado no comunista 6

Se o governo de Flávio Dino já vinha sendo questionado por conta das “mudanças” que não chegaram, com o advento da Operação Pegadores a situação deve agravar-se consideravelmente, mesmo que apareçam aquelas pesquisas tabajaras/camaradas colocando a popularidade do governo e do governador lá nas alturas

A professora da rede estadual e municipal de ensino que reside na cidade de São João dos Patos, Edilene Maria Silva Santos, fez um desabafo num grupo de WhatsApp que possui mais de 250 participantes de várias regiões do estado.

O debate dava-se em torno da Operação Pegador, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira, 16, e a certa altura a professora Edilene comentou:

Boa noite
Na eleição passada fui eleitora fervorosa do Dino, mas confesso que tá difícil manter esse foto pq o cara tá formando uma verdadeira quadrilha de saqueadores do povo.

Onde lê-se “foto”, na verdade leia-se “voto”, o corretivo do aparelho celular da professora não ajudou na hora.

Essa mudança de postura da professora Edilene Santos sobre o governador Flávio Dino (PCdoB) não é um caso pontual ou isolado, pelo contrário, é crescente o número de “ex-eleitores” do comunista pelo Maranhão afora.

Ocorre que a “cultura do medo” instalada no Maranhão faz com que muitos não tenham a mesma coragem de expor sua opinião como teve a professora de São João dos Patos.

O fato é que se o governo de Flávio Dino já vinha sendo questionado por conta das “mudanças” que efetivamente não chegaram, com o advento da Operação Pegadores a situação deve agravar-se consideravelmente, mesmo que apareçam aquelas famosas pesquisas tabajaras/camaradas colocando a popularidade do governo e do governador lá nas alturas.

É aguardar e conferir.

A família da minha esposa não sai da minha casa. O que faço?

Um bom casamento precisa ter áreas de negociação livres

por Blenda de Oliveira, via Vya Estelar

Depoimento de um leitor:

“O que fazer quando a família da sua esposa não sai da sua casa e a compra mensal não dá para 15 dias devido às refeições desses familiares serem feitas na sua casa. No dia em que estou de folga, tenho que acordar cedo, pois certamente eles vão chegar no máximo às 09h00 da manhã. Amo muito minha esposa, estamos juntos há 10 anos, mas essa situação está ficando insuportável!”

Resposta: Sugiro que tome providências muito pontuais. Converse com sua esposa sobre a sua decisão de não mais colaborar com a situação.

Quando você levanta cedo, aceita, e nada se opõe, você está de alguma forma, sendo, também, responsável pela continuidade da situação. Se tudo ocorre assim, há claramente uma dinâmica familiar que ultrapassa os limites e não aceita que as pessoas tenham vida e hábitos diferentes.

Se já conversou com sua esposa e nada mudou, vale dessa vez marcar uma posição mais efetiva, mesmo que você a avise da sua mudança. Refiro-me aqui a mudanças bem concretas, por exemplo, não sair para fazer o supermercado, não estar presente sempre, mostrar que as despesas estão passando do limite e cortar alguns gastos.

Um bom casamento precisa ter áreas de negociação livres. Ambos precisam conceder e equilibrar os interesses individuais.

Imagino que sua esposa deva ter uma relação de alguma dependência com a família de origem, não? Por isso, devem conversar e acertar combinados.

Caso deixem a coisa prosseguir, podem estar arriscando o casamento de vocês, pois em algum momento tudo isso pode vir à tona (do seu lado) de uma maneira intensa e irreversível.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.

Lançamento do livro “Ecos da Baixada”

Ler o livro é fazer uma impressionante viagem pela Baixada, percorrendo os seus encantos naturais, lendas, valores, saberes, tradições, costumes, gastronomia… e as nostalgias, prantos, sonhos, reflexões e reminiscências dos cronistas e articulistas.

Capa do livro – divulgação EDIÇÕES FDBM

Acontece amanhã, terça-feira, 14/11, o lançamento da obra intitulada “Ecos da Baixada: coletânea de artigos e crônicas sobre a Baixada Maranhense”. O evento será realizado na sede da AABB (Calhau), a partir das 19 horas.

O livro foi organizado pelo escritor Flávio Braga (foto ao lado) e os textos são assinados por 32 coautores, naturais ou vinculados afetivamente à Baixada Maranhense.

A mencionada coletânea inaugura o catálogo de publicações do selo editorial “edições FMDB”, projeto literário concebido pelo Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, com atuação na Capital e nos municípios da Baixada Maranhense e do Litoral Ocidental Maranhense.

A publicação congrega uma plêiade de escritores baixadeiros, uns noviços e outros já consagrados no mundo das letras, amantes de sua região de origem, que, a despeito da riqueza natural, da diversidade multifacetada de mar, rios, lagos, terra, campos, flora e fauna, de ostentar uma riquíssima cultura – até um sotaque peculiar, um léxico de palavras únicas – continua amargando o esquecimento e um desenvolvimento espasmódico que alcança, só precariamente, a sua gente laboriosa.

Ler o livro é fazer uma impressionante viagem pela Baixada, percorrendo os seus encantos naturais, lendas, valores, saberes, tradições, costumes, gastronomia… e as nostalgias, prantos, sonhos, reflexões e reminiscências dos cronistas e articulistas.

Esteja presente e seja testemunha do nascimento de uma obra que o ajudará a melhor conhecer a intimidade e bem compreender os encantos da nossa Região ecológica.

VÍDEO: Neto Evangelista “vai à luta” pela campanha do Novembro Azul 2

O secretário de Desenvolvimento Social publicou um vídeo em que aparece praticando UFC com o lutador profissional, Thiago Marreta, para contribuir com a campanha do Novembro Azul.

O deputado estadual licenciado Neto Evangelista, atual comandante da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDES), encontrou uma maneira um tanto, digamos, radical e inusitada para contribuir com a campanha do Novembro Azul, dirigida à sociedade e, em especial aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O parlamentar publicou um vídeo em que aparece praticando UFC com o lutador profissional, Thiago Marreta. Além de chamar a atenção dos homens para a necessidade dos exames de prevenção contra o câncer de próstata e demonstrar suas habilidades nesse esporte radical, Neto Evangelista manda um recado aos colegas de governo Carlos Lula e Clayton Noleto de que o desafio está aceito.

“Desafio aceito pelos meus amigos Carlos Lula e Clayton Noleto. Agora é o Novembro Azul, vamos cuidar da nossa saúde. Tire trinta minutos que seja por dia pra cuidar da sua saúde, para não ter que tirar o resto vida para cuidar da sua doença”. Confira.

Concurso da PM: Wellington cobra bom senso do Governador Flávio Dino e solicita que provas continuem sendo em janeiro

Sem justificativa alguma, o Governo do Estado do Maranhão, por meio das instituições competentes, retificou, mais uma vez, o edital de concurso da Polícia Militar do Maranhão. As provas, antes previstas para o dia 28 de janeiro, agora acontecerão no dia 17 de dezembro. Foi contra essa situação que o deputado Wellington do Curso (PP) recebeu centenas de reclamações e se posicionou ao cobrar “bom senso” por parte do Governador Flávio Dino (PC do B).

Ao encaminhar a solicitação, que foi feita em caráter de urgência, o deputado Wellington mencionou inúmeros fatores que mostram que a alteração de data prejudicará muitas pessoas.

“Aja com bom senso, Governador! Primeiro: por que mudaram a data agora de forma repentina? Onde está o planejamento do Governo do Estado? Vocês não o fizeram antes de lançar o edital? Por que tanta desorganização? Segundo: mudaram e não deram justificativa alguma para a população. As provas, agora, acontecerão 43 dias antes do previsto. Foi feita uma mudança, mas, mudança para prejudicar? Como fica a situação dos homens e mulheres que programaram seus estudos para a prova que seria em janeiro? Terceiro: entre as fases de inscrição e aplicação de provas os candidatos terão apenas 21 dias. Onde está a razoabilidade? Quarto: por que tanta pressa? Não quero acreditar que querem fazer desse concurso um objeto eleitoreiro. Senhor Governador, Vossa Excelência prejudicará homens e mulheres que sonham em ingressar na Polícia Militar do Maranhão. Em nome dos candidatos, solicitamos que mantenha a data da prova em janeiro, conforme divulgação inicial no edital. Seja coerente, já que não tem planejamento! Não prejudique a população”, disse o professor e deputado Wellington.

A solicitação do deputado Wellington foi encaminhada, em caráter de urgência, e deve ser respondida ainda nos próximos dias.

DESORGANIZAÇÃO

Inicialmente, as inscrições do concurso estavam previstas para começarem no dia 16 de outubro, o que não aconteceu. Posteriormente, a data da prova foi definida para o dia 21 de janeiro. Por meio de outra retificação, alteraram a data para o dia 28 também do mês de janeiro. Agora, de forma repentina e já na 4ª retificação do edital, as provas serão aplicadas com 43 dias de antecedência, isto é, no dia 17 de dezembro, prejudicando inúmeros maranhenses que programaram seus estudos de acordo com o Edital divulgado e todo remendado.

SAÚDE: XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria acontece nos dias 10 e 11

O psiquiatra João Arnaud será um dos participantes da XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria.

Nos dias 10 e 11 de Novembro, acontece a XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria. O evento, que é organizado pela Associação Maranhense de Psiquiatria, será voltado para Profissionais e estudantes das Ciências da Saúde (Medicina, Enfermagem, Psicologia, Serviço Social e outros), além da comunidade em geral interessada.

Com o tema “Grandes temas em Psiquiatria: atualidades sobre antigos desafios”, a XVI Jornada Maranhense de Psiquiatria e o I Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria do Maranhão acontecerão no Executive Lake Lagoa.

As inscrições devem ser realizadas no CRM-MA. O valor é de R$ 30,00 (trinta reais) para estudantes da graduação ou associados da AMP e R$ 60,00 (sessenta reais) para profissionais.

Programação
No evento devem acontecer palestras, mesas redondas e conferências que abordarão os grandes eixos da psiquiatria, discutindo o que há de atualidade os estudos e de realidade na assistência no Maranhão, por profissionais membros da AMP, convidados locais e de outros estados.

São José de Ribamar: Em 10 meses de gestão, Compra Local Municipal já investiu quase 700% a mais do que foi aplicado em 2016

Em pouco mais de dez meses de gestão pública, a Prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (SEMAGRI), vem investindo fortemente na chamada agricultura familiar e pesca artesanal.

No total, já foram aplicados só este ano quase R$ 450 mil reais na compra direta de produtos da agricultura familiar, por meio do Compra Local Municipal, isso sem falar dos investimentos feitos em outros programas que estão sendo executados no município.

O programa, que aplica recursos próprios exclusivamente do município para compra de alimentos do setor, além de fortalecer a economia das famílias dos agricultores e pescadores artesanais, também garante a segurança alimentar das crianças e adolescentes da rede municipal de ensino, composta atualmente por 107 unidades.

Todo o investimento, que até o momento corresponde a 624,94%, em relação ao total gerado em 2016, que não ultrapassou a casa dos R$ 71.000,00 mil reais, reflete não apenas no aquecimento econômico do setor, como também vem garantindo a expansão dos negócios de pequenos agricultores.

Um exemplo é agricultor rural, Ribamar Caldas, que cultiva milho há cerca de 15 anos. Segundo ele, a produção escassa deu vez à colheita semanal do produto, que agora já tem destino certo: complementar a merenda escolar dos alunos da rede municipal de ensino.

“Nossa produção semanal resulta hoje na colheita de cerca de três mil espigas de milho por semana. Pouco a pouco estamos avançando e graças ao escoamento certo da produção, podemos investir com mais segurança no crescimento da plantação”, comemora o agricultor.

Além do Seu Ribamar, o recurso próprio da prefeitura ribamarense, aplicado diretamente no setor, já beneficiou outros 277 agricultores com a compra direta de mais de 67 toneladas dos mais variados alimentos, só este ano. Todo o investimento, de acordo com o prefeito Luis Fernando, retorna não apenas no movimento da economia local, mas reflete na qualidade e em condições dignas para o aprendizado dos alunos.

“A compra da produção é uma forma de incentivar a agricultura familiar, mas tudo é feito obedecendo a critérios rigorosos, que vão desde o plantio, à colheita, além do transporte, que é feito de forma a não comprometer os produtos”, explicou o prefeito, enaltecendo também o escoamento direto dos alimentos para as escolas, o que vem refletindo numa melhor condição de aprendizado dos alunos.

Além das escolas da rede municipal de ensino, todos os produtos adquiridos por meio, do Compra Local, seguem para o consumo da Cozinha Escola, Entidades Filantrópicas, além de escolas comunitárias e instituições que cuidam de pessoas vulneráveis. O secretário de agricultura, Isaac Buarque de Holanda, reitera que o objetivo é incentivar cada vez mais o plantio assistido dos agricultores como forma permanente de produção local.

“Temos uma agricultura forte que precisa ser estimulada cada vez mais. E é exatamente isso que o prefeito vem fazendo. Em menos de um ano já percebemos o avanço positivo que reflete em números a confiança do pequeno agricultor, que tem investido em suas pequenas propriedades, plantado com mais confiança porque já pode contar que a produção tem destino certo: abastecer as escolas e demais equipamentos assistidos pela prefeitura”, finaliza o secretário.