VÍDEO: Em aparte ao senador Paulo Paim, senador Roberto Rocha comenta sobre pobreza extrema no MA 6

O parlamentar tucano voltou a defender o desenvolvimento econômico como o caminho para que o nosso estado possa superar esse quadro de pobreza extrema que insiste a tirar o sono do povo maranhenses.

Em pronunciamento da tribuna, nesta quinta-feira (6), o senador Paulo Paim (PT-RS) lamentou o aumento da pobreza no país. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais 2 milhões de pessoas passaram a viver nessa situação no Brasil em 2017.

Ao pedir um aparte ao parlamentar petista, o seu colega de plenário senador Roberto Rocha (PSDB) citou o caso do Maranhão que, infelizmente, lidera o ranking da pobreza extrema no país, conforme últimos dados do IBGE divulgados ontem, quarta-feira, 6 (reveja aqui).

Roberto Rocha voltou a defender o desenvolvimento econômico como o caminho para que o nosso estado possa superar esse quadro de pobreza extrema que insiste a tirar o sono do povo maranhenses.

Confira o aparte do senador maranhense.

SAÚDE: Neurocirurgião Francinaldo Gomes lança seu terceiro livro em São Luís

O médico e educador financeiro apresenta sua nova obra intitulada  “Enriquecer faz bem a saúde” 
O neurocirurgião e educador financeiro, Dr. Francinaldo Gomes, em parceria com a Editora DOC e a Saúde mais Ação Educação e Consultoria Ltda, irá lançar no próximo dia 7 de dezembro sua terceira publicação, intitulada “Enriquecer faz bem a Saúde”. O evento, que acontece às 19h, no auditório do UDI Hospital, pretende reunir para uma palestra e noite de autógrafos, profissionais das áreas de finanças e médica, além de pessoas interessadas no tema.
Juntamente às suas atividades médicas, o Dr. Francinaldo Gomes dedica-se à educação financeira de médicos e demais profissionais liberais, já tendo formado mais de 1000 investidores em seus cursos realizados por todo o Brasil. O título, que é sua terceira obra, irá mostrar de forma clara e objetiva como conquistar a tão sonhada independência financeira através de estratégias de criação multiplicação de riqueza. “Diferente dos livros existentes atualmente sobre finanças e investimentos, esta obra consegue mostrar como usar os diversos produtos financeiros de forma harmônica e sincronizada para produzir e remunerar uma carteira eficiente de ativos. E tudo isso sem que você precise deixar de exercer a sua profissão”, explica o médico.
No decorrer do livro, fica claro a necessidade de conquistar sua liberdade financeira, até porque no cenário atual é quase impossível contar com bancos e governo para cuidarem de você quando não puder mais trabalhar. Uma pessoa que não cuida das suas finanças passará o resto da vida trabalhando para enriquecer terceiros e não para seu próprio enriquecimento. Enriquecer é muito mais do que simplesmente ganhar dinheiro. E fica evidente que esse processo faz um grande bem à saúde de todos.

Miriam Leitão: A renovação e o jovem político 2

Esta eleição teve muita renovação, mas os jovens são ainda pequena minoria nos partidos. Há mais filiados com mais de 79 anos do que gente entre 18 e 24, diz o cientista político Lúcio Rennó. Existem alguns casos animadores em que eles chegam não apenas com sua juventude, mas com novas formas de se relacionar com os eleitores. É o caso do mandato compartilhado, do mandato conjunto, ou até mesmo a convicção do eleito de que recebeu na urna uma orientação de trabalho.

Entrevistei recentemente três deputados de primeiro mandato e que decidiram disputar as eleições no movimento de renovação da política. Três casos exemplares, mas diferentes entre si. Felipe Rigoni foi eleito pelo PSB do Espírito Santo para a Câmara Federal.

Ele perdeu a visão aos 15 anos por uma doença congênita, é engenheiro de produção, trabalhou no movimento de empresas juniores e foi para Oxford estudar com uma bolsa da Fundação Lemann e entrou no RenovaBR. Felipe quer uma relação constante com os eleitores e fará isso através de aplicativos que todo cidadão capixaba poderá baixar. Montou também uma rede de instituições com as quais vai discutir os projetos, e inclusive as emendas que apresentará. Ele é um defensor do empreendedorismo.

— Desde que participei de movimento de empresas juniores, aprendi que nada é mais poderoso que o momento em as pessoas se sentem donas de um projeto. Por isso, pensei no mandato compartilhado para que as pessoas e instituições possam interagir comigo — afirma Felipe.

Jô Cavalcanti é deputada estadual em Pernambuco pelo PSOL, mas fez a sua campanha com outras quatro mulheres, na ideia de exercer um mandato conjunto. Ela é ambulante, mas há uma professora, uma jornalista, uma advogada, uma trans. E Jô diz que é preciso, com movimentos assim, “reinventar a esquerda”. As cinco são ativistas de diversas causas e são todas feministas.

— O governo de Pernambuco é de esquerda, mas nós somos mais de esquerda. Haverá momentos de divergir, mas como o cenário nacional é bem extremo, haverá momentos também de convergir — diz Jô.

Daniel José foi eleito deputado estadual de São Paulo pelo Partido Novo. Ele é o caçula de 11 filhos de uma diarista e de um auxiliar de serviços gerais. Formou-se no Insper com bolsa e foi estudar em Yale apoiado também pela Fundação Lemann. É um dos líderes do movimento RenovaBR:

— Minha plataforma será a educação. Foi a educação que transformou minha vida, vindo de origem humilde e de uma realidade tipicamente brasileira. Mas, no Novo, outra bandeira que levou a gente a ser eleito é a do combate aos privilégios dos políticos e a da eficiência do gasto público.

Eles têm ideias concretas de como começar a trabalhar, sabem porque entraram na política e que bandeiras defenderão. Querem estar sempre em contato com os eleitores. O movimento ainda é incipiente, porque de acordo com o cientista político Lúcio Rennó a renovação que aconteceu nesta eleição foi grande mas não foi geracional, e foi muito marcada pela onda conservadora.

— Não é uma renovação que passa necessariamente por novas visões da política. Essas pessoas (os três jovens que entrevistei) são, de fato, exceções. Mas acho que esta eleição traz principalmente no eleitor jovem uma forma diferente de entender o mandato. Nesses poucos casos de sucesso, o jovem traz para a política uma forma nova de representação, muito mais próxima do eleitor, usando novas tecnologias e essa ideia de coletivizar os processos decisórios — afirma o professor da Universidade de Brasília.

Os jovens políticos que entrevistei na Globonews mostraram intimidade com a pauta pública. Daniel José disse que um desafio é tornar a Assembleia de São Paulo importante, porque 80% dos projetos são irrelevantes, e quer trabalhar para reverter a queda do estado no ranking do ensino médio. Jô terá desafio duplo, ficar em contato com as bases e manter a proposta de exercer, com as outras quatro mulheres, o que ela prefere definir com o feminino, a “mandata” que recebeu das urnas. Felipe Rigoni entende que faz parte de um momento decisivo da política:

— A renovação é de pessoas, de práticas e de princípios. E essa é a renovação que eu, o Daniel e a Jô lutamos para representar.

A mudança não é repentina, lembra Lúcio Rennó, mas, se esses casos derem certo, podem consolidar uma nova forma de se fazer política. (O Globo – 21/11/2018)

Autoridades brasileiras debatem gestão pública e educação em Oxford 2

Evento organizado pela Fundação Lemann reuniu governadores, parlamentares, especialistas e sociedade civil na Universidade de Oxford. O estado do Maranhão foi representado pelo secretário Felipe Camarão.

Felipe Camarão: secretário representou o governo maranhense em evento internacional sobre educação em Oxford.

Entre os dias 25 e 30 de novembro, 65 autoridades brasileiras (governadores, parlamentares, especialistas, empresários e terceiro setor) se reúnem em um encontro para debater gestão pública e educação na Universidade de Oxford. De forma propositiva e com visões plurais, a ideia é buscar consenso sobre as prioridades e possíveis ações para os dois temas. O encontro é promovido por nós (Fundação Lemann) e conta com o apoio da Fundação Brava e da Blavatnik School of Government da Universidade de Oxford para o pilar de gestão pública e do Todos pela Educação para a agenda de educação.

Gestão de pessoas no setor público

A primeira parte do encontro debate a gestão de pessoas no setor público, que é fundamental para que governos possam entregar serviços de qualidade à população. “No Brasil, ainda precisamos enfrentar o desafio de atrair, reter e desenvolver as pessoas melhor preparadas para atuar em cargos de liderança para o governo”, diz Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann. “Estamos criando um ambiente de respeito, troca de experiências e pluralidade de ideias para que atores-chave para o desenvolvimento do país incluam esse desafio na agenda nacional.”

Para a conversa, contamos com relatos de experiências internacionais de especialistas como Dustin Brown (Diretor de Administração da Secretaria da Fazenda do Gabinete da Presidência dos EUA), Thomas Shannon (Subsecretário de Estado para Assuntos Políticos que coordenou a transição governamental Obama-Trump), Graeme Head (Comissário de Serviço Público de New South Wales, Austrália), e Kate Josephs (Diretora de Operações Nacionais, Departamento de Educação do Governo Britânico).

Maranhão presente

O Governo do Maranhão foi representado pelo secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, que voltou muito animado pelo que viu e ouviu das autoridades internacionais que participaram do evento.

“Foi uma experiência muito rica e gratificante onde as autoridades públicas de vários países debateram os rumos e tendência da educação em  escala mundial. Foi uma semana de estudos e trocas de experiência tendo como foco, inclusive, a gestão de pessoas na área educacional. Não posso deixar de registrar a oportunidade maravilhosa na minha carreira que foi ouvir a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala, durante um jantar em Oxford”, disse o secretário.

Prioridades em educação para os próximos anos
Já em educação, os temas centrais são os desafios da carreira docente, formação de professores na implementação de novos currículos alinhados à Base Nacional Comum Curricular e a tecnologia como viabilizadora de reformas educacionais em escala. Para Camila Pereira, Diretora de Educação da Fundação Lemann, “Os próximos anos são decisivos para que a nossa educação pública melhore e passe a garantir oportunidades iguais para todas as crianças brasileiras. É importante que existam prioridades claras para que políticas educacionais estruturantes como a Base e o programa Educação Conectada avancem e cheguem nas salas de aula de todo o país com qualidade”.

A agenda traz palestras de Barbara Bruns (Centro para o Desenvolvimento Global, EUA) Evan Marwell (CEO da Education Superhighway, EUA), Cristián Cox (Ex-Diretor do Programa de Melhoria de Qualidade e Equidade da Educação Básica no Ministério da Educação do Chile), Sean Harford (Ofsted, Reino Unido), Dave Peck (CEO da Curriculum Foundation, Reino Unido) e Ju-Ho Lee (Ex-Ministro da Educação, Ciência e Tecnologia, Coréia do Sul).

(Com informações da Fundação Lemann)

INCLUSÃO: Veja a bela e emocionante campanha de O Boticário

A empresa de cosméticos O Boticário está de parabéns por mais essa peça que, em verdade, é muito mais do que uma simples peça publicitária ou comercial, mas uma declaração de amor ao próximo.

Uma bela, emocionante e criativa campanha natalina de 2018 de O Boticário estreou no último dia 25 de novembro.

Com o lema “Tem gesto que não só fala, canta”, a peça publicitária, uma criação da Agência AlmapBBDO, manda uma mensagem sobre a importância da inclusão de pessoas portadoras de deficiência, no caso específico do filme, um adolescente cuja professora Daniela tem um desafio de inclui-lo na apresentação de um coral.

A empresa de cosméticos O Boticário está de parabéns por mais essa peça que, em verdade, é muito mais do que uma simples peça publicitária ou comercial, mas uma declaração de amor ao próximo.

Confira e veja como a história termina. Vale chorar, galera?

Você tem medo da liberdade?

por Irlei Miesel

Para muitos, a escravidão é a melhor maneira de viver em liberdade. Nesse caso, a escravidão está na rotina estabelecida e na mentira mental criada em relação à realidade.

O ser humano busca desesperadamente ser livre. Ele deseja uma profissão que o leve:

À liberdade financeira;
A uma família para amar livremente;
A uma casa que proporcione liberdade no orçamento;
A um carro para aumentar o tempo livre;
A ter acesso ao mundo digital para ampliar a liberdade de escolhas;
A compromissos fixos que exijam presença diária etc.

A liberdade está na escravidão dos arranjos e dos ajustes feitos, para que a vida caiba exatamente dentro da caixa previsível. Dessa forma, a sensação latente por liberdade é combatida pela certeza da utilidade. Ser útil é uma desculpa mental em que o medo evita de buscar a liberdade.

Quando nos sentimos úteis e insubstituíveis, nasce o alívio e o bem estar de saber que não há vida fora daquela rotina, convencemo-nos que o melhor da vida está no previsível. Acomodamo-nos e fingimos que o medo não existe, porém esquecemos que o medo está justamente no ato da criação de determinada rotina infeliz.

Ele também está no conceito de liberdade que citamos acima. O medo está em tudo que nos impede de experimentar realidades desconhecidas.

Como diz o filósofo e escritor russo Dostoiévski: “Há no homem um desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: não ter certezas”.

Por isso, trocamos a curiosidade pelo convencional, por gaiolas que chamamos rotina. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram e é na certeza que o medo não incomoda.

Assim, podemos viver na ilusão de que somos livres e, dessa forma, evitamos a terrível sensação do medo pelo desconhecido. O conhecido nos é familiar e exige apenas que toquemos em frente.

Todo mundo tem um desejo pela aventura. Em nosso íntimo, invejamos aqueles que se lançam em novidades, que conhecem o mundo e tudo o que podemos sentir através dele. Um de nossos maiores medos é o do próprio julgamento. Quando deixamos o medo do julgamento de lado, descobrimos o sentido de liberdade.

O espírito de liberdade passa pelo antagonismo de usar o medo como termômetro para provocar a coragem rumo às escolhas e aos comportamentos que ampliem o espírito livre que habita em todos nós. Que assim seja!

Você é um depreciador?

A convivência com pessoas no entorno familiar, social ou laboral nem sempre é fácil, especialmente se marcada por comportamentos tóxicos. Descubra a seguir o que caracteriza um depreciador.

via Mundo Psicólogos

Você não precisa ter vivido muitos anos para saber que há pessoas que têm um efeito nocivo sobre as demais. Nem sempre se trata de um comportamento intencionado, porém é como se uma onda de negatividade invadisse o ambiente. Se ainda não aconteceu diretamente com você, seguramente já vivenciou por tabela a experiência de algum amigo ou familiar.

Um dos casos mais comuns é a pessoa que sempre adota uma atitude depreciadora, manifestando desprezo ao interagir com os demais. Soa forte, mas em tempos de individualismo exacerbado e falta de empatia, tem se tornado cada vez mais habitual se deparar com um depreciador profissional.

Como reconhecê-los? Um dos primeiros sinais é esse olhar de superioridade, detalhista, que analisa todos os aspectos da pessoa, sua roupa, seus acessórios, sua postura; porém sempre trasladando frieza e rechaço. Também mantém esse comportamento diante das coisas e novas experiências.

É a materialização de uma atitude de desprezo, de aversão, que a nível biológico serve para proteção e sobrevivência, mas que entre as pessoas, já faz muito, se consolidou como uma atitude social, a do “asco moral”.

Especialistas explicam que esse tipo de atitude diante da vida e das coisas tem suas origens ainda na infância, pois é entre os 6 e os 12 anos que as atitudes de aversão e rechaço se consolidam. Daí a importância de transmitir os valores do respeito e da tolerância durante o desenvolvimento infantil, para que funcionem como barreiras para o assédio e outros tipos de violência.

Os tipos de desprezo

O desprezo pode se desdobrar em manifestações distintas, e nem todas elas são negativas. A postura descrita anteriormente é a de um caso clássico de desprezo disfuncional, que costuma coincidir com personalidades narcisistas, ou seja, aquelas pessoas que acreditam ser sempre mais: mais éticas, mais competentes, mais capacitadas, enfim, superiores.

Um outro tipo de desprezo seria o sentimento de repulsa que uma pessoa pode sentir quando não está alinhado com os valores morais que uma pessoa ou situação representa.Também há o desprezo defensivo, que costuma ser uma emoção que surge para acelerar a fuga de situações potencialmente prejudiciais, quando por exemplo se detecta uma tentativa de manipulação.

É fundamental conhecer o que está por trás delas, tanto para avançar no desenvolvimento pessoal, caso você se reconhece como depreciador, como para se proteger, se você é vítima de uma pessoa assim.

Como se defender de um depreciador?

A convivência reiterada com uma pessoa assim pode provocar um sentimento de inadequação, algo que afeta negativamente a autoconfiança e a autoestima. Daí a importância de saber se proteger. Comece por:

  1. entender que, por trás dessa postura de superioridade, sempre se esconde a insegurança;
  2. manter-se firme diante do escrutínio, mas sem perder a paciência ou partir para a agressividade;
  3. usar o humor como contraponto à atitude de desprezo;
  4. desestabilizar o depreciador com perguntas como: O que te leva a dizer isso? Por que está com essa cara de desaprovação?
  5. treinar sua capacidade de autocontrole para não demonstrar afetação e não contra-atacar.

 

ESPAÇO FEMININO: O sexo segundo o zodíaco

O que seria desse mundo, cada vez mais cruel, sem algumas bobagens para a gente acreditar, ainda mais bobagens românticas que envolvem paixão, amor e sexo, não é mesmo?

Há pessoas que ignoram, outras simplesmente não acreditam.

Contudo, a quem não abre de saber o que o seu signo diz para cada dia e, claro, sobre o que os atros tem a revelar quando o assunto é relação afetiva, paixão e… sexo!

É quando o zodíaco sai do plano meramente das superstições e miticismo e passa para o território da libido.

Enquanto aquariano, desde a juventude nutro um fascínio pelo que os signos dizem, revelam, recomendam etc. Aliás, gosto muito de ser aquariano, até porque muito que leio sobre esse signo consigo ver reflexo na minha personalidade.

Bobagem? Pode ser, mas o que seria desse mundo, cada vez mais cruel, sem algumas bobagens para a gente acreditar, ainda mais bobagens românticas que envolvem paixão, amor e sexo, não é mesmo?

Pois bem. Em artigo para o site Vila Mulher, a astróloga Fátima Gomes conta o que cada signo procura na cama e as diferenças entre cada astro. Achei interessante a abordagem da especialista a resolvi reproduzir aqui no Espaço Feminino.

Espero leitores e leitoras gostem de OS SEGREDOS SEXUAIS DE CADA SIGNO, da astróloga Fátima Gomes. Confiram.

Cada signo tem seu jeitinho especial, seja na vida profissional, nas amizades, no amor ou no sexo. A personalidade sexual de cada signo expressa as peculiaridades de cada um e mostra o que de fato essas pessoas procuram na cama. Veja a seguir os segredinhos sexuais que mexem com a cabeça de cada astro.

Áries:
Não tem medo de mostrar os seus desejos na cama, e a sua impetuosidade pode até por vezes assustar o seu par. Gosta de assumir o papel de comando, de ousar e experimentar coisas novas. A adrenalina de uma “rapidinha” pode ser um poderoso afrodisíaco para este signo tão sexual. A emoção do perigo e o contato com a Natureza excitam a sua libido. Carícias na nuca levam-no ao êxtase.

Touro:
Não se mostra facilmente, mas quando sente confiança no seu par o nativo deste signo demonstra uma forte sensualidade é um vigor sexual difícil de acompanhar. Aprecia preliminar carinhoso e demorado, gosta de fazer amor sem pressa e num ambiente seguro e confortável. Incluir chocolate, leite condensado, gelo ou outro alimento apetitoso na relação sexual deixa-o literalmente com água na boca.

Gémeos:
A criatividade é o mais poderoso afrodisíaco para quem nasceu sob este signo. Precisa variar de posição e de local e que espicacem a sua libido, pois a rotina aborrece-o, tornando-o frio e indiferente. Tem particular sensibilidade nas mãos, nas costas e nas orelhas. Sussurrar palavras picantes ao seu ouvido deixa-o quase sempre em brasa.

Câncer:
Precisa ter segurança para se entregar sexualmente, mas quando sente que é amado o nativo de Câncer mostra uma faceta capaz de surpreender verdadeiramente, entregando-se de corpo e alma à relação sexual. Precisa, no entanto, de mimo constante, pois se sente que o par não retribui na mesmo medida sente-se muito magoado e triste. O peito e a barriga são zonas particularmente erógenas, e as carícias nestas partes do corpo fazem-no estremecer por completo.

Leão:
O domínio excita-o, e sentir que o seu par está completamente rendido a seus pés é uma das fantasias eróticas mais recorrentes do nativo de Leão. Os elogios estimulam-no, fazendo com que se empenhe ao máximo para deixar uma impressão inesquecível. Embora esbanje sensualidade e erotismo, não dispensa o romantismo. Um quarto cheio de espelhos, lençóis de cetim ou uma banheira com espuma perfumada e duas flûtes de champanhe são capazes de levá-lo ao sétimo céu.

Virgem:
Sob a sua postura tranquila e discreta, Virgem esconde um poderoso vulcão sexual, que entra em erupção quando sente segurança na relação e confia na pessoa com quem se relaciona. Derrubar as barreiras que a sua personalidade cria pode levar tempo e exigir dedicação do seu par, mas sem dúvida que vale a pena pois Virgem é capaz de se revelar um amante extremamente sensual e intenso. Nem sempre tem coragem, contudo, de revelar as suas fantasias, mas mantém o secreto desejo de experimentar as loucuras mais improváveis. Uma cama perfumada com lençóis recém-lavados inebria os seus sentidos, e um banho partilhado a dois deixa-o exalta as suas emoções.

Libra:
O romantismo e a delicadeza fazem parte do charme inconfundível do nativo de Balança. Embora seja sensual por natureza, precisa de se sentir envolvido emocionalmente para se envolver a nível sexual, e não se entrega com facilidade. Aprecia longos preliminares cheios de requinte e atenção. Todos os jogos de sedução e conquista são poderosos afrodisíacos, desde que sejam refinados e elegantes. Um hotel de cinco estrelas ou um quarto com vista sobre o mar é local que o podem fazer sentir-se no paraíso.

Escorpião:
Sob a influência de Plutão, este é um dos signos mais eróticos do Zodíaco. Intenso, provocador e ousado, encara a relação sexual como uma experiência metafísica, na qual procura sempre ultrapassar os seus próprios limites. Com uma mente ardilosa, capaz de incendiar o desejo do mais gélido dos parceiros amorosos, Escorpião mostra-se impetuoso e nunca aceita um “não” como resposta. Experimentar tudo, fazer tudo, em toda e qualquer parte – para ele, não há limites para o prazer.

Sagitário:
Para Sagitário, a variedade é sem duvida o sal da relação. Gosta de experimentar todas as posições, mas tem certo fraquinho por sexo ao ar livre, em locais inesperados ou proibidos, e gosta particularmente de fazer amor em pé. Tem um fôlego aparentemente inesgotável, mas se sente que a relação está morna é capaz de se mostrar frio e desprendido. A adrenalina é um dos mais potentes combustíveis para alimentar o seu desejo – fazer amor numa situação que envolva certo risco incendeia-o.

Capricórnio:
Dentro de quatro paredes, num local confortável e afastado dos olhares indiscretos, Capricórnio despe a sua postura séria e recatada e revela a fera que existe dentro de si. Gosta de assumir o comando na relação sexual, e sente-se inebriado pelos ambientes luxuosos, pelos fetiches com pormenores requintados e quando sente o fascínio que exerce sobre o seu par. Nem sempre se sente à vontade para revelar as suas fantasias, mas não hesita em dar forma às ideias que o parceiro lhe sugere.

Aquário:
A originalidade característica dos nativos deste signo é também bem explícita entre lençóis, onde se aborrece com a rotina e procura explorar sempre novas posições, novos locais e horas – para Aquário a espontaneidade é a lei do desejo, e procura que o seu par acompanhe o seu ritmo imprevisível, direto, sem tabus nem rodeios. Beijos nas orelhas e no pescoço fazem as suas delícias.

Peixes:
Para a apurada sensibilidade deste signo é inconcebível haver sexo sem amor. O envolvimento afetivo com a outra pessoa é a própria essência do seu prazer, pois para este nativo o sexo é visto como uma experiência quase transcendental, de comunhão com o outro. Anseia encontrar a sua alma-gémea e viver um verdadeiro conto-de-fadas. Fazer amor num local com água – piscina, rio, lago – inunda o seu coração de prazer e traz mil sensações aos seus sentidos.

Fátima Gomes – Baronesa da Itália e Mestre em Ciências Místicas, especialista em Feng – Shui, Tarô, Astrologia, Angeologia e Numerologia.

Palavras de origem africana no vocabulário brasileiro 2

via Raiz do Samba

Afora o Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Equatorial, que adotou o idioma como oficial recentemente. Timor-Leste é o único a ter o Português como língua oficial na Ásia. Nossos irmãos africanos fazem parte do PALOP, acrônimo que significa justamente Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Tudo obra de Portugal, responsável por essa bagunça chamada lusofonia (o conjunto dos países que possuem Português como língua oficial) que acabou dando seu jeito de seguir caminho. Mas, diferente do Brasil, onde línguas nativas ficaram restritas a suas tribos indígenas, nos países euro-colonizados da África, ainda se falam línguas nativas (nagô, ioruba, quicongo, umbundo e quimbundo). Só pra constar.

Rolou uma marmota por parte dos invasores que misturavam africanos de diversos países e culturas (sim, porque África é um extenso continente com 54 países culturalmente diversificados e não um país restrito de miséria como a grande mídia te acostumou a ver) com intenções de que com a confusão cultural, eles não pudessem se unir entre si para se rebelar. Até certo ponto, rolava, como ainda acontece, de haver desunião entre as classes menos abastadas da sociedade, mas isso não significou a morte por abandono dessas línguas. Ao contrário, a partir dali, surgiria uma cultura praticamente nova com os elementos que sobreviveram ao tráfico negreiro. Muita coisa de nossa cultura vem de África e dos africanos que foram sequestrados para cá (dos quais descendemos em maioria, já que no auge do crime da escravidão, a população negra era, como se manteve, maioria).

A linguagem é um dos pontos altos das coisas cotidianas que trazemos do continente-mãe. E como a cultura negra é a essência do Samba, ou seja, é a raiz do Samba, então, não falar necessariamente do samba musical não é fugir do foco, não é mesmo? Então, vamos a um dicionário improvisado que fui reunindo em diversos sites educacionais e culturais internet afora. Você vai notar que muitas dessas palavras, tu tá aí falando adoidado todo dia e nem sabe que vêm de dialetos línguas (valeu a dica, Niyi) africanas. Muito interessante, pois somos acostumados a não buscarmos o passado, como se o jornal da TV já bastasse pra gente estar informado. Mas é pegar num livro, num artigo de internet e a gente voa no conhecimento. Veja aí que nem só dentro do samba e do candomblé estão palavras africanas da diáspora. Use e abuse do CTRL+F e saia buscando suas palavras mais usadas e/ou preferidas, porque tem coisas muito interessantes nesse “dicionário” que eu montei na base do ‘cataqui/catali’. Rá! (Lembrando que como foi uma pesquisa de internet, algumas coisas podem não estar condizentes, mas eu atualizo conforme me avisam, ok?).

A

ABADÁ – Túnica folgada e comprida. Atualmente, no Brasil, é o nome dado a uma camisa ou camiseta usada pelos integrantes de blocos e trios elétricos carnavalescos.

ABARÁ – Quitute semelhante ao acarajé. A massa feita de feijão fradinho e os temperos são os mesmos. Os bolinhos envoltos em folhas de bananeira são cozidos em banho-maria.

ACARÁ – Peixe de esqueleto ósseo.

ACARAJÉ – Bolinho feito de massa de feijão-fradinho frito no azeite de dendê e servido com camarões secos.

AFOXÉ –  Dança, semelhante a um cortejo real, que desfila durante o carnaval e em cerimônias religiosas.

AGOGÔ – Instrumento musical formado por duas (ou três) campânulas ocas de ferro.

ALUÁ – Bebida feita de milho, arroz cozido ou com cascas de abacaxi.

AMUO  – sm. Mau humor passageiro, revelado no aspecto, gestos ou silêncio; arrufo, calundu.

ANGOLA – Nome dado a uma das mais conhecidas modalidades do jogo de capoeira e, também, a um dos cinco países africanos de língua portuguesa.

ANGU – Massa de farinha de milho ou de mandioca. Angu-de-caroço: Coisa complicada.

AXÉ – Saudação; força vital e espiritual.

AZOEIRA – Barulhada, zoeira, bagunça.

B

BABÁ – Ama-seca; pessoa que cuida de crianças em geral; pai-de-santo; a origem é controvertida sendo, para alguns estudiosos originária do quimbundo, e para outros do idioma iorubá.

BABACA – Tolo; boboca.

BAGUNÇA – Baderna, desordem.

BALANGANDÃS  – Enfeites,originalmente de prata ou de ouro, usados em dias de festa.

BAMBAMBàou BAMBA – Maioral, bom em quase tudo que faz.

BAMBERÊ – Cantiga de ninar entoada por negras velhas da Região Amazônica. (“Bamberê, bamberá / criança que chora quer mamá / Moça que namora quer casá / Galinha que canta quer botá / Bamberê, bamberá)

BAMBOLÊ – Aro de plástico ou metal usado como brinquedo.

BANCAR – Fazer o papel de; fazer-se de.

BANGÜÊ – Padiola de cipós trançados na qual se leva o bagaço da cana.

BANGUELA – Desdentado. Os escravos trazidos do porto de Benguela, em Angola, costumavam limar ou arrancar os dentes superiores.

BANGULÊ  – Dança de negros ao som da puíta, palma e sapateados.

BANTO  – Nome do grupo de idiomas africanos em que a flexão se faz por prefixos.

BANTOS – Povos trazidos do sul da África, principalmente de Angola e Moçambique, que espalharam sua cultura, idiomas e modos.

BANZAR – Meditar, matutar.

BANZÉ – Confusão.

BANZO – Tristeza fatal que abatia os escravizados com saudades de sua terra natal.

BAOBÁ – Árvore de tronco enorme, reverenciada por seus poderes mágicos.

BATUQUE – Dança com sapateado e palmas, com som de instrumentos de percussão. É uma variante das rodas de capoeira, praticada pelos negros trazidos de Angola para o interior da Bahia. No sul do Brasil, é sinônimo de rituais religiosos e, no interior do Pará, é uma espécie de samba.

BERIMBAU – Instrumento musical, composto de um arco de madeira com uma corda de arame vibrada por uma vareta, tendo uma cabaça oca como caixa de ressonância.

BIRITA – Cachaça; gole de cachaça.

BITELO – Grande; de tamanho exagerado.

BOBÓ – Um tipo de purê feito de aipim ou inhame.

BOCA-DE-PITO – Pitada; tragada em cigarro, charuto ou cachimbo; disposição para fumar provocada pela ingestão de café ou bebida alcoólica.

BOMBA – Certo doce de forma cilíndrica ou esférica feito de massa cozida e glaçado na parte superior.

BOROCOXÔ – Molenga. Entristecido.

BRUACA –  Espécie de mala ou sacola que se levava no lombo de animais.

BUGIGANGA – Objeto de pouco ou nenhum valor ou utilidade.

BUNDA – Nádegas, na língua falada pelos bundos de Angola.

BÚZIOS – Conchas marinhas usadas antigamente na África como moedas e, em nossos dias, em cerimônias religiosas e em jogos de previsão.

C

CAÇAMBA – Balde para tirar água de um poço; local onde se depositam detritos.

CACHAÇA – Bebida alcoólica; pinga; durante muito tempo, os negros escravizados, banhados em suor, giravam manualmente as rodas dos engenhos de açúcar e, do vapor originário da fervura do caldo da cana, escorria pela parede e pingava do teto (daí o porque o nome “pinga”)a bebida de sabor clássico, que ardia nos olhos e foi batizada de “pinga”.

CACHIMBO – Tubo de fumar, com um lugar escavado na ponta para se colocar o tabaco.

CACIMBA – Poço ao ar livre, onde se retém a água da chuva para diversas finalidades. Cova que recolhe água de terrenos pantanosos.

CAÇULA – O mais novo.

CACULÉ – Cidade da Bahia.

CACUNDA – Corcunda. Corcova. Costas.

CAFIFE – Diz-se de pessoa que dá azar.

CAFOFO – Lugar que serve para guardar objetos usados; nos dias atuais, serve também para designar moradia pequena, mas aconchegante.

CAFUÁ – Esconderijo. Casebre.

CAFUCA – Centro; esconderijo.

CAFUCHE – Irmão do Zumbi.

CAFUCHI – Serra.

CAFUNDÓ – Lugar afastado, de acesso difícil.

CAFUNÉ – Coçar a cabeça de alguém.

CAFUNGÁ – Pastor de gado.

CAFUZO – Mestiço de negro e índio.

CALANGO – Lagarto. Dança afro-brasileira.

CALOMBO – Inchaço. Quisto, doença.

CALUMBÁ – Planta

CALUNDU – sm. Mau humor; amuo.

CALUNGA – sf. 1. Coisa qualquer de tamanho reduzido. 2. Boneco pequeno. O mar; boneca carregada pelas damas do paço nos desfiles de reis e rainhas dos Maracatus de nação em Pernambuco; símbolo da realeza e do poder dos ancestrais.

CAMUNDONGO – Rato pequeno.

CANDOMBLÉ – Casas ou terreiros de diferentes nações – Angola, Congo, Jêje, Nagô, Ketu e Ijexá – onde são praticados os rituais trazidos da África. Esses cultos são dirigidos por um Babalorixá (pai-de-santo) ou por uma Ialorixá (mãe-de-santo). Um dos mais tradicionais é o de Gantois,em Salvador, na Bahia. No passado, o candomblé foi muito perseguido.

CANDONGA – Intriga, mexerico.

CANGA – Tecido com que se envolve o corpo. Peça de madeira colocada no lombo dos animais.

CANJERÊ – Feitiço, mandinga.

CANJICA – Papa de milho verde ralado.

CAPANGA – Guarda-costas. Bolsa pequena que se leva a tiracolo.

CAPENGA – Manco. Com andar de bêbado.

CAPOEIRA – Jogo de corpo, agilidade e arte, que usa técnicas de ataque e de defesa com os pés e as mãos. As rodas são acompanhadas por palmas, pandeiros, chocalhos, berimbaus e cânticos de marcação.

CARIMBO – Instrumento de borracha. Marca. Sinal.

Carimbó – Tipo de dança afro-brasileira originária da região norte do Brasil.

CARURU – Iguaria da culinária afro-brasileira, feita com folhas, quiabos e camarões secos.

CASSANGUE – Grupo de negros da África.

CATIMBA – Manha. Astúcia.

CATIMBAU – Prática de feitiçaria.

CATINGA – Fedor; mau cheiro.

CATITA – Pequeno, baixo, miúdo. Nome dado no Nordeste a um ratinho novo.

CATUNDA – Sertão.

CATUPÉ – Cortejo afro-mineiro. As fardas de seus integrantes são enfeitadas de fitas, sendo que dançam e cantam acompanhados por instrumentos de percussão.

CAXAMBU – Grande tambor usado na dança harmônica.

CAXANGÁ – Jogo praticado em círculo. Os versos de uma velha cantiga, baseada nessa brincadeira, são bem populares.

CAXIXÍ – Chocalho pequeno feito de palha.

CAXUMBA – Inflamação das glândulas salivares.

CAZUMBÁ – Negro velho, personagem do Boi-Bumbá paraense.

CAZUMBI – Alma penada.

CHILIQUE – Desmaiar. “Ter um troço”.

CHUCHU – Fruto comestível.

COCHILAR – Breve soneca. Sono leve.

CONGADAS ou CONGOS – Danças dramáticas com enredo e personagens característicos, como reis, rainhas, príncipes, princesas, embaixadores, chefes de guerra e guerreiros, que se despedem, no final das apresentações, cantando.

COQUE – Bater na cabeça com o nó dos dedos. Tipo de penteado onde o cabelo é todo preso num arranjo único no alto da cabeça; há uma corrente que acredita ser o nome proveniente do inglês “cock”, que significa galo, e outra que associa o nome a barulho que é feito e também ao “galo” na cabeça.

CUBATA – Choça de pretos; senzala. Palhoça

CUÍCA – Instrumento musical que emite um ronco peculiar.

CUMBA – Forte, valente.

CUMBE – Povoação em Angola.

D

DENDÊ – Fruto de uma palmeira (dendezeiro), de onde é extraído o azeite.

DENGO – Gesto de carinho. Manha, birra.

DENGOSO – Manhoso. Chorão.

DIAMBA – Um tipo de erva alucinógena.

E

EBÓ – Oferenda feita aos orixás para se resolver os mais diferentes desejos e problemas.

EFÓ – espécie de guisado de camarões e ervas, temperado com azeite de dendê e pimenta.

EMBALAR – Acalentar; balançar; fazer adormecer.

EMPACAR – Não continuar. Não prosseguir. Diz-se quando o animal firma teimosamente as patas para não prosseguir viagem.

ENCABULAR – Envergonhar-se. Ficar vexado por algum motivo.

ENGABELAR – Enganar. Iludir jeitosamente. Trapacear. Engodo. Embuste.

ESCANGALHAR – Desordem. Confusão. Desmantelo. Dano causado por estrago.

ESPANDONGADO – Desajeitado. Defeituoso. Arruinado. Desarrumado. Relaxado. Descomedido. Arreliado.

EXU – Divindade que é considerada o intermediário entre o Céu e a Terra. Aquele que está em todos os lugares. Dono das encruzilhadas. Representa a ambivalência humana, os comportamentos e desejos contraditórios.

F

FAROFA – Mistura de farinha com água, azeite ou gordura.

FOFOCA – Intriga. Mexerico

FUÁ – Briga. Rolo. Desordem. Intriga. Diz-se também do eqüino arisco.

FUBÁ: Farinha de milho.

FULEIRO – Reles. Ordinário. Sem Valor. Farrista.

FULO: Irritado. Zangado.

FURDUNCIO – Também pronunciado e escrito como “Forduncio”, significa festança popular. Divertir-se com alarido. Barulho. Desordem.

FUNGAR – Fazer ruído com o nariz ao inspirar o ar. Assoar o nariz. Coriza na fossa nasal. Fuçar.

FUTUM – Mau cheiro. Fedor. Peixe morto na superfície da água.

FUXICO – Falar mal dos outros. Artesanato popular feito com pedaços de panos. Costurar superficialmente. Alinhavar. Amarrotar.

FUZARCA – Farra. Desordem. Bagunça.

FUZUÊ – Festa. Confusão. Turbilhão nas águas de um rio.

G

GALALAU – Pessoa muito alta.

GAMBÉ – Designação de um policial na gíria dos travestis, menores e delinqüentes em geral.

GANDAIA – Farra. Bagunça. Vadiagem. Ofício de trapeiro. Pessoa sem préstimo. Inerte.

GANGA ZUMBA – Título dado aos chefes guerreiros. Um dos mais famosos líderes da confederação de Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas.

GANZÁ – Chocalho.

GARAPA – Caldo da cana. Bebida formada pela mistura de mel-açúcar-água.

GERINGONÇA – Coisa malfeita e de duração precária. Objeto ou coisa estranhos cujo nome e finalidade não se conhece.Ginga – Bamboleio. Balanço com o corpo. Dançar com o corpo ao som de uma música ou instrumento. Movimento corporal na capoeira, na dança e no futebol. Sacerdotisa do culto Omolocô. Remo que se usa para fazer a embarcação balançar.

GINGA – Movimento corporal na capoeira, na dança e no futebol.

GOGÓ – Pomo-de-Adão. Garganta. Laringe

GONGUÊ – Instrumento musical semelhante ao agogô.

GOROROBA – Comida feita com restos de diversos alimentos. Diz-se também do indivíduo lento, molengão ou covarde.

GRIGRI – Amuleto que protege o seu possuidor.

GUANDU – O mesmo que andu (fruto do anduzeiro), ou arbusto de flores amarelas, tipo de feijäo comestível.

GUIMBA – Resto ou ponta do cigarro.

H

 – Interjeição de surpresa, espanto ou de admiração entre os Iorubás. Manifestação de incompreensão. Não entendimento.

I

IAIÁ – Tratamento dado às moças e meninas na época da escravidão. Na Luanda antiga, era o tratamento respeitoso que as filhas e netas dos escravos davam às patroas.

IEMANJÁ: deusa africana, a mãe d’água dos iorubanos.

IMPALA – Espécie de antílope africano. O nome batizou também um modelo de automóvel da Chevrolet.

IMPLICAR – Provocar. Amolar. Intrometer. Contender. (Atualização, a etimologia da palavra vem do Latim).

INHAME – Designação comum de um tipo de tubérculo comestível menor que a mandioca; homem de corpo defeituoso. Coisa ou objeto disforme ou deformada.

IORUBANO – Habitante ou natural de Ioruba (África).

J

JABÁ – Suborno oferecido a programador de emissora de rádio ou televisão para que inclua na programação determinada obra musical. Certo tipo de abóbora.

JABACULÊ – Gorgeta. Propina. Dinheiro.

JAGUNÇO – Capanga. Combatente das forças de Antonio Conselheiro na Guerra de Canudos. Cangaceiro.

JEGUEDÊ – Dança negra.

JERERÊ – Nome dado ao cigarro de maconha. Faísca. Centelha.

JERIBATA – Álcool; aguardente.

JILÓ – Fruto verde de gosto amargo.

JONGO – Dança tradicional afro-brasileira.

L

LAMBADA – Golpe dado com o chicote, tabica ou rebenque. Copo ou gole de bebida alcoólica. Dança de salão de origem amazônica. Significa bater, castigar, ferir, atingir com golpe ou pancada.

LAMBANÇA – Desordem. Sujeira. Serviço malfeito. Embuste. Trapaça em conversa ou jogo.

LAMBÃO – Indivíduo que não sabe lidar com as coisas sem sujar-se.

LAMBUJA – Vantagem que um jogador concede ao parceiro ou rival. Aquilo que se ganha ou dá além do combinado.

LAPADA – Lambada. Bofetada. Espécie de pá semelhante ao remo.

LARICA – Apetite desenfreado após a ingestão da maconha. Dificuldade. Aperto. Apuro.

LENGA-LENGA – Conversa, narrativa ou discurso enfadonho.

LERO-LERO – Conversa fiada. Palavreado vazio.

LIBAMBO – Bêbado (pessoas que se alteram por causa da bebida).

LUNDU – Primitivamente dança africana.

M

MAASSAGANA – Confluência, junção de rios em Angola.

MACULELÊ – Folguedo popular de origem baiana, misto de jogo de dança com bastões ou facões.

MACUMBA – Nome pejorativo dado aos cultos afro-brasileiros. Audaz. Ousado. Certo tipo de reco-reco. Cada uma das filhas de santo nos terreiros de origem Banta. Antigo jogo de azar. Antiga denominação que se dava à maconha.

MACUMBEIRO – adj. sm. Diz-se de, ou praticante da macumba. .

MALUCO – Alienado mental. Endoidecido.

MALUNGO – Título que os escravos africanos davam aos que tinham vindo no mesmo navio; irmão de criação.

MAMONA – Fruto da família das esforbiáceas. Rícino.

MAMULENGO – Fantoche. Teatro de fantoches.

MANDINGA – Bruxaria. Feitiço. Talismã. Qualidade de jogo de capoeira.

MANGAR – Zombar. Caçoar.

MANGUE – Comunidade geográfica localizada em áreas onde o solo é formado por uma lama escura e mole. Terreno lamacento.

MANHA – Choro infantil sem causa. Birra. Malícia. Ardil. Artimanha. Habilidade manual.

MARACATU – sm. Oriundo da região do Estado de Pernambuco (PE), é um cortejo carnavalesco que segue uma mulher que, num bastão, leva uma bonequinha enfeitada, a calunga. 2. Certo tipo de dança afro-brasileira. Em Recife/PE, os maracatus de nação representam embaixadas africanas com todo o séquito real.

MARACUTAIA – Trapaça. Embuste. Engodo. Golpe.

MARAFA(O) – Vida desregrada. Licenciosa. Cachaça. Vinho. Diz-se também do tipo de vida, por exemplo: “Viver na marafa…”, viver entregue ao vício da bebida e da vadiagem.

MANO – Tratamento respeitoso entre os antigos sambistas cariocas (“Mano” Elói, “mano” Décio etc.). Irmão.

MARIMBA– Peixe do mar. 2. Artifício de amarrar uma linha a algum objeto (pedra, garrafa, etc) para resgatar pipas onde não se alcança com as próprias mãos (RJ).

MARIMBONDO – Certo tipo de vespa.

MATUTO – Indivíduo que vive no mato. Na roça. Pessoa ignorante e ingênua.

MAXIXE – Fruto do maxixeiro. Certo tipo de chuchu espinhoso. Dança brasileira de salão.

MIÇANGA – Conta de vidro miúda. Ornatos feitos com esse tipo de conta. Colar.

MILONGA – Desculpas descabidas. Manhas. Dengues. Mexericos. Intrigas. Feitiço. Sortilégio Bruxedo. 2. Música e dança de origem platina.

MINGAU – Papa de farinha de cereais com leite, açúcar e outros ingredientes. Em língua oeste-africana, era um tipo de milho cozido em água e sal. Na linguagem Banta, é o ato de molhar o pão no pirão ou molho. (Retificação: Esta palavra vem do Tupi).

MOCAMBO – Cabana. Palhoça. Habitação miserável. Couto de escravos fugidos na floresta.

MOCHILA – Alforge. Bornal que se leva às costas.

MOCORONGO – Mulato escuro. Caipira. Indivíduo natural de Santarém/PA. Palhaço da folia de reis. Mosquito transmissor do impaludismo.

MOCOTÓ – Pata de bovino utilizada como alimento. Tornozelo.

MOLAMBO – Trapo. Pano velho rasgado ou sujo. Roupa esfarrapada. Indivíduo fraco e sem caráter. Corpo velho, cansado, moído.

MOLENGA – Mole. Indolente. Preguiçoso. Medroso e covarde.

MOLEQUE – Negrinho. Indivíduo irresponsável. Canalha. Patife.

MONDONGO – Indivíduo sujo e desmazelado. Boneco de pano sem governo.

MONGO – Sujeito bobo. Moleirão. Débil mental.

MOQUECA – Guisado de carne ou peixe tradicional da culinária afro-brasileira.

MORINGA – Garrafão ou bilha de barro para conter e refrescar água potável. Cântaro.

MUAMBA – Cesto ou canastra para transporte de mercadorias. Furto de mercadorias nos portos. Contrabando. Negócio escuso. Do Quimbundo: Carga.

MUCAMA – Escrava doméstica. Concubina. Escrava que era amante do seu senhor.

MULUNGA – Árvore.

MUNGUZÁ – Iguaria feita de grãos de milho cozido, em caldo açucarado, às vezes com leite de coco ou de gado. O mesmo que canjica.

MUQUIFO – Lugar sujo e em desordem. Palavra ligada ao Kicongo, significa também latrina. Casebre. Choupana

MURUNDU – Montanha ou monte; montículo; o mesmo que montão.

MUTAMBA – Árvore.

MUTRETA – Trapaça. Confusão.

MUVUCA – Confusão. Algazarra.

MUXIBA – Pelanca. Pedaços de carne magra. Retalhos de carne que se dá aos cães. Mulher feia. Bruxa. Seios flácidos de mulher.

MUXINGA – Açoite; bordoada.

MUXONGO – Beijo; carícia.

N

NENÊ – Criança recém-nascida ou de poucos meses. Provém do Umbundo “nene”, que quer dizer pedacinho, cisco.

O

ODARA – Bom. Bonito. Limpo. Branco. Alvo.

OGUM ou OGUNDELÊ – Deus das lutas e das guerras.

ORIXÁ– Divindade de religiões afro-brasileiras. Divindade secundária do culto jejênago, medianeira que transmite súplicas dos devotos suprema; divindade desse culto; ídolo africano.

P

PAMONHA – Certo tipo de iguaria derivada do milho. Diz-se também da pessoa molenga. Inerte. Desajeitada. Preguiçosa. Lenta.

PATOTA – Turma. Grupo.

PENDENGA – Litígio. Rixa. Contenda.

PERRENGUE – Dificuldade ou aperto financeiro. Diz-se também da pessoa fraca. Covarde. Animal imprestável.

PIMBA – Pênis de menino

PINDAÍBA – Falta de dinheiro. Miséria feia. (Atualização: Esta palavra é de origem Tupi).

PINGA – Aguardente extraída do caldo da cana.

PIRÃO – Papa grossa de farinha de mandioca. (Atualização: Esta palavra é de origem Tupi).

PITO – Cachimbo. Cigarro. Repreensão. Censura. Dar bronca.

PITOCO – Objeto ou utensílio o qual já falta uma parte essencial. Parte amputada ou a restante no corpo humano.

PUITA: corpo pesado usado nas embarcações de pesca em vez fateixa.

Q

QUEIMANA – Iguaria nordestina feita de gergelim .

Quenga – Guisado de quiabo com galinha. Mulher prostituída. Meretriz.

QUENGO – Cabeça. Região próxima da nuca.

QUIABO – Fruto de forma piramidal, verde e peludo.

QUIBEBE – Papa de abóbora ou de banana.

QUIBUNGO – Invocado nas cantigas de ninar, o mesmo que cuca, festa dançante dos negros.

QUILOMBO – Valhacouto de escravos fugidos. 2. Quer dizer acampamento ou fortaleza. Folguedo popular alagoano em forma de dança dramática.

QUIMBEBÉ – Bebida de milho fermentado.

QUIMBEMBE – Casa rústica, rancho de palha.

QUIMGOMBÔ – Quiabo.

QUINDIM – Doce feito com a gema do ovo, côco e açúcar. Na Bahia significa também meiguice, dengo, encanto, carinho.

QUITUTE: Comida fina, iguaria delicada. Iguaria. Acepipe. Canapé.

QUIZÍL(I)A – Antipatia ou aborrecimento. Ojeriza. Aversão. Implicância.

QUIZUMBA – Confusão. Briga.

R

REQUENGUELA – Engelhado. Encolhido. Tímido. Fraco. Sem substância.

S

SAMBA – Dança cantada de origem africana de compasso binário (da língua de Luanda, semba = umbigada). Nome genérico de um ritmo de dança afro-brasileiro.

SAPECA – Diz-se de moça muito namoradeira ou assanhada. Diz-se também da criança muito arteira.

SARAPATEL – Guisado feito com sangue e miúdos de certos animais, especialmente o porco.

SARARÁ – Alourado. Arruivado.

SARAVÁ – Palavra usada como saudação nos cultos afro-brasileiros, significa “salve”.

SENZALA: alojamento dos escravos.

SERELEPE – Vivo. Buliçoso. Astuto. Esperto.

SOBA – Chefe de trigo africana.

SONGAMONGA – Pessoa dissimulada. Sonsa. Débil. Boba.

SOVA – Dar pancadas com a mão. Espancar.

T

TAGARELA – Pessoa que fala muito e à toa.

TANGA – Pano que cobre desde o ventre até as coxas.

TANGO – Dança argentina popularizada no Brasil, proveniente do espanhol “tango” e do Kimbundo “tangu” (pernada), que era uma forma de bailado de negros ao som de tambores e outros instrumentos.

TRAMBIQUE – Negócio fraudulento. Vigarice. Logro.

TRIBUFÚ – Maltrapilho. Negro feio.

TU – Diz-se do negro tido como sendo bruto. Boçal. Grosseiro. Oposto ao negro bom e passivo; “…Este samba/que é misto de maracatú/é samba de preto velho/ samba de preto TÚ…”; Pode ser também uma redução de Bantú.

TUNDA – Surra. Sova. Crítica severa.

TUTANO – Substância mole e gordurosa no interior dos ossos.

TUTU –  Maioral. Manda-chuva. Indivíduo valente e brigão. Feijão cozido e refogado ao qual se vai adicionando farinha até dar a consistência de pirão. Dinheiro. Grana.Suborno. 2. Iguaria de carne de porco salgada, toicinho, feijão e farinha de mandioca.

U

URUCUBACA – Azar. Má sorte. Diz-se também de uma praga rogada por pessoa inimiga.

URUCUNGO –  sm. Berimbau (instrumento musical).

 

V

VATAPÁ – sm. Da culinária (comida), iguaria de origem africana, à base de peixe ou galinha, com camarão seco, amendoim etc., temperada com azeite de dendê e pimenta.

X

XARÁ – Pessoa que tem o mesmo nome que outra.

XENDENGUE: magro, franzino.

XEPA – As últimas mercadorias vendidas nas feiras livres, mais baratas e de qualidade inferior. Sobras. Coisa inferior.

XODÓ – Amor. Sentimento profundo que se demonstra por algo ou alguém. Carinho.

Z

Zabumba – Tambor grande. Bumbo.

ZAMBI ou ZAMBETA: cambaio, torto das pernas. zumbi: sm. Fantasma que vaga pela noite, segundo lenda afro-brasileira. Nota: Nome do herói nacional Zumbi dos Palmares.

ZANGAR – Causar zanga (de zangado). Mau humor. Birra. Irritação. Diz-se também de coisa estragada ou azeda.

ZANZAR – Andar à toa. Sem destino.

ZIQUIZIRA – Doença ou mal-estar cujo nome não se conhece.

ZOEIRA – Conhece-se também por Azueira. Algazarra. Falatório.

ZOMBAR – Tratar com descaso. Escarnecer. Gracejar.

ZUNZUM – Boatos. Cochichos. Mexericos.

Joaquim Haickel faz uma abordagem histórica sobre a Constituição de 88

“O artigo 5º de nossa Carta Magna deveria ser mais divulgado e explicado, para que todos entendessem sua real dimensão, mas sem nos esquecer de que é nos deveres nele implícitos que se consolidam os direitos nele assegurados.”

Deputados maranhenses constituintes de 1988.

A partir de uma sugestão dada pelo Blog do Robert Lobato, o ex-deputado fez um resgaste histórico de um dos momentos mais importantes da nossa República: a Constituinte de 1998 que deu origem a nossa assim chamada “Constituição Cidadã”, temos dado pelo saudoso Ulisses Guimarães.

O resultado é um texto recheado de informações interessantes e uma avaliação sobre as contradições da nossa Carta Magna de 88, contradições estas que levou o então presidente República da época, o maranhense José Sarney, afirmar que o Brasil ficaria “ingovernável” sob nova Constituição.

Confira a íntegra do artigo do Joaquim Haickel, que garantiu que voltará escrever outros textos sobre o “parto” da Constituição de 1998, que neste ano comemorou 30 anos de promulgação.

Deveres e Direitos

Eu estava entre os vinte e um maranhenses, designados por nosso povo para redigir a nossa nova carta constitucional brasileira. Em 1986, vinte de nós, fomos eleitos para esse fim. Um, João Castelo, já exercia mandato de senador desde 1982.

Os 20 eleitos em 1986 foram Albérico Filho, Antônio Gaspar, Cid Carvalho, Haroldo Saboia, Joaquim Haickel, José Carlos Saboia, Onofre Correa e Wagner Lago, pelo PMDB; Costa Ferreira, Enoc Vieira, Eliézer Moreira, Francisco Coelho, Jayme Santana, José Teixeira, Sarney Filho e Vitor Trovão, do PFL; Davi Alves Silva e Vieira da Silva, do PDS. Edson Lobão e Alexandre Costa foram os senadores eleitos pelo PFL. Os suplentes Edivaldo Holanda e Mauro Fecury, ambos do PFL, também participaram dos trabalhos da ANC.

No começo dos trabalhos, os constituintes foram distribuídos em comissões e subcomissões que tratariam de assuntos específicos. Esses assuntos seriam propostos, apresentados, debatidos, emendados, votados e aprovados previamente e depois seriam levados a uma comissão de sistematização, que montaria nossa constituição de modo estrutural e orgânico, para que tivéssemos um conjunto de normas primordiais para o funcionamento do Estado Brasileiro e para regulamentar a nossa vida em sociedade.

Tendo em vista este ser um assunto muito extenso e abrangente, hoje vou me ater apenas a um aspecto do trabalho da comissão da qual participei e que, não por esse motivo, em minha modesta opinião, foi a mais relevante das comissões, pois de nosso trabalho exaustivo e árduo, resultou a quadra mais importante de toda nossa carta magna, inclusive foi ela que deu origem ao apelido dado por Ulisses Guimarães: A Constituição Cidadã.

Falo do artigo quinto da CF, onde se estabelecem todos os direitos e deveres que os brasileiros são detentores. É neste artigo que se encontram todas as prerrogativas nas quais o cidadão brasileiro se materializa como agente de sua vida e de seu destino.

Ele foi elaborado pela Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, que se dividiu em três subcomissões, a da Nacionalidade, Soberania e Relações Internacionais; a dos Direitos Políticos, Coletivos e das Garantias; e a dos Direitos e Garantias Individuais, esta última foi aquela em que eu trabalhei.

Em sua nomenclatura reside um dos nossos mais graves problemas contemporâneos. Saídos de um regime autoritário, nossos líderes, imbuídos de um espirito que exaltava os maiores e melhores valores humanos e não afeitos a ceder a pequenas concessões semânticas ou retóricas, não incluíram no nome desta subcomissão a palavra DEVER, fazendo com que se imaginasse que direitos e garantias individuais, não têm suas contrapartidas nos deveres que as sustentam.

Quando o velho Ulisses proferiu aquele emocionante discurso no dia 5 de outubro de 1988, ele não se esqueceu de falar nos nossos deveres, mas ele deu tanta ênfase aos direitos que a nossa constituição resgatava e garantia para nossa gente, que muitos de nós nos esquecemos de que sem o imprescindível balanço entre direitos e deveres, jamais teríamos uma sociedade equilibrada, que manca e caolha ela não iria funcionar corretamente.

Sarney, presidente da República de então, disse que a nossa obra, a Constituição Federal, faria do Brasil um país ingovernável. Se ele não estava totalmente certo, pelo menos apontou as dificuldades que nossa lei maior acarreta na prática, pois tenta fazer conviver em um mesmo sistema de governo, princípios e dogmas do direito europeu e da práxis americana; Regime presidencialista com inúmeros dispositivos parlamentaristas; Ideias liberais e socialistas nas aplicações de ações e iniciativas que se contradizem. Tudo isso obriga que a CF seja observada e interpretada com mais argúcia e sempre pelo ponto de vista do legislador original, que antes de tudo queria um estado justo e a valorização do cidadão.

Sobre nossa constituição, o que posso dizer, é que na parte dela onde eu mais trabalhei, reside todo o seu espírito, toda sua essência. O artigo 5º de nossa Carta Magna deveria ser mais divulgado e explicado, para que todos entendessem sua real dimensão, mas sem nos esquecer de que é nos deveres nele implícitos que se consolidam os direitos nele assegurados.

PS: Existem muitos outros aspectos a serem tratados sobre a Constituinte de 1988. Voltarei a eles em outras oportunidades.