EUA decidem se retirar de novo da Unesco por seu ‘viés anti-Israel’

A retirada do país, que não faz repasses à organização desde a entrada da Palestina, será em 2018

Via El País

Cumprindo sua ameaça, os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que irão se desligar da Organização das Nações Unidas para Educação, a Cultura e as Ciências (Unesco), em protesto contra o reconhecimento da Palestina como membro pleno dessa instituição. Washington considera que a Unesco, com sede em Paris, tem um claro viés anti-Israel, algo que a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, vem denunciando desde que assumiu o cargo.

A decisão se tornará efetiva em 31 de dezembro de 2018. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar “profundamente” a decisão do Governo norte-americano, que em 2011 já havia suspendido o pagamento das suas contribuições. A alta funcionária, perto do final do seu mandato, considera que a decisão afetará o “universalismo fundamental” para o trabalho da organização nos tempos atuais, marcados por um “aumento do extremismo violento e do terrorismo”.

“O trabalho da Unesco é crucial para reforçar os laços do patrimônio comum da humanidade frente às forças do ódio e da divisão”, afirmou Bokova. “Em momentos nos quais a luta contra o extremismo violento exige renovados investimentos em educação e no diálogo entre as culturas para prevenir o ódio, é profundamente lamentável que os EUA se retirem da agência das Nações Unidas que lidera nessas questões”, acrescentou ela em um longo comunicado.

O recente reconhecimento da Cidade Velha de Hebron (Cisjordânia) como Patrimônio da Humanidade foi a gota d’água para o Governo de Donald Trump, que além disso busca formas de reduzir suas contribuições financeiras ao sistema da ONU como um todo. A primeira reação das Nações Unidas foi de preocupação pela medida anunciada pelo Departamento de Estado.

A ideia dos EUA é permanecerem na Unesco apenas na condição de observadores. O anúncio coincide com o processo de sucessão para a direção do organismo, no qual os principais aspirantes são a ex-ministra francesa de Cultura Audrey Azoulay e o diplomata catariano Hamad Bin Abdulaziz Al-Kawari.

O precedente de Reagan

Não é a primeira vez que os EUA deixam a Unesco. Já havia acontecido durante a presidência do também republicano Ronald Reagan (1981-89), quando Washington acusou a organização de adotar uma política favorável aos interesses da União Soviética, além de tachá-la de corrupta. George W. Bush recolocou os EUA em seus quadros 15 anos depois, por considerar que ela havia atenuado seu viés contrário ao Ocidente e a Israel.

O último litígio dos EUA com a Unesco se arrasta desde o Governo do democrata Barack Obama, que em 2011 passou a reduzir o financiamento à instituição em represália à admissão dos palestinos como membros plenos. Desde então, a dívida de Washington com a Unesco chega a 500 milhões de dólares. Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, os EUA elevaram o tom de suas críticas à organização.

A Unesco é conhecida por seu programa mundial para a preservação do patrimônio cultural. A agência financia também projetos no âmbito da educação nos países mais pobres do planeta, com iniciativas dirigidas ao empoderamento das meninas. Também conta com programas destinados à proteção da liberdade de imprensa e inclui entre suas atividades a conscientização sobre os horrores do Holocausto.

A sanha comunista por dinheiro

“Mais Impostos”, “Mais Empréstimos”, “Mais Financiamentos”, “Mais”, “Mais”, “Mais”…

Assim segue o governo do comunista Flávio Dino com uma sanha incontrolável por dinheiro. O povo maranhense não suporta mais as “facadas” no bolso que tem levado desse governo.

Que venha o programa “Mais Vergonha Cara”, governador!

O povo paga? (via coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão)

Está em curso nos gabinetes principais do Palácio dos Leões uma trama do governo comunista que pode levar o povo maranhense a arcar com um rombo bilionários nas contas do estado a partir de 2020. Além de tentar arrancar R$ 8,1 bilhões em impostos dos maranhenses, Dino tenta esticar a dívida com o BNDES em mais seis anos, jogando a dívida para os próximos ocupantes do palácio.

A jogada comunista consiste no seguinte: o Maranhão precisa arcar com parcelas mensais de um empréstimo de R$ 2 bilhões que Flávio Dino deveria ter usado em obras estruturantes, sobretudo em São Luís, mas usa apenas em pequenos projetos em favor de aliados. Ocorre que ele quer, agora, alongar a dívida para mais seis anos, com quatro anos de carência para começar a pagar, já a partir de 2018, quando pretende disputar a reeleição.

Em outras palavras, Flávio Dino quer usar os bilhões do BNDES sem ônus, em plena campanha pela reeleição, deixando a conta para o maranhense pagar a partir de 2020.

Além do dinheiro do BNDES, Dino tem outro projeto em tramitação na Assembleia, que força o maranhense a pagar uma conta de R$ 8,1 bilhões em impostos, exatamente no ano eleitoral.São R$ 500 milhões a mais que em 2017.

Totalizando, são R$ 2 bilhões do BNDES mais R$ 500 milhões em impostos, o que dá R$ 2,5 bilhões para o comunista usar como quiser em plena campanha eleitoral. É uma espécie de fundo eleitoral próprio, que Dino terá à sua disposição.

E o maranhense pagará essa conta sozinho, depois, como herança do comunismo.

Uma conta amarga demais…

Roberto Rocha defende maior presença da indústria cultural no Maranhão

O senador Roberto Rocha (PSDB) defendeu nesta terça-feira, 10, maior participação da produção cinematográfica no Maranhão. Durante a sabatina de indicação de Christian de Castro Oliveira para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine), o parlamentar maranhense, que também foi o relator da indicação aprovada na Comissão de Educação, alertou que dos 142 títulos lançados nas salas de cinema em todo o Brasil, em 2016, apenas dois foram oriundos de produtoras do Maranhão.

“Entre 1995 e 2012, o Estado não teve nenhum longa-metragem produzido no Maranhão e estreados nas salas de cinema. E todo mundo sabe que as regiões Norte e Nordeste são celeiros de talentos artísticos, com cenários e belezas naturais de tirar o fôlego, ou seja, com enorme potencial de crescimento no mercado de áudio visual, mas, no caso do Maranhão, poderia ser muito mais bem explorado”, disse.

Para Christian de Castro, a região do Brasil com maior participação dos filmes brasileiros com relação ao público total foi o Nordeste, com quase 20% dos espectadores e 17% da renda.

“Infelizmente, isso não se traduz no campo da produção, ainda excessivamente concentrada no Sudeste”, observou.

Roberto Rocha lembrou que São Luís poderá se transformar, em breve, em uma zona de exportação também para produtos audiovisuais, o que poderá alavancar de vez esse tipo de mercado.

“Tramita no Senado o projeto de lei de minha autoria, que cria a Zona de Exportação do Maranhão (ZEMA), que vai fomentar incentivos fiscais, não apenas para a instalação de empresas áudio visuais voltadas para o mercado internacional, mas também de empresas de qualquer natureza que visem exportação de seus produtos provenientes do Maranhão. Esse novo modelo econômico vai trazer maior segurança jurídica, estímulos e, consequentemente, a imediata atração de novos investimentos com aumento significativo da oferta de postos de trabalho e renda para o nosso povo”, afirmou o senador.

Vantagens estratégicas do Itaqui

As condições consideradas ideais de São Luís para se transformar em uma zona de exportação animam empresários nacionais e internacionais. O Porto de Itaqui está no centro da Área de Livre Comércio das Américas, próxima ao canal do Panamá, e constitui a rota mais curta para destinos como Europa, Estados Unidos e Ásia.

“É uma região estratégica, que encurta fronteiras e reúne condições ideais”, frisou Roberto Rocha.

FEPA: transferência lícita de recursos 

Por Eden Jr.*

Nas últimas semanas, ganharam ares de forte polêmica, resvalando para embate político irrefletido, as transferências de dotação orçamentária do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA) para a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SINFRA). A acusação seria de que recursos do sistema de aposentadoria dos servidores públicos estaduais estariam sendo desviados, indevidamente, para finalidades alheias aos objetivos da instituição. Fato que inclusive, futuramente, poderia comprometer a solvência do fundo.

O FEPA foi criado em 1997 pela Lei Complementar n° 35 com o objetivo de assegurar o pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Maranhão. Para tanto, o fundo conta com as seguintes fontes de custeio: receitas de contribuições dos servidores, do Estado, renda de aplicações financeiras e de seus bens patrimoniais, entre outras. Contudo, pela discussão travada, é indispensável realçar que a Lei Complementar n° 53/2001 estabeleceu que aposentadorias e pensões concedidas até dezembro de 1995 são custeadas por recursos originados diretamente do Tesouro Estadual (Regime Orçamentário), e os benefícios de aposentadorias e pensões outorgados a partir de 1996 são bancados pelos recursos do FEPA (Regime Capitalizado). Dessa forma, tem-se um duplo regime no sistema de aposentadoria dos servidores públicos do Maranhão: um para os benefícios autorizados até dezembro de 1995, que são financiados por recursos oriundos diretamente do Tesouro Estadual – “Fonte 101”; e outro para os benefícios gerados a partir de 1996, que são garantidos pelas diversas receitas do FEPA.

Entretanto, quando os orçamentos estaduais são elaborados e convertidos em leis, tanto os beneficiários vinculados ao Regime Orçamentário (Tesouro), quanto os ligados ao FEPA (Regime Capitalizado) têm os recursos destinados aos seus pagamentos alocados na UnidadeOrçamentária 58202 (Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria). Deu-se, desse modo, com a Lei nº10.555/2016 (Orçamento do Estado do Maranhão para 2017). Dentre os múltiplos quadros orçamentários dessa lei, está registrado que a Unidade 58202 (FEPA) conta com cerca de R$ 2,380 bilhões para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores e seus dependentes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Tribunal de Contas e Ministério Público. Desse total, aproximadamente R$ 579,7 milhões são originários da “Fonte 101” (“Recursos Ordinários – Tesouro”). Portanto, são justamente dessa “Fonte 101” os recursos retirados para pagar aposentadorias e pensões daqueles beneficiários que ingressaram no sistema até dezembro de 1995 (Regime Orçamentário). Há outras cinco fontes de recursos alocadas na unidade do FEPA, como a 225 (Contribuição do Servidor para o Plano de Seguridade Social do Servidor Público), com R$ 587,8 milhões, e a 226 (Contribuição Patronal para o Plano de Seguridade Social do Servidor Público), com R$846,4 milhões, que são destinadas ao pagamento dos beneficiários do FEPA (Regime Capitalizado).

Os dois decretos de crédito suplementar que causaram a celeuma, sobre a possibilidade de uso indevido de recursos de aposentados e pensionistas, foram o nº 33.192, de 07/08/2017, e o nº 33.298, de 05/09/2017. Pelo primeiro, foram transferidos R$ 29 milhões do FEPA e mais R$ 21 milhões dos Encargos Financeiros do Estado para a SINFRA (total R$ 50 milhões). O segundo remanejou R$ 32,9 milhões do FEPA, novamente para a SINFRA. Contudo, tanto no Decreto nº 33.192, quanto no nº 33.298 a fonte de recursos usada para remanejar dotações orçamentárias do FEPA foi a “Fonte 101” (“Recursos Ordinários – Tesouro”). Assim, de fato, não ocorreu nenhuma retirada de recursos – na realidade, trata-se de créditos orçamentários – do FEPA (Regime Capitalizado) para outras secretarias,procedimento vedado pela Lei Federal n°9.717/1998 (art. 1°, III); Lei Complementar Federal n° 101/2000 (art. 43) e Lei Complementar Estadual n° 40/1998 (art. 3°). Na verdade, foram transferidos valores (dotações) do Tesouro Estadual para a SINFRA.

A abertura de crédito suplementar, mediante anulação de dotações de unidades orçamentárias, que está abrigada no III, § 1°, do art. 43 da Lei n°4.320/1964 (normas de Direito Financeiro), é prática corriqueira e funciona como mecanismo retificador do orçamento. Uma vez que, no decorrer do ano, pelas mais variadas circunstâncias, podem sobrar recursos em uma secretaria (“houve dotação de recursos para comprar donativos para desabrigados de enchentes, mas o inverno foi pouco rigoroso e não ocorreram cheias”) e faltar em outra (“os recursos foram insuficientes para compra de fardamentos escolares, já que verificou-se grande número de matriculados nas escolas públicas”), então os créditos suplementares são usados para corrigir tais distorções.

Especialmente no caso dos beneficiários do Regime Orçamentário (Tesouro) – ingressaram no sistema até dezembro de 1995 –, com o decorrer do tempo é natural que o número de vinculados vá diminuindo, em razão de óbitos (eram 9.689 em janeiro de 2013 e caíram para 9.158 em agosto de 2017 – 513 filiados a menos), e que um volume cada vez menor de recursos seja necessário para esses pagamentos a cada ano, sendo que essa parte da previdência desaparecerá. E dessa forma, o governo pode utilizar essas verbas em outras áreas que estejam necessitando delas.

Contudo, esse cenário não quer dizer que o sistema próprio de previdência dos servidores do Estado do Maranhão esteja em situação confortável. Em virtude de reformas não terem sido realizadas, tempestivamente, em períodos passados, é que, em 2016, cerca de R$ 552 milhões (montante maior que a soma dos orçamentos, para 2017, da UEMA, da Secretaria de Ciência e Tecnologia e da Secretaria das Cidades) de recursos do Tesouro foram despendidos em pagamentos de aposentados e pensionistas (Regime Orçamentário) que não têm cobertura previdenciária. Dinheiro que faz falta para outras políticas públicas, como saúde, educação e segurança. E ainda, em razão de que o Demonstrativo da Projeção Atuarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Maranhão, documento integrante do Relatório Resumido da Execução Orçamentária, referente ao sexto bimestre de 2016, indica que, já a partir do exercício de 2021, mesmo o fundo de previdência capitalizado (Regime Capitalizado), que atualmente é superavitário, começará a apresentar déficits sucessivos. Sendo assim, é indispensável que se empreendam, desde agora, reformas para se evitar que, num futuro bem próximo, recursos que seriam tão importantes para outras áreas, sejam redirecionados para cobrir déficits previdenciários.

*Economista – Mestre em Economia(edenjr@edenjr.com.br)

Programa “Mais Impostos”: Projeto de lei do orçamento do MA prevê aumento do IPVA e ICMS

por CARLA LIMA/SUBEDITORA DE POLÍTICA d’O Estado do Maranhão

Proposta prevê aumento na arrecadação de tributos em 2018; em comparação a 2017, governo quer aumentar em de R$ 580 mi a arrecadação no estado.

O Projeto de Lei Orçamentária (LOA) para 2018, que já foi enviado para a Assembleia Legislativa, traz um dado preocupante para os contribuintes maranhenses. Pela previsão do Governo Estadual, a arrecadação de impostos deverá ser maior em, pelo menos, R$ 500 milhões. A previsão é de que tributos como o Imposto sobre Propriedade de Veículos
Automotores (IPVA) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) sofram aumento.
Pela LOA, que ainda será votada pelos deputados estaduais, a receita tributária para 2018 prevista é de R$ 8,1 bilhão. Esse valor é cerca de R$ 581 milhões a mais do que o previsto neste ano.

Para alcançar toda essa arrecadação, o governo de Flávio Dino (PCdoB) prevê arrecadação maior em dois impostos: o IPVA e o ICMS, que já sofreu dois reajustes desde que Dino assumiu o comando do Maranhão.

Pelos números disponíveis na LOA, do IPVA sairá cerca de R$ 465,7 milhões. Esse montante é maior que a previsão de 2017 que foi de R$ 434,5 milhões.

O governo comunista também prevê arrecadar mais alta com o ICMS no próximo ano. A previsão é de que esse tributo seja responsável pela a arrecadação de cerca de R$ 6,68 bilhões. Esse valor é quase R$ 440 milhões a mais do previsto em 2017.

Para aumentar essa a arrecadação, a previsão é de que haja reajustes nos valores desses tributos.

Sem novidades

Mas aumento de imposto não é uma novidade no governo de Flávio Dino. Desde que assumiu, o comunista reajustou a alíquota do ICMS duas vezes. Primeiro para o que o governo classificou de produtos supérfluos e depois para serviços como telefonia, energia e TV por assinatura além de produtos como combustível.

O aumento do tributo permitiu que o governo aumentasse a arrecadação em 2016 em comparação a 2015 em cerca de R$ 1 bilhão.

Pelos números da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e também pelo Portal da Transparência, comparando os últimos quatro anos, 2016 foi o ano em que o governo mais arrecadou para os cofres públicos. Foram mais de R$ 6,6 bilhões. Esse
valor é maior que o arrecadado em 2015, 2014 e 2013.

No primeiro ano do governo de Flávio Dino, a arrecadação foi de mais de R$ 5,6 bilhões. Ou seja, após aumentar a alíquota do ICMS, o governo conseguiu aumentar a sua arrecadação em R$ 1 bilhão comparando os dois últimos anos.

Os valores dos dois primeiros anos de governo comunista em arrecadação são maiores que os dos dois últimos anos do governo passado. Em 2013, a arrecadação ficou em R$ 4,4 bilhão e, no ano seguinte, R$ 5,2 bilhões.

E para garantir a aprovação da LOA mesmo com a previsão de aumento de impostos, o governador Flávio Dino, na mensagem encaminhada junto com a proposta para os deputados estaduais, fala em crise econômica e a necessidade de recuperar o crescimento.

“A presente proposta orçamentária leva em consideração o difícil cenário econômico, fiscal e financeiro do Brasil observado nos últimos anos e as expectativas positivas de retomada do crescimento para o ano de 2018, sem desconsiderar a permanente cautela necessária à manutenção do equilíbrio das finanças públicas e às sustentabilidade das políticas governamentais”, disse Dino.

Previsão orçamentária é de R$ 19,9 bi

A proposta orçamentária para 2018 estima receitas e fixa despesas na ordem de R$ 19,9 milhões. A LOA já tramita na Assembleia e deverá passar primeiro pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle. O relator do texto deve ser o deputado estadual Glalbert Cutrim (PDT).

O que diz a LOA

Previsão de arrecadação de tributos
2018 R$ 8.147.359.000
2017 R$ 7.565.395.772
2016 R$ 7.101.927.532
Arrecadação com IPVA
2018 R$ 465.270.000
2017 R$ 434.568.360
2016 R$ 299.692.209
Arrecadação com ICMS
2018 R$ 6.685.629.000
2017 R$ 6.246.278.059
2016 R$ 5.936.094.330
Aumento de impostos gerou polêmica na AL

Na Assembleia Legislativa, a possibilidade de aumento de imposto foi tema de discurso de deputados. Eduardo Braide (PMN) denunciou na tribuna da Casa que o governo de Flávio Dino quer contrair empréstimo de U$ 35 milhões (cerca de R$ 100 milhões) junto ao BID para aumentar impostos no Maranhão.

Segundo Braide, em mensagem enviada à Assembleia pedindo autorização parta contrair o empréstimo, Dino diz que será usado para modernizar a gestão fiscal por meio do Profisco II.

“Isso aqui tem nome: aumentar o arrocho em relação aos empresários maranhenses. O Governo não está satisfeito com dois aumentos de ICMS, com as multas que são aplicadas diariamente às empresas maranhenses, aos pequenos comerciantes que
lutam para sobreviver?”, disse o deputado.

Em resposta ao colega de parlamento, o líder do governo na Casa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), disse que o empréstimo servirá para modernizar o sistema para que haja combate à sonegação de impostos.

Em seu discurso, sem entrar em detalhes maiores como funcionará essa modernização, Cafeteira falou somente que haverá vantagens para o estado. Ele criticou Braide dizendo que o discurso do oposicionista favorece a sonegação fiscal.

Outra crítica de Eduardo Braide em relação ao empréstimo foi a de que na mensagem do governador não há explicações detalhadas sobre o processo de crédito em relação ao individamento do estado e nem como será pago o financiamento.

Rogério Cafeteira resumiu a crítica explicando somente que o BID será responsável por 90% da verba necessária para implantar o Profisco.

Zé Inácio se manifesta contra a privatização da Eletrobras

O Deputado Zé Inácio (PT) utilizou o plenário nesta quarta-feira 04/10, para tratar da privatização da Eletrobras. Ele também manifestou seu apoio à mobilização dos eletricitários da Eletronorte realizado ontem, por 24 horas, em São Luís.

Os trabalhadores da Eletronorte protestam contra a privatização da empresa, integrante do setor elétrico nacional. O movimento está sendo construído pelas entidades sindicais que compõem o Coletivo Nacional dos Eletricitários.

O governo federal anunciou no final de agosto a intenção de desestatizar a Eletrobras, que possui seis distribuidoras de eletricidade que atuam no Norte e Nordeste com 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma usina solar. Atualmente, a Eletrobras é responsável pela geração de 31% da energia consumida no país, possui 50%, metade das redes de transmissão, sendo a maior da América Latina.

O Governo Federal pretende vender a Eletrobras por apenas 20 bilhões, sendo que vale 400 bilhões. A medida pode levar a demissão de 25 mil servidores em todo o Brasil até 2018. A tarifa de energia poderá ficar até cinco vezes mais cara em torno de 17%, e a maioria da população não terá como arcar com esse custo.

“A soberania nacional do país estará comprometida, a Eletrobrás é uma empresa com responsabilidade social. Destaco ainda, que vários trabalhadores serão prejudicados podendo perder seus empregos e o sustento de suas famílias. Além disso, o governo Temer pretende repassar a estatal por um valor simbólico”, disse Zé Inácio.

Além disso, programas sociais como o “Luz para Todos” poderá ser extinto. Esse programa foi responsável por proporcionar energia elétrica a quinze milhões de famílias da área rural, em que 90% delas viviam abaixo da linha da pobreza.

Durante o ato, o Sindicato dos Urbanitários do Maranhão solicitou do parlamentar apoio para que o sindicato consiga uma audiência com o Governador do Estado Flávio Dino, e também para que seja criada uma frente parlamentar em apoio a não privatização da Eletrobras, para que o tema seja esclarecido entre a sociedade.

Conheça o método Harvard de negociaçãoConheça o método Harvard de negociação

A negociação é a arte do não erro, demanda profissionalismo e preparação. Por isso, essas dicas são valiosas para melhores negociações no dia a dia.

por Diogo Gama, administradores.com.br

Já pensou sobre a importância da negociação? A negociação é uma arte que está no dia a dia de todos. Existe entre amigos, familiares, colegas de trabalho, líderes, liderados, com fornecedores e clientes. Mas negociar não é um fator simplório e o despreparo gera ruídos nos relacionamentos e resultados, por isso, entender e se preparar para uma negociação é importante para a criação do efeito ganha-ganha e relações positivas.

O Harvard Negotiation Project, liderado pelo renomado Prof. William Ury, apresenta conceito e método de negociação riquíssimo, abaixo serão apresentadas as principais dicas:

A primeira dica se refere ter consciência para se preparar. Ury sugere perguntas essenciais para iniciar o planejamento: Qual é o real foco? Quem são os envolvidos? Qual o seu objetivo? O que o outro lado deseja? Qual o grau de flexibilidade?
Ury possui enfoque numa dica valiosa que se refere a BATNA (best alternative to a negotiated agreement), significa ter opção/plano B/reserva caso o objetivo principal não seja alcançado.

Separe as pessoas dos problemas ao analisar o que está empacando uma negociação, não descarregue as insatisfações nas pessoas. Ury possui pensamento relevante para esse tema que envolve ser duro com os problemas e suave com as pessoas.
Crie relacionamentos sinceros, busque ouvir e ter empatia para entender os interesses da outra parte.

Um dos principais pontos do método Harvard é o foco nos interesses e não nas posições, as posições se referem às soluções pré-concebidas da negociação e é necessário entender os interesses camuflados. Exemplo prático: uma empresa já estabilizada no mercado deseja crescer de maneira não orgânica através da compra de uma startup; mas o empreendedor deseja 20 milhões em sua startup e esse valor é bem acima do valor avaliado pelo mercado (ele possui uma posição), ao entender os interesses camuflados se descobre que a empresa é como um filho para o empreendedor, assim, ao oferecer a manutenção da direção geral do negócio para ele, acaba diminuindo o preço para o patamar avaliado pelo mercado.

Bons acordos têm várias opções. A criatividade é importante no ato de negociar, pois é raro chegar num bom acordo se as partes não explorarem várias opções. Busque opções para “crescer o bolo” para depois dividir.

Utilize critérios objetivos. Grande sucesso na negociação é a argumentação, argumente usando critérios objetivos, por exemplo: custos, panorama de mercado, precedentes, referências, amostras quantitativas, comprovações de qualidade.

A negociação é a arte do não erro, demanda profissionalismo e preparação. Por isso, essas dicas são valiosas para melhores negociações no dia a dia.

“Boa negociação não tem vencedor.” William Ury. Busque a negociação em que ambas as partes terão satisfação com o resultado e boas negociações.

As pesquisas e o mercado mostram que não há descolamento entre a política e a economia

A política e a análise política de vez em quando resvalam para o pensamento mágico, no qual a projeção do desejo substitui a realidade. A mais recente expressão disso é a teoria do descolamento entre a economia e a política. A primeira estaria em boa medida protegida das confusões e incertezas da segunda. Os números estariam aí para comprovar. Será?

Qual é a situação da política? Instabilidade micropolítica, mas razoável estabilidade macropolítica. A turbulência atinge sim Michel Temer. Mas, se prevalecer a, no momento, improvável hipótese de a Câmara dos Deputados determinar a saída dele, o governo ficará nas mãos de seu bloco político, que hoje traduz o poder de um bloco histórico pró-liberal na economia.

Com Temer, Maia ou qualquer outro, o governo prosseguiria as privatizações, renegociações tributárias etc, para cobrir despesas correntes e evitar o desastre no curto prazo. O sonho inicial do mercado era Temer equacionar a sustentabilidade de longo prazo da dívida, com uma forte reforma da previdência. Mas, também aqui, o ótimo é inimigo do bom.

Por isso, o mercado vai bem, apesar do noticiário político “trem fantasma”, um susto a cada curva. Mas, o que é “ir bem”? É essencialmente o reflexo da melhora da saúde e da lucratividade das empresas por ganhos expressivos de produtividade, sustentados essencialmente na ainda boa capacidade ociosa e no hoje gigantesco exército de mão de obra de reserva.

Se essa recuperação agrada às fontes tradicionais do jornalismo, não atende porém tanto assim ao desejo dos que o jornalismo costuma ouvir menos. Entre eles 1) os 13 milhões que procuram trabalho e não acham, 2) os que desistiram de procurar, 3) os que acharam, mas para ganhar bem menos e 3) os atingidos por cortes nas políticas públicas. E a todos esses acrescente-se suas famílias.

E temos então a segunda demonstração de não haver descolamento algum entre a economia e a macropolítica: as pesquisas de avaliação de governo e eleitorais. Para quem a economia vai bem, o governo é passável, apesar dos pesares. Para a maioria, nem pensar. E aí a intenção de voto mostra uma recomposição do bloco histórico que elegeu Lula/Dilma em 2006 e 2010.

Pouco a pouco, a má memória do segundo governo Dilma vai sendo diluída na esperança de ter de volta uma gestão baseada na expansão do emprego, do salário e do crédito. Os “de baixo” também têm pensamento mágico, e ele por enquanto garante a resiliência de Lula, apesar das dificuldades do ex-presidente com a Justiça e, portanto, com o noticiário.

Nesta nova fase, o antipetismo buscará refúgio no argumento de que o problema (a ameaça da volta do PT/esquerda) será resolvido com a inelegibilidade de Lula. Será? Nas pulverizadas projeções atuais, o bloco PT/esquerda tem potencial para colocar um nome no segundo turno. É o que diz por sinal o número dos que apoiariam um candidato de Lula.

Como esse quadro poderia ser revertido ou pelo menos amenizado? Um caminho proposto é a solução duvidosa de não apenas tirar Lula da eleição mas impedi-lo de fazer campanha. Mais seguro seria produzir um 2018 com forte expansão de emprego, renda e políticas públicas para os “de baixo”. Um novo 1994, atualizado. Por enquanto, não está visível. Quem sabe?

De tudo isso, fica o paralelo entre a recente história política brasileira e o front franco-alemão na Primeira Guerra Mundial. Muito canhão, muita bomba, muita arma química, muitas mortes. Quando a fumaça desce, os exércitos estão mais ou menos no mesmo lugar. Apesar do alarido e das baixas, os fatos ainda não produziram uma nova relação de forças.

Establishment

Na corrida tucana, desce Dória e sobe Alckmin. Os tucanos têm um desafio: deslocar Bolsonaro e Marina. Parece hoje algo complicado, mas talvez não seja tanto. Em condição normal de temperatura e pressão, o establishment tem gás para colocar um nome no segundo turno. Basta uma adequada campanha de demolição da concorrência.

Assim como o PT, o PSDB (ou algum derivado) terá base social na eleição. Nunca se deve subestimar isso.

(Fonte: www.alon.jor.br)

A chave para a felicidade é perceber que tudo é uma merda

Parece loucura, eu sei, mas é verdade

Ryan Holiday, via administradores.com.br

A chave para a felicidade, para o sucesso, para o poder – qualquer uma dessas coisas – não é querer muito. Não é colocar as coisas que você busca em um pedestal. A chave para a felicidade e o sucesso é perceber, em um nível granular, que as coisas que a maioria das pessoas desejam na verdade são uma merda.

Que ser rico não é tão bom. Que receber muita atenção é uma tarefa árdua. Que estar apaixonado também envolve muito trabalho. Que a visão mais bonita do mundo ainda tem mosquitos ou muito frio ou é quente como o inferno.

Não é que esta observação seja especialmente nova ou brilhante, mas não estou tocando neste assunto para reclamar. Quero falar sobre algo que vemos que os estóicos antigos praticavam quase como uma forma de arte: o desprezo.

Marcus Aurelius escreveu sobre sentar-se para um banquete generoso. Ele era o imperador no auge do poder de Roma, então deveria ser um jantar muito bem feito. Mas ele não notou o vinho elegante ou a alta cozinha. Ou talvez tenha notado, à primeira vista, mas se propôs a analisar tudo com mais cuidado. Quando fez isso, repetiu para si o que realmente viu:

“Este é um peixe morto. Um pássaro morto. Um porco morto… este vinho vintage e nobre é suco de uva, e as vestes roxas são lãs de ovelhas tingidas com sangue de marisco”.

Por que alguém faria isso? Por que alguém tiraria com desprezo toda a apresentação e antecipação de uma boa refeição? Ou do seu poder e majestade de seu papel como imperador? (Em Roma, só o imperador poderia usar o manto roxo). Bem, porque tudo isso é a maior besteira. E as pessoas que não vêem isso, aquelas que se orgulham dessas coisas, podem acabar obcecadas com ou viciadas nessas coisas. O ponto, Marcus escreveu depois, era usar esse exercício de objetividade brutal para ver as coisas em seu “nulo valor” e “despojá-las da ficção pela qual se vangloriam”.

Ele não limitou esse exercício apenas à alimentação ou ao poder. Ele chegou até a afirmar que o ato sexual é simplesmente “uma fricção do intestino e uma ejaculação acompanhada de certa convulsão”. É uma maneira grosseira e sem sentido de descrever algo que é agradável e uma expressão de amor, é claro. Mas ouvir isso também pode servir de alerta quando alguém está prestes a tomar uma decisão errada, quando a luxúria age e pode levar ao arrependimento.

Louis CK já falou sobre a mesma coisa. Ele contou que uma vez gastou milhares de dólares em uma trombeta, mesmo sabendo que não sabia tocar trombeta e que aquele era todo o dinheiro que tinha no banco na época. Ao voltar para casa, ele passou por uma dessas cabines de espetáculo indecentes e pagou para entrar. Foi só depois de bater uma que ele percebeu a idiotice que era comprar uma trombeta quando ele não tinha nenhum interesse real em ter uma. Ele se deixou levar pelo momento. Isso virou uma espécie de exercício mental para ele. Agora, quando ele realmente se vê querendo alguma coisa, ele pensa: eu ainda vou querer isso depois que fizer aquilo? Depois de superar o entusiasmo? (Mais sobre isso no maravilhoso livro The Philosophy of Louis CK.)

Louis CK também fala sobre como seu sonho era sempre se apresentar como comediante no Carnegie Hall. Finalmente, depois de anos de trabalho árduo e sucesso, ele conseguiu a oportunidade. No entanto, quase imediatamente, sua mente começou a ver o outro lado, que aquilo não era o que ele tinha imaginado. “Eu pensei que receberia um envelope escrito de caligrafia dizendo ‘você foi convidado por este comitê’. Mas agora eu sei que Carnegie Hall é apenas o lugar que você aluga, e é melhor usar o Beacon. É um aluguel mais barato”.

Não é como se os estóicos fossem cínicos que renunciaram a todos os bens mundanos. Sêneca era bastante rico. Marcus tinha muito poder. Eles apenas entenderam o que essas coisas realmente eram. Foi o que lhes permitiu utilizá-las efetivamente, sem se tornar dependente delas.

Isso muitas vezes pode ser uma lição que você precisa experimentar para entender completamente. Você tem que chegar ao outro lado da cerca para entender que a grama do vizinho não é realmente mais verde.

No começo deste ano ganhei um Grammy por uma participação em um álbum. Foi muito emocionante me arrumar para ir. Mas como foi, realmente, receber um prêmio? Foi como qualquer outro evento que demora demais: uma chatice. Foram cinco ou seis horas para treze segundos de emoção (e ainda tive que encurtar uma entrevista importante sobre meu livro). E então, no final, a maioria dos produtores nem conseguiu o Grammy… Você tem que comprar sua própria placa online se desejar uma. Foi uma honra incrível e uma obrigação que provavelmente eu pularia na próxima vez, para ficar trabalhando. Certamente, ter feito isso agora diminui meu anseio por qualquer outro “prêmio”, posso garantir. Porque ter um não mudou a minha vida nem um pouco.

Quando somos jovens e ambiciosos, somos suscetíveis ao que os psicólogos chamariam de crença na “felicidade condicional”. Se tivéssemos isso, ganhássemos aquilo, fôssemos promovidos ou casados, de repente seríamos felizes, de repente nos sentiríamos bem.

É só com o tempo, e com a boa sorte necessária para obter essas coisas, que começamos a entender que tudo isso é apenas uma miragem sedutora e inalcançável. Assim que conseguimos essas coisas, queremos outras coisas – ou elas se revelam decepcionantes ou complicadas. Esperamos que essas situações venham livres dos nossos problemas atuais, mas isso não acontece, porque trazemos nossos problemas já existentes (e criamos novos problemas junto com elas).

Somente os filósofos e a sabedoria da idade podem nos fazer entender a verdade: tudo é meio que uma merda. Tudo tem seus problemas.

É um pensamento deprimente no início e muitas pessoas temem isso. Se tudo é uma merda, isso significa que é tudo sem sentido e que não há motivo para fazer nada? Isso significa que você nunca vai comer a boa refeição, comprar a trombeta, se apresentar no Carnegie Hall ou participar do Grammy?

Não, claro que não.

Basta entender o que essas coisas realmente são. O que significam de verdade. Não “vestidas de ficção”, mas no sentido real.

Compreender a verdadeira essência das coisas é o segredo da felicidade. Primeiro, porque pode fazer você feliz com o que você tem agora – eu posso te prometer, seja lá o que for, é suficiente. Em segundo lugar, porque permite que você aproveite o processo e o momento presente quando você se esforça. Eu não escrevo livros porque espero que eu possa finalmente ter um grande sucesso que me tornará rico e famoso e, portanto, feliz e livre. Eu escrevo livros porque, por mais trabalhoso que o processo possa ser, também é imensamente prazeroso e satisfatório. Eu não sou completamente indiferente aos resultados: eu quero sim que eles vendam bem e trabalho para isso. Mas fico bem se não venderem muito, e não tenho ilusões sobre o que o sucesso traz. Sem essa expectativa, sem querer que tudo ocorra de uma maneira específica, eu posso trabalhar melhor e tenho mais energia para direcionar ao que estou fazendo. Eu realmente posso viver a ideia de que o esforço é tudo o que temos, e o resultado é o extra. É como se diz no Bhagavad Gita: “O direito que é devido é o de cumprir a missão e não o de reclamar o resultado da ação”. Melhor ainda: nem precise do resultado da ação porque a ação é a única parte que não é uma merda.

Eu amo minha esposa, meu filho, minha casa, minha carreira e tenho muitos amigos que admiro e respeito. É muito tentador enxergar isso como um resumo da vida, ver essas coisas como perfeitas e imperecíveis. Mas isso é perigoso e delirante. Como todas as coisas externas, elas podem me decepcionar, acontecimentos trágicos podem tirá-las de mim – qualquer coisa pode acontecer. Também é bom ter sonhos, desejar coisas, se esforçar para ver o que você é capaz de fazer. Ainda assim, também é tentador pressupor que a felicidade e a autoestima virão naturalmente. Portanto, um pouco de desprezo é uma ferramenta útil para criar objetividade e perspectiva.

Marcus Aurelius ainda aproveitou sua boa refeição. Eu ainda gosto das coisas que eu amo. Gastar dois segundos para ver essas coisas por um novo ângulo? Esse é o segredo para aproveitar e apreciar e não ser escravizado por elas.

Tudo é uma merda. Eu sei disso. Você sabe. Deixe que isso te liberte.