Economia: dança das cadeiras e novas projeções

Por Eden Jr.*

Depois de uma série de imbróglios e de mal-estar, foram concluídas as mudanças na equipe econômica do governo federal – que já foi chamada de “dream team”. Na prática, as alterações constituíram-se numa “dança das cadeiras”, onde os ocupantes de cargos apenas trocaram de funções, garantindo a permanência do perfil doutrinário do grupo liderado por Henrique Meirelles. Este, agora ex-ministro da Fazenda, se filiou ao MDB e partiu para a “aventura” de tentar ser o candidato da legenda às eleições presidenciais. Manobra essa tida como altamente arriscada, pois não há a mínima garantia dos próceres emedebistas de que Meireles será o concorrente do partido.

A equipe de Meirelles já era tida como altamente comprometida com a disciplina fiscal e com os projetos de reforma da economia, embora algumas iniciativas tenham ficado pelo caminho, como a Reforma da Previdência. Isso pela inanição política do presidente Temer e pela aproximação das eleições, circunstância em que propostas impopulares provocam ojeriza nos parlamentares. Também se nota que haverá dificuldades adicionais no relacionamento dos novos gestores com os políticos. O time, de perfil eminentemente técnico e pouco afeito a negociações, terá problemas adicionais, notadamente num “ano político”, período em que as “vorazes bases eleitorais”, ignorando a situação desastrosa das contas públicas, clamam pela liberação de recursos.

O rodízio começou com a saída de Dyogo Oliveira do Ministério do Planejamento para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A principal missão de Oliveira – mestre em economia, servidor federal de carreira, ex-secretário nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento na era petista –será conduzir o processo de devolução de R$ 130 bilhões de empréstimos ao Tesouro e ajudar a suavizar o rombo do orçamento. Esteves Colnago – também mestre em economia, funcionário do Banco Central e ex-secretário executivo do Ministério do Planejamento – assumiu o comando dessa pasta. Depois de enfrentar aversões ao seu nome, o apoio de Romero Jucá (MDB/RR), presidente da legenda e líder do governo no Senado, fechou a questão. Colnago terá que administrar a elaboração e a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 e encontrar uma saída para a questão da “Regra de Ouro” – que proíbe o governo de emitir dívida para pagar despesas correntes, como pessoal e custeio dos órgãos – e que está ameaçada de ser violada já no próximo ano, em razão das dificuldades financeiras do Planalto.

Para o Ministério da Fazenda, foi descolado, da própria secretária executiva do órgão, Eduardo Guardia – doutor em economia, ex-secretário do Tesouro Nacional no governo FHC e ex-secretário de Fazenda de São Paulo. Comandando a Fazenda, Guardia, que enfrentou forte resistência do núcleo político do governo à sua nomeação, isso em razão de sua suposta dificuldade em administrar as demandas dos parlamentares, terá a incumbência de coordenar o intricado processo de privatização da Eletrobrás e as alterações na tributação do PIS/Cofins. O novo mandatário da Fazenda demonstrou força ao trazer para a secretaria-executiva do órgão (o segundo posto na casa) a economista e mestre em Administração Pública Ana Paula Vescovi, que era chefe do Tesouro e tem histórico de ser intransigente defensora da disciplina fiscal. A nomeação de Vescovi foi bem recebida pelo mercado, pois indica obstinação na busca de um equilíbrio fiscal mínimo, isso em ano eleitoral.

Por último, completando as modificações, Mansueto Almeida – funcionário do IPEA e mestre em Economia –, e que estava como secretário de Acompanhamento Fiscal e de Loterias do Ministério da Fazenda, vai dirigir o Tesouro Nacional. Crítico implacável da política de empréstimos subsidiados concedidos pelo BNDES para tentar aquecer a economia no governo Dilma Rousseff, Mansueto terá que conter o ímpeto dos governadores, sedentos por recursos federais às portas das eleições.

Uma das primeiras medidas dos novos chefes da Fazenda e do Planejamento foi anunciar projeções atualizadas para a economia, que constam no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019 (PLDO 2019). Por esse documento, o resultado primário – receitas menos despesas não financeiras, ou seja, não considera o pagamento de juros – do governo federal será deficitário em 2018 (R$ 159 bilhões), 2019 (R$ 139 bilhões), 2020 (R$ 110 bilhões) e 2021 (R$ 70 bilhões). Somente em 2022, o equilíbrio fiscal será retomado. O principal responsável por esses rombos será o déficit previdenciário, que alcançará R$ 208 bilhões em 2019 e irá a R$ 266 bilhões em 2021.

Números que mostram o quanto é premente a Reforma Previdenciária. Dessa forma, a dívida bruta do governo avançará ainda mais sobre a nossa riqueza, atingindo 77% do PIB em 2018, 79% em 2020 e 81% em 2021. Ainda segundo o PLDO 2019, a economia crescerá de forma moderada: 3% neste e no próximo ano, 2,4% em 2020 e 2,3% em 2021. A inflação permanecerá comportada, ficando na casa dos 3,6% este ano, 4,2% em 2019, 4% em 2020 e em 2021.

Uma notícia que pode ser considerada razoável, é que em 2019 o salário mínimo ultrapassará a marca dos R$ 1 mil, indo dos atuais R$ 954 para R$ 1.002. Uma elevação de 5%, bem superior ao aumento de 1,81% concedido este ano. Isso seguindo a regra vigente desde de 2012, que estabelece o reajuste do mínimo pela soma da inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos passados. É esperar que as mexidas na equipe econômica tragam resultados melhores que as projeções feitas para a nossa economia, pois a crise ainda é muito sentida pela população.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

MORROS: Prefeito participa do lançamento do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

O prefeito de Morros, Sidrack Feitosa juntamente com gestores de outros 13 municípios que compõem a Região Metropolitana da Grande São Luís (RMGSL), participou nesta terça-feira (17), do Seminário de Lançamento do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana da Grande São Luís. O evento aconteceu no auditório do Palácio dos Leões, e contou ainda com a presença de secretários de Estado e representantes de entidades de classe e da sociedade civil.

A abertura do Seminário, foi realizada pelo presidente da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), Lívio Jonas Mendonça Corrêa que destacou a importância do Plano para a integração e gestão de resíduos na Região Metropolitana. “O documento será um norteador de ações para os 13 municípios que compõe a Região e por essa razão precisa da participação efetiva de todos”, completou.

Para o prefeito Sidrack que vem participando de todo o processo desde a concepção da Região Metropolitana, até a sua aprovação, os avanços já alcançados significa se aproximar cada vez mais das soluções conjuntas para destinação adequada não apenas do lixo, como também fomentar mecanismos que possibilitem a geração de recursos por meio dele.

“Sabemos que o lixo sempre vai existir e com perspectiva de aumento, porém a formatação do plano prevê exatamente soluções sustentáveis que não apenas dê uma destinação ao volume como também suscite meios de reaproveitamento para geração de renda”, avaliou o prefeito.

Projeto

O Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de São Luís, define as políticas e estabelece as diretrizes para a gestão integrada de resíduos sólidos na RMGSL. O Plano inclui cinco etapas, sendo a primeira delas, o diagnóstico, seguido do prognóstico e estudo de alternativas, em seguida o estudo de viabilidade da implementação da alternativa selecionada e diretrizes para educação ambiental da comunidade, estratégias de implementação, capacitação, difusão e promoção do Plano. E finalmente a quinta e última fase é a conclusão do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos e preparação dos produtos em sua forma definitiva.

O Palácio dos Leilões 2

Não será de causar espanto, ao menos para o Blog do Robert Lobato, se a qualquer momento estourar um escândalo envolvendo o governo e VIP Leilões de proporções iguais ou maior ao que houve no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde

O pátio da Vip: confisco para bancar a fúria arrecadatória do governo comunista.

O governo Flávio Dino (PCdoB) segue com a sua política vergonhosa, autoritária, imoral e ilegal de confiscar motos e automóveis dos proprietários com IPVA atrasado para, em seguida, leiloá-los.

Pelos quatros cantos do estado, da capital ao interior, a ordem é multar, confiscar e mandar os veículos para o pátio da famigerada empresa VIP Leilões, localizada na BR-135, no Distrito Industrial de São Luis.

Essa política nefasta de confisco de bens dos cidadãos maranhenses é para manter outra política, não menos nefasta para os contribuintes, que é fúria arrecadatória do governo comunista por impostos. Ou seja, um governo tão glutão por impostos quanto o governador por comidas e bebidas.

A situação é tão desgraçadamente dramática que há casos onde proprietários, tomados por uma revolta perfeitamente compreensível, preferirem destruir suas motos ou carros a vê-los guinchado pela VIP Leilões – que praticamente se tornou sócia do governo nesse negócio milionário! Aliás, não será de causar espanto, ao menos para o Blog do Robert Lobato, se a qualquer momento estourar um escândalo envolvendo o governo e VIP Leilões de proporções iguais ou maior ao que houve no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde.

Será o momento em que maranhenses descobrirão que, em verdade, o nome da sede do Governo do Maranhão chama-se Palácio dos Leilões.

Movimentos farão dia nacional de luta em defesa da Eletrobras 2

Sindicatos, movimentos populares e trabalhadores do setor elétrico estatal vão dar mais uma demonstração de que não aceitam a entrega da maior empresa de energia elétrica da América Latina à iniciativa privada. Na próxima segunda-feira, 16, vão ocorrer paralisações, atos e manifestações em todos os estados na defesa da Eletrobras pública, eficiente e para todos

247 – Sindicatos, movimentos populares e trabalhadores do setor elétrico estatal vão dar mais uma demonstração de que não aceitam a entrega da maior empresa de energia elétrica da América Latina à iniciativa privada. Na próxima segunda-feira, 16, vão ocorrer paralisações, atos e manifestações em todos os estados na defesa da Eletrobras pública, eficiente e para todos.

Em Brasília, às 10h, acontece um grande ato em frente ao Ministério de Minas e Energia contra o desmonte do setor elétrico estatal.

Impedir a aprovação da venda da Eletrobras é o principal desafio do momento. A população brasileira que vem sofrendo uma série de ataques, com retirada de direitos e desemprego, vai ser mais uma vez penalizada com a privatização da Eletrobras.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a venda da Eletrobras vai resultar em um aumento inicial na tarifa de energia de 16,7%, no mínimo. Alguns especialistas apontam reajustes superiores a 70%.

Outro impacto é o corte na tarifa social que garante descontos na conta de energia para pessoas de baixa renda e beneficia mais de 8 milhões de lares brasileiros e será extinta com base na proposta da nota técnica nº 5, proveniente da consulta pública nº 33, que altera o marco regulatório do setor elétrico. Segundo dados da Aneel, do total, 56% dos favorecidos pelo programa estão no nordeste e 24% no sudeste.

A Eletrobras, responsável por mais da metade da energia elétrica consumida no país, controla 47 hidrelétricas, 114 térmicas (energia gerada a partir da queima de carvão, gás ou óleo), 69 eólicas e distribuidoras de energia de seis estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima. Estão entre os estados com menores IDH do país Piauí, Alagoas e Acre.

FAMEM e SEFAZ firmam parceria na área do controle fiscal

O Secretário de Estado da Fazenda, Marcellus Ribeiro e o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema assinaram convênio de cooperação e assistência mútua com a finalidade de fortalecer uma política de ação integrada do governo Estado com os municípios na área tributária.

“O convênio estabelece uma parceria entre o Estado e os municípios, ampliando os controles fiscais sobre as operações sujeitas ao ICMS, de modo a elevar a receita desse tributo, que é compartilhada com as municipalidades”, declarou Ribeiro.

O ICMS é o principal tributo arrecadado pelo Estado, com uma receita anual aproximada de R$ 7 bilhões, dos quais 25%, aproximadamente 1,7 bilhões são repassados aos municípios maranhenses.

O acordo de cooperação técnica vai acelerar também a troca das informações e apoio técnico que subsidiem arrecadação do ISS, principal tributo arrecadado pelos municípios e, além de auxiliar no combate a evasão fiscal.

Outros pontos centrais do convênio tratam da troca de informações para a elaboração do índice de participação dos municípios na arrecadação do ICMS, e do acompanhamento e controle efetivo da entrega das DIEF´s (Declaração de Informações Econômico-Fiscais), pelos contribuintes que realizem operações com mercadorias ou prestem serviços de comunicação e de transportes.

O convênio com a FAMEM prevê a adesão dos municípios ao acordo de cooperação para acesso às informações que serão disponibilizadas pela SEFAZ.

Os sistemas e os formatos a serem acessados, bem como as especificações técnicas detalhadas, serão desenvolvidos em cooperação pelas SEFAZ e a FAMEM, possibilitando acesso online aos sistemas.

A SEFAZ vai promover programa de capacitação dos servidores das prefeituras, disponibilizando técnicos fazendários para ministrar treinamentos necessários ao cumprimento das normas relativas ao ICMS, assim como enviar listagem com identificação dos contribuintes que não apresentaram, tempestivamente a DIEF.

O mistério dos juros

Por Eden Jr.*

Se tem uma área do governo Temer que é considerada, por especialistas, quase unanimemente como exitosa é a monetária. Seja em razão da competência do presidente do Banco Central (Bacen), Ilan Goldfajn, e de sua equipe, seja pela ainda drástica crise econômica, que facilitou a redução dos juros, é inegável o sucesso do manejo da Selic (a taxa de juros básica na economia). Desde outubro de 2016, quando o Bacen iniciou o atual ciclo de diminuição da taxa de juros, que nessa época estava em 14,25% a. a., até o dia 21 de março, quando se encerrou a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen, e que rebaixou os juros para 6,5% a.a. (o menor nível da história), a Selic experimentou forte queda.

Na reunião de março, para surpresa de muitos, ficou a indicação de que os juros podem sofrer nova queda no próximo encontro do Copom (marcado para os dias 15 e 16 de maio) e mergulharem para 6,25% ou até mesmo para 6%. Na comparação mundial também melhoramos. Em outubro de 2016, éramos os “campeões” mundiais de taxa de juros real (descontada a inflação), com 8,49%, superando Rússia (4,27%) e Colômbia (3,61%). Agora, ocupamos o quinto lugar em escala planetária, com juros reais de 2,89%. A “campeã” é a Argentina (6%), seguida pela Turquia (5,3%) e pela Rússia (3,6%) – dados de juros reais da MoneYou/Infinity Asset Management.

O principal “motor” para a queda da Selic vem sendo o comportamento muito satisfatório da inflação, que fechou 2017 em 2,95%. Segundo previsão do mais recente Relatório de Mercado Focus elaborado pelo Bacen – que congrega a opinião das principais instituições financeiras do país – a inflação deste ano deve ficar em 3,45%, para 2019 a expectativa é que o índice seja de 4,08%. Números muito cômodos para o Bacen, que mediante a manobra da taxa Selic, tem o objetivo de levar a inflação do país para 4,5% este ano e 4,25% em 2019 (em ambos os anos o BC conta com uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo).

A maior responsável por manter a inflação bem-comportada, é, lamentavelmente, a insegura recuperação da economia brasileira, que cresceu somente 1% no ano passado, e deve expandir-se 2,9% neste ano e 3% em 2019 – novamente de acordo com o Focus. Na atual circunstância, a lógica usada pelo Banco Central, na manipulação da Selic, é que quanto menor forem a inflação e o crescimento da economia, maior poderá ser a redução dos juros. Isso para tornar os empréstimos mais baratos, as aplicações financeiras menos atrativas e encorajar o consumo, a tomada de financiamentos e o investimento de recursos em novos negócios, para assim tentar ativar a econômica.

Só que há um mistério a embaralhar a clássica estratégia do Bacen para impulsionar a nossa retomada: os consumidores finais não sentem a queda da taxa de juros. Ou seja, apesar dos esforços da autoridade monetária, quem vai tomar um financiamento para comprar uma geladeira, por exemplo, não percebe a diminuição dos juros. Segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), enquanto de outubro de 2016 até o final de março a Selic caiu 54,4%, os juros do cheque especial declinaram somente 4,8%; os do comércio, 9,8%; os do empréstimo pessoal, 12,7% e os do cartão de crédito, 30,5%. E outra, essas modalidades de empréstimos estão cobrando, respectivamente, juros anualizados de 297%, 88%, 63% e 317%, enquanto que a Selic anual está, como dito, em 6,5%.

Há algumas tentativas para explicar essa discrepância entre a Selic e os juros cobrados do consumidor final. Mas nenhuma delas, nem de longe, é suficientemente convincente para não levar a se crer, que o sistema financeiro está tendo lucros exorbitantes no atual cenário. Entre as razões, têm-se: o risco da inadimplência, já que com o desemprego alto, na casa dos 12,6%, parte das pessoas tem mais dificuldade de honrar seus compromissos; a pouca competição entre os bancos, o setor bancário brasileiro é um dos mais concentrados do mundo, e a elevada carga de impostos que incide sobre as operações bancárias.

Grandes bancos como Santander e Bradesco estão “otimistas” e confiam que, agora, os juros vão cair para o tomador final. Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, afirma que a regulação pelo Congresso do cadastro positivo – que possibilita cobrar juros mais baixos daqueles que têm histórico de bom pagador – é um importante mecanismo para ajudar na redução. Ilan Goldfajn, presidente do BC, espera que o aumento da competição bancária; a aprovação da Taxa de Longo Prazo para os empréstimos do BNDES; as mudanças no empréstimo rotativo do cartão de crédito e a criação da garantia eletrônica levarão à redução dos juros. A despeito do otimismo de Goldfajn, o consumidor só acreditará na queda de juros quando perceber a diferença no momento em que for financiar um veículo ou uma TV.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia Economista e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

SÃO LUIS: Possível saída de Ivaldo Rodrigues da Semapa para Cultura gera insatisfações entre os feirantes 8

Mas não é somente a insatisfação dos feirantes que ronda a possível saída de Ivaldo Rodrigues da Semapa. Há um ingrediente político que pode acabar em muita crise e dor de cabeça para o prefeito Edivaldo.

A possível mexida no âmbito da administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) que consistiria em tirar o vereador Ivaldo Rodrigues, também do PDT, da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa) e colocá-lo Secretaria de Cultura está gerando um bafafá daqueles.

Uma fonte pedetista, e do quadro da Semapa, entrou em contato com o Blog do Robert Lobato para relatar as insatisfações que estão sendo geradas caso realmente Ivaldo seja obrigado a deixar a Secretaria.

Em primeiro lugar, os feirantes estão revoltados com essa possibilidade e falam até “grandes manifestações”, segundo afirmou a fonte, pois Ivaldo deu cara nova para um setor que há anos vinha sendo esquecido, seja por incompetência dos gestores ou por falta de apoio dos sucessivos prefeitos de São Luis.

“Há possibilidade de grandes manifestações dos feirantes que não aceitam que o secretário Ivaldo Rodrigues deixe a Semapa para assumir a pasta da Cultura. Eles [os feirantes] consideram Ivaldo o melhor secretário que já passou pela Secretaria e temem que haja retrocesso, principalmente na gestão da feiras. O trabalho feito por Ivaldo ajudou, inclusive, melhorar a imagem do prefeito Edivaldo no setor. Há anos que o setor estava esquecido e Ivaldo deu cara nova à Semapa”, afirmou a fonte do Blog do Robert Lobato.

Crise política

Mas não é somente a insatisfação dos feirantes que ronda a possível saída de Ivaldo Rodrigues da Semapa. Há um ingrediente político que pode acabar em muita crise e dor de cabeça para o prefeito Edivaldo.

É que essa mudança teria sido fruto de um acordo político-eleitoral entre o vereador Honorato Fernandes (PT) e o deputado federal Weverton Rocha (PDT) para selar uma aliança para as eleições de 2018, onde petista seria apoiado pelo “Maragato” para deputado estadual e em troca o vereador o apoiaria para o Senado Federal. Então para a Semapa iria alguém indicado por Honorato onde poderia fazer da pasta um outro “cabidão” de empregos, tal como ocorreu na Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB).

O fato é que se essa mudança realmente acontecer trará desdobramentos administrativos e políticos cuja dimensão ainda não é possível fazer a ideia.

É aguardar e conferir.

DIRETO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: Othelino Neto recebe representantes da empresa Suzano Papel e Celulose

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), recebeu, nesta quinta-feira (22), a visita de cortesia de representantes da empresa Suzano Papel e Celulose. O objetivo foi promover uma aproximação institucional com o Poder Legislativo, além de apresentar demandas do setor. Os deputados Professor Marco Aurélio (PCdoB) e Antônio Pereira (DEM), além do procurador-geral da Casa, Tarcísio Araújo, também acompanharam a visita.

Flávio Moura Fe , gerente de Relações e Gestão Legal, destacou que, atualmente, a Suzano é uma das maiores empresas instaladas no Maranhão e gera um grande volume de empregos, renda e investimentos no estado. Na oportunidade, ele convidou o presidente Othelino Neto e demais parlamentares da Casa para conhecer uma nova fase da empresa, que será inaugurada no próximo mês de abril, em Imperatriz. Aproveitou também para apresentar algumas demandas do setor, como a questão do licenciamento ambiental.

“A Suzano hoje é uma das maiores empresas do Maranhão, com grande quantidade de pessoas empregadas, investimentos significativos em toda a Região Tocantina, geração de impostos e renda. A questão do licenciamento ambiental para nós é fundamental para que a gente possa expandir os nossos negócios, investir cada vez mais no Maranhão, gerando mais empregos e renda, e fazendo com que toda a nossa produção fique concentrada no estado, potencializando assim todo o nosso investimento”, assinalou.

Othelino Neto agradeceu a visita de cortesia e ressaltou que a Suzano é uma empresa importante para a economia do estado. Ele também pontuou que ao estreitar as relações, a Assembleia tem a oportunidade não só de conhecer mais a atividade econômica, como também acompanhar as ações da empresa.

“Nós pudemos conversar um pouco, marcamos outros momentos, para que possamos estreitar as relações não só para conhecer mais a atividade econômica, assim como para acompanhar, afinal de contas a empresa utiliza recursos ambientais e naturais do estado do Maranhão. Então, essa aproximação é saudável e importante para a sociedade maranhense”, afirmou o presidente da AL.

O deputado professor Marco Aurélio, também, sublinhou a importância da Suzano para a Região Tocantina, classificando-a como um importante ator da cadeia produtiva, que fortalece diversos setores da economia maranhense.

“Essa aproximação institucional com o presidente Othelino Neto é importante, buscando tratar pontos afins em que a Assembleia possa avançar, e que, também, a empresa possa atender reivindicações que a Casa Legislativa possa fazer dentro do compromisso social que ela tenha. É um caminho muito importante para um avanço institucional, mas, acima de tudo, coletivo para o povo do Maranhão”, salientou.

Como um boato pode acabar com a sua reputação

9 dicas para driblar a crise pós boato, se você é porta-voz e representa empresa pública ou privada, ou então é a própria marca

Aurea Regina de Sá, via Administradores.com

O boato é uma informação falsa que soa como verdade. Ele pode vir da boca de um amigo, do chefe ou do parceiro, pessoas em quem você confia e, portanto, não vai achar que é mentira. Mas, há uma onda muito forte de boatos também nas redes sociais. O movimento que invade a internet do mundo inteiro é um alerta para quem propaga informação incorreta e para quem ‘compra’ notícias falsas, as ‘Fake News’.

O boato é uma faca de dois gumes: pode destruir a imagem da vítima, alvo da difamação, e também a do promotor da inverdade, porque mostra suas verdadeiras motivações que podem ser interesses comerciais, desejo de vingança por conta do orgulho ferido, inveja ou interesses eleitoreiros.

– interesses comerciais: se uma empresa lança um boato sobre um concorrente poderá ter mais lucro por algum tempo, enquanto a marca difamada investe para justificar que não tem culpa;

– desejo de vingança por orgulho ferido ou inveja: se uma pessoa cria uma inverdade sobre outra, poderá ter o prazer de ver o outro envolvido em situações constrangedoras até conseguir provar o contrário;

– interesses eleitoreiros: se um político divulga um boato sobre outro pode ter a intenção de prejudicar a caminhada do concorrente na busca por votos e sair na frente na disputa eleitoral.

Em todos os casos, a intenção do promotor de boatos é de se sentir bem, mesmo que isso pareça algo perverso, já que a motivação é a de prejudicar o outro. A sensação de inferioridade por não ser ou parecer como o outro e a consequente necessidade de se tornar visível fazem do criador de falsas informações alguém importante, ainda mais quando ele percebe a repercussão da ‘notícia’ que produziu.

O sociólogo norte americano Jack Levin, co-autor de Gossip: The Inside Scoop (Fofoca: o Furo Privilegiado, ainda não disponível no Brasil), destaca a importância de diferenciar o significado de termos como fofoca e boato. Para Levin, fofoca é uma mensagem sobre o comportamento de outras pessoas, especialmente quando os alvos não estão presentes. O estudioso afirma que boato é um processo pelo qual os indivíduos tentam definir uma situação ambígua. “Eles, então, espalham notícias informalmente porque as fontes oficiais não existem ou estão inacessíveis”, revela.

Partindo do princípio de que o Brasil é uma democracia e a imprensa é livre, as fontes oficiais não só existem como estão disponíveis. Com o acesso de 116 milhões de brasileiros conectados à internet, em 2016, que representa 64,7% da população com idade acima de 10 anos, (dados do IBGE de fevereiro de 2018) não dá pra usar a desculpa de que a informação foi propagada por que não havia como checar.
Saiba como checar uma informação recebida pelas redes sociais

Para evitar uma conclusão precipitada e parar de dizer frases como: ‘eu ouvi dizer que….’ ou ‘não sei direito, mas acho que é isso’, siga os passos abaixo e certifique-se antes de publicar qualquer informação:

1º passo: duvide, sempre questione. A primeira pergunta que deve ser feita é ‘será que isso aconteceu mesmo?’

2º passo: busque referências na internet, que possam atestar a informação ou contradizê-la. Acesse sites de notícias que sejam avaliados com alto nível de credibilidade. Não acredite em um só veículo: analise, compare, reflita. Neste momento dispense sua crítica sobre a política editorial de determinados veículos de imprensa. De qualquer maneira, na imprensa, uma notícia é checada antes de ser publicada.

3º passo: acesse sites que conferem boatos. Com o surgimento das fake News, cresce o esforço para esclarecer informações e aumentar a conscientização das pessoas,

4º passo: NÃO espalhe notícias falsas, nem por brincadeira. Pessoas mais ingênuas e as que não investem na checagem, acreditam em qualquer informação e isso reflete, inclusive, no futuro do país, porque elas votam mal e elegem candidatos fabricados em cima de fake News,

5º passo: não seja conivente com a mentira, interfira, interrompa a multiplicação da mensagem duvidosa, advirta os integrantes de grupos e seus seguidores nas redes sociais. Não coloque mais lenha na fogueira e deixe de ser marionete a serviço da desinformação,

6º passo: seja cidadão, pratique a empatia e desenvolva a capacidade de crítica para contribuir com a melhoria da sua vida e a dos outros.
Como avaliar se uma informação é verdadeira ou falsa

A informação imprecisa, que não apresenta o autor e nem a fonte pesquisada, pode ter indícios de que não tem teor verdadeiro. O fato de ser publicada em um site, blog ou rede social não significa que foi produzida com o cuidado da checagem, prática do jornalismo sério e ético. A apresentação de fatos também não garante a credibilidade da informação, porque os fatos podem ter sido inventados para confundir o leitor e criar um conceito negativo sobre aquele que é foco da notícia. Continuar lendo

TE ORIENTA, ESTUDANTE!: Uma iniciativa empreendedora de jovens empreendedores

A iniciativa foi idealizada pelos administradores Marcos Almeida e Talyta Ribeiro, e que tem como objetivo principal engajar e motivar o protagonismo jovem em São Luís

Jovens empreendedores e idealizadores do Te Orienta, Estudante!

Num momento onde a palavra de ordem no país é “crise”, um grupo de ousados jovens maranhenses idealizaram o Te Orienta, Estudante!, evento que promove o estímulo do aprendizado e o desenvolvimento dos estudantes. Alunos do ensino médio, vestibulandos, universitários e profissionais recém-formados encontram nele diversas informações sobre universidades, graduação, pós-graduação, intercâmbios culturais, cursos de idiomas, concursos públicos, além de orientações sobre carreiras e mercado de trabalho.

A ideia

Mas de onde surgiu esse evento? A iniciativa foi idealizada pelos administradores Marcos Almeida e Talyta Ribeiro, que tiveram como objetivo principal engajar e motivar o protagonismo jovem em São Luís. A partir de então, juntaram uma equipe composta por 6 pessoas, que com eles formam a TOE PRODUÇÕES: Thayana Vieira, Marcos Vanbasthen, Rayana Gomes, Ana Beatriz Avelar, Brenno Cavalcante e Caroline Nogueira, responsáveis pelas áreas comercial, infraestrutura, logística, comunicação e design, e conhecimento, respectivamente.

A partir dessa construção, o Te Orienta, Estudante! teve sua primeira edição em agosto de 2017, no Shopping da Ilha, e contou com a presença de vários parceiros, palestrantes, expositores e colaboradores, além do sucesso no número de participantes: estima-se que mais de 6.000 pessoas prestigiaram o evento.

Com os resultados positivos da sua primeira edição, a equipe TOE PRODUÇÕES ousou alçar novos voos e nos dias dias 27 e 28 de janeiro deste ano fez outro grandioso evento, dessa vez no Shopping Rio Poty, na cidade de Teresina (PI).

Novas edições

Pelos ótimos resultados que tem obtido, o Te Orienta, Estudante! abre novas perspectivas para realização de futuras edições e promete uma versão ainda maior e melhor que as primeiras, contando com espaços de feira de exposição, palco, aulões preparatórios no cinema e uma varanda cultural cheia de atrações especiais para o público.

Para saber mais sobre o Te Orienta, Estudante! e fazer a inscrição para o próximo evento, previsto para os dias 26 e 27 de maio de 2018, acesse www.teorientaestudante.com.br, e aproveite também para conhecer o talento desses jovens empreenderes maranhenses.

Confira algumas imagens da edição passadas.