Diretor Jurídico do STIU-MA do MA, Wellington Araújo Diniz é agraciado com a Medalha Simão Estácio da Silveira

Sindicalista Wellington Diniz foi homenageado com a medalha Medalha Simão Estácio da Silveira.

A Câmara Municipal de São Luís, em solenidade realizada no auditório da Fiema na segunda-feira (17) outorgou a várias pessoas a Medalha Simão Estácio da Silveira. Esta medalha é destinada a agraciar personalidades locais, nacionais ou estrangeiras que contribuem para o município de São Luís. O nome da medalha é uma homenagem ao fundador e primeiro presidente da Câmara de São Luís, Simão Estácio da Silveira e foi instituída em maio de 1995.

Honorato Fernandes diz que a entrega de medalhas é um momento significativo
“A medalha é entregue num momento muito significativo, que são as festas de final de ano. Momento em que fazemos uma reflexão das ações realizadas ao longo do ano. Este ano de 2018 foi um ano bastante intenso. Ano de eleições e de muitas mudanças. Concluímos este ano de forma festiva mais na certeza de que temos grandes lutas pela frente”, disse Honorato Fernandes.

Entrega das medalhas – Tradicionalmente, na solenidade de entrega da Medalha de Mérito Legislativo Simão Estácio da Silveira, cada vereador outorga a medalha para três personalidades de sua escolha. O vereador Honorato Fernandes indicou ainda mais uma medalha como 1º secretário da Casa, para o presidente da MOB, Lawrence Pereira.
“Todos os escolhidos para receberem as medalhas contribuíram para o engrandecimento da nossa cidade e fortalecimento das nossas lutas diárias. Sinto-me honrado em homenagea-los “, disse Honorato Fernandes que entregou medalhas as seguintes personalidades:

LUISE MURAKAMI WINKLER – sócia fundadora do Ilha Azul – Associação dos Pais, Familiares e Amigos de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Este ano o grupo prestou a assistência e amparo a mais de 300 famílias de pessoas com TEA.
Ilma Fátima de Jesus – Graduada em Letras Português/Inglês, Especialista em Políticas Públicas de Gênero e Raça, Mestra em Educação pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA.

Lawrence Melo Pereira: É graduado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, policial civil há 19 anos, delegado da Polícia Civil há 14 anos. Atualmente Lawrence é Presidente Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos – MOB.
ILMA FÁTIMA DE JESUS – Graduada em Letras Português/Inglês, Especialista em Políticas Públicas de Gênero e Raça, Mestra em Educação pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA.

Dentre os agraciados pela comenda esteve o Diretor Jurídico do STIU/MA, WELLINGTON ARAUJO DINIZ –Graduado em Direito, Pós-Graduando em Direito do Trabalho e Previdenciário – ESA OAB. Diretor Jurídico e membro titulas da executiva do do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão – STIUMA. “Agradecemos em meu nome e da diretoria do Sindicato pela homenagem do vereador Honorato Fernandes, que tem sido um parceiro incansável nesta luta contra a privatização”.

“Agradeço também à toda minha família, em especial a Dona Maria de Jesus Araujo Diniz, minha mãe, meus filhos Mariana, Wellington Junior, Leonardo e Melina”, disse Wellington Diniz.

Para o STIUMA essa comenda é fruto do reconhecimento da luta de cada um dos diretores/as da nossa entidade, bem como de todos os trabalhadores/as das empresas urbanas, seja da Eletrobras/Eletronorte, CAEMA e SAAE’s, que são empresas públicas, quanto da CEMAR, ENEVA, STEAG, SUEZ que são empresas privadas.

A nossa luta não é somente contra a privatização das empresas, mas, principalmente pela valorização dos seus associados/as sempre na busca de melhores condições de trabalho e contra toda ou qualquer forma de discriminação no ambiente laboral. E também contra a retirada dos nossos direitos, que vem sendo acentuado pela recente Reforma Trabalhista, pela PEC do Teto dos Gastos medidas implementadas pelo presidente Golpista Michel Temer, e contra a ameaça da PEC da Reforma da Previdência, que encontra-se na iminência de acontecer.

O ano de 2019 será de desafios, e o STIUMA estará onde sempre esteve, ou seja, na trincheira da luta pelos trabalhadores/as.

Com informações do site Câmara de São Luis.

Chamar mulher de bonita e gostosa é ofensa ou elogio? Claudia Ohana sente falta 2

por Ricardo Kotscho

Está na capa do UOL: “Cláudia Ohana fica triste por não ser chamada de `gostosa´ na rua”.

Ela explica: “Acho que o momento está mais careta porque está radical demais, que é talvez para melhorar, ter um equilíbrio (…). É uma pena, antigamente você andava na rua e várias pessoas assoviavam e chamavam de gostosa. Hoje não pode mais, você fica triste”.

A matéria da repórter Marcela Ribeiro, que não pode ser chamada de machista e misógina, justifica a tristeza de Cláudia, a eterna Natasha de “Vamp”:

“Aos 55 anos e avó de dois netos, Cláudia Ohana está com tudo em cima”.

Por coincidência, causou polêmica um post que publiquei outro dia no meu Face chamando Tatá Werneck de “bonita e gostosa”, por ter recebido um prêmio de melhor do ano do mesmo UOL.

Para mim, é a maior revelação de atriz dos últimos anos, além de ser uma belíssima mulher, cheia de talento e energia.

“Gostosa?????”, reagiu uma leitora com várias pontos de interrogação. Sim, eu acho, mas é questão de gosto, ninguém é obrigado a concordar comigo.

Mas teve gente, algumas mulheres queridas, que ficaram chocadas com os adjetivos que usei para elogiar a atriz.

“Você está perdendo o senso do ridículo, cuidado. Como é que você escreve uma coisa dessas?”

Fiquei tão assustado com a reação, que acabei excluindo o post para evitar mais mal entendidos.

Pratiquei pela primeira vez a autocensura, antes que volte e censura.

Tudo que você precisa explicar depois é complicado, como bem sabem os Bolsonaro, após as revelações sobre o caixa eletrônico do ex-motorista da família.

Como costumo usar este espaço para comentar assuntos menos amenos e saborosos ligados à política nacional, fiquei com receio de queimar meu filme com as leitoras por bobagem.

Achei estranha a reação porque tinha certeza de ter ouvido recentemente “As Frenéticas” _ um antigo grupo vocal formado por mulheres, obviamente _, cantando alguma coisa parecida na televisão, acho que no programa do Pedro Bial.

Fui ao Google para pesquisar e era isso mesmo, não estava enganado.

Digitei “bonita e gostosa” e logo apareceu a letra de “Perigosa” (até rimou…), música de Nelsinho Motta, Rita Lee e Roberto Oliveira:

Sei que eu sou

Bonita e gostosa

E sei que você

Me olha e me quer

Eu sou uma fera

De pele macia

Cuidado, garoto,

Eu sou perigosa!

Lembram-se?, foi trilha de novela e fez muito sucesso lá pelos anos 70, em plena ditadura militar, quando o mundo ainda não era tão careta, por incrível que pareça.

Estes três compositores também não podem ser catalogados como machistas inveterados que não respeitam as mulheres, penso eu.

Será que até nisso estamos andando para trás?

Sou do tempo em que era impossível não arriscar ao menos um olho ao ver mulher bonita, e as mulheres faziam o mesmo ao ver um homem bonito.

Hoje, é tudo perigoso, você tem que tomar mil cuidados ao falar e escrever.

Nelsinho, Rita e Roberto fizeram belos versos de amor, de alegria, de festa, de loucura.

Eu tenho uma faca

No brilho dos olhos

Eu tenho uma louca

Dentro de mim…

Por outra dessas ironias da vida, “As Frenéticas” cantaram isso numa época em que ainda havia censura e tortura, e nem por isso se intimidaram.

Como lembra Cláudia Ohana, outra bonita e gostosa de respeito, sem medo de ser feliz:

“Sinto saudade da liberdade de expressão, das pessoas falarem o que quiserem, de ser quem você quiser”.

A gente tinha medo de ir em cana por qualquer motivo, mas não por elogiar mulheres que nos dessem motivos.

Daqui a pouco, a seguir nesta marcha, vamos ter que pedir licença para fazer o que os antigos chamavam de paquera:

“Se a senhorita me permite, com todo respeito, posso lhe fazer um gracejo? Vai ser bonita e gostosa assim na casa do chapéu. Não olha para mim desse jeito porque eu posso não resistir… É melhor tomar cuidado”.

É capaz da Rita Lee (de quem fui colega no colegial do Liceu Pasteur, nos longínquos anos 60 do século passado), compor uma nova música com sinais invertidos: “Eu sou recatada e do lar”.

Seria engraçado… Só não podemos perder o bom humor.

Tempos estranhos, como diz aquele ministro do STF.

Só falta agora criarem uma polícia dos costumes neo-pentecostais fundamentalistas.

Vida que segue.

SÃO LUIS: Ambientalista Titico Soares recebe condecoração da Câmara Municipal

O servidor público e militante ambientalista Titico Soares foi um dos agraciados com a medalha Simão Estácio da Silveira, a mais alta condecoração concedida pela Câmara Municipal de São Luís. A solenidade de entrega ocorreu na noite da última segunda-feira, 18, no auditório Alberto Abdala, da Federação das Industrias do Estado do Maranhão – FIEMA.

A horaria concedida a Titico Soares foi uma indicação do vereador Antônio Garcez (PTC) em reconhecimento aos serviços prestados por esse cidadão que muito tem feito pela causa do meio ambiente em São Luis.

O Blog do Robert Lobato parabeniza o amigo Titico Soares pelo recebimento da condecoração, bem como o vereador Antônio Garcez pela indicação merecida do velho e bom Titico.

CULTURA: Te cuida, Marlon Botão! 1

Resta saber se o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) vai topar trocar o Marlon Botão por um aliado de um potencial concorrente seu. Aliás, comenta-se que há meses Marlon não é recebido pelo prefeito da nossa capital.

O Blog do Robert Lobato apurou que o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão (PT) está em apuros.

É que o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) está de olho no cargo do petista para emplacar o suplente de vereador e capoeirista Nelsinho Brito, também do PSB e antigo aliado do parlamentar que já foi do PT.

Pré-candidato a prefeito de São Luis, Bira do Pindaré é o nome preferido do governador Flávio Dino (PCdoB) isso se o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) não se viabilizar. Jerry, como revelou o Blog do Robert Lobato, já conta com apoio de setores do PT para o projeto “Márcio Jerry prefeito-65” (reveja aqui).

Resta saber se o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) vai topar trocar o Marlon Botão por um aliado de um potencial concorrente seu. Aliás, comenta-se que há meses Marlon não é recebido pelo prefeito da nossa capital.

De qualquer forma é de bom alvitre o ainda secretário municipal de Cultura abrir os olhos.

Quem avisa amigo é….

Papai Noel é recebido em clima de festa na Assembleia Legislativa do Maranhão

Papai Noel é recebido em clima de festa na Assembleia Legislativa do Maranhão

Na presença de muitas crianças, servidores, parlamentares e convidados, Papai Noel chegou à Assembleia no início da noite desta segunda-feira (10), marcando o início das festividades natalinas no Poder Legislativo Estadual. A presença do bom velhinho é uma iniciativa do Grupo de Esposas de Deputados do Maranhão (Gedema), presidido por Ana Paula Lobato.

“A Assembleia é a casa do povo e ela está enfeitada para o fim de ano, iluminada, com um presépio bem bonito, uma árvore de Natal e uma casa para acolher o bom velhinho. E o público pode vir ver tudo isso de perto, nas sextas, sábados e domingos, a partir das 18h. Preparamos tudo com muito carinho”, disse a presidente do Gedema.

Para o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PC do B), a presença de Papai Noel na Casa do Povo coroa esse clima de festa. “É um momento de confraternização dos nossos servidores e das pessoas que, hoje, vieram aqui acompanhar a chegada de Papai Noel. É um momento de muita alegria para nós todos”, acrescentou.

O deputado Wellington do Curso (PSDB) prestigiou o evento e enfatizou o que considera ser o maior significado do Natal, ou seja, o nascimento de Jesus Cristo. “A Assembleia está de parabéns ao fazer com que os familiares dos deputados, servidores e assessores possam se confraternizar na presença de Papai Noel ”, assinalou.

“A Assembleia está de parabéns por essa iniciativa, na pessoa da presidente do Gedema, Ana Paula Lobato. Papai Noel é o maior símbolo do Natal e sua presença aqui nesta Casa torna as comemorações natalinas da Assembleia mais participativas e fraternas”, declarou o deputado Vinicius Louro (PR).

Público parabeniza iniciativa da Assembleia

O servidor do Gabinete Militar, José de Ribamar Silva Miranda, disse que a iniciativa do Gedema em trazer Papai Noel foi muito feliz, pois torna as comemorações natalinas da Assembleia mais marcantes. “É um símbolo natalino muito forte e que toca a todos. Quem não se lembra da presença de Papai Noel em nossas casas, no período de Natal? Sem dúvida, é marcante e só torna as comemorações muito mais bonitas”, frisou.

A diretora de Documentos e Registros da Assembleia, Simone Limeira, também elogiou a ideia de trazer Papai Noel para a Assembleia. “Papai Noel representa muito na simbologia do Natal. Sabemos que o Natal é um período em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo, que deu sua vida por todos nós. Ele nos remete a esse momento de confraternização e de amor. Sua presença na Assembleia é uma atração a mais nas festividades natalinas”.

Luccar Lucena, de 5 anos, filho da servidora Zonaria Noleto, da Diretoria de Recursos Humanos, ficou encantado com a presença de Papai Noel. “Pedi um presente para ele. Ele conversou comigo e disse estar alegre com a minha presença. Gostei muito. Mas achei ele diferente do que vi no shopping”, comentou.

Iane Mendes, 11 anos, também ficou muito alegre e feliz de encontrar Papai Noel. “Fiz foto com ele. Gostei. Foi minha madrinha, Major Gardenis, que me trouxe aqui para ver. Achei muito legal”, afirmou.

Assembleia Legislativa receberá o Papai Noel nesta segunda, às 18h

A Assembleia Legislativa , por meio do Grupo de Esposas de Deputados do Maranhão (Gedema), presidido por Ana Paula Lobato, convida seus servidores e o público em geral, para visitar o Palácio Manoel Beckman que, nesta segunda (10), às 18h , receberá o Papai Noel, um dos principais símbolos do período natalino, responsável por encantar, principalmente o público infantil.

A chegada do “bom velhinho” será uma atração à parte. O jogo de luzes e cores dos pisca-piscas instalados na sede do Poder Legislativo já chama a atenção de quem passa no entorno à noite.

Além do belo efeito de iluminação, um tradicional presépio também foi montado no hall de entrada da Casa , retratando o nascimento de Jesus Cristo.

Todos estes espaços poderão ser apreciados pelos visitantes no decorrer do mês dezembro, a partir das 18h.

SAÚDE: Neurocirurgião Francinaldo Gomes lança seu terceiro livro em São Luís

O médico e educador financeiro apresenta sua nova obra intitulada  “Enriquecer faz bem a saúde” 
O neurocirurgião e educador financeiro, Dr. Francinaldo Gomes, em parceria com a Editora DOC e a Saúde mais Ação Educação e Consultoria Ltda, irá lançar no próximo dia 7 de dezembro sua terceira publicação, intitulada “Enriquecer faz bem a Saúde”. O evento, que acontece às 19h, no auditório do UDI Hospital, pretende reunir para uma palestra e noite de autógrafos, profissionais das áreas de finanças e médica, além de pessoas interessadas no tema.
Juntamente às suas atividades médicas, o Dr. Francinaldo Gomes dedica-se à educação financeira de médicos e demais profissionais liberais, já tendo formado mais de 1000 investidores em seus cursos realizados por todo o Brasil. O título, que é sua terceira obra, irá mostrar de forma clara e objetiva como conquistar a tão sonhada independência financeira através de estratégias de criação multiplicação de riqueza. “Diferente dos livros existentes atualmente sobre finanças e investimentos, esta obra consegue mostrar como usar os diversos produtos financeiros de forma harmônica e sincronizada para produzir e remunerar uma carteira eficiente de ativos. E tudo isso sem que você precise deixar de exercer a sua profissão”, explica o médico.
No decorrer do livro, fica claro a necessidade de conquistar sua liberdade financeira, até porque no cenário atual é quase impossível contar com bancos e governo para cuidarem de você quando não puder mais trabalhar. Uma pessoa que não cuida das suas finanças passará o resto da vida trabalhando para enriquecer terceiros e não para seu próprio enriquecimento. Enriquecer é muito mais do que simplesmente ganhar dinheiro. E fica evidente que esse processo faz um grande bem à saúde de todos.

Autoridades brasileiras debatem gestão pública e educação em Oxford 2

Evento organizado pela Fundação Lemann reuniu governadores, parlamentares, especialistas e sociedade civil na Universidade de Oxford. O estado do Maranhão foi representado pelo secretário Felipe Camarão.

Felipe Camarão: secretário representou o governo maranhense em evento internacional sobre educação em Oxford.

Entre os dias 25 e 30 de novembro, 65 autoridades brasileiras (governadores, parlamentares, especialistas, empresários e terceiro setor) se reúnem em um encontro para debater gestão pública e educação na Universidade de Oxford. De forma propositiva e com visões plurais, a ideia é buscar consenso sobre as prioridades e possíveis ações para os dois temas. O encontro é promovido por nós (Fundação Lemann) e conta com o apoio da Fundação Brava e da Blavatnik School of Government da Universidade de Oxford para o pilar de gestão pública e do Todos pela Educação para a agenda de educação.

Gestão de pessoas no setor público

A primeira parte do encontro debate a gestão de pessoas no setor público, que é fundamental para que governos possam entregar serviços de qualidade à população. “No Brasil, ainda precisamos enfrentar o desafio de atrair, reter e desenvolver as pessoas melhor preparadas para atuar em cargos de liderança para o governo”, diz Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann. “Estamos criando um ambiente de respeito, troca de experiências e pluralidade de ideias para que atores-chave para o desenvolvimento do país incluam esse desafio na agenda nacional.”

Para a conversa, contamos com relatos de experiências internacionais de especialistas como Dustin Brown (Diretor de Administração da Secretaria da Fazenda do Gabinete da Presidência dos EUA), Thomas Shannon (Subsecretário de Estado para Assuntos Políticos que coordenou a transição governamental Obama-Trump), Graeme Head (Comissário de Serviço Público de New South Wales, Austrália), e Kate Josephs (Diretora de Operações Nacionais, Departamento de Educação do Governo Britânico).

Maranhão presente

O Governo do Maranhão foi representado pelo secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, que voltou muito animado pelo que viu e ouviu das autoridades internacionais que participaram do evento.

“Foi uma experiência muito rica e gratificante onde as autoridades públicas de vários países debateram os rumos e tendência da educação em  escala mundial. Foi uma semana de estudos e trocas de experiência tendo como foco, inclusive, a gestão de pessoas na área educacional. Não posso deixar de registrar a oportunidade maravilhosa na minha carreira que foi ouvir a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala, durante um jantar em Oxford”, disse o secretário.

Prioridades em educação para os próximos anos
Já em educação, os temas centrais são os desafios da carreira docente, formação de professores na implementação de novos currículos alinhados à Base Nacional Comum Curricular e a tecnologia como viabilizadora de reformas educacionais em escala. Para Camila Pereira, Diretora de Educação da Fundação Lemann, “Os próximos anos são decisivos para que a nossa educação pública melhore e passe a garantir oportunidades iguais para todas as crianças brasileiras. É importante que existam prioridades claras para que políticas educacionais estruturantes como a Base e o programa Educação Conectada avancem e cheguem nas salas de aula de todo o país com qualidade”.

A agenda traz palestras de Barbara Bruns (Centro para o Desenvolvimento Global, EUA) Evan Marwell (CEO da Education Superhighway, EUA), Cristián Cox (Ex-Diretor do Programa de Melhoria de Qualidade e Equidade da Educação Básica no Ministério da Educação do Chile), Sean Harford (Ofsted, Reino Unido), Dave Peck (CEO da Curriculum Foundation, Reino Unido) e Ju-Ho Lee (Ex-Ministro da Educação, Ciência e Tecnologia, Coréia do Sul).

(Com informações da Fundação Lemann)

Psicologia: pesquisa avalia percepção do brasileiro sobre o rumo do Brasil

Divididos entre a esperança e a frustração, brasileiros vivem em estado de bipolaridade

Por Ivanir Ferreira, via Vya Estelar

Avaliar a percepção do brasileiro em relação ao futuro do País foi a principal motivação da pesquisa

Os brasileiros estão divididos quanto ao rumo político e econômico do Brasil e vivem um estado de bipolaridade. Oscilam entre a esperança e a frustração. Questionados se algum dia viverão em um país próspero, com segurança e bem-estar, 41% disseram sim, 22% responderam não e 37% afirmaram ter dúvidas. Os resultados fazem parte de uma pesquisa que ouviu 882 pessoas, com idade entre 17 e 76 anos, em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, realizada pelo Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia (IP) da USP. O período da consulta foi de maio até uma semana antes do segundo turno, em outubro de 2018.

Embora os dados ainda estejam sendo analisados, o professor Esdras Guerreiro Vasconcellos, que coordenou a pesquisa, diz que é interessante observar que a dúvida é quase que tão grande quanto a certeza: 37% contra 41%, respectivamente. Em sua opinião, o povo brasileiro vive “um estado mental de bipolaridade, acreditando e duvidando ao mesmo tempo. Uma espécie de paciente autoengano, como forma de suportar a frustração. Para explicar o momento, ele lembra uma citação de Fernando Pessoa sobre si mesmo: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. É “o talvez…, o não sei…, o será… O empate entre confiança e desconfiança bloqueia qualquer atitude assertiva ou proativa de solidariedade, de apoio e decisão social e política”, explica.

Na pesquisa, conduzida por seus alunos de graduação e pós-graduação, foi perguntado aos entrevistados sobre a confiança no sistema político brasileiro vigente. Cerca de 72% disseram confiar na democracia, enquanto 28% responderam não. Dos motivos apresentados, muitos disseram que o sistema, embora precisasse de ajustes, foi o que melhor funcionou no Brasil, ao contrário do que relataram em relação a governos ditatoriais tanto de esquerda quanto de direita.

Quando questionados sobre o nível de confiança nos políticos brasileiros, 61% declararam não confiar em nenhum deles e 39% responderam que sim. Os motivos alegados foram o envolvimento dos congressistas em corrupção, a falta de projetos de interesse social, a endogenia dos políticos e a formação de grupos para defender interesses específicos, os famosos lobbies que atuam no Congresso Nacional.

Uma terceira pergunta foi feita somente àqueles que disseram acreditar no futuro do Brasil. Quanto tempo a prosperidade e o bem-estar demorariam para chegar? Por estar muito próximo ao segundo turno (meados de outubro), alguns responderam que seria logo após a apuração dos resultados das eleições, porém, outros poucos disseram que poderia levar pelo menos 200 anos. Sem especificar o porcentual de ambos os lados, Vasconcellos afirma que o mais importante foi a média das respostas, que foi de 39 anos. Ou seja, “precisaríamos de pelo menos dez gestões governamentais para atingirmos o estado de bem-estar social desejado pelos brasileiros”, avalia.

“Brasil, um país do futuro”

Vasconcellos disse querer abranger uma faixa de idade mais extensa porque queria ouvir os mais jovens, que pela primeira vez tomavam consciência do futuro que os aguardava, e também os mais velhos, que viveram boa parte da vida esperando que tal promessa de prosperidade fosse cumprida.

Lembrando a expressão “Brasil, um país do futuro”, de alcunha do escritor judeu-austríaco Stefan Zweig, que ao final da primeira metade do século 20 radicou-se em Petrópolis, no Rio de Janeiro, fugindo do nazismo, Esdras acredita que “os brasileiros se veem diante de uma longa noite de incertezas” porque uma expressiva parte dos entrevistados afirmou ter dúvidas quanto ao futuro promissor já de imediato, ou seja, a partir de janeiro de 2019, quando o novo presidente eleito em outubro deverá assumir o gabinete presidencial no Palácio do Planalto, Brasília. “Assim como as gerações mais velhas não viram chegar a proclamada prosperidade, talvez as mais jovens tenham de esperar por ela se a previsão dos 39 anos se confirmar”, diz.

Segundo o pesquisador, a expressão “Brasil, um país do futuro” inspirou muita gente a ter esperança em dias melhores, mas quando a última crise se abateu no País, o desalento chegou junto. Avaliar como estava a percepção do brasileiro em relação ao futuro do País foi a principal motivação da pesquisa, afirma.

Ainda sobre o escritor austríaco, Vasconcellos conta que, em 1940, Zweig, mesmo vivendo em um país pobre, pouco industrializado e sob a ditadura, escreveu um livro com louvores sobre o título Brasil, um País do Futuro, quando ficou marcada a expressão. Dois anos depois, deixando uma carta de gratidão aos amigos e ao País que o abrigou, Stefan Zweig tirou sua própria vida, se suicidando com sua esposa.

*Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 – O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora.

Você tem medo da liberdade?

por Irlei Miesel

Para muitos, a escravidão é a melhor maneira de viver em liberdade. Nesse caso, a escravidão está na rotina estabelecida e na mentira mental criada em relação à realidade.

O ser humano busca desesperadamente ser livre. Ele deseja uma profissão que o leve:

À liberdade financeira;
A uma família para amar livremente;
A uma casa que proporcione liberdade no orçamento;
A um carro para aumentar o tempo livre;
A ter acesso ao mundo digital para ampliar a liberdade de escolhas;
A compromissos fixos que exijam presença diária etc.

A liberdade está na escravidão dos arranjos e dos ajustes feitos, para que a vida caiba exatamente dentro da caixa previsível. Dessa forma, a sensação latente por liberdade é combatida pela certeza da utilidade. Ser útil é uma desculpa mental em que o medo evita de buscar a liberdade.

Quando nos sentimos úteis e insubstituíveis, nasce o alívio e o bem estar de saber que não há vida fora daquela rotina, convencemo-nos que o melhor da vida está no previsível. Acomodamo-nos e fingimos que o medo não existe, porém esquecemos que o medo está justamente no ato da criação de determinada rotina infeliz.

Ele também está no conceito de liberdade que citamos acima. O medo está em tudo que nos impede de experimentar realidades desconhecidas.

Como diz o filósofo e escritor russo Dostoiévski: “Há no homem um desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: não ter certezas”.

Por isso, trocamos a curiosidade pelo convencional, por gaiolas que chamamos rotina. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram e é na certeza que o medo não incomoda.

Assim, podemos viver na ilusão de que somos livres e, dessa forma, evitamos a terrível sensação do medo pelo desconhecido. O conhecido nos é familiar e exige apenas que toquemos em frente.

Todo mundo tem um desejo pela aventura. Em nosso íntimo, invejamos aqueles que se lançam em novidades, que conhecem o mundo e tudo o que podemos sentir através dele. Um de nossos maiores medos é o do próprio julgamento. Quando deixamos o medo do julgamento de lado, descobrimos o sentido de liberdade.

O espírito de liberdade passa pelo antagonismo de usar o medo como termômetro para provocar a coragem rumo às escolhas e aos comportamentos que ampliem o espírito livre que habita em todos nós. Que assim seja!