Dilema: Ser legal

Dá para ser alguém legal, bondoso e bem-sucedido?

Alain de Botton, via Vida Simples

Aprendemos que devemos ser legais, bacanas, bonzinhos. Mas, contraditoriamente, quando somos assim no trabalho, ou nos assumimos dessa forma publicamente, corremos o risco de ser tachados de bobos ou de alguém que nunca vai chegar ao topo, ao sucesso. Está na hora de mudarmos esse padrão e termos relações mais compassivas
Decidir se tornar uma pessoa mais doce e amável parece ser uma ambição profundamente insípida e desanimadora. Teoricamente, amamos a docilidade, mas, na prática, o conceito parece ser vergonhosamente insignificante, fraco, tedioso e até desinteressante. Ser uma pessoa legal, boa, generosa parece algo que tentaríamos apenas quando outras alternativas mais ousadas e recompensadoras fracassassem. Na verdade, “ser legal” é uma ideia profundamente mal apreciada. Muito do que valorizamos é preservado pela gentileza e compatível com ela. É uma virtude com diversas qualidades sutis. O que se destaca é a forma como você faz isso. Ser alguém legal, bacana, generoso com o outro pode não ter o apelo imediato do dinheiro e da fama, mas é uma qualidade tremendamente importante mesmo assim, que negligenciamos a nosso próprio risco. Ser legal é uma virtude aguardando nossa redescoberta e nossa valorização renovada e sem conflitos. Qual se parece mais com você?

Com atenção 
O bom ouvinte sabe que nos beneficiamos imensamente do encorajamento para elaborar, entrar em detalhes, ir um pouco além. Precisamos de alguém que, em vez de retrucar, simplesmente diga uma rara palavra mágica: “Continue…”.  Quem é legal de uma forma atenciosa é movido por um desejo de entender adequadamente as pessoas, cavar um pouco mais fundo e conhecer melhor o outro. Ele para enquanto o outro fala, faz comentários de apoio, gestos suaves e positivos: um suspiro de solidariedade, um balanço encorajador com a cabeça. Tudo isso para que nós, que falamos, possamos nos sentir acolhidos e entendidos.

 De uma forma aberta
Há determinadas pessoas que são capazes de desconsiderar a nossa essência logo de cara – as quais generosamente chamamos de “mente-aberta”. Elas pressupõem que ser humano é algo confuso e imoral e que qualquer pessoa que encontrem provavelmente carregará em si aspectos longe de ideais, estando às vezes à beira da loucura. Ser legal de uma maneira aberta significa deixar o julgamento de lado e não ter medo do que está dentro da alma do outro. É algo motivado por um desejo de ver o lado bom das pessoas, independentemente das circunstâncias em que encontremos essa bondade.

Com educação 
Por mais que amem a verdade, boas pessoas têm um compromisso ainda maior com outra coisa: ser gentis com as outras. Entendem (e permitem) a facilidade com que uma verdade pode produzir convicções nada úteis na mente dos outros e, portanto, não estão excessivamente comprometidas com a precisão em cada aspecto. Ser legal de uma forma educada é algo motivado por um desejo de proteger o sentimento do outro. É entender que querer o melhor para as outras pessoas às vezes exige que as protejamos com a educação, escolhendo nossas palavras com cuidado para não perturbá-las nem causar preocupação desnecessária.

Com acolhimento 

A pessoa acolhedora pode não ter uma teoria explícita sobre o que está fazendo, mas a raiz de sua conduta se baseia em uma compreensão de que não importa o quão sólido e digno alguém pareça ser por fora, nos bastidores inevitavelmente haverá um lado seu em dificuldade, possivelmente sem jeito, facilmente desconcertado, rodeado por apetites físicos, à beira da solidão – e frequentemente precisando de nada mais sutil ou elevado do que um pequeno elogio. Ser legal de uma forma acolhedora significa que você deseja profundamente que os outros se sintam aceitos – apreciados e valorizados independentemente de seus defeitos ou peculiaridades.

De uma forma tímida 

A timidez está enraizada na discrição e no silêncio, mas também tem dimensões profundas. É preenchida por uma consciência de que podemos estar incomodando alguém com nossa presença, baseada em uma noção aguda de que um estranho pode ficar insatisfeito ou incomodado conosco. A pessoa tímida é comoventemente atenta aos perigos de ser uma perturbação. Ser tímido frequentemente significa que você não quer incomodar ninguém. Você fica preocupado com o conforto dos outros e, assim, prefere ficar fora das coisas em vez de assumir o risco de não ser bem-vindo.

Não queremos ser legais

Nossa noção do que é ser legal pode parecer pessoal, mas tem uma longa história, trazendo o sedimento de pelo menos quatro grandes correntes culturais que vale a pena tentar entender. A primeira delas é nosso legado do cristianismo: é bonzinho, legal, mas fraco. Durante séculos, o cristianismo foi a força mais poderosa que moldou nossos horizontes intelectuais e esteve profundamente comprometido em promover a bondade no mundo. Com a melhor estética e recursos intelectuais, louvou o perdão, a caridade, a ternura e a empatia. No entanto – e infelizmente para a bondade, o ser legal com o outro –, o cristianismo não a deixou simplesmente ali. Também sugeriu que pode haver uma oposição fundamental entre ser legal e ser bem-sucedido. Pessoas bem-sucedidas não eram, como os crentes ouviam, exatamente muito legais – e pessoas legais não eram, exatamente, bem-sucedidas. Parecia que candidatos ao reino dos céus tinham uma escolha a fazer: ser legais ou ter sucesso. Com um só golpe, a dicotomia maculou profundamente o apelo da bondade a qualquer um com a mais remota chama de ambição saudável e secular no coração. O cristianismo pode ter lutado para nos incentivar a ser legais e bondosos, mas, ao conectar a bondade tão firmemente com o fracasso, criou uma permanente sensação de que essa era, essencialmente, uma qualidade de interesse sobretudo para perdedores. A segunda corrente está relacionada ao legado do romantismo: bonzinho, mas tedioso. Nos últimos 200 anos, fomos muito influenciados pelo movimento cultural conhecido como romantismo e, para os românticos, a pessoa admirável é sinônimo de alguém empolgante, intenso e criativo, volátil e espontâneo, que pode perturbar a tradição e ousar. E ser até mesmo enérgico ou rude, em nome de seguir o chamado do coração. O oposto diametral dessa figura heroica era alguém calmo e respeitável, discreto e conservador, modesto e quieto – em outras palavras, a pessoa tediosa. Aqui, também, parece haver uma escolha radical a fazer: impulsivo, imprevisível e brilhante ou quieto, convencional e sempre indo cedo para a cama. A terceira corrente diz respeito ao legado do capitalismo: bonzinho, mas falido. O capitalismo acrescentou a essa lista de cargos de gentileza mais uma acusação: apresentar uma interpretação do mundo como uma arena profundamente competitiva na qual todas as empresas estavam comprometidas em forjar uma batalha contínua por participação de mercado, em uma atmosfera marcada por impiedade, determinação e impaciência. Quem tinha sucesso precisava saber como destruir a concorrência, sem um pingo de emoção. Uma pessoa legal e boa, não disposta a reduzir salários ou superar um oponente, acabaria falida. A quarta e última corrente é a do erotismo: legal, mas nada sexy. Uma última, e mais pessoal, associação paira sobre a bondade. Ela diz respeito à crença de que ser legal não pode ser sexualmente desejável, porque as qualidades que nos tornam eróticos estão vinculadas à posse de lados brutais, dominadores, que brigam com a ternura e o aconchego. Mais uma vez, uma escolha esquisita se apresenta: entre o amigo agradável com quem ir ao parque e a companhia perigosa com quem desaparecer porão adentro com algemas e um chicote. Apesar de tudo isso, gostamos da bondade e dependemos dela. A questão é que as lembranças ligadas a isso foram suprimidas por uma cultura que injustamente não nos faz sentir inteligentes por aprová-la. Todas as qualidades que aprendemos a pensar como opostas a ser legal são altamente compatíveis e, às vezes, dependentes dela. Independentemente do quanto estamos comprometidos com o sucesso, durante boa parte da vida, somos criaturas vulneráveis à mercê da bondade dos outros. Só conseguimos ter sucesso porque outras pessoas, normalmente nossas mães, abriram mão de parte de sua vida para serem generosas conosco. Quanto à empolgação, essa também pode ser uma fase, como todos aqueles que deram contribuições reais para a humanidade sabem. Dias tranquilos, rotina doméstica e horários regulares para dormir são precondições necessárias para picos criativos. Não há nada mais estéril do que uma exigência para que a vida seja sempre empolgante. Por outro lado, o capitalismo pode recompensar a competição entre empresas, mas depende da colaboração dentro delas. Nenhuma companhia pode funcionar por muito tempo sem confiança e laços de afeto pessoal. Para frustração dos chefes, dinheiro não pode garantir o comprometimento necessário dos funcionários; apenas sentido e espírito de companhia garantirão. Finalmente, a excitação sexual da obscenidade só seduz adequadamente em condições de confiança. Não importa o quanto fantasiemos sobre uma noite com um conquistador impiedoso, seria alarmante encontrar um exemplo real. Precisamos saber que alguém é de fato bondoso antes de um chicote, algemas e palavras indecentes se tornarem algo interessante. Tanto do que valorizamos é, na verdade, preservado pela bondade e compatível com ela. Podemos ser legais e bem-sucedidos, legais e empolgantes, legais e ricos e legais e potentes. Ser alguém legal, bonzinho – como muitos rotulam –, é uma virtude que aguarda nossa redescoberta e nossa valorização renovada e sem conflitos.
A série Dilemas é uma parceria entre a revista vida simples e a The School of Life e traz artigos assinados por professores da chamada “Escola da Vida”. A série tem como objetivo nos ajudar a entender nossos medos mais frequentes, angústias cotidianas e dificuldades para lidar com os percalços da vida.
Alain de Botton é filósofo, escritor e ficou conhecido por aplicar conceitos filosóficos para resolver dilemas do dia a dia. É um dos idealizadores da The School of Life e autor de diversos livros sobre amor, viagens e arquitetura.

Espiritualidade contemporânea

Nutro uma desconfiança profunda pela idolatria da vida como prosperidade eterna

Luiz Felipe Pondé

A espiritualidade está na moda. Muita gente diz que tem espiritualidade mas não tem religião. Com isso quer dizer que é legal, não é materialista, mas nada tem a ver com as barbaridades cometidas pelo cristianismo. Se tiver grana, será uma budista light. Aquele tipo de budista que frequenta templo de fim de semana e paga R$ 100 reais para lavar o chão a fim de sentir a dimensão espiritual do trabalho físico.

Poderia lavar de graça o banheiro da própria casa, mas esse banheiro não teria o mesmo valor do banheiro do mosteiro chique. Trata-se de um day temple e não day spa. Não vou entrar na questão técnica e histórica da relação entre espiritualidade e religião. Mas, sim, é possível uma pessoa cultivar uma busca de sentido na vida para além da banalidade das demandas e rotinas do cotidiano, estando ou não vinculada a alguma tradição religiosa.

O centro da busca é o reconhecimento de tensões nessa rotina que nos fazem sentir um esvaziamento de significado desta mesma rotina, sem necessariamente depender diretamente de conteúdos advindos das tradições religiosas à mão.

Mas um fato é necessário reconhecer, antes de tudo: as formas mais consistentes de busca espiritual estão associadas a temas concretos da vida e não a ET, Jedis, Thor ou bruxinhas de fim de semana.

A espiritualidade nasce da percepção de mal-estar da condição humana e da tentativa de lidar (ou superar esse mal-estar) e não apenas do deslumbramento com a série “Vikings”. Essa busca se iniciou no alto paleolítico quando o Sapiens começou a perceber que havia algo de “errado” em sua condição (sofrimento, insegurança, morte, violência e por aí vai).

Em termos contemporâneos, acho que três tópicos, entre outros possíveis, se prestam a uma inquietação espiritual. Um diretamente ligado ao mundo corporativo, mas que o transcende, outro ao avanço da longevidade, e outro mais derivado do impacto do avanço da inteligência artificial.

As grandes tradições espirituais sempre falaram de sofrimentos reais e não de modas culturais, como no caso que descrevi acima (day temple, Jedis, ET e semelhantes). Um dos temas contemporâneos mais avassaladores é a obrigação de ter sucesso e prosperar. Nesse contexto, repousar é justificado, apenas, se o repouso for causa de maior avanço.

A pessoa é chamada a ver a si mesma e a sua vida como um recurso a ser explorado e transformado em ganho de alguma espécie. Formas variadas de “coaching” apressados, assim como workshops de fim de semana “ensinam” as pessoas que timidez é pecado, insegurança é “justamente” punida com fracasso financeiro, recusa de escolher o que é “novo” é uma nova forma de doença mental.

Nesse contexto de produtividade opressiva, formas falsas de espiritualidade associadas ao mundo corporativo ou do trabalho crescem como um discurso que daria ao imperativo do trabalhar 24 horas por dia (24/7, como dizem os americanos) uma aura de movimento quântico em direção ao sucesso eterno.

Por isso, qualquer espiritualidade contemporânea deve olhar de forma desconfiada para essas tentativas de associar o sucesso ao universo espiritual. Ou a ideia de que produtividade e eficácia implicam uma melhor gestão do karma.

Se a espiritualidade toca em temas “negativos”, ou seja, nas contradições que somos obrigados a enfrentar na vida, ela não poder ser infantil como essas formas de idolatria do sucesso. Nutro uma desconfiança profunda por quem, o tempo todo, vê a vida como uma empreitada para a prosperidade.

Talvez uma das maiores formas de prosperidade seja a longevidade. Produto de alto valor no mercado das utopias. Palestras de todos os tipos vendem a longevidade como algo que será, um dia, vendido nas prateleiras do free shop. A ideia é de que a morte será eliminada ou adiada 500 anos.

Do ponto de vista espiritual, sendo a morte um dos temas que mais despertam indagações, a (quase) eliminação dela, ou a transformação dela em “opção”, traria elementos muito significativos para as inquietações humanas. Por que optar por virar pó (morrer) quando você poderia viver pra sempre? É bom mesmo estar consciente de si para a eternidade ou por 500 anos? Temo que não. A primeira reação minha seria uma profunda melancolia e tédio.

Outro tópico avassalador é a entrada da inteligência artificial no universo humano. Aqui a experiência mais assustadora será a da humilhação cognitiva que vamos experimentar. A humilhação sempre foi um alimento espiritual poderoso.

Luiz Felipe Pondé
Escritor e ensaísta, autor de “Dez Mandamentos” e
“Marketing Existencial”. É doutor em filosofia pela USP

Poeta Elmar Carvalho conta história do navio cargueiro Aline Ramos naufragado em Tutóia

Por: Poeta Elmar Carvalho

Os que nasceram depois dos anos 80 estão longe de imaginar que aquela carcaça de navio encalhado na praia da barra em frente a Pousada Embarcação já foi atração turística que atraiu milhares de olhares curiosos para ver  o exuberante cargueiro de bandeira brasileira batizado com o nome de Aline Ramos que encalhou na ponta da Ilha do Caju nas proximidades da entrada  da barra do Carrapato exatamente no dia 16 de novembro de 1981 por volta das 19 horas e 40 minutos, conforme descrito no Processo nº 11.069 do Tribunal Marítimo e publicado no Anuário de Jurisprudência do mesmo tribunal .

Consta que o navio ficou encalhadona seguinte posição:Latitude: dois graus,quarenta e um minutos e três segundos ao Sul do Equador (02°41’03”S) e longitude quarenta e dois graus,doze minutos e trinta e seis segundos a Oeste do Meridiano de Greenwich (42°12’36”W)conforme citado nas folhas 66 do mesmo processo.

A tripulação do navio incluindo o comandante e imediato era composta por 17 pessoas assim distribuídas: 02 (dois) condutores motoristas, 02 (dois) moços de convés, 02 (dois) marinheiros de convés,01 (um) taifeiro, 01 moço-de-máquina,o radiotelegrafista, o eletricista, o chefe de máquinas, o segundo maquinista, 01 (um) mestre de pequena cabotagem, 01 (um) carvoeiro, o imediato, 01 (um) segundo piloto e o comandante, capitão-de-cabotagem.

Mas como o exuberante mercante brasileiro foi parar na praia da barra para se transformar num amontoado de ferro velho, numa carcaça corroída pelo sal e deteriorada pela ação do tempo?  E por que o navio encalhou antes de chegar ao seu destino, o porto da Ilha do Igoronhon?

(Foto: Folha Tutóia)

Nos autos do processo já citado no caput deste artigo, consta que o comandante da embarcação, capitão-de-cabotagem Ruy Edi Ribeiro Gomes era homem do mar com muita experiência e conhecia muito bem o canal, pois por diversas vezes já havia entrado no Porto de Tutóia.

Outro fato intrigante com relação ao Aline Ramos é que a embarcação dispunha a uma velocidade entre 09 a 10 nós, o  que representa em  média de 18 quilômetros por hora. No processo que foi aberto contra o comandante da embarcação e o seu imediato para apurar as causas do acidente,  consta,  também,  que as condições de navegabilidade no momento eram boas, embora a noite estivesse escura.

No depoimento do imediato do Aline Ramos, sr. Nelson Ferreira Tenório, ele afirma que no momento do encalhe  a embarcação  estava navegando apenas  com a agulha magnética e de sonda porque o radar “pifou poucos minutos antes do través de Canárias” ( SIC)e que apenas estes dois  equipamentos não ofereciam condições adequadas para a navegabilidade com segurança, enquanto que a defesa do comandante insiste  em afirmar que o que causou o encalhe foram a correnteza e os fortes ventos NE(  ventos que sopram do Nordeste).

(*) Antonio Gallas é professor, poeta, jornalista e escritor. Membro da Academia de Ciências Artes e Letras de Tutóia – ACALT , do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Parnaíba  – IHGGP e Secretário da Associação dos Comunicadores deParnaíba – ASCOMPAR.

ESPAÇO FEMININO: História em quadrinhos conta como a vagina virou um tabu na sociedade 2

A relação da humanidade com a genitália feminina é revisitada nos quadrinhos de Liv Strömquist.

Por que a genitália feminina é um assunto tão tabu? É essa pergunta que a cartunista Liv Strömsquist tenta responder no livro “A Origem do Mundo: uma história cultural da vagina ou da vulva vs. o patriarcado” (ed. Quadrinhos na Cia, R$ 69,90). Usando a linguagem dos quadrinhos, com muita ironia, bom humor e uma extensa pesquisa histórica, ela reconta como a relação da humanidade com a vagina e a vulva mudou ao longo dos tempos.

Lendo os quadrinhos, é possível saber sobre sociedades antigas que adoravam vaginas e como alguns cientistas que, segundo Liv, “que se interessaram um pouco demais por aquilo que se costuma chamar de ‘genitália feminina'” ajudaram a transformá-las em algo vergonhoso, um assunto sobre o qual não se fala.

É uma HQ para ler sorrindo, a cada página pensando: “nossa! Então é por isso que eu quero diminuir meus grandes lábios” ou “uau! Então foi assim que o clitóris sumiu dos livros”. E, ao final, sair com o delicioso alívio de saber que está, sim, tudo ótimo com a sua vagina – o problema é a sociedade mesmo.

POR Helena Bertho
da Universa

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Lava Bois em encerra temporada junina no Maranhão

lava bois 2017

A tradicional festa do Lava Bois do município de São José de Ribamar encerra oficialmente as festas juninas do Maranhão. A festança garante animação neste sábado (07) e Domingo (08) no Parque Municipal do Folclore Therezinha Janssen.

Em sua 65º edição, a Prefeitura de São José de Ribamar montou um esquema para garantir tanto a segurança quanto o fluxo de visitantes. De acordo com o prefeito ribamarense, Luis Fernando Silva, a cidade foi preparada para a realização da festa.

“Para garantir o conforto, a segurança dos brincantes e mobilidade, montamos um grande esquema nas áreas da segurança, trânsito e saúde, onde teremos mais de 600 homens da Polícia Militar, além de 35 Bombeiros, 60 seguranças contratados pelo governo municipal e 90 homens da Guarda Municipal, estarão trabalhando nos dois dias da festa”, detalhou o gestor.

Equipes médicas e ambulâncias do SAMU estarão de plantão em pontos estratégicos do circuito. O Hospital Municipal também vai funcionar em esquema de urgência e emergência para atendimento médico de possíveis casos mais graves. A programação do Lava Bois terá início na noite de sábado (07), a partir das 20h, no Parque Municipal do Folclore Therezinha Janssen, na orla marítima da sede.

No local, serão realizados shows culturais e a apresentação do tradicional Bumba Boi Meu Tamarineiro, sotaque de orquestra, seguido da apresentação de Lairton e seus Teclados além da Banda Energia. No domingo (08), a programação começa a partir do meio dia com Dudu N’Gandaia, Banda Samba de Boa, finalizando com o tradicional encontro dos bois de matraca.

Mudança no Trânsito

O trânsito no município começará a ser disciplinado com orientações aos motoristas a partir das 19h do sábado (07). Já no domingo (08), a partir das 5h da manhã, ônibus e carros pequenos que estiverem trafegando no sentido Ribamar, deverão seguir o itinerário da Avenida Clodomir Cardoso, Avenida Garrastazu Médice até o terminal da Campina.

Agentes da Guarda além da Polícia Rodoviária, também estarão disciplinando o trânsito no local. A programação completa está disponível no site www.saojosederibamar.ma.gov.br

SANTA RITA: Prefeitura desenvolve uma série de atividades para celebrar o fim do semestre letivo

A Prefeitura de Santa Rita encerrou o semestre letivo da rede municipal de ensino na sexta-feira (6). Para celebrar a data, escolas desenvolveram uma série de atividades alusivas ao período junino e também por conta da Copa do Mundo, com belíssimas danças, apresentações culturais e comidas típicas foram oferecidas para as crianças, resgatando assim as manifestações culturais.

Além disso foi desenvolvido o Projeto Alimentação Saudável sendo na E.M Senhora Santana e tem como objetivo principal favorecer a reflexão de bons hábitos alimentares como os benefícios das frutas, verduras e legumes.  O projeto visa também ajudar as crianças a se prevenirem de diversas doenças como a hipertensão, diabetes, obesidade e etc.

Já na E.M Nauziro Silva, professores e alunos apresentaram as fábulas “A cigarra e a formiga” e também “O Leão e os ratinhos”. Momento de aprender um pouco mais através das histórias infantis.

Também teve espaço para o esporte, o Projeto Copa 2018 desenvolvido por alunos do turno vespertino do Colégio Militar Orlando Gasileu. Foram desenvolvidas atividades e mostra de comidas típicas regionais de cada país participante da Copa do Mundo. Finalizando o período letivo do primeiro semestre, os alunos resgatam as manifestações culturais de outros países através desse projeto.

O prefeito Hilton Gonçalo ficou extremamente satisfeito com o desenvolvimento das atividades, afinal uma das suas prioridades é preparar Santa Rita para o futuro através das futuras gerações.

UMA LIÇÃO DE VIDA QUE VEM DA BÉLGICA: “Tenho algumas coisas a dizer” 9

Recomendo a leitura até o final do impressionante depoimento do belga Romelu Lukaku ao “The Players Tribune”, tradução de Bruno Bonsanti, do sítio “Trivela”.

Eu me lembro do momento exato em que soube que estávamos quebrados. Ainda consigo visualizar minha mãe na geladeira e o olhar no rosto dela.

Eu tinha seis anos de idade e cheguei de casa para almoçar durante o intervalo da escola. Minha mãe me dava a mesma coisa todos os dias: pão e leite. Quando você é uma criança, nem pensa sobre isso. Mas acho que era tudo que podíamos comprar.

Naquele dia, eu cheguei em casa e entrei na cozinha e vi minha mãe na geladeira com uma caixa de leite, como sempre. Mas, naquela vez, ela estava misturando algo. Ela estava balançando, sabe? Eu não entendi o que estava acontecendo.

Ela estava misturando água no leite. Não tínhamos dinheiro suficiente para o resto da semana. Estávamos quebrados.

Meu pai havia sido um jogador profissional de futebol, mas estava no fim da sua carreira e não havia mais dinheiro. A primeira coisa que perdemos foi a TV a cabo. Acabou o futebol. Acabou o Match of the Day (famoso programa esportivo britânico). Acabou o sinal.

Chegava em casa à noite e as luzes estavam apagadas. Sem eletricidade por duas, três semanas de uma vez.

Eu queria tomar banho, e não havia mais água quente. Minha mãe esquentava a chaleira no fogão, e eu ficava em pé no chuveiro jogando água quente na minha cabeça com um copo.

Houve ocasiões em que minha mãe precisava pedir pão “emprestado” da padaria no fim da rua. Os padeiros nos conheciam, eu e meu irmãozinho, então deixavam que ela pegasse uma fatia de pão na segunda-feira e pagar apenas na sexta.

Eu sabia que tínhamos problemas. Mas, quando ela estava misturando água no leite, eu percebi que já era, sabe? Essa era nossa vida.

Eu não disse uma palavra. Não queria estressá-la. Eu apenas comi meu almoço. Mas eu juro por Deus, eu fiz uma promessa a mim mesmo naquele dia. Era como se alguém tivesse estalado os dedos e me acordado. Eu sabia exatamente o que fazer.

Eu não podia ver minha mãe vivendo daquele jeito. Não, não, não. Eu não aceitaria aquilo.

As pessoas no futebol amam falar sobre força mental. Bom, eu sou o cara mais forte que você vai conhecer. Porque eu me lembro de me sentar no escuro com meu irmão e minha mãe, rezando, e pensando, acreditando, sabendo… que um dia aconteceria.

Não contei minha promessa para ninguém por um tempo. Mas, alguns dias, eu chegava em casa da escola e encontrava minha mãe chorando. Então, eu finalmente a disse um dia: “Mãe, tudo vai mudar. Você vai ver. Eu vou jogar futebol pelo Anderlecht e vai acontecer rápido. Vamos ficar bem. Você não precisará mais se preocupar”.

Eu tinha seis anos. 

Eu perguntei para o meu pai: “Quando eu posso começar a jogar futebol profissional?”

Ele disse: “Dezesseis anos”

Eu disse: “Ok, dezesseis anos, então”.

Aconteceria. Ponto final.

Deixa eu dizer uma coisa – todo jogo que eu já disputei foi uma final. Quando eu jogava no parque, era uma final. Quando eu jogava no recreio do jardim de infância, era uma final. Eu estou falando sério para caralho. Eu tentava rasgar a bola todas as vezes que eu chutava. Força total. Não estava chutando com o R1, brother. Não era chute colocado. Eu não tinha o novo Fifa. Eu não tinha um Playstation. Eu não estava brincando. Eu estava tentando te matar.

Quando eu comecei a ficar mais alto, alguns dos professores e pais começaram a me estressar. Eu nunca vou esquecer a primeira vez que ouvi um dos adultos dizer: “Ei, quantos anos você tem? Que ano você nasceu?”

E eu fiquei, tipo, o quê? Tá falando sério?

Quando eu tinha 11 anos, eu jogava pela base do Lièrse, e um dos pais do outro time literalmente tentou me impedir de entrar no gramado. Ele disse: “Quantos anos tem essa criança? Onde está o documento dela? Da onde ela veio?”

Eu pensei: “Da onde eu vim? O quê? Eu nasci na Antuérpia. Eu vim da Bélgica”.

Meu pai não estava lá porque ele não tinha carro para me levar aos jogos for a de casa. Eu estava completamente sozinho e precisava me impor. Eu fui pegar meu documento, na minha mala, e mostrei para todos os pais, e eles o passaram de mão em mão, inspecionando, e eu lembro do sangue me subindo à cabeça… e pensei: “Oh, eu vou matar o seu filho mais ainda agora. Eu já ia matá-lo, mas, agora, eu vou destruí-lo. Você vai levar seu filho para casa chorando agora”.

Eu queria ser o melhor jogador de futebol da história da Bélgica. Era esse meu objetivo. Não apenas bom. Não apenas ótimo. O melhor. Eu jogava com muita raiva por causa de muitas coisas… por causa dos ratos que viviam no nosso apartamento…. porque eu não podia assistir à Champions League… pela maneira como os outros pais olhavam para mim.

Eu estava em uma missão.

Quando eu tinha 12 anos, eu marquei 76 gols em 34 partidas.

Eu marquei todos eles usando as chuteiras do meu pai. Quando nossos pés ficaram do mesmo tamanho, nós as compartilhávamos.

Um dia, eu liguei para o meu avô – o pai da minha mãe. Ele era uma das pessoas mais importantes da minha vida. Ele era minha conexão com a República Democrática do Congo, da onde minha mãe e meu pai vieram. Então, eu estava no telefone com ele um dia, e eu disse: “Estou indo bem. Eu fiz 76 gols e ganhamos a liga. Os grandes times estão começando a me notar”.

E geralmente ele queria ouvir sobre os meus jogos. Mas, naquela vez, estava estranho. Ele disse: “Yeah, Rom, yeah, isso é ótimo. Mas você pode me fazer um favor?”

Eu disse: “Sim, qual?”

Ele disse: “Você pode cuidar da minha filha, por favor?”

Eu me lembro de ter ficado confuso. Sobre o que o vovô estava falando?

Eu disse: “A mamãe? Sim, estamos bem. Estamos ok”.

Ele disse: “Não. Você tem que me prometer. Você pode me prometer? Cuide da minha filha. Apenas cuide dela para mim. Ok?”

Eu disse: “Sim, vovô. Entendi. Eu prometo”.

Cinco dias depois, ele morreu. E, então, eu entendi o que ele queria dizer.

Eu fico muito triste pensando nisso porque eu gostaria que ele tivesse ficado vivo mais quatro anos para me ver jogar pelo Anderlecht. Para ver que eu cumpri minha promessa, sabe? Para ver que tudo ficaria bem.

Eu disse para minha mãe que eu conseguiria chegar lá quando tivesse 16 anos.

Eu errei por 11 dias.

24 de maio de 2009.

A final do playoff. Anderlecht versus Standard Liège.

Aquele foi o dia mais doido da minha vida. Mas precisamos retroceder um pouco. Porque no começo da temporada, eu mal estava jogando pelo sub-19 do Anderlecht. O treinador me colocou na reserva. E eu pensava: “Como vou conseguir um contrato profissional no meu 16º aniversário se ainda estou no banco pelo sub-19?”.

Então, fiz uma aposta com o treinador.

Eu disse para ele: “Eu garanto algo a você. Se você me colocar para jogar, eu vou fazer 25 gols até dezembro”.

Ele riu. Ele literalmente riu da minha cara.

Eu disse: “Vamos fazer uma aposta”.

Ele disse: “Ok, mas se você não fizer 25 gols até dezembro, você vai para o banco de reservas”.

Eu disse: “Certo, mas, se eu vencer, você vai limpar todas as minivans que levam os jogadores para casa depois do treino”.

Ele disse: “Ok, fechado”.

Eu disse: “E mais uma coisa. Você tem que fazer panqueca para nós todos os dias”.

Ele disse: “Ok, certo”.

Foi a aposta mais estúpida que o homem já fez.

Eu tinha 25 gols em novembro. Estávamos comendo panqueca antes do Natal, bro. Que sirva de lição.

Você não mexe com um garoto que está com fome.

Eu assinei contrato professional com o Anderlecht no meu aniversário, 13 de maio. Fui direto comprar o novo Fifa e um pacote de TV a cabo. Já era o fim da temporada, então estava em casa relaxando. Mas a liga belga estava doida naquele ano, porque Anderlecht e Standard Liège terminaram empatados em pontos. Então, haveria um playoff de duas partidas para decidir o título.

Durante o jogo de ida, eu estava em casa assistindo à TV como um torcedor.

Então, no dia anterior ao jogo de volta, eu recebi uma ligação do técnico dos reservas.

“Alô?” “Alô, Rom. O que você está fazendo?”

“Saindo para jogar bola no parque”.

“Não, não, não, não, não. Faça suas malas. Agora mesmo”.

“Por quê? O que eu fiz?”

“Não, não, não. Você precisa sair para o estádio agora. O time principal pediu por você”.

“Yo….o quê? Eu?!”

“Sim. Você. Venha. Agora”.

Eu literalmente corri para o quarto do meu pai.

“YO! Levanta, porra. Precisamos correr, cara!”. “Huh? O quê? Pra onde?”.

“ANDERLECHT, CARA”.

Eu nunca vou esquecer. Eu cheguei ao estádio e praticamente corri para o vestiário. O roupeiro disse: “Ok, garoto, que número você quer?”.

E eu disse: “Me dá a 10”.

Hahahahahaha sei lá, eu era muito jovem para ter medo, acho.

E ele: “Jogadores da base usam números acima do 30.

Eu disse: “Ok, bem, três mais seis é igual a nove, e esse é um número legal, então me dá a 36”.

Naquela noite, no hotel, os jogadores adultos me fizeram cantar uma música para eles no jantar. Eu nem me lembro qual escolhi. Minha cabeça estava girando.

Na manhã seguinte, meu amigo literalmente bateu na porta da minha casa para ver se eu queria jogar futebol e minha mãe disse: “Ele saiu para jogar”.

Meu amigo: “Jogar onde?”

Ela disse: “Na final”.

Saímos do ônibus no estádio, e cada jogador estava usando um terno legal. Menos eu. Eu saí do ônibus usando um terrível agasalho e todas as câmeras de TV estavam na minha cara. A caminhada para o vestiário foi de talvez 300 metros. Talvez uma caminhada de três minutos. Assim que coloquei meu pé no vestiário, meu telefone começou a explodir. Todo mundo havia me visto na televisão. Eu recebi 25 mensagens em três minutos. Meus amigos estavam ficando loucos.

“Bro?! Por que você está no jogo?!”

“Rom, o que está acontecendo? POR QUE VOCÊ ESTÁ NA TV?”.

A única pessoa que respondi foi meu melhor amigo. Eu disse: “Brother, eu não sei se vou jogar. Eu não sei o que está acontecendo. Mas continua vendo TV”.

Aos 18 minutos do segundo tempo, o treinador me colocou em campo.

Eu corri no gramado pelo Anderlecht aos 16 anos e 11 dias.

Perdemos a final naquele dia, mas eu já estava no céu. Eu cumpri a promessa para a minha mãe e para meu avô. Aquele foi o momento em que eu soube que ficaríamos bem.

Na temporada seguinte, eu ainda terminava o meu último ano do colégio e jogava na Liga Europa ao mesmo tempo. Eu precisava levar uma grande mochila para o colégio para poder pegar um voo no fim da tarde. Vencemos a liga com folga. Foi…uma loucura!.

Eu realmente esperava que tudo isso acontecesse, mas talvez não tão rápido. De repente, a imprensa estava crescendo em torno de mim, e colocando todas essas expectativas nas minhas costas. Especialmente com a seleção nacional. Por algum motivo, eu não estava jogando bem pela Bélgica. Não estava funcionando.

Mas, yo – pera lá. Eu tinha 17 anos! 18! 19!

Quando as coisas corriam bem, eu lia os artigos de jornal e eles me chamavam de Romelu Lukaku, o atacante belga.

Quando as coisas não corriam bem, eles me chamavam de Romelu Lukaku, o atacante belga descendente de congoleses.

Se você não gosta do jeito como jogo, tudo bem. Mas eu nasci aqui. Eu cresci na Antuérpia, em Liège e em Bruxelas. Eu sonhava em jogar pelo Anderlecht. Eu sonhava em ser Vincent Kompany. Eu começava uma frase em francês e terminava em holandês, e colocava um pouco de espanhol e português ou lingala, dependendo do bairro em que eu estivesse.

Eu sou belga. Somos todos belgas. É isso que faz este país legal, certo?

Eu não sei por que algumas pessoas do meu próprio país querem que eu fracasse. Eu realmente não entendo. Quando fui para o Chelsea e não estava jogando, eu os ouvi dando risada de mim. Quando fui emprestado para o West Brom, eu os ouvi dando risada de mim.

Mas tudo bem. Essas pessoas não estavam comigo quando colocávamos água no nosso cereal. Se vocês não estavam comigo quando eu não tinha nada, vocês realmente não podem me entender.

Sabe o que é engraçado? Eu perdi dez anos de Champions League quando era criança. A gente não podia pagar. Eu chegava à escola e todas as crianças estavam falando sobre a final e eu não sabia o que havia acontecido. Eu me lembro de 2002, quando o Real Madrid jogou contra o Bayer Leverkusen, e todo mundo falava “aquele voleio! Meu Deus, aquele voleio!”.

E eu tinha que fingir que sabia do que estavam falando.

Duas semanas depois, estávamos sentados na aula de computação, e um dos meus amigos baixou o vídeo da internet, e eu finalmente vi Zidane mandar aquela bola no ângulo com a perna esquerda.

Naquele verão, eu fui para minha casa para assistir ao Ronaldo Fenômeno na final da Copa do Mundo. A história de todo o resto daquele torneio eu ouvi das crianças da escola.

Eu lembro que eu tinha buracos nos meus sapatos em 2002. Grandes buracos.

Doze anos depois, eu estava jogando a Copa do Mundo.

Agora, estou prestes a jogar outra Copa do Mundo e meu irmão está comigo desta vez (o texto foi provavelmente escrito antes da convocação final porque Jordan Lukaku, irmão de Romelu, estava na pré-convocação, mas não chegou à lista final). Duas crianças da mesma casa, da mesma situação, que deram certo. Sabe de uma coisa? Eu vou me lembrar de me divertir dessa vez. A vida é curta demais para estresse e drama. As pessoas podem dizer o que quiserem sobre nosso time, sobre mim.

Cara, escuta – quando éramos crianças, não podíamos pagar para ver Thierry Henry no Match of the Day! Agora, estamos aprendendo com ele todos os dias no time nacional (Henry é auxiliar de Roberto Martínez, técnico da Bélgica). Estou junto com a lenda, em carne e osso, e ele está me dizendo tudo sobre como atacar os espaços como ele costumava fazer. Thierry deve ser o único cara no mundo que vê mais jogos do que eu. Nós debatemos tudo. Estamos sentados e tendo debates sobre a segunda divisão da Alemanha.

“Thierry, você viu o esquema do Fortuna Düsseldorf?”

Ele: “Não seja tonto. Claro que vi”.

Isso é a coisa mais legal do mundo para mim.

Eu apenas realmente, realmente gostaria que meu avô estivesse vivo para ver isso.

Não estou falando da Premier League.

Nem do Manchester United.

Nem da Champions League.

Nem da Copa do Mundo.

Não é disso que estou falando. Eu apenas queria que ele estivesse vivo para ver a vida que temos agora. Eu gostaria de ter mais uma conversa com ele por telefone, para poder dizer para ele…

“Viu? Eu disse para você. Sua filha está bem. Não há mais ratos no nosso apartamento. Ninguém mais dorme no chão. Não há mais estresse. Estamos bem agora. Estamos bem.

…Eles não precisam mais checar nossos documentos. Eles conhecem nosso nome”.

Tudo pronto para o Encontro de Oração mais aguardado do ano: Kairós 2018 “Necessário vos é nascer de novo” 2

O Encontro de Oração mais aguardado do ano está chegando. Trata-se do Kairós 2018, que terá como tema “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3,7). O encontro acontece no próximo domingo (01), na Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Parque Shalon, das 08 h às 18h,  e contará com a participação mais do que especial da missionária Alexandra Gonçalves, da comunidade Canção Nova (SP).

A reunião de oração é destinada a todas as pessoas que queiram ter uma experiência com o amor de Deus, que tudo pode transformar. Solteiros, Casados, Jovens, Crianças, Adultos, Idosos, as Famílias em geral, todos estão convidados para participarem e fazerem parte desse momento único, onde a graça de Deus será derramada abundantemente. A entrada é gratuita!

O Kairós 2018 é uma realização do Grupo de Oração “Mensageiros da Paz”,da Renovação Carismática Católica de São Luís (RCC), que por obra e graça de Deus, completou 19 anos de existência neste mês de Junho, tornando o evento ainda mais especial e significativo.

O Coordenador arquidiocesano da Renovação Carismática Católica de São Luís, Robert Gonçalves de Araújo, também estará presente neste evento tão especial. 

Sobre o Kairós

Kairós é uma palavra de origem grega que significa o momento certo, momento supremo ou momento oportuno. Kairós no Novo Testamento, significa “o tempo designado no propósito de Deus”, o momento em que Deus age. O termo Kairós se relaciona ao “tempo de Deus” e com isso não pode ser medido. Segundo a Bíblia “Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia”.

Sem dúvida nenhuma, será um dia único e cheio de bençãos, onde todos se reunirão para desfrutar das graças de Deus, e consequentemente, aprender mais sobre sua Palavra.

Não deixe de participar! Será uma experiência maravilhosa e inesquecível!

Para mais informações, acesse as redes sociais do Grupo de Oração “Mensageiros da Paz”: @Gomensageirosdapaz (Facebook) e @Gorccmensageirosdapaz (Instagram).

Contatos:

Samuel Kzan (98) 9 9903-7774
Lucas Soares (98) 9 9993-1795

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Festança junina é aberta oficialmente pelo prefeito Luis Fernando 2

A maior festa popular do país foi aberta oficialmente na noite deste sábado (23), no Parque Municipal do Folclore Therezinha Janssen, orla marítima de São José de Ribamar. O São João da cidade balneária segue até o dia 29 de junho, com mais de 100 brincadeiras que vão animar a festança.

E já na abertura, as cores, o bailado das índias, as brincadeiras além da batida forte das matracas e pandeirões deram o tom do que vai ser a temporada junina na cidade turística internacionalmente conhecida. O público presente que lotou o Parque Folclórico, gostou do que viu.

Seu Raimundo Santos, de 57 anos, disse que não há tempo melhor que o São João. “Todos os anos eu venho prestigiar as brincadeiras daqui de Ribamar porque eu adoro essa cidade, sem falar do boi de Ribamar que acompanho todos os anos”, disse o eletricista.

Além do Parque Municipal, a programação segue em outros 12 circuitos, sendo 9 oficiais além de 03 fora de época e ainda outros 04 que recebem o apoio da Prefeitura de São José de Ribamar por meio da Secretaria de Cultura.

Para o prefeito Luis Fernando, que antes mesmo de abrir oficialmente a temporada junina, percorreu diversos pontos da cidade prestigiando o batizado de várias brincadeiras, o São João é sem dúvida uma grande manifestação popular e que merece toda a atenção e principalmente incentivo por parte do poder público.

“Não medimos esforços para manter viva a nossa cultura e tradição. Além de um esforço muito grande para a realização da festa, também honramos com o pagamento antecipado dos cachês para que as brincadeiras pudessem se programar e assim realizar uma grande festa, a exemplo do que já estamos vivenciando”, parabenizou o prefeito.

Durante a intensa agenda de abertura do São João, Luis Fernando assinou o ato que modifica o nome do Viva Outeiro para “Praça João Damásio Pinheiro, o Garrafinha”. A justa homenagem, segundo o gestor, reflete o reconhecimento pelo trabalho e dedicação em prol da cultura ribamarense.

“Garrafinha foi um grande folclorista de Ribamar. E hoje estamos homenageando este grande homem que deixou um legado de cultura e amor que será eternizado por meio desta homenagem”, disse anunciando ainda a reconstrução da Praça e reforma da sede do boi de Ribamar.

Para a temporada, a Prefeitura também preparou um esquema especial de segurança que garante homens da Polícia Militar a pé, moto e veículos, além do destacamento do Corpo de Bombeiros e efetivo da Guarda Municipal. O trânsito também deverá ser disciplinado para um melhor fluxo de brincantes e pedestres.

Além dos sete dias oficiais da temporada junina, São José de Ribamar também já se prepara para realizar outra grande manifestação popular: a 65ª edição do Lava Bois, evento igualmente tradicional que atrai visitantes do mundo inteiro.

Além do prefeito Luis Fernando, vice-prefeito Eudes Sampaio, secretários e vereadores, prestigiaram a abertura do São João ribamarense o deputado estadual Neto Evangelísta e o deputado federal Hildo Rocha.

Lava-Bois

Com o fim da programação junina que ocorrerá dia 29, entre em cena o batalhão do tradicional Lava-Bois, que este ano chega a sua 65ª edição e deverá promover a despedida do São João em grande estilo. O evento será realizado nos dias 7 e 8 de julho também no Parque Municipal do Folclore.

Nos dois dias, milhares de brincantes se divertem ao som dos principais batalhões de matraca, orquestra e zabumba, além de artistas locais. A festa começa no sábado (07), a partir das 20h e domingo (8), a diversão rola a partir das 12h.

Foto: Divulgação