Redes são o novo normal na política

por MarcoAurelio Ruediger*

Desde a semana passada, o eixo da discussão política transitou das propostas temáticas dos candidatos para a questão do impacto das fake news nas redes sociais. Era evidente que as redes afetariam fortemente a política e as eleições. Mas, certamente, o volume e a virulência não eram esperados pela maioria, incluindo o próprio TSE.

As redes têm impacto não somente como meio, mas porque catalisam, e muitas vezes distorcem, em tempo real, elementos significantes como propostas, histórico, comportamento e narrativas.

O uso eficaz ou ineficaz do composto: meio, conteúdo e mensagem, é que faz diferença na competição política, constituindo um novo paradigma em processos eleitorais e decisórios, para o bem ou para o mal.

Ambos os campos neste segundo turno usam maciçamente as redes, não apenas para divulgar propostas, mas também para ataque a adversários. Até atores não nacionais operam para desinformar e fragmentar o ambiente político nacional. Nossas análises na FGV DAPP mostram e alertam que, desde 2014, isso é recorrente na política brasileira, e agora muito mais.

Não há, portanto, razão para espanto com o fato ou contrariedade com as reações. Não faz sentido impugnar um pleito nem ameaçar um tribunal, dado que todos os concorrentes têm, por assim dizer, no que toca o uso das redes, seu lugar no esquema de Dante, ainda que em níveis distintos.

Há, claro, razões de sobra para se indignar e buscar entender melhor o que ocorre. Trata-se, ressalto, de algo não episódico e que precisa de muito mais sofisticação do nosso establishment para entender seus efeitos, evitando que não sejam tão danosos à democracia futuramente.

Nesse sentido, o TSE desde o final de 2017 vem corretamente se debruçando sobre essa problemática. Para isso, promoveu seminários e debates, tendo ainda composto um conselho permanente em auxilio à sua direção superior.

No entanto, as sugestões mais assertivas que ali foram levadas deveriam ter sido objeto de maior reflexão pelo regulador. Infelizmente, privilegiou-se um entendimento do tipo “laissez-faire, laissez-passer” para as redes sociais. Uma articulação e ação mais incisiva sobre as plataformas não ocorreu, nem se obrigou a transparência em tempo real de uso dos recursos públicos, incluindo as contratações para impulsionar conteúdos e de propaganda virtual.

Não se articulou uma rede de centros de pesquisa com fins de monitoramento de bots, fake news e desinformação, em apoio ao tribunal. Por fim, a legislação nesse tocante permaneceu insuficiente. Deu no que deu.

Por outro lado, não se pode culpabilizar somente o TSE. Na questão do debate virtual, outros falharam. Centros de pesquisa deveriam ter buscado melhor articulação. Os partidos políticos, a exemplo da França, poderiam ter monitorado o ambiente virtual também. Equivocaram-se e contrataram ao marketing essa responsabilidade. Erraram feio ao não entender do que se trata esse novo fato.

A cinco dias do Brasil decidir seus próximos quatro anos –talvez mais do que isso– com prováveis e profundas mudanças na estrutura política e nas políticas publicas dela decorrentes, percebe-se que o país tem muito para amadurecer nesse tocante.

De imediato, duas reflexões se impõem. A primeira, de que vivemos um novo normal; as redes afetaram e afetarão a política profundamente, mesmo após as eleições. A segunda, que há de se buscar o monitoramento constante de redes, tanto pela sociedade quanto pelo mercado e pela estrutura estatal, que deveriam incorporar em sua dinâmica decisória e de gestão a compreensão estratégica do impacto desses novos meios. Inescapável.

Marco Aurelio Ruediger é chefe da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-DAPP)

Personalidade online e off-line

Há diferença entre elas?

Personalidade online e off-line

por Roberto Santos, via Vya Estelar

Nossos hábitos nos definem. Qual será a veracidade dessa afirmação em relação aos nossos hábitos digitais? As pessoas são as mesmas online e off-line? Provavelmente nos primórdios da internet tínhamos a confiança de que o nosso comportamento online não revelaria muito sobre as nossas personalidades reais. Porém, na medida em que a internet ganhou mais importância na vida das pessoas, o anonimato e o desejo de mascarar as nossas verdadeiras identidades foram abandonados.

As atividades online tornaram-se uma parte integral de nossas vidas. Segundo estudo divulgado pela Pesquisa Brasileira de Mídia, os brasileiros passam cerca de cinco horas por dia conectados durante a semana. No celular, o tempo gasto no Brasil é de três horas e 40 minutos online, de acordo com pesquisa da GlobalWebIndex – ocupando a terceira posição no mundo.

Igual acontece nos reality shows e Big Brothers da vida, é difícil fingir no ambiente online quando você está sendo observado por um longo período de tempo. Por outro lado, a trapaça deliberada e controlada é relativamente fácil durante interações curtas, como entrevistas de emprego, primeiros encontros e em festas. Todos nós gostamos de abrir uma janela para exibir o lado brilhante de nossa personalidade, e que esteja de acordo com a etiqueta social, mas o que será que acontece quando nossa vida é divulgada abertamente e sem controle?

Apesar de sermos mais do que apenas o histórico de navegadores de internet, é bem possível que as visitas em sites, e-mails enviados e atividades em redes sociais carreguem os traços de nossa personalidade. Antes da era digital, as pessoas revelavam suas identidades a partir de bens materiais, algo classificado por psicólogos como a extensão de nossa personalidade. Assim, para interpretar os sinais no perfil da personalidade dos indivíduos, conclusões feitas por um ser humano ainda eram necessárias.

Hoje em dia, muitas de nossas posses já se desmaterializaram. Como dito pelo famoso psicólogo Russel W. Belk: “Nossas informações, comunicações, fotos, vídeos, músicas, documentos, mensagens, palavras escritas e dados são agora invisíveis e imateriais até que sejam resgatados da memória”. Em termos psicológicos, não há diferença entre o significado desses artefatos digitais desmaterializados e nossas posses físicas – ambos ajudam as pessoas a expressarem aspectos importantes de suas identidades a outros indivíduos, providenciando ingredientes centrais para a reputação digital.

Notavelmente, nosso comportamento nas redes sociais pode ser previsto com precisão por avaliações científicas válidas de testes de personalidade. Estudos sugerem que os “likes” do Facebook refletem o quão extrovertida, intelectual e prudente é uma pessoa. Além disso, existem pesquisas indicando que nossas preferências por mídias e compras online também refletem os elementos de nossa personalidade.

Mas apesar de a internet conceder um escapismo para a vida diária, o que acontece de verdade no ambiente online é simplesmente uma imitação da vida real. Dito isso, é evidente que, embora nossa identidade possa estar fragmentada no ambiente online, todas as personas criadas pelo mesmo indivíduo são apenas migalhas digitais de uma mesma personalidade.

Judô ajuda no desenvolvimento de menino com autismo

Calabe, judoca e portador de autismo, durante um ippon no “mestre”.

Muito interessante a experiência vivida pelo pequeno Calebe, de 6 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ele participou no fim de semana da Copa Judô Monte Branco. Não só ele, mas a competição mostra a importância do desenvolvimento infantil, principalmente para uma criança com autismo.

A seguir a reportagem da TV Cidade e a opinião de dona Márcia Almeida, mãe do judoca Calebe, que no começo não queria lutar, mas depois só aceitou a deixar o tatame com o recebimento da sua medalha de honra ao mérito. Nada mais do que merecido não é mesmo?

(Com informações do site suacidade.com)

Como o aquecimento global pode levar à falta de cerveja no mundo

Estudo mostra que os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja

O PROBLEMA, CONFORME APONTAM OS PESQUISADORES, É QUE AS SECAS E ONDAS DE CALOR CONCOMITANTE DEVEM LEVAR A DECLÍNIOS BRUSCOS NO RENDIMENTO DAS COLHEITAS DE CEVADA, GRAMÍNEA CEREALÍFERA QUE É O PRINCIPAL INGREDIENTE DA APRECIADA BEBIDA (FOTO: ORSE VIA BBC)

VIA BBC Brasil

Não é que os cientistas estejam botando água no seu chope. Nem é que o aquecimento global vá terminar esquentando também seu copo. Na realidade, conforme mostra estudo publicado nesta segunda-feira, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja.

A conclusão, publicada no periódico Nature Plants, é que as secas e ondas de calor concomitantes – que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem – devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje.

A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo.

“Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja”, diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).

A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050.

“Chegamos a essa conclusão integrando em nossa pesquisa as informações das mudanças climáticas, das safras de cevada, do comércio internacional e de condições socioeconômicas”, explicou à BBC News Brasil o economista Dabo Guan, professor de Economia das Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia. “Com todos esses dados juntos, pudemos estimar o impacto que o cenário terá na cerveja, um produto essencial para uma quantidade significativa de pessoas no mundo.”

“Nosso estudo não quer dizer que as pessoas vão beber mais cerveja hoje do que amanhã, tampouco que precisaremos nos adaptar para um novo consumo de cerveja”, prossegue Guan. “Na realidade, pretendemos alertar as pessoas, especialmente nos países desenvolvidos, que a segurança alimentar é importante – e que a mudança climática vai afetar seu dia a dia e sua qualidade de vida.”

Ele lembra que, no cenário de aquecimento global, todas as culturas serão afetadas. “Mas neste estudo, utilizamos a cevada para ilustrar esse problema”.

O que priorizar?
Pelas projeções dos cientistas, o cenário considerou como estará o planeta no futuro próximo considerando os níveis atuais de queima de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono. Na pior das hipóteses, as regiões do mundo onde mais se cultiva cevada – como pradarias canadenses, regiões da Europa e da Austrália, e a estepe asiática – devem experimentar secas e ondas de calor cada vez mais frequentes.

É importante lembrar que apenas 17% da cevada produzida no mundo é usada para a fabricação da cerveja. O restante é colhido e se torna alimento para gado. Os pesquisadores se perguntam como será o conflito no futuro, diante da escassez da cevada: os produtores deverão priorizar animais com fome ou humanos com sede?

Aplicando o modelo matemático que considera sazonais produções históricas um pouco mais baixas, a conclusão dos cientistas foi que, sim, nessa queda de braço quem costuma ganhar é o gado, e não o homem. Os produtores tendem a privilegiar a cadeia estabelecida do negócio bovino, em vez de destinar os grãos para a cerveja.

O mesmo modelo ainda aponta como diferentes regiões do mundo devem reagir a seu modo diante da redução da produtividade de cerveja. Países mais ricos e amantes da bebida, como Bélgica, Dinamarca, Polônia e Canadá, por exemplo, devem resolver a equação subindo o preço final.

Nesse cenário, um pacote de seis cervejas comuns pode chegar a custar o equivalente a US$ 20 (R$ 75, na cotação atual), conforme estima o estudo – mesmo assim, populações de nações desenvolvidas talvez conseguissem absorver tal custo. Na média, conforme aponta o estudo, o preço da cerveja deve dobrar. A pesquisa considera que em casos de queda de 4% da produção de cevada, a bebida acaba custando 15% a mais.

Por outro lado, em países de população mais pobre, como a China e o Brasil, o consumo de cerveja tende a cair.

As projeções indicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve cair cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isso equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

O que fazer a respeito?
A cerveja é considerada a terceira bebida mais consumida no mundo – e a primeira entre as alcoólicas -, só perdendo para a água e para o café. São 182 bilhões de litros por ano.

Se na média global, a produção de cerveja responde por 17% das lavouras de cevada, essa parcela varia muito conforme a região. No Brasil, por exemplo, onde não é comum alimentar gado com cevada, 83% do cereal cultivado é destinado para a produção da bebida. Na Austrália, esse número é de apenas 9%.

“Nosso estudo se concentrou na cevada, que é o principal ingrediente da cerveja. Analisamos a frequência com que vemos condições precárias para cultivar cevada em todo o mundo – anos com calor extremo e seca severa. Esses eventos extremos são muito mais difíceis para os agricultores se adaptarem do que as mudanças médias no clima”, disse à BBC News Brasil o pesquisador Nathan Mueller, professor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia.

“Descobrimos que a incidência e a gravidade dos eventos extremos aumentam substancialmente à medida que as temperaturas médias globais sobem. Combinando um modelo de safra e um modelo da economia global de alimentos, podemos estimar as mudanças nos preços e no consumo de cerveja em todo o mundo resultantes desses eventos extremos.”

Mueller dá uma solução para que a estiagem não chegue aos nossos pobres copos: conscientização ambiental.

“Se conseguirmos diminuir nossas emissões de gases de efeito estufa e limitar a magnitude geral das mudanças climáticas, ajudaremos a evitar os piores cenários que simulamos nesta análise”, vislumbra. “Note que, enquanto os aumentos de preço em uma garrafa de cerveja são modestos em uma perspectiva de baixas emissões de carbono, eles realmente aumentam substancialmente em um mundo de alta emissão.”

Como administrar no século XXI?

Para uma boa administração, é preciso inovar

Publieditorial, PÓS ADM FGV, via administradores.com

Em um mundo que passa por mudanças diariamente, os administradores de negócios de todas as áreas se encontram diante de um dilema: qual a melhor maneira de administrar no século XXI? Por mais que uma boa gestão tenha alguns princípios fundamentais que não mudam, como organização e planejamento, há questões específicas que precisam ser observadas juntos aos desafios deste novo século.

Primeiramente, é preciso reconhecer que o cenário atual pede preparo e atualizações constantes. São inúmeras as empresas que acabaram indo à falência nos últimos anos porque não souberam reconhecer as mudanças do mercado e acabaram insistindo em modelos de negócios que não eram mais adequados e sustentáveis ao longo prazo. O administrador deste novo século compreende que readaptar é preciso, e que ser flexível é uma qualidade. Tudo isso, é claro, sem perder a sensatez: ele deve ser criterioso na hora de aderir a tendências, para evitar que o negócio ou empresa aposte demais em tendências passageiras.

Para uma boa administração, também é preciso inovar. E se engana quem acredita que a inovação é difícil de ser alnçada, que requer necessariamente investimentos altos e grandes tecnologias. Para inovar, basta enxergar novas possibilidades e executar mudanças que resultem em melhorias. Em organizações, por exemplo, é possível estimular a inovação apenas promovendo um ambiente em que é possível a troca de ideias, experiências e expertise de diferentes áreas. Incentivando equipes com conhecimentos diferentes a interagirem ou resolverem problemas pode levar a ideias que não surgiriam se todos estivessem concentrados em suas áreas específicas.

Além disso, é importante lembrar que a chave de qualquer negócio são as pessoas. Com tantas tecnologias disponíveis, é possível que o administrador esqueça que qualquer bom desempenho depende da qualidade da equipe. Não há dispositivos, ferramentas ou aparatos tecnológicos que superem um time treinado, motivado e que trabalha em sintonia. É imprescindível, também, lembrar do público que você deseja impactar. Assim como o mercado, as pessoas também mudam, e suas necessidades e comportamentos evoluem. Ter visão para entender o consumidor e quais são as suas demandas faz toda a diferença.

E você, o que acredita que é necessário para administrar no século XXI? Se seu desejo é ser um profissional preparado, atualizado em todas as práticas e teorias mais recentes e importantes do mercado, não deixe de conhecer o PÓS ADM FGV.

Como é ser ambivertido, pessoa que combina duas dimensões opostas da personalidade 2

Todos caímos em algum ponto do espectro introversão-extroversão, mas a maioria de nós tende a se situar em uma zona intermediária da escala.

Todos caímos em algum ponto do espectro introversão-extroversão, mas a maioria de nós tende a se situar em uma zona intermediária da escala — Foto: Getty Images via BBC

G1

Como dizia o psiquiatra suíço Carl Jung, “ninguém é puramente extrovertido ou puramente introvertido, ou estaria confinado em algum manicômio”.

Todos nós caímos em algum ponto no espectro da introversão-extroversão, mais perto ou longe de um extremo ou do outro.

Há pessoas, porém, que tendem a se localizar em uma zona intermediária da escala, como explicam os psicólogos, e podem ter características de ambos os lados dessa faixa.

São os chamados “ambivertidos” e “têm o melhor de dois mundos”, já que “podem tirar proveito dos pontos fortes de introvertidos e extrovertidos de acordo com a necessidade”, diz o Quiet Revolution, popular site que diz ter como missão “desbloquear o poder dos introvertidos para o benefício de todos”.

“Os ambivertidos são pessoas fascinantes, que podem ser excelentes conversadores e excelentes ouvintes ao mesmo tempo”, diz a comunidade da web Introvert, Dear, criada por Jennifer Granneman, autora do livro A vida secreta dos introvertidos.

Mas existe realmente uma explicação científica para a ambiversão ou ela é apenas um jeito popular de se referir a uma pessoa “comum”?

O que prefere?

Para entender melhor o que significa, é preciso saber o que são a introversão e a extroversão.

Os introvertidos “obtêm energia de seu mundo interior”, segundo a conhecida classificação Myers-Briggs, baseada nos ensinamentos do psiquiatra suíço Carl Jung, e tendem a preferir ficar sozinhos ou fazer coisas que envolvem estar sozinhos, como ler ou pintar, por exemplo.

Mas isso não significa que eles sejam “antissociais”. Eles gostam de socializar e fazem isso de uma maneira diferente dos extrovertidos.

Estes últimos geralmente obtêm energia das interações sociais.

Os psicólogos contemporâneos, por sua vez, não usam a ideia de “energia” e definem as duas dimensões da personalidade simplesmente como “a tendência a ser sociável versus a tendência a preferir estar só”, diz John Mayer, professor de psicologia na Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos.

Origem
O primeiro a usar o termo “ambivertido” foi o psicólogo americano Edmund S. Conklin, em 1923, diz Ian Davidson, professor de Psicologia da Universidade de York, no Canadá, em um artigo de 2017.

Davidson detalha que um psicólogo da época dizia que Conklin “inventou a palavra” para descrever aqueles que estão localizados entre introvertidos (que vivem dentro da própria cabeça) e extrovertidos (que vivem fora dela).

“Como eles não se encaixam na classe extrovertida ou introvertida… para mim, os ambivertidos são, de longe, os mais normais e saudáveis”, afirmou Conklin.

Davidson explica que as principais características dos ambivertidos, para Conklin, eram seres “normais, saudáveis, adaptáveis, flexíveis e eficazes”.

Desde então, o termo passou despercebido por psicólogos e psiquiatras porque “eles simplesmente não viam a utilidade de uma categoria para pessoas normais ou comuns”, diz Davidson

Mas nos últimos 10 ou 20 anos a situação mudou.

Equilíbrio
O significado de “ambivertido” continua basicamente o mesmo, mas ganhou definições mais detalhadas dos psicólogos modernos.

Às vezes, os ambivertidos agem de forma um tanto extrovertida, e outras vezes, de uma maneira mais auto-reflexiva, mas sem se identificar mais com um lado do que com o outro”, diz Mark Leary, professor de psicologia e neurologia da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA), em entrevista à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

“Eles mostram uma mistura de características. São um pouco dos dois”, acrescenta.

Ronald Riggio, professor de Liderança e Psicologia Organizacional do Claremont McKenna College, na Califórnia, os descreve como pessoas que “não são muito faladoras nem egocêntricas demais”.

“Eles não têm uma forte necessidade de interagir com outras pessoas (como fazem os extrovertidos), nem de buscar a solidão com frequência (introvertidos)”, acrescenta.

Os ambivertidos são “pessoas flexíveis que podem ser introvertidas ou extrovertidas, dependendo das condições sociais”, observa o professor Mayer, de New Hampshire.

Eles também podem ser comparados a pessoas bilíngues, que podem falar o “idioma” tanto dos introvertidos quanto dos extrovertidos.

“Eles podem se conectar com uma maior quantidade de pessoas da mesma maneira que alguém que fala inglês e espanhol”, disse o escritor e psicólogo americano Daniel H. Pink ao jornal The Wall Street Journal em 2015.

O Professor Riggio afirma que “a maioria das pessoas é ambivertida, talvez dois terços da população”.

Então é provável que você seja um deles ou que conheça muitos.

Que virtude você pode praticar para se comunicar melhor? 2

Não tem mágica. Quem deseja se comunicar melhor, realmente deve aprimorar seu jeito de ser para que isso reflita na comunicação. E o caminho para isso é a prática de VIRTUDES.

Aurea Regina de Sá, administradores.com.br

O QUE SÃO VIRTUDES?

Virtudes são práticas do bem que, se realizadas de forma periódica, podem ser internalizadas para que as ações sejam naturais e repetidas. Todos nós conhecemos as virtudes e de alguma forma aprendemos como praticá-las, mas será que CONTINUAMOS PRATICANDO VIRTUDES NO DIA A DIA?

Será que a correria não te deixa ser GENTIL, porque tem pressa demais para dar passagem para outro motorista, no trânsito, ou para um pedestre? Será que o ritmo do seu dia é tão intenso que não é possível ESCUTAR O OUTRO com intensidade mesmo para entender o que ele pensa e sente e por que motivo age e reage de determinada maneira?

Então, é hora de parar e SE PERCEBER. E, para se perceber, é necessário estar ACORDADO. Quem não se percebe, pode estar anestesiado, repetindo pensamentos, falas e ações não favoráveis sem notar que isso acontece e nem os resultados que promove.

E COMO SE PERCEBER?

Viver o AGORA é o melhor caminho para ganhar mais domínio sobre a ação de se perceber. E estar no Agora não significa apenas deixar de pensar no passado ou se pré-ocupar com o futuro. ESTAR NO AGORA é viver o momento presente em todos os aspectos. Vou te dar algumas sugestões de como praticar o agora para depois replicar a ação para outros comportamentos:

– OLHE para o outro observando tudo, olhe nos olhos para criar mais conexão, perceba se o olhar é triste, inseguro ou de alegria e use essa reflexão para entender como lidar com seu interlocutor. Olhar para o outro não deve ser um ato mecânico e sim um ato de amor;

– OUÇA a voz do outro com os ouvidos abertos. Entenda além das palavras e perceba o humor do outro para ajustar o seu comportamento e tirar melhor proveito dessa relação.

Você pode começar por aí e depois desse treino poderá exercitar tudo isso em você mesmo. Confira um exercício simples, possível de ser feito a qualquer hora:

– SINTA a sua respiração. Você sabe que respira, mas talvez nem se dá conta de que está respirando. Puxe o ar e solte entendendo que está realmente fazendo isso. Viva essa experiência realmente!

Assim, você começa a sua jornada de maior percepção. Internalizar esse novo hábito de viver no agora poderá gerar muitos aprendizados que você poderá aplicar em suas interações, nas situações de comunicação. Aproveito para eleger uma virtude e pratique durante esta semana para alterar a sua forma de se perceber e se comunicar também.

Pratique e analise os avanços.

O que é transtorno de ajustamento? 4

Transtorno de adaptação pode evoluir para um quadro depressivo

Soraya Rodrigues, via Vya Estelar

A nossa vida é permeada por mudanças contínuas. Quando algo muda de maneira significativa ou quando acontece algo traumático, parece que nosso mundo desmorona em mil pedaços. Sentimo-nos absortos e sem sabermos sequer por onde começar a organizar os destroços, visto que estes eventos nos reportam a um estado de sofrimento intenso e significativo. Esse sofrimento pode levar a dissociações, onde serão mobilizados recursos egoicos como meio de sobrevivência psíquica.

Transtorno de adaptação ou transtorno de ajustamento é caracterizado por sintomas depressivos e ansiosos resultantes do impacto psicológico de evento externo marcadamente estressante ou catastrófico, e que altera drasticamente a vida da pessoa, de maneira desagradável e duradoura, gerando sofrimento patológico e perturbação psíquica, emocional e funcional.

Breves considerações sobre o transtorno de adaptação ou de ajustamento:

A nossa vida é permeada por uma constante dialética que nos permite experimentar os opostos. Somos convidados a vivenciar os dois lados da moeda em nosso percurso existencial. Alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, ilusões e desencantos. Um estado não existiria sem o seu respectivo oposto; e assim vamos nos equilibrando, nos construindo e nos constituindo com nossas idiossincrasias, ou seja, o conjunto de características que são peculiares a cada indivíduo como pessoa única.

Desse modo, a interpretação e resposta comportamental a determinados eventos é, também, necessariamente personalizada.

Por outro lado, a vida é criativa e sempre apresenta mudanças. Estas necessitam de um processo adaptativo. Determinados acontecimentos tais como: um divórcio que nos coloca em uma situação de reconstrução interna e externa, um desemprego que nos tira de nossa zona de conforto, a aposentadoria que chega, trazendo geralmente a sensação de vazio e inutilidade; uma hospitalização prolongada, uma doença crônica, mudanças bruscas e não elaboradas, dentre outras podem mexer com nossos recursos emocionais, gerando estresse, acompanhados muitas vezes de desmotivação, infelicidade e alterações disfuncionais de acordo com sua gravidade e intensidade interpretativa pessoal. Entram nesse contexto, principalmente, as crises existenciais que chegam sem aviso prévio, como a morte de um ente querido, o fim de um relacionamento ou mesmo de idealizações há tanto tempo construídas e alimentadas.

Tudo que finaliza, de maneira geral, e que provoca sofrimento psíquico, necessita de uma postura adaptativa para o enfrentamento da nova realidade que se apresenta, no intuito de trazer de volta o equilíbrio, o bem-estar e a qualidade de vida perdida. Seria uma espécie de homeostase emocional.

Podemos também mencionar ganhos que podem gerar estresse, como mudança de estado civil, o nascimento de um filho, ou mesmo uma promoção, pois apesar de positivas, também estas solicitam um processo adaptativo por parte do indivíduo e podem ser também geradoras de estresse. Com relação a traumas, seja em consequência de um estresse físico ou psicossocial, novas adaptações devem ser feitas para que seja construída uma nova realidade. Assim, nossa vida muda de maneira significativa quando acontece algo traumático. Parece que nosso mundo se desmorona em mil pedaços, nos fazendo sentir absortos e sem sabermos sequer por onde começar a organizar os destroços, visto que estes eventos nos reportam a um estado de sofrimento intenso e significativo, que podem levar a dissociações, onde serão mobilizados recursos egoicos como meio de sobrevivência psíquica, onde sequer reunimos forças para recomeçar. Precisamos de um aparato neste momento critico.

De acordo com a gravidade e/ou intensidade do evento, podem surgir desequilibrios neuropsicobiológicos por conta de uma resposta física e emocional mal-adaptada. Esta nos mobiliza a uma readaptação e a um reposicionamento diante da vida, a partir de estratégias de enfrentamento eficazes, ou seja, coerentes e adequadas àquela nova realidade e suas consequências. Quando este intuito não é logrado, o organismo passa a responder aos eventos estressógenos de maneira inadaptada, surgindo, portanto, os sintomas característicos do transtorno de adaptação, com queixas emocionais e somáticas.

O sofrimento passa a se materializar no próprio corpo. Alguns traços de personalidade e fatores característicos do indivíduo contribuem para a ocorrência e agravamento do quadro adaptativo, visto que existem pessoas que são mais frágeis psicologicamente diante de eventos traumáticos e estressógenos. Sendo assim, cada pessoa possui uma maneira particular de perceber e administrar mudanças, sejam elas desagradáveis ou não.

Sendo assim, é necessário trabalhar a perda e o sofrimento psíquico para que um transtorno de adaptação não evolua para um quadro depressivo, ansioso ou misto. O trabalho preventivo é a palavra-chave quando o assunto é mudança. E já que todos estamos sujeitos a elas, sendo uma constante em nossas vidas, porque não trabalharmos as possibilidades à nossa volta, sejam elas de perdas ou ganhos? Parece redundante, mas concordo com o ditado: “melhor prevenir que remediar”.

Entenda a nomofobia: o medo irracional de ficar sem o celular

Quase dois terços da população mundial possui celular

Edson Toledo, Vya Estelar

 

Há um estudo feito pela We Are Social e Hootsuite que revela dados interessantes: entitulado de Digital in 2018 Global Overview. E saber ler estes resultados têm implicações importantes não só para as empresas, governos e sociedade em geral,mas também para os profissionais de saúde mental.

Foi Tim Berners-Lee que colocou a World Wide Web (mais conhecida pela sigla www) à disposição do público a mais de 25 anos, a Internet foi se tornando parte integrante da vida cotidiana da maior parte da população mundial.

No mundo, por exemplo, mais da metade da população mundial usa a internet. Mas não é apenas a internet que está crescendo rapidamente, é possível identificar uma série de pontos importantes neste relatório:

• Mais da metade do mundo acessa a internet e usa um smartphone;
• Quase dois terços da população mundial tem celular;
• Mais de 50% do tráfego da web mundial vem de telefones celulares;
• Aumento constante do uso de redes sociais via mobile.

Há também dados curiosos sobre o Brasil:

• 34% dos brasileiros ainda não são usuários de internet;
• Mais de 60% ainda não fazem compras online;
• 85% dos internautas acessam a internet diariamente em uma média de 9 horas;
• As maiores redes sociais do Brasil são: Youtube, Facebook e WhatsApp;
• Há mais celulares do que pessoas no Brasil.

Considerando esses números, o comportamento de crianças, adolescentes e parte dos adultos, chega-se a um cenário propício para o desenvolvimento e difusão de um novo tipo de dependência.

Pois é, e tem até nome! Trata-se da nomofobia, derivado da expressão inglesa “no mobile phone phobia”, cujo nome foi criado para definir o comportamento daqueles que se angustiam diante da impossibilidade ou incapacidade de comunicar-se pelo celular ou computador. O fato é que com as novas tecnologias e a presença dos telefones celulares em quase todos os níveis da rotina de um indivíduo, já são muitos os que desenvolvem uma relação pouco saudável com o aparelho, caindo em níveis de dependência patológicos.

A nomofobia é definida como um medo irracional de ficar sem o celular, de que se acabe o crédito, que não haja cobertura ou que acabe a bateria. Podemos incluir até o medo de sair de casa sem o aparelho. O que marca o comportamento daqueles que sofrem com esse problema é justamente a necessidade de ter o aparelho sempre perto, ao alcance da mão e da visão. Em alguns casos estar próximo do aparelho vale mais que realmente estar manipulando o celular/computador o tempo todo.

A empresa inglesa SercurEnvoy, que presta serviços móveis, apresentou os resultados de uma pesquisa onde aponta que quase 70% dos entrevistados afirmam sofrer de nomofobia. Segundo a pesquisa, as mulheres estariam mais sujeitas a desenvolver esse tipo de dependência. Outro dado que chama a atenção, é que quase 50% dos homens entrevistados afirmaram possuir dois ou mais aparelhos de celular.

Outro dado apresentado no estudo, que entrevistou jovens entre 18 e 24 anos, seriam os líderes no ranking da nomofobia. Oito de cada dez entrevistados estariam entre as vítimas desse tipo de problema.

O ponto que chama a atenção são as crianças que cada vez mais cedo começam a usar o celular. São milhões de crianças, desde a tenra idade e adolescentes com acesso livre e irrestrito. Sabe-se que o quanto mais precoce ocorrer uma dependência, mais negativas serão suas consequências físicas e psicológicas no longo prazo. Em termos comportamentais se observa nesses jovens uma falta de habilidade nos relacionamentos interpessoais, com dificuldades no estabelecimento de vínculos de amizade e/ou afetivos duradouros, conforme pesquisas publicadas sobre o tema.

Quando se pensa no impacto psicológico desse tipo de comportamento, seja na juventude ou vida adulta, é preciso considerar o enfrentamento de um quadro complexo, já que a nomofobia quase nunca aparece sozinha. O indivíduo normalmente já vem de uma situação de ansiedade, estresse ou transtornos de humor/personalidade.

Problemas físicos podem ocorrem, incluindo fadiga, patologia ocular, dores musculares, tendinites, cefaleia, distúrbios do sono e sedentarismo. Além disso, é evidente a maior propensão em se envolver em um acidente automobilístico e de sofrer quedas ao andar.

Talvez você seja nomofóbico; saiba os cinco sinais – clique aqui

Agora, se você se identificou com este post, talvez você precise de uma avaliação de um profissional de saúde mental.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico psiquiatra ou psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.

Projeto Somos Humanos é um sucesso retumbante e veio para ficar!

A tirar pelo que foi e representou o lançamento do Somos Humanos, não há quaisquer sombras de dúvidas de que esse grandioso empreendimento social será um sucesso no Maranhão e concorrerá para levar felicidade para muitas pessoas pelo estado afora, pois mais do que um projeto social, o Somos Humanos representa um projeto de vida para muitos que serão atendidos por ele.

Janderson Landim durante abertura do projeto Somos Humanos.

Uma noite para ficar na historia da cidade de São Luis.

Assim pode ser considerado o lançamento do Projeto “Somos Humanos”, realizado na noite do último sábado, 22, no hotel Rio Poty.

O evento contou com a participação de representantes de cerca de 100 municípios, momento em que foram escolhidos oficialmente embaixadores do Projeto em suas cidades, além das presenças dos artistas Sheila Melo, Raul Gazolla, Carla Diaz e Hellen Ganzarolli, que vieram para abrilhantar o evento.

Depoimentos emocionados dos artistas convidados e dos participantes, também fizeram parte do evento.

Artistas de renomes nacionais vieram prestigiar o evento em São Luis.

O idealizador do Projeto, empresário Janderson Landim, estava radiante com o sucesso do evento, que alcançou seu objetivo: o de doação e amor ao próximo.

Esse projeto já nasceu grande, e eu só tenho a agradecer a todas as pessoas que estiveram aqui conosco, fazendo parte desse momento único, e tenho certeza que daqui pra frente, mais benefícios chegarão aos 217 municípios maranhenses por meio dos nossos embaixadores. O humano mais humano, é o que nos diferencia das máquinas”, destacou Landim.

O carisma do idealizador do projeto Somos Humanos.

Anjos do Bem

No segundo dia do projeto, no domingo, 23, Janderson Landim fez uma exposição de como serão realizadas as ações nas cidades e o papel de cada embaixador na sua cidade. O idealizador do Somos Humanos denominou carinhosamente os embaixadores do projeto de “Anjos do Bem”.

Os embaixadores do Somos Humanos ou os “Anjos do bem”.

Ainda na oportunidade, foram sorteadas as cinco primeiras cidades que receberão as ações sociais do projeto, já sob a responsabilidade dos seus respectivos representantes.

A tirar pelo que foi e representou o lançamento do Somos Humanos, não há quaisquer sombras de dúvidas de que esse grandioso empreendimento social será um sucesso no Maranhão e concorrerá para levar felicidade para muitas pessoas pelo estado afora, pois mais do que um projeto social, o Somos Humanos representa um projeto de vida para muitos que serão atendidos por ele.

O Blog do Robert Lobato, como não poderia deixar de ser diferente, deseja todo o sucesso para o projeto Somos Humanos, seus idealizadores, a equipe de profissionais que o fazem ser uma realidade e, claro, aos nossos abençoados “Anjos do Bem”.

É isso aí…