MERECIDA HOMENAGEM: Eliziane Gama indica a ex-deputada Helena Heluy para o prêmio Bertha Lutz 2

A premiação promovida pelo Senado, ocorre anualmente e já homenageou 79 mulheres de ­várias áreas de atuação

A senadora Eliziane Gama (PPS) indicou a promotora aposentada, ex-vereadora por São Luis, ex-deputada estadual pelo PT e militante social Helena Barros Heluy, para recebimento do 18° Prêmio Bertha Lutz em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado no dia 8 de março de 2019 no plenário do Senado Federal.

“Indicamos hoje, com muita honra, o nome de nossa tão querida e admirada Helena Barros Heluy para o prêmio Bertha Lutz aqui no Senado. Helena é uma mulher que nos enche de orgulho por ter nascido em nosso Maranhao”, tuitou a senadora que foi  colega de Helena no parlamento maranhense.

A premiação promovida pelo Senado, ocorre anualmente e já homenageou 79 mulheres de ­várias áreas de atuação. Até hoje, apenas um homem, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, recebeu o diploma.  O Conselho do Diploma, presidido pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS), é responsável pela escolha dos nomes.

Bertha Lutz
Zoóloga de profissão, Bertha Maria Júlia Lutz é conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras. Ela se empenhou pela aprovação da legislação que outorgou o direito às mulheres de votar e de serem votadas.

Ninguém nasce empático

Empatia: se colocar na posição do outro

por Regina Wielenska, Vya Estelar

Atenção, leitores! Não estou a falar de simpatia, esse conceito todos entendem sem hesitação. A bola da vez hoje é a empatia. Entre as habilidades sociais que ajudam as pessoas a interagirem uma com as outras de modo sensível, respeitoso e afetuoso temos a empatia. Ela se refere à capacidade de se colocar na posição do outro, entendendo suas necessidades, sentimentos e propósitos.

Mais do que apenas compreender, espera-se que a pessoa seja capaz de ressoar afetivamente, com sintonia fina, agindo numa direção compatível com o que pode identificar. Seria como ser capaz de sentir algo próximo ao que meu semelhante está sentindo. Pessoas empáticas costumam sentir e produzir, reciprocamente.

Claro que tudo tem limite. Um médico no pronto-socorro precisa ser capaz de ler o que o outro, seu paciente, lhe traz de conteúdo, de sofrimento e dor. Entretanto, não pode perder a objetividade, a firmeza das decisões clínicas. Se ele se desesperar com a tragédia humana e mergulhar no desespero do outro a ponto de congelar ou perder o foco, adeus sucesso!

Também não se pode ser pseudoempático, como no caso de pessoas com comportamento antissocial. Indivíduos assim manipulam os sentimentos dos outros, que conseguem interpretar com precisão, apenas para tirar benefícios para si, sem consideração alguma para o sofrimento e prejuízo que a outra pessoa, sua vítima, possa vir a enfrentar.

Escrevo esta coluna ainda em contato com a tragédia aérea que terminou com a vida de repórteres e dirigentes esportivos e quase todo o time da Chapecoense. Em meio às transmissões de TV, havia um repórter começando a árdua tarefa de falar com uma senhora, que acabara de perder o filho e participava das homenagens. Ela falou sobre sua dor imensa e, de modo surpreendente, corta a entrevista e pergunta ao repórter: “E vocês, como estão se virando? Vocês perderam tantos amigos, né? Posso abraçar você?”.

Dá para imaginar que repórter e mãe órfã de filho se conectaram na dor, num longo abraço com lágrimas e muito amor. Deve ter sido duro para o cinegrafista que registrou tão delicada interação. Essa mãe é puro amor, sua dor terrível não lhe impediu de sentir a dor do outro e de se importar genuinamente com seu bem-estar emocional.

Ninguém nasce empático, isso se constrói nas pessoas por meio de exemplos de pessoas significativas, explicações e incentivos. Quem não teve a chance de refinar essa habilidade, pode ser ajudado terapeuticamente a desenvolver essa preciosa capacidade humana, capaz de promover o entendimento recíproco, estreitar laços, reduzir conflitos e muito mais.

REGINA WIELENSKA

É psicoterapeuta na abordagem analítico-comportamental na cidade de São Paulo. Graduada em Psicologia pela PUC-SP em 1981, é Mestre e Doutora em Psicologia Experimental pela IP-USP. Atua como terapeuta e supervisora clínica, é também professora-convidada em cursos de Especialização e Aprimoramento. Publicou dezenas de artigos científicos, e de divulgação científica, além de ser coautora de livros infanto-juvenis.

Empresa familiar: profissionalização, sucessão e conflitos

A questão da sucessão é importantíssima e tem uma posição ambígua, pois nesta fase as empresas podem encerrar suas atividades ou até mesmo caminharem para um novo nascimento

Armando Lourenzo, via Administradores.com

A sobrevivência é hoje uma das maiores preocupações dos dirigentes de empresas familiares, em especial dos dirigentes das firmas de pequeno porte. Para este setor pode-se observar que várias empresas enfrentam problemas operacionais ou estratégicos, isto é, dificuldades relacionadas à inadequação, tanto na utilização quanto na escolha dos recursos disponíveis para o alcance de diferenciais de mercado.

Dentre esses problemas a questão da sucessão é importantíssima e tem uma posição ambígua, pois nesta fase as empresas podem encerrar suas atividades ou até mesmo caminharem para um novo nascimento. Aliada ao problema da falta de profissionalização, atinge cerca de 80% das empresas desse segmento da economia.

A empresa familiar, atualmente representa uma parte significativa no conjunto das empresas privadas existentes no país e no mundo. Pesquisas mais conservadoras apontam para o percentual de 75% aproximadamente em termos mundiais. Seus problemas são muito conhecidos: dificuldades para a transferência do comando (sucessão) e a falta de profissionalização.

Na tentativa de orientar a empresa familiar para o seu prolongamento, apresentam-se dois instrumentos básicos de gestão: programa de profissionalização e planejamento da sucessão.

O primeiro é a profissionalização, a qual pode-se entender em seu sentido mais amplo como uma administração onde a propriedade está separada da gestão, ou seja, família é família e empresa é empresa. É claro que a profissionalização na prática, não quer dizer substituição total dos parentes por pessoas de fora, pois podem existir membros da família que sejam qualificados e competentes para o exercício da gerência.

Neste sentido o caminho é estabelecer os critérios de ingresso e permanência na empresa e a partir disto escolher as pessoas. Outra questão a ser resolvida é a estruturação formal da empresa, pois em algumas situações a “bagunça organizacional” já tomou conta, dificultando assim o funcionamento das atividades da firma. Deve-se ressaltar que não se está propondo um engessamento a tal ponto que a agilidade seja absorvida por esta nova estrutura, mas sim o aparecimento de regras para que a empresa possa caminhar de forma a não depender apenas da cabeça de uma única pessoa.

O segundo instrumento é o planejamento da sucessão empresarial. A escolha do sucessor deve ser orientada por critérios claros e apoiada pela família. Dependendo do caso outros agentes podem influenciar indiretamente na escolha, como clientes ou fornecedores. Esta situação vai estar relacionada ao tipo de influência destes agentes na atuação da firma.

Os pontos mais críticos da sucessão podem ser apresentados por:

• falta de vocação e dificuldades no treinamento e na escolha dos sucessores,
• diferenças entre as visões estratégicas do fundador e do sucessor,
• falta de conscientização por parte do fundador que deve fazer o planejamento da sucessão,
• dificuldade na aceitação do sucessor escolhido, por parte do resto da família.
• conflitos entre os membros da família.

Para minimizar os pontos críticos, a sucessão deve ser planejada desde o início da empresa, sendo muito importante que o próprio fundador ajude a coordenar e planejar o programa de ação.

Esses instrumentos podem estar planejados e organizados, porém se as pessoas não colaborarem, tudo não passará de uma relação de desejos. Conflitos entre sócios, parentes e funcionários são constantes, porém apesar da dificuldade em reduzi-los totalmente, estes devem ser gerenciados. Além dos conflitos existentes entre o fundador e seus funcionários, existem aqueles resultantes da relação entre os membros da família (mesmo os que não trabalham) e a empresa. Para estes problemas recomendam-se atividades de treinamento e comunicação para os familiares, com o objetivo de buscar um equilíbrio interno de conhecimentos e a elaboração de um conjunto de regras de convivência com a participação de todos os membros na sua confecção, visando um maior comprometimento.

Os instrumentos apresentados não têm o objetivo de resolver todos os problemas relativos às empresas familiares, mas sim orientar o pensamento dos dirigentes na geração de programas que visem aumentar a longevidade da empresa familiar, de modo que esteja adequada ao ambiente, integrada as expectativas da família e gerando os resultados necessários.

ESPAÇO ALTERNATIVO: Lulu Santos e um certo secretário 10

Qual o problema em dizer que uma certa autoridade saiu do armário? Nenhuma, claro! Mas não será o blogueiro que vai dar o nome aos bois ou a outros bichos quaisquer, isso quem tem que fazer, ou melhor, assumir, é o próprio cidadão que resolveu radicalizar segundo a ideia de que “toda forma de amor vale a pena”.

Vamos lá.

Bastou uma simples publicação no Twitter do Blog do Robert Lobato para criar um quiproquó desgraçado. O que foi publicado? Isso aqui abaixo:

É que durante um almoço nesta quinta-feira, 14, fui informado que uma notória autoridade do Governo do Maranhão resolveu assumir o que realmente é e partiu para ser feliz ao lado de quem verdadeiramente ama. Aplausos!

“Ora, meu caro Bob, alguém tem a ver algo com a opção afetiva, no caso, homoafetiva, do referido cidadão”?, perguntaria aquela leitor crítico.

A resposta é: claro que não!

Ocorre que há pessoas que vêm chifre em cabeça de cavalo e boa parte delas de má-fé.

A reação ao que eu escrevi no Twitter é impressionante.

De homossexuais assumidos aos não assumidos, passando por “homofakes” (homossexuais com perfis falsos) todos resolveram partir para a agressão deste humilde blogueiro como se um pecada capital tivesse cometido. Uma babaquice sem tamanho!

As reações raivosas remetem àquela ideia de que os homossexuais querem todos os direitos do mundo, e os merecem, mas não aceitam qualquer tipo opinião que não os agradam, pois qualquer opinião, critica ou mesmo uma simples brincadeira é sinal de “homofobia”, “racismo” e “preconceito”. Ah! Comprem-me um bode, ou melhor, um veado para comer no leite de coco!

Qual o problema em dizer que uma certa autoridade saiu do armário? Nenhuma, claro! Mas não será o blogueiro que vai dar o nome aos bois ou a outros bichos quaisquer, isso quem tem que fazer, ou melhor, assumir, é o próprio cidadão que resolveu radicalizar segundo a ideia de que “toda forma de amor vale a pena”.

Aí é que boto fé em caras como Lulu Santos que arrombou o armário de vez e assumiu a sua condição de homossexual em dos seus shows.

No Maranhão, porém, me aparecem uns babacas que sabem de quem se trata o secretário e ao invés de defendê-lo com argumentos qualificados preferem partir para cima deste blogueiro com as mais diversas ofensas. Todos os direitos aos homos e nenhum aos héteros é isso?

Não preciso dizer que sou hétero, pois sou e me orgulho de sê-lo. Aliás, tenho parentes próximos que não são, mas cada um respeita a sua condição sexual.

Enfim, não será o Blog do Robert Lobato que dirá quem é cara que resolveu deixar a esposa para viver com uma outra autoridade aí…

Que um dia ele criei coragem e faça como Lulu Santos, mas não apenas saia do armário, mas saia assumindo e beijando na boca publicamente o seu amor.

E para encerrar, fiquem com um dos maiores craques da história do Flamengo.

Boa noite.

Morre Bibi Ferreira, diva do musical brasileiro, aos 96 anos

Em quase 80 anos de carreira, atriz encarnou personagens inesquecíveis, em espetáculos como ‘Gota d’água’ e ‘Piaf’

RIO — Maior diva do teatro musical brasileiro, a atriz Bibi Ferreira morreu na tarde desta quarta-feira (13), após sofrer uma parada cardíaca. Ela estava em sua casa, no Flamengo, quando passou mal. A informação foi confirmada pela filha dela, Teresa Cristina, fruto do relacionamento com Armando Carlos Magno — segundo de seus seis maridos.

— Ela partiu às 13h, serenamente — contou o empresário e amigo, Nilson Raman. — Passou seus últimos dias em casa, dormindo na maior parte do tempo. Hoje, reclamou de falta de ar e, em seguida, se constatou o óbito. Bibi foi protagonista absoluta do seu palco e da sua vida. Foi muito lindo o que ela fez.

Bibi Ferreira nasceu num tempo em que ser ator não era status social aceitável nem sequer profissão regulamentada. Por ser filha da bailarina espanhola Aída Izquierdo e do ator Procópio Ferreira, um dos responsáveis pela profissionalização do ofício no país, viveu e contribuiu para a passagem do então sub-ofício a profissão capaz de transformar artistas em divas.

Logo, Bibi se tornou uma delas. Ou melhor, a maior delas no teatro musical brasileiro. Atuou com firmeza até seus 96 anos, como um mito vivo, em atividade:

— Tenho consciência de tudo o que eu fiz, tudo — disse em entrevista ao GLOBO, em janeiro de 2018. — Embora tenha começado profissionalmente com meu pai, entre 18 e 19 anos, lembro de dançar no Municipal do Rio, com 6 anos, de fazer o filme “Cidade mulher” (de Humberto Mauro) quando tinha 13, de ser ensaiada pelo Noel Rosa… Então, são quase 90 anos no palco. E continuo fazendo.

ESPAÇO FEMININO: Lorena Bobbitt e a história da mulher que castrou o marido virou série

Ela ficou famosa em 1993 ao cortar o pênis do marido com uma faca e jogar fora. 26 anos depois, Lorena Bobbitt conta seu lado da história.

(Amazon Prime Video/Divulgação)

Por Ligia Helena, via MdeMulher

Foi em 23 de junho de 1993, na cidade de Manassas, nos Estados Unidos, que Lorena Bobbitt, 24 anos, tomou a decisão que mudaria sua vida para sempre. Com uma faca de 30 centímetros, foi até o quarto, levantou o lençol sob o qual John Wayne Bobbitt, 26 anos, dormia, e cortou fora o pênis dele, com quem era casada havia quatro anos.
Com uma mão no volante e a outra segurando o pênis ensanguentado, Lorena tentava fugir. Para poder dirigir melhor, atirou o membro pela janela, e seguiu até o salão de beleza onde trabalhava como manicure.

Depois dessa noite, Lorena virou manchete em todo o mundo. Enquanto a imprensa estava preocupada em falar sobre a cirurgia que restaurou o pênis de John, e acompanhava a trajetória dele como ator pornô (sim!), a questão da violência doméstica contra ela nunca foi central.

Agora, 26 anos depois, a história dela – não mais Bobbitt, mas Lorena Gallo – será contada mais uma vez, em uma série documental de 4 episódios produzida por Jordan Peele (“Corra!”; “Infiltrado na Klan”; “Nós”) e dirigida por Joshua Rofé. A série estreia na sexta (15) na plataforma Amazon Prime Vídeo.

Foi Rofé quem procurou Lorena, com a ideia de contar a história dela, mas dessa vez focando nos abusos sofridos e que culminaram na castração do marido.

A história de Lorena e John Bobbitt

Nascida no Equador e criada na Venezuela, Lorena realizou em 1987 o sonho que tinha de se mudar para os Estados Unidos. Com um visto de estudante, aos 18 anos ela se matriculou em uma faculdade e foi morar na Virgínia. Lá, estudava e trabalhava em um salão de beleza.

Quando conheceu John, ele era um soldado da Marinha norte-americana. Ela conta ter se apaixonado pelo homem no uniforme, lindo e de olhos azuis. Em 1989, quando John tinha 22 anos, e Lorena 20, eles se casaram.

Não demorou muito para Lorena descobrir que de sonho havia pouco no casamento dela. Ela afirma que John batia nela, a estuprava e a ameaçava de deportação. Eles brigavam muito, e chegaram e se separar, mas depois se reconciliaram.

Na noite de 23 de junho de 1993, John voltou para casa depois de uma noite bebendo com um amigo. De acordo com Lorena, John a estuprou mais uma vez naquela noite. Quando ela foi à cozinha, viu uma faca. Segundo ela, a ideia não era ensinar uma lição ao marido, mas sim uma questão de sobrevivência: ela não suportava mais viver daquele jeito.

Lorena Bobbitt em 1994, durante seu julgamento. (Jeffrey Markowitz/Sygma/Getty Images)

Tanto John quanto Lorena foram a júri popular após o ocorrido. Ele foi absolvido das acusações de violência sexual. Ela foi absolvida das acusações de ferimento intencional devido à insanidade temporária. Mas o fato é que, após o julgamento, em 1994 John foi preso por bater em Kristina Elliott, uma ex-stripper de 21 anos, e em 2003 e 2004 por bater na então esposa Joanna Ferrell.

Lorena, por sua vez, fugiu dos holofotes, e voltou a trabalhar como manicure. Na faculdade, conheceu David Bellinger, que depois se tornou seu marido. Juntos eles tiveram uma filha, Olivia, que hoje tem 14 anos. Deu algumas entrevistas pontuais, como à Oprah Winfrey, em 2009 e a Steve Harvey, em 2015. Em 2007 fundou uma organização de apoio a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, chamada Lorena’s Red Wagon.

Com uma vida tranquila, por que voltar a falar sobre o caso ocorrido há 26 anos? Lorena disse em entrevista ao The New York Times que com o tempo percebeu que muitas mulheres eram vítimas de abuso e violência doméstica. E que, como tantas outras mulheres na época, foi vitimada também pela mídia.

Em 2019, o clima parece mais favorável para as mulheres do que era nos anos 1990. E, depois de ter virado piada por tantos anos, ela acreditou que valia a pena colocar luz nessa história novamente – com o objetivo de enfrentar o problema da violência contra a mulher.

NAÇÃO RUBRO-NEGRA DE LUTO: Uma vez Flamengo, sempre Flamengo

O que nos conforta neste momento de comoção nacional é saber que o nosso hino diz tudo: Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

Sou flamenguista desde criancinha com muito orgulho. Sou da geração Zico, inclusive.

Se é verdade que já vai algum tempo que não me interesso muito por futebol, é verdade também que sempre quando o assunto é Flamengo não tenho como deixar de me interessar. É que ser flamenguista é mais do que uma paixão: é vocação!

Coloco-me a procurar qual o pecado que o Rio de Janeiro, o estado e a capital, cometeu para ser tão castigado.

Um estado rico com uma capital das mais belas do mundo, não merece passar pelas tragédias que tem passado.

Não bastasse o estrago político e administrativo feito por um punhado de malandros (nada a ver com o bom malandro carioca de outrora) que levou o Rio de Janeiro à falência, agora vem essa tragédia ocorrida no Ninho do Urubu, em Vargem Grande, bairro da Zona Oeste da capital fluminense. Isso sem falar na ciclovia Tim Maia, que desabou pela terceira vez, e nas chuvas torrenciais que tornou o Rio um caos urbano sem precedentes.

Foram dez jogadores do time de base do Mengão que morreram vítima de um incêndio que atingiu alojamento do time. Três adolescentes saíram feridos.

A nação rubro-negra está de luto. Aliás, o Brasil está de luto. Todos os times, inclusive os rivais do Flamengo, estão de luto.

O que nos conforta neste momento de comoção nacional é saber que o nosso hino diz tudo: Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

Que Deus conforte o coração dos familiares das vítimas.

REFLEXÃO DA NOITE: Suicídio é a solução?

O suicídio pode causar dor ainda maior para os entes e amigos queridos que por aqui ficarão a sofrer pela ausência de quem partiu por ato e vontade própria.

No ultimo sábado, 02 de fevereiro, Sabrina de Campos Bittencourt entrou para a triste estatística de prática de suicídio no mundo.

A ativista, que recebeu as primeiras denúncias de abusos do médium João de Deus, resolveu tirar a própria na cidade de Barcelona, na Espanha, onde vivia

O ato revolucionário de tirar a própria vida – revolucionário no sentido de se tratar de uma decisão tão radical – vem aumentado de forma assustadora, no Brasil e no mundo, inclusive entre jovens e idosos.

A princípio pode parecer um atitude covarde, mas ninguém pode julgar, a priori, o que leva alguém atentar contra a sua própria vida. Um suicida sofre calado, ainda que possar dar, aqui e acolá, algumas pistas de que pode se matar a qualquer momento (reveja aqui).

Não é tão simples ou fácil, portanto, responder à pergunta que dá título a este post, uma vez que trata-se um tema muito complexo que envolve vários fatores: familiares, psicológicos, sociológicos, econômico-financeiros, religiosos, entre outros.

De qualquer modo, suicídio não pode ser analisado como coisa “doido”, “gente fraca”, “sem Deus no coração” etc. Não! Suicídio é coisa séria e quando pessoa recorre a ele via de regra quer dar cabo não à vida exatamente, mas a um sofrimento profundo que nem sempre é possível ser visto por terceiros, mesmo por familiares ou amigos próximos.

Daí que é muito importante perceber quando alguém da nossa relação demonstrar uma tristeza profunda e, principalmente, um quadro depressivo grave.

Particularmente, entendo que a vida vale muito a pena apesar deste mundo ordinário, de uma sociedade cada vez mais doente, de governos medíocres e de decepções que somos obrigado a encarar quase cotidianamente.

Nesse sentido, suicídio não é a solução.

Pode curar a dor de que o pratica, mas, por outro lado, pode causar dor ainda maior para os entes e amigos queridos que por aqui ficarão a sofrer pela ausência de quem partiu por ato e vontade própria recorrendo ao suicídio.

Boa noite a todos.

LUTO: O Maranhão perde o poeta, radialista e escritor Chico Arara

Chico Arara: 06/06/1966 – 03/02/2019

Sempre dei valor às pessoas espontâneas, autênticas, versáteis, enfim, verdadeiras, que prezam uma boa e saudável polêmica.

Henrique Augusto de Miranda, o Chico Arara, era uma pessoa com as características acima. Infelizmente, a vida resolveu deixá-lo no início da noite deste domingo, 3, para tristeza de seus familiares e uma legião de amigos que ficam órfão da sua alegria e irreverência.

Chico Arara passou mal e foi levado com urgência para uma Unidade de Pronto Atendimento em São João dos Patos, onde permanecia entubado e sob coma induzido, respirando com ajuda de aparelhos. Aliás, Chico era natural de Nova Iorque, mas adotou a bela São João dos Patos como sua cidade do seu coração, talvez porque o município tem muito a ver com a sua personalidade.

Poeta popular, Chico Arara chegou a lançar um livro e atualmente apresentava dois programas na Rádio Sertão FM: “A Verdade”, voltado para a política e variedades; e outro em tributo ao rei Roberto Carlos. Ambos campões de audiência em São João dos Patos e região.

Este blogueiro estava com viagem pré-agendada para visitar o amigo Chico Arara na companhia do nosso querido e talentoso Tom Cleber, cantor e compositor, também patoense.

O que conforta o meu coração é que Chico Arara não passou sem eu ter a oportunidade de conhecê-lo.

No ano passado tive o prazer de me encontrar com Chico na Assembleia Legislativa do Maranhão e depois tomar boas “geladas” na Avenida Litorânea com esse que foi um grande exemplar da raça humana, coisa que a cada dia está mais difícil de se encontrar neste mundo.

Chico Arara deixa a esposa e dois filhos.

Vá em paz, meu amigo.

Certamente sua passagem não é sinal de descanso eterno, posto que seres humanos com você não descansam jamais, nem em outros planos.

A alegria não deixa.

Valeu, Chico Arara!!!