‘Ainda questionam uma mulher na cadeira principal’, diz Rachel Maia

CEO da Lacoste no Brasil afirma que ainda enfrenta dificuldade por causa do gênero e que diversidade é a saída para mudar empresas

Executiva já comandou as operações das joalherias Tiffany e Pandora no Brasil

via blog Capitu

Rachel Maia chegou ao topo. Aos 47 anos, a executiva tem uma trajetória invejável no mundo dos negócios. Já comandou as operações das joalherias Tiffany e Pandora no Brasil e, em novembro, assumiu o cargo de CEO da Lacoste, gigante do luxo que tem no País um de seus maiores mercados. O currículo impressionante é ainda mais pontuado pelo fato de que Rachel faz parte de um grupo muito restrito: o de mulheres negras com cargos de CEO em grandes empresas.

Apesar de ser uma figura estabelecida no universo dos negócios, ela afirma que não está imune ao preconceito. “Com certeza as pessoas questionam o porquê de uma mulher estar sentada na cadeira principal”, diz Rachel. “Mas aí você mostra suas qualificações e competência. A razão de eu estar sentada aqui é minha capacidade de fazer a roda girar.”

Em uma conversa com o Estado, Rachel fala sobre os desafios de ser uma mulher no mundo corporativo, e dá dicas para aquelas que querem seguir este caminho. “Capacitar-se é se empoderar.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

A senhora já disse que, por ser uma mulher negra, representa apenas 0,4% dos CEOs de empresas globais no Brasil. Desde que virou CEO, em 2010, tem notado mudanças? Ou ainda estamos andando a passos lentos em direção a uma situação mais igualitária?

Sinto que a alta gestão, aqueles que fazem a roda girar, querem entender como tratar esse tema. Porque não é um tópico tão simples. Existe um desafio para compreender como fazer tudo isso se encaixar. É quase um quebra-cabeças. Mas eu vejo que existe abertura para montar esse quebra-cabeças.

Mas ainda estamos longe de solucionar a questão?

Existem pessoas pensantes olhando para esse tema. Se você perguntar: ‘Rachel, você já consegue ver a imagem do quebra-cabeças?’. Ainda não. Tem uma fase que fica mais fácil, que já dá para visualizar o que estamos montando. Ainda não estamos lá, mas existe essa vontade de montar.

Então as mulheres ainda enfrentam desafios no mundo corporativo?

Sim, é indiscutível. Enfrentam porque, até pouco tempo atrás, o núcleo das empresas era perfil padrão. Homens, brancos, de uma idade x, que viessem de faculdade x ou y, que falassem a língua x. E aí a mulher disse: ‘Eu também quero’. Acho que isso é muito bacana. Nós estamos procurando as ferramentas para fazer parte desse mundo.

E você? Ainda enfrenta dificuldades por ser mulher?

Ah, enfrento sim. A gente não anda com o título na testa. A gente não bate no peito e fica gritando para a recepcionista: ‘Olha, eu sou tal pessoa’. Então, naturalmente, o gênero vem antes de qualquer coisa. Com certeza as pessoas questionam o porquê de uma mulher estar sentada na cadeira principal. Mas aí você mostra as suas qualificações e competência. A razão de eu estar sentada aqui é a minha capacidade de fazer a roda girar.

O que você considera ter sido imprescindível para chegar à posição em que está hoje?

Vários desafios apareceram na minha vida e eu tinha consciência de que alguns eram maiores que eu. Mas eu buscava me qualificar e corria atrás. Com certeza já me questionei se estava preparada para tal. E está tudo certo, eu não preciso ser boa em tudo. Hoje, tenho a consciência de que sou uma boa maestra. Eu sei juntar tudo e todos e fazer com que seja uma excelente orquestra.

Então o importante é achar a área em que se encaixa e buscar capacitação?

A capacitação é a palavra-chave de tudo isso aqui. Capacitar-se é se empoderar. Primeiro, tem de querer. Não adianta vir um terceiro e falar: ‘Eu vou te empoderar’. Você tem de descobrir onde estão suas lacunas e preenchê-las. Assim, seu círculo expande e novas lacunas vão aparecer. Aí é hora de voltar para o fim da fila e começar de novo.

Por quase uma década você se manteve no topo de grandes empresas. Como consegue?

Eu já tive vontade de desistir diversas vezes. Fiz muito coaching, análise. Nunca quis lidar com meus monstros eu mesma, mas sempre contei com a ajuda de pessoas. Tive a ajuda de profissionais porque sei que não sou capaz de tudo, mas sou esforçada. Então, com pessoas ao meu lado, deu para fazer a coisa direitinho.

E como conciliar com a família e a vida pessoal? Você já tem uma filha e está adotando um menino. Como faz?

Não concilia. É desafiador. Tem de tratar bem a mente. Você realmente acaba dando menos tempo para seu filho, mas é uma opção de vida. É isso. Os 5% ou 10% que eu dou para a minha filha são com muita qualidade. E eu nem quero fazer diferente. Eu quero ser feliz e isso hoje me deixa feliz.

Como você acha que a mulher pode se comportar para chegar em papéis de liderança?

Eu acho que perceber o ambiente foi algo muito importante no meu processo de estar contemplada em ambientes que antes não tinham mulheres. Perceber o ambiente e entender a oportunidade, o momento certo de falar, de se expressar, é essencial. E, se esse momento não aparecer, tem de fazer com que ele surja. Criar oportunidade para ser vista é muito importante. Tem de armar o ambiente e se fazer presente, não pode passar despercebido.

Em situações de pressão e conflito em ambientes dominados por homens, é melhor se retrair ou avançar?

Eu acho que nem um nem outro. Muitas vezes, por exemplo, quando existia uma predominância masculina e eu era a única mulher, me pediam a resposta para alguma questão. Se eu não estava tão bem preparada para dar uma resposta com convicção de que aquilo era o esperado de mim, procurava deixar claro que ia procurar a resposta que estavam buscando. Quando você é a única do processo, óbvio que a atenção é redobrada, então é preciso prestar muito mais atenção.

Você acha que um ambiente mais diverso é efetivamente mais produtivo?

Isso é indiscutível. Hoje, nós estamos em um processo de transformação. O mesmo não vai trazer a transformação. E, se você está acostumado a buscar a resposta em cima daquilo que ontem te dava segurança, isso não funciona mais. Temos de ter pessoas disruptivas que pensem fora da casinha e que vão trazer respostas que você jamais pensaria. Se há muitas pessoas iguais ao seu redor, seu círculo não é diverso. E isso é um problema.

Você tem agido para promover essas condições de igualdade nas empresas pelas quais passou?

Sempre. Eu tenho esse olhar muito próximo a mim porque acho que, se eu pude apresentar bons resultados nas empresas onde eu passei, é porque soube ouvir o diverso. E eu não estou falando só de etnia ou gênero, acho que o diverso é muito mais amplo.

E que medidas já tomou para promover isso?

Por exemplo, eu passei por empresas em que o conselho executivo não tinha mulheres. Então, eu não podia ser a única. Eu trazia mais mulheres. Mesmo que não ocupassem o mesmo nível de diretoria, de vice-presidência. E a equidade, né? Se a pessoa é talentosa, mas não tinha inglês, por exemplo, a gente apostava dois anos nela. Você leva o conhecimento até ela. Eu sou muito atenta nessa questão da transformação e tenho convicção de que ela só vem pela diversidade, seja de pensamento, seja de atitude.

Se pudesse dar um conselho a uma mulher que quer conquistar o mundo corporativo como você, qual seria?

Sempre me perguntam isso e eu respondo a mesma coisa. Não dou conselhos porque o que é bom para mim não necessariamente vai ser bom para você. Mas acho que temos de ter atitude. Pude entender que cada um pode ter sucesso desde que faça com muita originalidade e presteza. Isso é muito claro para mim neste momento da vida. Não basta fazer mais ou menos, tem de mostrar que é o melhor naquilo.

Tragédia em Campinas reacende debate sobre armamento da sociedade

O assunto é pra lá de polêmico e quem dera envolvesse apenas aspectos técnicos e dados científicos. Não, infelizmente o tema está envolto a meio de ingredientes políticos, partidários e ideológicos.

O delinquente Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, matou quatro pessoas e feriu outras quatro antes de cometer suicídio.

A cena do crime foi Catedral Metropolitana de Campinas (SP), dando ao lamentável episódio um quadro ainda mais dramático.

Essa tragédia em Campinas reacende o debate sobre armamento versus desarmamento da sociedade brasileira.

O assunto é pra lá de polêmico e quem dera envolvesse apenas aspectos técnicos e dados científicos. Não, infelizmente o tema está envolto a meio de ingredientes políticos, partidários e ideológicos.

Sem entrar no mérito de ser a favor ou contra armar ou não a população, dados da Polícia Federal, requeridos pelo Instituto Sou da Paz via Lei de Acesso à Informação, mostram que a quantidade de armas vendidas no comércio legal entre 2004 e 2017 já supera o número de unidades entregues voluntariamente por meio da campanha do desarmamento, criada em 2004. No período de 2004 e 2017 foram vendidas 805.949 armas de fogo no Brasil de forma legal, enquanto a população entregou voluntariamente 704.319 unidades, segundo matéria da BBC Brasil com base em dados da PF (veja aqui).

É evidente que o cidadão de bem que compra uma arma o faz para defender-se da violência que assola ao país uma vez que a segurança pública está falida e, dessa forma, não consegue proteger a população.

Bene Barbosa, presidente da ONG Viva Brasil e autor do livro “Mentiram para Você sobre o Desarmamento” resume bem esse sentimento quando afirma:

“A política de desarmamento passou uma mensagem muito clara aos criminosos de que a população está desarmada. Os criminosos têm mais poder, pois eles sabem que a chance de encontrar uma reação é mínima”.

Porém, para o diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, a sociedade armada não a faz mais segura. E sustenta:

“É muito comum ouvir que o estatuto desarmou o cidadão de bem e deixou o criminoso armado. Essa é uma concepção errada da realidade. Pelo contrário, ele permitiu que o cidadão que não queria mais ter uma arma pudesse entregá-la com segurança e permitiu que a polícia desarme o criminoso”.

Mas, voltando ao caso de Campinas, o amigo jornalista Gilberto Léda fez um comentário curioso, em forma de questionamento, quando este blogueiro afirmou, via a rede social do Twitter, que os assassinatos praticados por Euler Grandolpho reacenderia o debate sobre o armamento da sociedade, daí o título deste post. Assim:

“E se o atirador soubesse que lá dentro poderia haver um monte de gente armada?”, questionou Gilberto Léda.

Bom, como não havia entrado na questão do mérito se é melhor armar ou desarmar a sociedade, apenas respondi ao amigo que o seu comentário/questionamento acabou me dando razão de que a tragédia na Catedral de Campinas reacenderia o debate.

De qualquer modo, imaginem vocês, caros leitores, fiéis irem à missa armados até os dentes, do que valeria a maior arma de um cristão que é a Bíblia ainda mais estando em um templo?

Já outro amigo, também jornalista, José Linhares, comentou sobre a minha postagem no Twitter o seguinte: “É mesmo? Nos EUA todas as vezes que acontece dizem que é preciso proibir. Aqui no Brasil já é proibido (para cidadão de bem)”.

No afã de contrariar minha afirmativa, Linhares cometeu um equívoco.

Em verdade, os Estados Unidos mesmo sendo o paraíso das armas de fogo onde todo cidadão pode comprar, por exemplo, qualquer modelo de fuzil usado pelas forças armadas americanas com a mesma facilidade que uma criança compra um algodão doce na Disneylândia, a violência rola solta e os índices de assassinatos de pessoas de bem são altos mesmo a sociedade estadunidense podendo andar armada tal como nos tempos do velho oeste.

Enfim, o fato é que os comentários e questionamentos tanto de Gilberto Léda quanto de José Linhares me deram razão: a tragédia em Campinas reacende debate sobre armamento da sociedade.

E todo debate é proveitoso numa sociedade democrática.

É isso aí!

Papai Noel é recebido em clima de festa na Assembleia Legislativa do Maranhão

Papai Noel é recebido em clima de festa na Assembleia Legislativa do Maranhão

Na presença de muitas crianças, servidores, parlamentares e convidados, Papai Noel chegou à Assembleia no início da noite desta segunda-feira (10), marcando o início das festividades natalinas no Poder Legislativo Estadual. A presença do bom velhinho é uma iniciativa do Grupo de Esposas de Deputados do Maranhão (Gedema), presidido por Ana Paula Lobato.

“A Assembleia é a casa do povo e ela está enfeitada para o fim de ano, iluminada, com um presépio bem bonito, uma árvore de Natal e uma casa para acolher o bom velhinho. E o público pode vir ver tudo isso de perto, nas sextas, sábados e domingos, a partir das 18h. Preparamos tudo com muito carinho”, disse a presidente do Gedema.

Para o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PC do B), a presença de Papai Noel na Casa do Povo coroa esse clima de festa. “É um momento de confraternização dos nossos servidores e das pessoas que, hoje, vieram aqui acompanhar a chegada de Papai Noel. É um momento de muita alegria para nós todos”, acrescentou.

O deputado Wellington do Curso (PSDB) prestigiou o evento e enfatizou o que considera ser o maior significado do Natal, ou seja, o nascimento de Jesus Cristo. “A Assembleia está de parabéns ao fazer com que os familiares dos deputados, servidores e assessores possam se confraternizar na presença de Papai Noel ”, assinalou.

“A Assembleia está de parabéns por essa iniciativa, na pessoa da presidente do Gedema, Ana Paula Lobato. Papai Noel é o maior símbolo do Natal e sua presença aqui nesta Casa torna as comemorações natalinas da Assembleia mais participativas e fraternas”, declarou o deputado Vinicius Louro (PR).

Público parabeniza iniciativa da Assembleia

O servidor do Gabinete Militar, José de Ribamar Silva Miranda, disse que a iniciativa do Gedema em trazer Papai Noel foi muito feliz, pois torna as comemorações natalinas da Assembleia mais marcantes. “É um símbolo natalino muito forte e que toca a todos. Quem não se lembra da presença de Papai Noel em nossas casas, no período de Natal? Sem dúvida, é marcante e só torna as comemorações muito mais bonitas”, frisou.

A diretora de Documentos e Registros da Assembleia, Simone Limeira, também elogiou a ideia de trazer Papai Noel para a Assembleia. “Papai Noel representa muito na simbologia do Natal. Sabemos que o Natal é um período em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo, que deu sua vida por todos nós. Ele nos remete a esse momento de confraternização e de amor. Sua presença na Assembleia é uma atração a mais nas festividades natalinas”.

Luccar Lucena, de 5 anos, filho da servidora Zonaria Noleto, da Diretoria de Recursos Humanos, ficou encantado com a presença de Papai Noel. “Pedi um presente para ele. Ele conversou comigo e disse estar alegre com a minha presença. Gostei muito. Mas achei ele diferente do que vi no shopping”, comentou.

Iane Mendes, 11 anos, também ficou muito alegre e feliz de encontrar Papai Noel. “Fiz foto com ele. Gostei. Foi minha madrinha, Major Gardenis, que me trouxe aqui para ver. Achei muito legal”, afirmou.

Sobre o caso “João de Deus” (OU: Quando a fé que cura é mesma machuca)

O que é abominável nesses casos é que o agressores se aproveitavam da carência das pessoas, da fé de quem está a procura de uma saída para um sofrimento que enfrenta, enfim, de luz e felicidade aí depois se deparam com a depravação de quem parecia ser um “santo”.

“O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair no pecado e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes” 
(Mateus 13:41-42)

O Brasil e o mundo ficaram bestificados com a série de denúncias de assédio e abuso sexuais que teriam sido cometido pelo senhor João Teixeira de Faria, ou “João de Deus”.

Já somam dezenas de mulheres que afirmam ser vítimas do líder espiritual residente na pequena cidade de Abadiânia, interior de Goiás.

A história está repleta de casos em que homens “usados por Deus” transgridem a ética e moral religiosas. De padres católicos a pastores protestantes, passando por líderes de cultos afros etc, aqui a acolá a sociedade se depara com a depravação de certos gurus espirituais.

Isso mostra que devemos ter muito cuidado de entregar nossas vidas e de familiares com 100% de confiança nas mãos de quem quer que seja, mesmo daqueles que usam o nome de Deus.

A serem confirmadas as denúncias contra João Teixeira de Faria, que doravante poderá ser chamado “João” de qualquer coisa, menos de “Deus”, pode-se estar diante do caso do maior assediador em série da história recente, talvez maior até do que o ex-médico Roger Abdelmassih, maníaco que por anos abusou sexualmente de dezenas de suas pacientes.

O caso envolvendo o médium de Abadiânia não é o primeiro e muito menos será o último. E certamente aparecerão muitos defensores, pessoas de boa-fé, que vão se negar a acreditar que Faria foi capaz de fazer os absurdos que agora caem sobre os seus ombros.

O que é abominável nesses casos é que o agressores se aproveitavam da carência das pessoas, da fé de quem está a procura de uma saída para um sofrimento que enfrenta, enfim, de luz e felicidade aí depois se deparam com a depravação de quem parecia ser um “santo”.

O fato é que pequena Abadiânia, que já havia ganhado o mundo por ser a terra natal de um certo “João de Deus” que operava milagres, volta mais uma vez ser notícia internacional.

Só que agora com a triste revelação de que, de “Deus”, o João nada tinha…

Bons Tempos para profissionais empreendedores

Por Bruno Soalheiro*

Empreendedorismo é um termo bastante em alta e discutido cada vez mais neste país. Percebo, no entanto, ao conversar com algumas pessoas conhecidas, que a visão “popular” que se tem do termo está bastante associada a “montar um negócio ou empresa”.

Tudo bem que isto é mesmo empreender, mas penso ser importante compartilhar com o leitor uma visão muito mais ampla e democrática do termo. Faço isto porque verifico que jovens em início de carreira, estejam empregados ou atuando como profissionais liberais, dão pouca importância ao tema por acreditar que não diz respeito a eles, já que não querem “abrir um negócio”!

Empreender é atitude! É postura e posicionamento na vida. Tem a ver com conhecimento técnico sim, mas muito mais com desenvolvimento comportamental, foco, persistência, entusiasmo e paixão. E tem muito a ver com PLANEJAMENTO!

Diversos profissionais liberais e jovens recém egressos passam hoje por agruras, sem encontrar um lugar no mundo do trabalho por falta desta característica. Ora, até para se procurar emprego hoje é preciso empreender. É preciso planejar, buscar informação, preparar-se, informar-se e agir. Tem gente que nem procurar emprego sabe, quanto mais conseguir clientes como profissional liberal.

Veja bem, o que vai fazer você conseguir ou não clientes e arranjar ou não um emprego não é a qualidade técnica que você apresenta em seu campo de trabalho, e sim a postura empreendedora que você adotar para “impulsionar” o uso desta qualidade técnica, que é claro, deve ser excelente.

O médico mais solicitado não é necessariamente o que tirou as melhores notas ou estudou nas melhores faculdades, e sim aquele que sabe “fazer clientes”, criar sua imagem, ou seja, empreende como forma de “vender” sua qualidade técnica.

Empreendedorismo é comportamento! É modo de atuação! Não é abrir empresa apenas.

Com as novas tendências em gestão de pessoas do mercado, até mesmo para ser um “empregado” já se exige postura empreendedora. É gente que tem idéia, planeja, organiza, faz, erra, refaz, muda aqui, mexe ali, estuda, procura, remexe outra vez, cai, levanta e faz acontecer o que quer que seja; um emprego, uma festa, uma carteira de clientes ou mesmo organizar um passeio.

A má notícia é que a maioria de nós não foi criada para empreender, e sim para executar, acatar, obedecer e não transgredir. Resultado? O sujeito se forma e fica igual uma planta, sem saber o que fazer; alguns poucos dão sorte e “acontecem” em suas profissões, mas a maioria sobra, e acaba ocupando postos de trabalho que nada tem a ver com aquilo que queriam, ganhando pouco e infelizes. Alguém falou em depressão aí?

Já as boas notícias são que empreender é um comportamento que pode ser desenvolvido por qualquer um, e que jamais houve um tempo tão propício para se fazer isto. Entidades, empresas, ONGs, grupos independentes e órgãos governamentais, todos estão aí, fomentando o tal empreendedorismo como forma de despertar na população uma postura mais ativa e realizadora na vida.

Se você vai se graduar em breve, se é um profissional em início de carreira ou se sente que está “estagnado” ou sem rumo, aí vai uma dica. Estude sobre empreendedorismo, entenda este comportamento e procure aplicá-lo a todas as esferas da sua vida. Você perceberá com o tempo que será muito mais “dono de si” e capaz de realizar coisas maravilhosas.

Divulgo esta mensagem porque acredito que só o empreendedorismo pode salvar este país e nos ajudar a construir um futuro melhor. Só o empreendedorismo é capaz de criar pessoas ativas, responsáveis, realizadoras e donas de suas vidas. Pessoas que não esperam acontecer nem ficam protestando para que a sociedade arranje um lugar para elas.

Pessoas que dão o passo,correm o risco, sacodem a poeira e fazem a vida acontecer. Por isso, empreenda, você não vai se arrepender, e o país agradece!

Bruno Soalheiro é Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.

REFLEXÃO: A medida certa das coisas 2

“Em seu coração
o homem planeja o seu caminho,
mas o Senhor determina
os seus passos.”
(Provérbios 16:9)

Conversando com grande amigo logo cedo, na manhã da última sexta-feira, ele me dizia que estava dois meses sem ingerir bebida alcoólica. Havia chegado à conclusão que estava “bebendo muito” e “bicho solto”.

O amigo é casado, aliás, bem casado, posto que a sua esposa é muito bela, educada e distinta, como diriam os mais velhos.

Pessoa de fé, homem de Deus, esse amigo me fez refletir sobre as limites que temos nos impor em tudo nesta vida. Lembram dos ditos populares “Tudo demais é sobra” e “Tudo em excesso faz mal?” Pois é.

A sabedoria está em encontrar o limite das coisas, o ponto de equilíbrio para fazer o que gostamos sem exageros que, ao invés de trazerem prazer, trazem sofrimento. Isso vale pra tudo: bebidas, baladas, e até mesmo sexo e dinheiro. Nada que nos escraviza é sadio!

Claro que fiquei feliz em saber que o dileto amigo em questão percebeu que estava “passando dos limites”.

A mitologia grega, por exemplo, nos ensina muito sobre o impor, a nós,o “metron”, ou seja, a medida, um limite.

Deixo para os leitores um trecho do livro  “O despertar do herói interior”, de Carol S. Pearson.

Desejo a todos um ótimo e abençoado domingo para todos.

As histórias a respeito de heróis são profundas e eternas. Elas ligam os nossos próprios anseios, desgostos e paixões às experiências dos que vieram antes de nós, de modo que podemos aprender algo a respeito da essência do significado de ser humano, e também nos ensinam de que forma estamos ligados aos grandes ciclos dos mundos natural e espiritual. Embora os mitos que podem dar significado a nossas vidas sejam profundamente primitivos e arquetípicos, às vezes nos inspirando terror, eles também têm a capacidade de libertar-nos de modos de vida falsos e fazer com que passemos a ter uma vida de verdade. Se evitarmos o que T.S. Elliot chamou de ‘terror primitivo’, perderemos nossa ligação com a intensidade e o mistério da vida. O encontro da nossa ligação com esses padrões eternos proporciona-nos um senso de significado e importância até mesmo nos nossos momentos mais penosos e alienados, recuperando dessa maneira a dignidade da vida.

Por que as pessoas mentem para os médicos?

Gabriel Alves, via Folha de SP
As pessoas, vez ou outra, mentem para os médicos e outros profissionais da saúde. Mas qual o sentido de mentir se, quanto mais o profissional sabe a respeito do paciente, melhor é o cuidado?

Um estudo americano conduzido com 4.510 indivíduos aponta que de 60% a 80% das pessoas (idosos e jovens, respectivamente) omitem ao menos uma informação importante de seus médicos, como:

  • não entender as instruções dadas pelo profissional de saúde;
  • discordar das recomendações;
  • não se exercitar regularmente;
  • ter dieta não saudável;
  • tomar determinado medicamento;
  • não seguir as instruções de prescrição;
  • tomar medicamento de outra pessoa.

Várias são as explicações para as omissões de informações importantes. As cinco respostas mais citadas foram estas:

  • evitar ser julgado ou levar sermão;
  • não querer sabe o quão perigosa foi a atitude em questão;
  • vergonha;
  • não passar a impressão de que é um paciente difícil de lidar;
  • não tomar muito tempo do profissional.

Além do óbvio, que pacientes (especialmente os enfermos) podem ser mal assistidos por causa das informações incorretas ou faltantes, os autores concluem que é preciso encontrar meios de melhorar o nível de confiança entre pacientes e profissionais de saúde e de deixar os pacientes confortáveis para falar o que tem que ser dito.

“Fiquei surpresa com o número substancial de pessoas que não fornecem informações inofensivas, e que elas admitem isso”, diz Andrea Gurmankin Levy, autora do estudo e pesquisadora na Middlesex Community College, em Middletown (Connecticut, EUA). “Nós também temos que considerar uma interessante limitação do estudo de que os pacientes podem ter escondido informações sobre o que escondem dos médicos, o que significaria que estamos superestimando o quão prevalente é esse fenômeno.”

“Se pacientes não falam o que comem ou que remédio tomam, pode haver implicações significativas para a saúde. Especialmente se eles têm doenças crônicas”, diz Levy.

A pesquisa está publicada na revista Jama Network Open.

SAÚDE: Neurocirurgião Francinaldo Gomes lança seu terceiro livro em São Luís

O médico e educador financeiro apresenta sua nova obra intitulada  “Enriquecer faz bem a saúde” 
O neurocirurgião e educador financeiro, Dr. Francinaldo Gomes, em parceria com a Editora DOC e a Saúde mais Ação Educação e Consultoria Ltda, irá lançar no próximo dia 7 de dezembro sua terceira publicação, intitulada “Enriquecer faz bem a Saúde”. O evento, que acontece às 19h, no auditório do UDI Hospital, pretende reunir para uma palestra e noite de autógrafos, profissionais das áreas de finanças e médica, além de pessoas interessadas no tema.
Juntamente às suas atividades médicas, o Dr. Francinaldo Gomes dedica-se à educação financeira de médicos e demais profissionais liberais, já tendo formado mais de 1000 investidores em seus cursos realizados por todo o Brasil. O título, que é sua terceira obra, irá mostrar de forma clara e objetiva como conquistar a tão sonhada independência financeira através de estratégias de criação multiplicação de riqueza. “Diferente dos livros existentes atualmente sobre finanças e investimentos, esta obra consegue mostrar como usar os diversos produtos financeiros de forma harmônica e sincronizada para produzir e remunerar uma carteira eficiente de ativos. E tudo isso sem que você precise deixar de exercer a sua profissão”, explica o médico.
No decorrer do livro, fica claro a necessidade de conquistar sua liberdade financeira, até porque no cenário atual é quase impossível contar com bancos e governo para cuidarem de você quando não puder mais trabalhar. Uma pessoa que não cuida das suas finanças passará o resto da vida trabalhando para enriquecer terceiros e não para seu próprio enriquecimento. Enriquecer é muito mais do que simplesmente ganhar dinheiro. E fica evidente que esse processo faz um grande bem à saúde de todos.

Psicologia: pesquisa avalia percepção do brasileiro sobre o rumo do Brasil

Divididos entre a esperança e a frustração, brasileiros vivem em estado de bipolaridade

Por Ivanir Ferreira, via Vya Estelar

Avaliar a percepção do brasileiro em relação ao futuro do País foi a principal motivação da pesquisa

Os brasileiros estão divididos quanto ao rumo político e econômico do Brasil e vivem um estado de bipolaridade. Oscilam entre a esperança e a frustração. Questionados se algum dia viverão em um país próspero, com segurança e bem-estar, 41% disseram sim, 22% responderam não e 37% afirmaram ter dúvidas. Os resultados fazem parte de uma pesquisa que ouviu 882 pessoas, com idade entre 17 e 76 anos, em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, realizada pelo Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia (IP) da USP. O período da consulta foi de maio até uma semana antes do segundo turno, em outubro de 2018.

Embora os dados ainda estejam sendo analisados, o professor Esdras Guerreiro Vasconcellos, que coordenou a pesquisa, diz que é interessante observar que a dúvida é quase que tão grande quanto a certeza: 37% contra 41%, respectivamente. Em sua opinião, o povo brasileiro vive “um estado mental de bipolaridade, acreditando e duvidando ao mesmo tempo. Uma espécie de paciente autoengano, como forma de suportar a frustração. Para explicar o momento, ele lembra uma citação de Fernando Pessoa sobre si mesmo: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. É “o talvez…, o não sei…, o será… O empate entre confiança e desconfiança bloqueia qualquer atitude assertiva ou proativa de solidariedade, de apoio e decisão social e política”, explica.

Na pesquisa, conduzida por seus alunos de graduação e pós-graduação, foi perguntado aos entrevistados sobre a confiança no sistema político brasileiro vigente. Cerca de 72% disseram confiar na democracia, enquanto 28% responderam não. Dos motivos apresentados, muitos disseram que o sistema, embora precisasse de ajustes, foi o que melhor funcionou no Brasil, ao contrário do que relataram em relação a governos ditatoriais tanto de esquerda quanto de direita.

Quando questionados sobre o nível de confiança nos políticos brasileiros, 61% declararam não confiar em nenhum deles e 39% responderam que sim. Os motivos alegados foram o envolvimento dos congressistas em corrupção, a falta de projetos de interesse social, a endogenia dos políticos e a formação de grupos para defender interesses específicos, os famosos lobbies que atuam no Congresso Nacional.

Uma terceira pergunta foi feita somente àqueles que disseram acreditar no futuro do Brasil. Quanto tempo a prosperidade e o bem-estar demorariam para chegar? Por estar muito próximo ao segundo turno (meados de outubro), alguns responderam que seria logo após a apuração dos resultados das eleições, porém, outros poucos disseram que poderia levar pelo menos 200 anos. Sem especificar o porcentual de ambos os lados, Vasconcellos afirma que o mais importante foi a média das respostas, que foi de 39 anos. Ou seja, “precisaríamos de pelo menos dez gestões governamentais para atingirmos o estado de bem-estar social desejado pelos brasileiros”, avalia.

“Brasil, um país do futuro”

Vasconcellos disse querer abranger uma faixa de idade mais extensa porque queria ouvir os mais jovens, que pela primeira vez tomavam consciência do futuro que os aguardava, e também os mais velhos, que viveram boa parte da vida esperando que tal promessa de prosperidade fosse cumprida.

Lembrando a expressão “Brasil, um país do futuro”, de alcunha do escritor judeu-austríaco Stefan Zweig, que ao final da primeira metade do século 20 radicou-se em Petrópolis, no Rio de Janeiro, fugindo do nazismo, Esdras acredita que “os brasileiros se veem diante de uma longa noite de incertezas” porque uma expressiva parte dos entrevistados afirmou ter dúvidas quanto ao futuro promissor já de imediato, ou seja, a partir de janeiro de 2019, quando o novo presidente eleito em outubro deverá assumir o gabinete presidencial no Palácio do Planalto, Brasília. “Assim como as gerações mais velhas não viram chegar a proclamada prosperidade, talvez as mais jovens tenham de esperar por ela se a previsão dos 39 anos se confirmar”, diz.

Segundo o pesquisador, a expressão “Brasil, um país do futuro” inspirou muita gente a ter esperança em dias melhores, mas quando a última crise se abateu no País, o desalento chegou junto. Avaliar como estava a percepção do brasileiro em relação ao futuro do País foi a principal motivação da pesquisa, afirma.

Ainda sobre o escritor austríaco, Vasconcellos conta que, em 1940, Zweig, mesmo vivendo em um país pobre, pouco industrializado e sob a ditadura, escreveu um livro com louvores sobre o título Brasil, um País do Futuro, quando ficou marcada a expressão. Dois anos depois, deixando uma carta de gratidão aos amigos e ao País que o abrigou, Stefan Zweig tirou sua própria vida, se suicidando com sua esposa.

*Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 – O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora.

Solidão não é o mesmo de momentos só

Não abra mão de momentos só para você. Use e abuse daquele “meu momento”. Desfrute daquela “solidão” produtiva que te leva a refletir sobre tudo a sua volta; avaliar caminhos, escolhas, decisões etc.

Eu sempre tive medo de solidão. Aliás, gosto sempre de lembrar um trecho de uma cantiga de Eramos Carlos intitulada “Mesmo que seja eu” que diz assim:

“Filosofia é poesia é o que dizia a minha vó/
Antes mal acompanhada do que só”

Sou do tipo que prefere o risco de uma mal companhia à uma solidão.

Claro, “mal acompanhado” no sentido figurado, filosófico, por assim dizer.

Entretanto, solidão é muito diferente daquela necessidade que às vezes temos de ficar só; de termos o nosso momento de privacidade.

Não há nada de anormal a gente acordar naquele dia sem estar a fim de ver ou falar com alguém. Isso pode se tornar um problema dependendo se a frequência e o período dessa sensação forem intensos, contínuos, o que pode sinalizar para algum distúrbio de comportamento e trazer consequência perigosas como a depressão, por exemplo.

Tirar um tempo para nós mesmo é até uma necessidade de sobrevivência nesse mundo a cada dia mais corrido, complicado, violento e estressante.

Não é por acaso que muitas empresas já estimularam a espiritualidade no local de trabalho, o que não significa impor uma religião especifica aos colaboradores, até porque a religião ideal é aquela que faz a pessoa sentir-se bem.

Portanto, não abra mão de momentos só para você. Use e abuse daquele “meu momento”. Desfrute daquela “solidão” produtiva que te leva a refletir sobre tudo a sua volta; avaliar caminhos, escolhas, decisões etc.

“Bob, há lugares ideais para esses momentos de solidão”, perguntaria um leitor ou leitora que se interessou sobre o assunto.

Sim! Vários.

Uma praça, uma praia, uma igreja em dias sem missa ou culto, casas de orações, parques e até mesmo os cemitérios podem seu bom local para aquele breve recolhimento para o encontro consigo mesmo, até porque é pra lá que iremos quando a hora do nosso descanso eterno.

Enfim, não tenha receio, não crie dificuldades, não deixe de dar a oportunidade para o seu “eu”

Pelo contrário: procure a cada dia encontrá-lo da melhor e da mais saudável forma possível.