SANTA RITA: Prefeito Hilton Gonçalo realiza várias inaugurações

O trabalha não para em Santa Rita. Na manhã de 25 de dezembro, dia em que mundialmente é comemorado o nascimento de Jesus Cristo, o prefeito Hilton Gonçalo realizou uma série de inaugurações na região do Oiteiro dos Pires. Acompanhado dos secretários, vereadores e da população, o gestor municipal entregou novos equipamentos que visam melhorias urbanas e sociais a população.

As inaugurações foram marcadas inicialmente com um café da manhã servido no restaurante cidadão do município (ao lado da Prefeitura) em seguida a comitiva inaugurou uma quadra esportiva e uma rede de distribuição de água no povoado Carionguinho.

Também foram inaugurados – um novo sistema de abastecimento de água e habitações no Centro de Dona – um sistema de abastecimento de água no Vaca Morta – varias habitações, rede de abastecimento de água, iluminação do campo de futebol e calçamento no Oiteiro dos Pires.

Os povoados Sítio do Meio, Mata/São João da Mata, Mata dos Pires e Padre Josino, também foram contemplados por obras da administração municipal neste ano de 2018, dentre essas obras é importante destacar várias habitações, sistemas de abastecimento de água, recuperação de estradas e campo de futebol.]

Hilton Gonçalo destacou as inaugurações, “o nosso trabalho não para, não vamos descansar um dia sequer, esse foi o meu compromisso ao assumir o mandato no dia 1º de janeiro de 2017 e hoje é uma prova disto. Vamos seguir melhorando a vida das pessoas em Santa Rita”.

Não basta ser criativo

Muita gente confunde criatividade com imaginação. Enquanto a criatividade é a capacidade de conectar pontos, a imaginação é a capacidade de criar pontos, não necessariamente conectá-los

Marcos Hashimoto*, via administradores.com.br

Vários alunos me procuram com ideias ‘inovadoras’ de negócio, mas o fato é que a maioria destas ideias não são verdadeiramente diferentes. Ou eles não procuram o suficiente para saber que existem ideias semelhantes ou suas ideias são apenas pequenas variações do que já existe, não o suficiente para ser considerado ‘inovação’ pelo mercado. Muitas ideias, entretanto, são tão diferentes, tão criativas, que provavelmente não darão em nada, pois não se sustentam no quesito viabilidade.

A verdade é que os alunos não conseguem ter grandes ideias de ruptura porque a maioria deles não tem a experiência e conhecimento mínimos em uma determinada área para ter ideias realmente inovadoras, não importa o quão criativo eles sejam.
No entanto, esta experiência e conhecimento tem dois lados. Se por um lado, a falta de experiência e conhecimento não dá nenhuma credibilidade e argumento para sustentar as ideias propostas, por outro lado, quanto mais experiência e conhecimento adquirirmos por meio de cursos, livros, trabalhando na área, com especialistas, mais difícil passa a ser pensar de forma diferente do que já existe hoje, pois nosso cérebro já está cheio de certezas, a chamada ‘xícara cheia’, não dando espaço para novas abordagens e pensamento crítico. Portanto, é importante ter conhecimento e experiência para sabermos do que estamos falando, mas ter um espírito questionador e crítico, que dê espaço para as novas ideias.

Muita gente confunde criatividade com imaginação, por isso cabe uma breve explicação da diferença. Enquanto a criatividade é a capacidade de conectar pontos, a imaginação é a capacidade de criar pontos, não necessariamente conectá-los. A imaginação é natural do cérebro humano e, se alimentada desde criança, continua fértil enquanto adulto.

Basicamente, a criatividade é a arte de ligar os pontos. Existem dois tipos de pontos a ser ligados. O primeiro que são gerados a partir de nossa imaginação e o segundo que são gerados a partir destes conhecimentos e experiências. Quanto mais diversificados forem esses pontos mais criativas são as nossas ideias.

Vamos usar como metáforas as bombas e pontes. As bombas explodem, rompem, criam rupturas, bagunçam e espalham tudo. As pontes conectam, ligam, unem duas partes. A imaginação é como as bombas, são necessárias para romper com o padrão existente, enquanto a criatividade é como a ponte, estabelece uma conexão entre dois ou mais pontos de forma a fazer sentido, uma ideia. Quando você lança uma bomba, você está usando sua imaginação, gerando coisas loucas que mudam completamente o que está acontecendo agora. Quando você usa a sua criatividade, você está tentando dar um sentido à bagunça que a bomba gerou, ligando os pontos e conectando fatos, experiências, conhecimento, dados, tudo o que estava espalhado, de forma a gerar algo que seja realmente grande. Portanto, a imaginação é a matéria-prima que alimenta o processo de criatividade.

Portanto, se você quiser ser mais criativo, aprenda duas coisas: Primeiro, fazer conexões. Quanto mais incomuns e estranhas, melhor. Você deve saber como criar uma ligação entre o funeral de sua tia querida com a nova marca escova de dentes lançada no mercado. Grandes conexões criativas unem duas ou mais coisas em sua memória que não tem nada a ver uma com a outra. Segundo, aumentar o número e a variedade destes pontos em sua mente, ou seja, o seu repertório de bombas. Para isso, viva diferentes experiências, aprenda outros idiomas, conheça pessoas de outras culturas, viaje para países exóticos, visite museus de arte ou museus históricos, leia sobre assuntos incomuns, saia para mochilar em outro país e várias outras coisas que não tem nada a ver com sua vida atual, nem a sua ideia de negócio futuro, mas vai ajudar a preparar seu cérebro pronto para o próximo passo: a inovação.

A inovação acontece quando percebemos que por trás de algumas dessas conexões existe algum valor, um propósito, uma causa, um resultado tangível. É este valor que diferencia a criatividade artística da criatividade inovadora. As artes expressam os sentimentos e visões do próprio artista, enquanto a inovação sempre tem um valor percebido pelos outros.

Quando a inovação acontece, os pontos conectados abrem caminhos para inúmeras possibilidades de gerar valor. É por isso que a maioria das inovações vêm de laboratórios científicos. Estes são os lugares onde novos conhecimentos estão sendo gerados, portanto, com mais possibilidades de gerar novas conexões relevantes. Quando temos imaginação e conhecimento novo e desenvolvemos nossa capacidade de conectar estes pontos, um mundo de novos caminhos para serem explorados se descortinam.

Por fim, os negócios inovadores acontecem quando surge um caminho para transformar este valor percebido em uma corrente contínua de receitas e crescimento. É importante saber que todo esse fluxo de negócios inovador não está necessariamente em uma única pessoa ou empreendedor. Pode-se ser imaginativo, mas sem experiência ou conhecimento, não conseguirá fazer conexões significativas. Se você tem tudo isso, mas não tiver habilidades de negócios, sua inovação vai ficar presa em um laboratório ou no máximo em uma patente e você vai se contentar com os royalties recebidos de uma grande corporação que utiliza sua patente. Protagonismo se dá com um conjunto de pessoas com essas habilidades diferentes que se unem para construir este projeto inovador, cada um deles contribuindo com sua própria maestria que complementa a de outras pessoas.

Se a sua equipe tiver: 1 pessoa com rica imaginação (bomba), 1 pessoa com muito conhecimento (um pesquisador), 1 pessoa com muita experiência prática, 1 pessoa criativa (ponte) e 1 pessoa com visão de negócio (administrador), então você está pronto para liderar a próxima inovação de ruptura que vai mudar o mundo!

Marcos Hashimoto*
Professor de Empreendedorismo da Universidade de Indianapolis e co-fundador da Polifonia, escola de Protagonismo Criativo de São Paulo. Serviços de consultoria em Estratégia Empresarial, Liderança e Empreendedorismo Corporativo: http://www.marcoshashimoto.com

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Fim de semana marcado por entrega de obras e reconstruções

Dando prosseguimento à programação do fim de ano da Prefeitura de São José de Ribamar, o prefeito Luis Fernando cumpriu extensa agenda de entrega de obras, ações e confraternizações no último fim de semana.

Na manhã de sexta-feira (21), a comunidade do São Raimundo recebeu totalmente reconstruída, ampliada e modernizada a Unidade Básica de Saúde do Bairro. À tarde foi a vez da região do Miritiua, que recebeu uma Unidade de Apoio à Segurança Pública, uma iniciativa pioneira que serve como instrumento de auxílio à polícia estadual no combate ao crime e na segurança preventiva por meio, também, da Guarda Civil Municipal. Já no sábado, além da Ordem de Serviço para a reconstrução da quadra Zé de Zandra, na Matinha, o prefeito reuniu funcionários numa confraternização muito descontraída com direito a distribuição de prêmios e diversão.

“Mesmo com todas as dificuldades que estamos enfrentando, não deixamos de trabalhar, seguir com a reconstrução e, ao mesmo tempo, evoluir com novas obras” disse o prefeito, que, durante a entrega da UBS do São Raimundo, ainda destacou: “A população de São José de Ribamar vai ter acesso aos serviços de saúde num lugar amplo, mais bonito e organizado. Estamos transformando a saúde de nossa cidade, que infelizmente já foi muito maltratada num passado recente”, garantiu o prefeito.

Além do vice-prefeito, Eudes Sampaio, também participaram da solenidade, os vereadores Cristiano Pinheiro, Osvaldo Brandão, Nádia Barbosa e o vereador Manoel do Nascimento, presidente da Comissão de Saúde da Câmara que destacou a importância da obra para a comunidade. “Esta reforma é mais um compromisso cumprido do Luis Fernando, várias unidades foram reformadas e a população agradece”, pontuou.

De acordo com o secretário de saúde, Tiago Fernandes, serão ampliados os atendimentos odontológicos, atendimentos em grupo, educação em saúde e imunização. Além dos pequenos procedimentos que já são realizados na unidade.
O novo espaço tem novas salas, entre consultório médico, odontológico, sala de vacina, sala de enfermagem, sala de curativo, arquivo, banheiros, auditório, almoxarifado. A equipe da unidade é composta por profissionais dentre médico, dentista, enfermeiro, técnico de enfermagem, auxiliar de enfermagem, agentes comunitários de saúde e recepcionista.

UASP – No período da tarde, Luis Fernando realizou visita técnica à sede da Unidade de Apoio a Segurança Pública (UASP) que vai funcionar no bairro do Miritiua. O local que serve como base da segurança pública, vai abrigar a Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

“Esta é uma base que vai servir como ponto de apoio para a segurança pública e não posto policial. É importante que a comunidade entenda que aqui vamos disponibilizar dois homens da guarda e o efetivo tanto da polícia militar quando do corpo de bombeiros também fará uso da unidade, porém como base para as ações que serão realizadas pelas polícias”, explicou.

A previsão é que até o final de janeiro de 2019, a unidade, de um total de três, seja entregue a população. Também estão sendo beneficiados com unidades de segurança, os bairros do Araçagy e Parque Vitória.

Edição extra do Maracap terá sorteio nessa quinta-feira, 27

A Fundação Antonio Dino (Fad), instituição mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello (HCAB) e que emite o certificado de contribuição Maracap, realizará nessa quinta-feira, 27, às 13h45, o sorteio ao vivo da edição extra do seu certificado, adquirida por apenas R$ 2 reais (dois reais). A premiação é um Fiat Mobi (1.0 Fire Flex SP zero km). Terá ainda mais 30 Rodadas da Sorte de R$ 500,00 (quinhentos reais), cada.

Adquirindo o Maracap você ajuda o Hospital e ainda concorre a prêmios. Com os repasses do Maracap, que já chegam a R$ 2.25 milhões (dois milhões duzentos e cinquenta mil reais), em um ano da parceria iniciada ano passado, a Fundação realiza ações sociais em suas casas de apoio, logística de pacientes, atendimentos móveis nas comunidades e investe ainda na implantação do novo setor de radioterapia do Hospital do Câncer Aldenora Bello (HCAB). Para saber mais sobre esse trabalho, acesse: fundacaoantoniodino.org.br.

PAUTA/Contato para entrevistas

Vice-Presidente da Fundação Antonio Dino: Antonio Dino Tavares

Entrevistas/reportagens Ascom/HCAB: 98 3089 3119

Prefeito Luis Fernando segue entregando e iniciando novas obras em Ribamar

O fim do ano em São José de Ribamar está sendo de festa para a população. Desde a semana passada, o prefeito Luis Fernando Silva iniciou uma série de ações que incluem início de obras e entregas de outras reconstruídas e novas. No último sábado (15), mesmo com as fortes chuvas que caíram na Ilha, o prefeito não deixou de cumprir sua agenda.

No referido dia, foi a vez da Região Limítrofe do Parque Vitória, na qual o prefeito iniciou a pavimentação de duas vias que contemplam os bairros do Jardim Turu e Alto do Turu, além do início da construção de uma nova escola de ensino fundamental no Parque Jair.

“Tudo que temos aqui na região foi feito pelo Luis Fernando. E assim ele continua sua saga, mesmo com as dificuldades financeiras e administrativas que encontrou na sua volta”, disse seu Agenor, que ouviu atentamente as palavras do prefeito nos dois eventos, nos quais relatou a triste decisão de nove descompromissados vereadores de impedir que o município, mesmo com a aprovação da Caixa Econômica Federal, viabilize recursos na ordem de R$ 30 milhões para a pavimentação de pelo menos 60 km de asfaltos em todos os bairros de São José de Ribamar.

Entretanto, mesmo com a rejeição por parte dos vereadores, Luis Fernando disse que não vai desistir. Vai continuar o trabalho de reconstrução do município, que passou por um período desastroso, de 2011 a 2016, quando, além de ter recebido praticamente nada em termos de obras novas, teve equipamentos públicos destruídos, assim como a infraestrutura das ruas e avenidas que ficaram sem manutenção.

“Mas eu sou teimoso e vou continuar o trabalho. É lamentável que com os poucos recursos que temos conseguido, para fazer novas obras, ainda temos que recuperar o tempo perdido. O certo é que falta de vontade e determinação não me falta e assim vamos prosseguir”, tem dito Luis Fernando em seus discursos.

“A reconstrução que estamos fazendo hoje, poderia ser revertida em novos serviços na infraestrutura da cidade, porém não tem como. Tudo que deixei construído, a exemplo das ruas e avenidas está destruído e com isso, precisamos refazer, o que demanda dinheiro, tempo e paciência da população”, lamentou o prefeito.

Desde o primeiro dia que assumi o governo, em janeiro de 2017, disse o prefeito, “não sosseguei um só minuto e hoje já reconstruímos mas de 100km de asfalto”, lembrou.

Ainda nesta semana, o prefeito Luis Fernando vai entregar a Unidade Básica de Saúde do São Raimundo, mais um aparelho reconstruído, uma Unidade de Apoio à Segurança Pública no Miritiua e uma quadra poliesportiva, também reconstruída, na Matinha

Quem paga o imposto?

Por Eden Jr.*

“O aumento de impostos, se por um lado disponibiliza mais recursos para as políticas públicas, por outro penaliza a população, e por isso mesmo o tema deveria ter sido tratado com mais ênfase na campanha eleitoral. Nesse contexto, é oportuno discutir alguns princípios da teoria econômica a respeito do sistema de tributação.”

A votação e aprovação da Lei nº 10.956/2018, que trouxe diversas alterações para o Sistema Tributário Estadual, causou disputa renhida entre governistas e oposicionistas nos últimos dias. Denominada de “Pacote Anticrise”, pelos primeiros, e “Pacote de Maldades”, pelos segundos, a norma instituiu um conjunto de medidas com que o Governo do Estado pretende ajustar as finanças públicas para um novo ciclo de quatro anos. Entre a criação de programa social e o parcelamento de multas, sobressaíram-se as mudanças em alíquotas de dois dos mais relevantes impostos estaduais, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

Lembra-se, que o aumento da tributação, mesmo não sendo o único recurso, tem sido amplamente empregado pelos gestores estaduais nos últimos anos para evitar, ou pelo menos postergar, o colapso das finanças regionais. Adicionam-se a essa, outras providências utilizadas por outros governos, como corte de despesas, enxugamento de estrutura administrativa e a implementação de ações que garantam mais eficiência na prestação do serviço público – “fazer mais com menos”. O contraditório, é que grandes instituições financeiras, como Banco Central, Itaú e Bradesco, elevaram suas projeções de crescimento do país para 2019, de 2,5% (antes das eleições) para até 3% (depois das eleições), e aqui no Maranhão, em sentido contrário, o governador Flávio Dino afirmou que viria uma crise, justamente após o período eleitoral, e chegou a levantar a possibilidade de o país só crescer 1% no ano que vem. Num episódio que faz lembrar o ocorrido em 1999, quando FHC surpreendeu a todos e desvalorizou abruptamente o real, gerando problemas inflacionários, isso após vencer o pleito do ano anterior, ou com Dilma Rousseff em 2014, que depois de reeleger-se admitiu a que o país estava metido numa grande enrascada econômica.

O aumento de impostos, se por um lado disponibiliza mais recursos para as políticas públicas, por outro penaliza a população, e por isso mesmo o tema deveria ter sido tratado com mais ênfase na campanha eleitoral. Nesse contexto, é oportuno discutir alguns princípios da teoria econômica a respeito do sistema de tributação.

O IPVA incide sobre a propriedade de veículos automotores, como carros, motos e lanchas. Até outubro deste ano, cerca de R$ 309 milhões haviam sido arrecadados com esse imposto, e até o final do ano outros R$ 100 milhões podem ser coletados. Entre os impostos estaduais ele é o segundo mais rentável, perdendo apenas para o ICMS.

O IPVA está classificado na categoria dos impostos diretos, e assim como outros que incidem sobre a propriedade de um bem, como o IPTU, ou renda, como o Imposto de Renda, o Fisco sabe quem será o responsável pelo pagamento do tributo. Sendo assim, é um bom instrumento para se promover a justiça fiscal, pois pode-se instituir uma alíquota menor sobre os veículos mais baratos, como motos, em que comumente os donos têm um menor poder aquisitivo, e uma maior para automóveis de luxo, onde espera-se que os proprietários tenham uma maior capacidade de pagamento. Ademais, o ônus pelo pagamento do imposto direto – diferentemente do indireto – tem pouca possibilidade de ser transferido para outrem. Dessa forma, em geral e em última instância, é o proprietário do veículo que arca com o pagamento do imposto. Tal fato reforça a característica de equidade tributária do IPVA, pela qual se busca cobrar mais dos que possuem mais. Nessa direção, é propícia a isenção de IPVA concedida pelo governo do estado para os proprietários de motos de até 100 cilindradas, veículos mais modestos cujo donos, quase sempre, tem pouca capacidade de pagamento de impostos.

O ICMS incide sobre várias operações de venda e fornecimento das mais diversas mercadorias e serviços, como alimentos, eletrodomésticos, combustíveis, comunicações e transportes. Ao final de outubro de 2018, R$ 4,7 bilhões já tinham sido arrecadados com ICMS, fazendo dele o imposto mais importante para o cofre estadual, responsável por cerca de um terço de todas as receitas do Estado. O ICMS é tido como um tributo indireto, a exemplo do ISS e IPI, e por conta disso, suas repercussões no mundo fiscal e econômico são mais complexas. Os impostos indiretos recaem sobre compras e fornecimentos de serviços, e assim, é mais difícil estabelecer quem realmente vai suportar o ônus do pagamento do tributo. Isso pois, há a possibilidade de repassar esse custo para outros contribuintes.

Via de regra, em relação ao real pagamento dos impostos indiretos – como o ICMS – pelos consumidores ou vendedores, uma máxima econômica diz: “quem é mais inelástico paga o tributo”. Explicando: se a operação de compra e venda envolver um produto como a manteiga, que não é essencial, e pode ser facilmente substituído por outro, como a margarina, o ônus do pagamento do tributo vai recair pouco sobre o comprador e mais sobre o vendedor. Contudo, se o bem em questão for essencial, como os combustíveis, em que o consumidor tem pouca possibilidade de o substituir por outro, provavelmente o comprador arcará com a maior fatia do imposto. Nesse quadro, é pouco recomendável o acréscimo do ICMS sobre a gasolina e o óleo diesel, como feito pelo governo, pois quem pagará, de fato, a conta será o consumidor final. Um agravante adicional, é que a elevação no valor dos combustíveis tem alto poder de se espalhar para toda a sociedade. Isso pois, essa alta encarece o custo dos transportes e dos fretes, insumos que de tão básicos, pois são usados por todos, impactam na formação de quase todos os preços da economia. Outro inconveniente, é que o ICMS é um imposto regressivo. A taxação recai mais – em termos porcentuais em relação à renda do contribuinte – sobre os mais pobres. Por exemplo, suponha-se que para se encher o tanque de um carro se gaste R$ 100,00 de gasolina, e desse montante R$ 10,00 corresponde ao ICMS. Tanto o cidadão que ganha mensalmente R$ 10 mil quanto o que recebe R$ 1 mil pagam o mesmo R$ 10,00 de imposto. Entretanto, esse valor representa, porcentualmente, menos na renda do primeiro (0, 1%) do que na do segundo (1%).

Sendo que essa já não é a primeira majoração de impostos no atual governo, é pertinente lembrar ainda da hipótese da “Curva de Laffer”. Em 1974, o economista americano Arthur Laffer, que depois veio a participar do Governo Reagan (1981 a 1989), sugeriu que havia um limite para se elevar um tributo, e que a partir dele a arrecadação cairia. Isso se daria, porque quando alcançada uma alíquota máxima suportável pelo contribuinte, haveria dificuldade financeira para pagar o imposto, seja pela redução da produção e do consumo de bens, seja pelo estímulo à sonegação fiscal. Mesmo tratando-se de uma suposição, em tempos de impostos crescentes e de intolerância da população para com aumentos de tributos, é muito apropriado lembrar da “Curva de Laffer”.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

‘Ainda questionam uma mulher na cadeira principal’, diz Rachel Maia

CEO da Lacoste no Brasil afirma que ainda enfrenta dificuldade por causa do gênero e que diversidade é a saída para mudar empresas

Executiva já comandou as operações das joalherias Tiffany e Pandora no Brasil

via blog Capitu

Rachel Maia chegou ao topo. Aos 47 anos, a executiva tem uma trajetória invejável no mundo dos negócios. Já comandou as operações das joalherias Tiffany e Pandora no Brasil e, em novembro, assumiu o cargo de CEO da Lacoste, gigante do luxo que tem no País um de seus maiores mercados. O currículo impressionante é ainda mais pontuado pelo fato de que Rachel faz parte de um grupo muito restrito: o de mulheres negras com cargos de CEO em grandes empresas.

Apesar de ser uma figura estabelecida no universo dos negócios, ela afirma que não está imune ao preconceito. “Com certeza as pessoas questionam o porquê de uma mulher estar sentada na cadeira principal”, diz Rachel. “Mas aí você mostra suas qualificações e competência. A razão de eu estar sentada aqui é minha capacidade de fazer a roda girar.”

Em uma conversa com o Estado, Rachel fala sobre os desafios de ser uma mulher no mundo corporativo, e dá dicas para aquelas que querem seguir este caminho. “Capacitar-se é se empoderar.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

A senhora já disse que, por ser uma mulher negra, representa apenas 0,4% dos CEOs de empresas globais no Brasil. Desde que virou CEO, em 2010, tem notado mudanças? Ou ainda estamos andando a passos lentos em direção a uma situação mais igualitária?

Sinto que a alta gestão, aqueles que fazem a roda girar, querem entender como tratar esse tema. Porque não é um tópico tão simples. Existe um desafio para compreender como fazer tudo isso se encaixar. É quase um quebra-cabeças. Mas eu vejo que existe abertura para montar esse quebra-cabeças.

Mas ainda estamos longe de solucionar a questão?

Existem pessoas pensantes olhando para esse tema. Se você perguntar: ‘Rachel, você já consegue ver a imagem do quebra-cabeças?’. Ainda não. Tem uma fase que fica mais fácil, que já dá para visualizar o que estamos montando. Ainda não estamos lá, mas existe essa vontade de montar.

Então as mulheres ainda enfrentam desafios no mundo corporativo?

Sim, é indiscutível. Enfrentam porque, até pouco tempo atrás, o núcleo das empresas era perfil padrão. Homens, brancos, de uma idade x, que viessem de faculdade x ou y, que falassem a língua x. E aí a mulher disse: ‘Eu também quero’. Acho que isso é muito bacana. Nós estamos procurando as ferramentas para fazer parte desse mundo.

E você? Ainda enfrenta dificuldades por ser mulher?

Ah, enfrento sim. A gente não anda com o título na testa. A gente não bate no peito e fica gritando para a recepcionista: ‘Olha, eu sou tal pessoa’. Então, naturalmente, o gênero vem antes de qualquer coisa. Com certeza as pessoas questionam o porquê de uma mulher estar sentada na cadeira principal. Mas aí você mostra as suas qualificações e competência. A razão de eu estar sentada aqui é a minha capacidade de fazer a roda girar.

O que você considera ter sido imprescindível para chegar à posição em que está hoje?

Vários desafios apareceram na minha vida e eu tinha consciência de que alguns eram maiores que eu. Mas eu buscava me qualificar e corria atrás. Com certeza já me questionei se estava preparada para tal. E está tudo certo, eu não preciso ser boa em tudo. Hoje, tenho a consciência de que sou uma boa maestra. Eu sei juntar tudo e todos e fazer com que seja uma excelente orquestra.

Então o importante é achar a área em que se encaixa e buscar capacitação?

A capacitação é a palavra-chave de tudo isso aqui. Capacitar-se é se empoderar. Primeiro, tem de querer. Não adianta vir um terceiro e falar: ‘Eu vou te empoderar’. Você tem de descobrir onde estão suas lacunas e preenchê-las. Assim, seu círculo expande e novas lacunas vão aparecer. Aí é hora de voltar para o fim da fila e começar de novo.

Por quase uma década você se manteve no topo de grandes empresas. Como consegue?

Eu já tive vontade de desistir diversas vezes. Fiz muito coaching, análise. Nunca quis lidar com meus monstros eu mesma, mas sempre contei com a ajuda de pessoas. Tive a ajuda de profissionais porque sei que não sou capaz de tudo, mas sou esforçada. Então, com pessoas ao meu lado, deu para fazer a coisa direitinho.

E como conciliar com a família e a vida pessoal? Você já tem uma filha e está adotando um menino. Como faz?

Não concilia. É desafiador. Tem de tratar bem a mente. Você realmente acaba dando menos tempo para seu filho, mas é uma opção de vida. É isso. Os 5% ou 10% que eu dou para a minha filha são com muita qualidade. E eu nem quero fazer diferente. Eu quero ser feliz e isso hoje me deixa feliz.

Como você acha que a mulher pode se comportar para chegar em papéis de liderança?

Eu acho que perceber o ambiente foi algo muito importante no meu processo de estar contemplada em ambientes que antes não tinham mulheres. Perceber o ambiente e entender a oportunidade, o momento certo de falar, de se expressar, é essencial. E, se esse momento não aparecer, tem de fazer com que ele surja. Criar oportunidade para ser vista é muito importante. Tem de armar o ambiente e se fazer presente, não pode passar despercebido.

Em situações de pressão e conflito em ambientes dominados por homens, é melhor se retrair ou avançar?

Eu acho que nem um nem outro. Muitas vezes, por exemplo, quando existia uma predominância masculina e eu era a única mulher, me pediam a resposta para alguma questão. Se eu não estava tão bem preparada para dar uma resposta com convicção de que aquilo era o esperado de mim, procurava deixar claro que ia procurar a resposta que estavam buscando. Quando você é a única do processo, óbvio que a atenção é redobrada, então é preciso prestar muito mais atenção.

Você acha que um ambiente mais diverso é efetivamente mais produtivo?

Isso é indiscutível. Hoje, nós estamos em um processo de transformação. O mesmo não vai trazer a transformação. E, se você está acostumado a buscar a resposta em cima daquilo que ontem te dava segurança, isso não funciona mais. Temos de ter pessoas disruptivas que pensem fora da casinha e que vão trazer respostas que você jamais pensaria. Se há muitas pessoas iguais ao seu redor, seu círculo não é diverso. E isso é um problema.

Você tem agido para promover essas condições de igualdade nas empresas pelas quais passou?

Sempre. Eu tenho esse olhar muito próximo a mim porque acho que, se eu pude apresentar bons resultados nas empresas onde eu passei, é porque soube ouvir o diverso. E eu não estou falando só de etnia ou gênero, acho que o diverso é muito mais amplo.

E que medidas já tomou para promover isso?

Por exemplo, eu passei por empresas em que o conselho executivo não tinha mulheres. Então, eu não podia ser a única. Eu trazia mais mulheres. Mesmo que não ocupassem o mesmo nível de diretoria, de vice-presidência. E a equidade, né? Se a pessoa é talentosa, mas não tinha inglês, por exemplo, a gente apostava dois anos nela. Você leva o conhecimento até ela. Eu sou muito atenta nessa questão da transformação e tenho convicção de que ela só vem pela diversidade, seja de pensamento, seja de atitude.

Se pudesse dar um conselho a uma mulher que quer conquistar o mundo corporativo como você, qual seria?

Sempre me perguntam isso e eu respondo a mesma coisa. Não dou conselhos porque o que é bom para mim não necessariamente vai ser bom para você. Mas acho que temos de ter atitude. Pude entender que cada um pode ter sucesso desde que faça com muita originalidade e presteza. Isso é muito claro para mim neste momento da vida. Não basta fazer mais ou menos, tem de mostrar que é o melhor naquilo.

Bons Tempos para profissionais empreendedores

Por Bruno Soalheiro*

Empreendedorismo é um termo bastante em alta e discutido cada vez mais neste país. Percebo, no entanto, ao conversar com algumas pessoas conhecidas, que a visão “popular” que se tem do termo está bastante associada a “montar um negócio ou empresa”.

Tudo bem que isto é mesmo empreender, mas penso ser importante compartilhar com o leitor uma visão muito mais ampla e democrática do termo. Faço isto porque verifico que jovens em início de carreira, estejam empregados ou atuando como profissionais liberais, dão pouca importância ao tema por acreditar que não diz respeito a eles, já que não querem “abrir um negócio”!

Empreender é atitude! É postura e posicionamento na vida. Tem a ver com conhecimento técnico sim, mas muito mais com desenvolvimento comportamental, foco, persistência, entusiasmo e paixão. E tem muito a ver com PLANEJAMENTO!

Diversos profissionais liberais e jovens recém egressos passam hoje por agruras, sem encontrar um lugar no mundo do trabalho por falta desta característica. Ora, até para se procurar emprego hoje é preciso empreender. É preciso planejar, buscar informação, preparar-se, informar-se e agir. Tem gente que nem procurar emprego sabe, quanto mais conseguir clientes como profissional liberal.

Veja bem, o que vai fazer você conseguir ou não clientes e arranjar ou não um emprego não é a qualidade técnica que você apresenta em seu campo de trabalho, e sim a postura empreendedora que você adotar para “impulsionar” o uso desta qualidade técnica, que é claro, deve ser excelente.

O médico mais solicitado não é necessariamente o que tirou as melhores notas ou estudou nas melhores faculdades, e sim aquele que sabe “fazer clientes”, criar sua imagem, ou seja, empreende como forma de “vender” sua qualidade técnica.

Empreendedorismo é comportamento! É modo de atuação! Não é abrir empresa apenas.

Com as novas tendências em gestão de pessoas do mercado, até mesmo para ser um “empregado” já se exige postura empreendedora. É gente que tem idéia, planeja, organiza, faz, erra, refaz, muda aqui, mexe ali, estuda, procura, remexe outra vez, cai, levanta e faz acontecer o que quer que seja; um emprego, uma festa, uma carteira de clientes ou mesmo organizar um passeio.

A má notícia é que a maioria de nós não foi criada para empreender, e sim para executar, acatar, obedecer e não transgredir. Resultado? O sujeito se forma e fica igual uma planta, sem saber o que fazer; alguns poucos dão sorte e “acontecem” em suas profissões, mas a maioria sobra, e acaba ocupando postos de trabalho que nada tem a ver com aquilo que queriam, ganhando pouco e infelizes. Alguém falou em depressão aí?

Já as boas notícias são que empreender é um comportamento que pode ser desenvolvido por qualquer um, e que jamais houve um tempo tão propício para se fazer isto. Entidades, empresas, ONGs, grupos independentes e órgãos governamentais, todos estão aí, fomentando o tal empreendedorismo como forma de despertar na população uma postura mais ativa e realizadora na vida.

Se você vai se graduar em breve, se é um profissional em início de carreira ou se sente que está “estagnado” ou sem rumo, aí vai uma dica. Estude sobre empreendedorismo, entenda este comportamento e procure aplicá-lo a todas as esferas da sua vida. Você perceberá com o tempo que será muito mais “dono de si” e capaz de realizar coisas maravilhosas.

Divulgo esta mensagem porque acredito que só o empreendedorismo pode salvar este país e nos ajudar a construir um futuro melhor. Só o empreendedorismo é capaz de criar pessoas ativas, responsáveis, realizadoras e donas de suas vidas. Pessoas que não esperam acontecer nem ficam protestando para que a sociedade arranje um lugar para elas.

Pessoas que dão o passo,correm o risco, sacodem a poeira e fazem a vida acontecer. Por isso, empreenda, você não vai se arrepender, e o país agradece!

Bruno Soalheiro é Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.

UNEPP: Evento da entidade foi um sucesso

Nesta segunda-feira, 10, o Blog do Robert Lobato contará como foi o evento da União Nacional de Ex-prefeitos e Prefeitos do Brasil (UNEEP).

Bastante disputado, o evento aconteceu na noite de ontem, sábado, 8, no Espaço Mágico, e contou com a presença de várias autoridades públicas e privadas que abrilhantaram a segunda versão do que caminha para ser uma tradição qualificada e de credibilidade em homenagens a quem luta por um Maranhão mais justo, solidário e fraterno.

É amanhã, aqui no nosso Blog do Robert Lobato.

SANTA RITA: Ponte de Areias entra na reta final de conclusão

O prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, mais uma vez deu o exemplo de bom gestor. No sábado (8), o próprio colocou a mão na massa e ajudou na instalação da pré-laje da Ponte de Areias, ela liga diversos povoados do municipio que são cortados pelo rio Itapecurú. A obra entrou na reta final de conclusão e a expectativa é que ela seja entregue nos primeiros meses de 2019.

Hilton Gonçalo iniciou a obra de construção da ponte sobre o rio Itapecuru no ano de 2011, após um convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado, e tinha previsão para ser entregue em maio de 2015. Porém ao deixar o comando de Santa Rita no final de 2012, o sucessor não deu continuidade aos trabalhos.

Ao voltar a Prefeitura de Santa Rita em janeiro de 2017, Hilton colocou como meta concluir a Ponte de Areias e não havendo mais o convênio entre municipio e estado, o gestor deu continuidade as obras com os recursos próprios do poder público municipal, demonstrando seu compromisso com a população da cidade.

A Ponte de Areias para muitos é só um sonho que nunca será realizado, mas Hilton Gonçalo vai transformando em realidade uma obra, que é desejo de muitos habitantes de Santa Rita.

O prefeito ainda dá o exemplo de que além de boa administração dos recursos públicos, ele literalmente fiscaliza e ajuda nas obras do município, botando a mão na massa.