ELEIÇÕES 2018: Aliados temem que Roseana Sarney vire um ACM Neto e desista de candidatura ao governo 22

Na semana passada, rumores davam conta de que a emedebista poderia anunciar a desistência da candidatura ao governo, o que seria um duro golpe para o próprio grupo Sarney que ficaria a ver navios e ter de procurar um substituto à altura da força e do carisma de Roseana

Um temor ainda atormentando os aliados da ex-governadora Roseana Sarney (MDB): o temor de que ela possa desistir de ser candidata à sucessão de Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2018.

Na semana passada, rumores davam conta de que a emedebista poderia anunciar a desistência da candidatura ao governo, o que seria um duro golpe para o próprio grupo Sarney que ficaria a ver navios e ter de procurar um substituto à altura da força e do carisma de Roseana.

Pessoas próximas à ex-governadora, no entanto, negaram ao Blog do Robert Lobato que ela esteja pensando em desistir do projeto Roseana governadora-15. “Pelo contrário, já estamos planejando novas viagens pelo interior. Roseana está animada”, disse uma pessoa que abre a geladeira da ‘Branca’.

De qualquer modo, há quem fique agoniado com a possibilidade de Roseana Sarney virar, amanhã, um ACM Neto, prefeito de Salvador, que após ter pré-candidatura ao governo da Bahia anunciada e trabalhada pelos aliados, resolveu desistir de repente do processo deixando o seu grupo à própria sorte.

É aguardar e conferir.

Pare de perder tempo com pessoas tóxicas

“Não sou eu, é ele” é o que a maioria de nós costuma dizer. Somos rápidos para culpar os outros pelo que sentimos

Darius Foroux, Administradores.com

Você já se irritou com o comportamento sórdido de um colega de trabalho, amigo ou mesmo familiar. Bom, se você deixa os outros lhe irritarem, a culpa não é deles.

“Não sou eu, é ele” é o que a maioria de nós costuma dizer. Somos rápidos para culpar os outros pelo que sentimos.

Dizemos que os outros nos fazem sentir de determinada maneira. Trata-se de um equívoco. Você devide como sentir acerca das coisas que acontecem na sua vida.

Não são os eventos que nos ferem. São as nossas percepções de tais eventos que nos ferem. Essa é uma das ideias mais importantes da filosofia estóica.

Em outras palavras, você decide qual significado atribuir às coisas que acontecem na sua vida. Se seu amigo mente sobre você para outras pessoas e você se irrita, você tomou a decisão de se irritar.

Afinal, você não controla os outros. É por isso que as pessoas com quem você passa seu tempo é uma questão de vida ou morte.

O grande filósofo estóico, Epiteto, disse o seguinte em seu Manual para a Vida.

“Evite se relacionar com pessoas que não compartilham os seus valores. A associação prolongada com essas ideias falsas só vai embaçar seu pensamento”.

É algo em que acredito. Já vi pessoas destruírem as vidas de outras o suficiente para não dar importância a essa ideia.

Aposto que você também já teve experiências com pessoas tóxicas, na falta de um termo melhor, na sua vida.

É algo em que acredito. Já vi pessoas destruírem as vidas de outras o suficiente para não dar importância a essa ideia.

Aposto que você também já teve experiências com pessoas tóxicas, na falta de um termo melhor, na sua vida.

Há dois tipos de pessoas
Pessoas com valores;
Pessoas sem valores.
Acredito que menos de 1% da população tem valores, que nada mais são do que respostas para questões como:

Como eu trato outras pessoas?
Como eu me trato?
O que é certo e o que é errado?
Eis uma maneira fácil de detectar pessoas sem valores: quando você vê que alguém se tornou uma pessoa completamente diferente em um segundo — é aí que sabemos que essa pessoa não tem valores.

Por exemplo, na nossa empresa recentemente contratamos um estagiário tóxico. Ele se transformou numa pessoa completamente diferente daquela que havíamos contratado.

É claro, o erro foi nosso. Mesmo que ele tenha falado bastante sobre valores durante o processo de entrevista, não detectamos nenhum sinal suspeito.

E tudo correu bem durante a primeira semana. Mas assim que o estagiário encontrou um parceiro entre os demais estagiários, tudo começou a mudar.

De repente, com esse novo parceiro, começaram as fofocas, tentativas de manipulação dos outros e de criar dissidências. Felizmente, identificamos rapidamente o comportamento e comunicamos a nossa política de tolerância zero para comportamentos tóxicos.

Não é algo difícil de acontecer em organizações. As pessoas escondem suas verdadeiras cores. Eu diria que elas escondem o fato de não terem cor alguma.

Quando você não tem valores, automaticamente gravita para o comportamento humano natural, que é extremamente obscuro. Recentemente li 12 rules for life (sem edição em português), do Dr. Jordan Peterson, um psicólogo clínico e professor na Universidade de Toronto.

Sua proposta fundamental é que pessoas são naturalmente más e que viver é sofrer. Para provar a hipótese, Peterson detalha exemplos convincentes da história.

Ele está certo. As pessoas sempre mentiram, mataram e traíram ao longo da vida.

Mas há uma alternativa
Você pode facilmente entrar pelo ralo dos comportamentos sórdidos. Basta perder tempo suficiente com pessoas ruins — eventualmente, você se tornará uma delas.

Você também pode gastar seu tempo com fofocas, mentiras e manipulações. Talvez vocẽ até se sinta bem com isso. A sensação de poder, não importa como é adquirida, dá prazer às pessoas. É assim que nossa mente trabalha.

Portanto, quando você reconhecer alguém que não tem princípios, demonstre atitudes reprováveis e tenha várias caras — pule fora.

Cerque-se de pessoas que querem o melhor para você.

Não de pessoas que são invejosas, que não suportem ver o seu sucesso e que sejam negativas em tudo. Acredito que isso é importante para qualquer pessoas que queira viver uma boa vida.

Alguns anos atrás, quando comecei a viver uma vida consciente, precisei me despedir de pessoas que queriam apenas viver uma vida de prazer.

Também vi outros amigos que começaram a mudar suas vidas para melhor, mas foram puxados de volta para o poço sem fundo da escuridão por outras pessoas.

Mas, como você e eu sabemos, a vida também é cheia de pessoas amáveis. Não é ruim de todo.

Seja exigente com o seu tempo
“Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo”. Parece um velho clichê. Mas creio que ainda não entendemos por completo o impacto que outras pessoas têm em nós.

Como afirmou Epiteto, os outros podem embaçar seu pensamento. Vale a pena?

Encare da seguinte maneira: você daria R$ 1000 para cada pessoa na sua vida se elas pedissem? Se a resposta é não, pare de dar seu tempo a essas pessoas que não têm os mesmos valores que você.

Eu restringi a lista de pessoas com quem passo 90% do meu tempo apenas para meus familiares mais próximos e meus dois melhores amigos. O restante do meu tempo eu dedico ao trabalho e aos exercícios. É o que eu mais faço. E eu nunca aproveitei tanto a minha vida como agora.

Se você tem um trabalho que ama e pessoas que ama, então você não tem mais com o que gastar seu tempo.

Nada dará mais satisfação do que ter uma carreira significativa e uma família forte.

“Mas e se minha família for tóxica?”

Inspire seus familiares a mudarem para melhor. Eu não desisti da minha família. Mesmo que leve 10 anos, eu ainda tentarei ajudá-los.

Crie seus valores e agarre-se a eles
Para viver uma vida virtuosa, você precisa de princípios. Sem princípios (ou valores), não temos caráter. E sem caráter, não somos ninguém.

“Quem se importa?”

Mais do que qualquer pessoa, você deveria se importar. É você quem se olha no espelho todos os dias. Você está feliz com o que vê?

Essa é a única medida que tenho para minha vida. Eu preciso gostar da pessoa que vejo no espelho. Se eu não gosto dela, eu mudo. É o que sempre fiz. E é o que faço até hoje.

Melhore
Qual a alternativa? Como Peterson concluiu em 12 rules for life, não há outra opção viável para a vida.

Só existe um caminho para a felicidade: seguir em frente.

Você precisa da promessa do que você poderia ser. Você precisa de um caminho para uma vida melhor. Nenhum de nós é perfeito.

Não importa se vamos alcançar ou não o nosso destino. O que importa é nossa melhoria constante.

Othelino Neto recebe embaixador de Cuba e garante apoio contra bloqueio econômico dos EUA 2

Presidente da Assembleia, acompanhado de deputados, recebeu o embaixador de Cuba

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), recebeu, na tarde desta segunda-feira (16), a visita de cortesia do embaixador de Cuba, Rolando Gómes Gonzalez, acompanhado da cônsul-geral daquele país para o Nordeste do Brasil, Laura Pujol. Do encontro, participaram também os deputados Bira do Pindaré (PSB), Marco Aurélio (PCdoB), Glalbert Cutrim (PDT) e Rogério Cafeteira (DEM).

Os representantes de Cuba aproveitaram para solicitar ao presidente do Legislativo do Maranhão a votação de uma moção de repúdio contra o embargo econômico, por parte dos Estados Unidos, contra aquele país, que completou seis décadas e está recrudescendo sob o governo do atual presidente, Donald Trump.

“É um bloqueio perverso que maltrata o povo cubano. Houve um avanço durante o governo de Obama, período em que quase se acaba com o embargo, mas a situação reverteu-se completamente com Donald Trump. E perdura, mesmo com 191 nações repudiando tal medida dos norte-americanos”, disse Rolando Gonzalez.

Durante a reunião,  o presidente da Assembleia Legislativa disse que a Casa irá providenciar a moção de repúdio. “Já estive em Cuba, participando de um compromisso oficial, no período de Fidel Castro. Gosto muito do país e pretendo retornar. Quanto à moção, nós iremos providenciar”, garantiu Othelino Neto.

Os diplomatas cubanos conversaram sobre a troca de experiências entre os dois países e discutiram o intercâmbio entre Cuba e Maranhão, notadamente nas áreas da Saúde, por conta do programa “Mais Médicos” (419 profissionais cubanos atuam em mais de 150 municípios maranhenses), e da Educação, por meio  do “Sim, Eu Posso!”, executado em diversas cidades, alfabetizando adultos.

Rolando Cómes Gonzalez destacou ainda que está sendo articulada, para o mês de setembro, uma campanha internacional contra o embargo dos Estados Unidos a Cuba.

O deputado Bira do Pindaré (PSB) propôs, em meio à conversa, um intercâmbio entre a Assembleia do Maranhão e Cuba, o que foi prontamente aceito pelos representes do país caribenho.

Os dois diplomatas estão em São Luís desde a semana passada e já foram recebidos pelo governador Flávio Dino, pelo vice-governador, Carlos Brandão, por diversos secretários de Estado, pela reitora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Nair Portela, e também pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez.

Ao término do encontro, Gonzalez agradeceu pela hospitalidade dos deputados maranhenses e afirmou que a troca de informações foi altamente produtiva.

CASO MARIANO DE CASTRO: O blogueiro Neto Ferreira prestou um bom serviço aos maranhenses 15

O blogueiro não pode ser responsabilizado pela morte do médico. Responsabilizá-lo seria, além de covarde, uma clara tentativa de desviar a atenção do cerne da questão que é exatamente a culpa exclusiva do governo pelo suposto suicídio de Mariano de Castro

A mídia palaciana, incluindo a blogosfera, vem tentando desqualificar o blogueiro Neto Ferreira desde a publicação da carta de autoria do médico Mariano de Castro em que o ex-operador dos esquemas de corrupção na Secretaria de Estado da Saúde (SES) faz revelações comprometedoras envolvendo agentes públicos do governo Flávio Dino (PCdoB).

Ocorre que o blogueiro, ao contrário da narrativa governista, não cometeu crime algum. O que Neto Ferreira fez foi prestar um bom serviço à sociedade maranhense ao trazer a público o conteúdo da carta de autoria do Mariano de Castro.

O blogueiro não pode ser responsabilizado pela morte do médico. Responsabilizá-lo seria, além de covarde, uma clara tentativa de desviar a atenção do cerne da questão que é exatamente a culpa exclusiva do governo pelo suposto suicídio de Mariano.

A entrada da Polícia Federal para investigar as circunstâncias da morte de Mariano fará com que muita coisa seja esclarecida e os maranhenses, enfim, conhecerão a verdade por trás da morte do médico.

O Blog do Robert Lobato, portanto, hipoteca solidariedade ao colega Neto Ferreira pela forma, repito, covarde com que tem sido tratado por setores da imprensa ligados à “Cova dos Leões”.

O que eu aprendi sobre amor-próprio 2

Quando começamos a valorizar aquilo que somos, transformamos a nossa relação conosco e com o outro. E a vida ganha muito mais cor e alegria

Desenvolver amor-próprio tem a ver com olhar para si com mais generosidade | Crédito: Shutterstock

Tainá Goulart, via Vida Simples

“Gorda, baleia, saco de areia”, “Você é alta demais”, “Que cabelo estranho”, “Você vai usar essa roupa?! Não é melhor trocar?”, “Volta para o mar, Free Willy”… Essas eram algumas das tantas frases que me acompanharam ao longo da infância, adolescência e começo da vida adulta. Quando estava nas primeiras séries do colégio, eu era muito gorda. E sofria algo que na época não tinha nome, o bullying. Me lembro de nunca poder ter sido a Ranger Rosa, sonho de toda garota que assistia a Power Rangers. “Por acaso a Ranger Rosa é gorda assim como você? Não pode… Você vai ser um dos monstros que nos atacam”, diziam os meus colegas no intervalo da escola. Eu me sentia péssima, como se não houvesse mesmo um lugar para eu estar. Minha falta de amor-próprio também me levou a me tornar insegura com os garotos, e na adolescência tive um relacionamento muito abusivo. Meu então namorado me olhava e me dizia para trocar de óculos, pois os meus eram esquisitos demais, me falava para trocar de roupa, pois para ele eu não podia me vestir da forma como eu queria. E minhas respostas eram sempre “sim”. Afinal, ele era o único cara com quem eu, daquele jeito, seria capaz de namorar.

Na faculdade, me envergonhava ao passar perto das salas de engenharia, majoritariamente ocupadas por homens. Inconscientemente, o que eu sentia era que eu não era digna de estar ali, não estava dentro do padrão, não era bonita o suficiente para ser observada. Assim como muitas roupas e lugares também não eram para mim. Nem o biquíni, nem a praia. Acho que carreguei minha falta de amor-próprio por todos os lugares. No trabalho, uma das minhas chefes me causava calafrios, taquicardia e mãos suadas todas as vezes em que saía do elevador e entrava na redação. Era o início da minha carreira profissional, mas eu nunca pude ver que errar fazia parte desse começo e estava tudo bem. Então não confiava em mim. Achava sempre que nunca acertaria um texto, que nunca estaria bom o bastante, que aquela chefe nunca iria, finalmente, elogiar uma matéria minha. Quantas loucuras minha própria mente criou…

Hora de olhar para mim

Mas teve um momento em que decidi que não dava mais para viver naquela espiral da falta de amor-próprio e insegurança, que inclusive me trazia momentos de muita ansiedade. Eu tinha 24 anos, e então comecei a buscar ajuda para sair daquele buraco negro no qual eu estava por tantos anos da minha vida. Depois de conhecer alguns especialistas, encontrei uma terapeuta que, depois de algumas sessões, apelidei de “Mestre dos Magos”. A Daphne foi me ajudando a ver que eu mesma precisava achar o caminho. Aos poucos, fomos aprendendo a ver o que estava por trás dessa falta de segurança e quais eram os motivos que apertavam o gatilho para as crises de ansiedade.

E constantemente ela mostrava como eu ainda repetia esses meus padrões.
Mudar nem sempre é fácil; sair daquilo que estávamos acostumados a viver dá um trabalhão. Acho que um dos ensinamentos mais importantes que aprendi é estar no aqui e no agora. No momento presente. E por isso até tatuei essa frase no braço esquerdo. Para me manter neste presente durante uma crise de ansiedade, criei uma estratégia: passei a descrever o ambiente ao meu redor, detalhe por detalhe. As cores dos objetos, suas formas e tamanhos. Quando me dei conta, eu já não sentia mais calafrios quando a porta do elevador se abria e minha chefe chegava. E logo eu estava ali, na mesa dela, defendendo o trabalho que eu havia feito. Fui entendendo o meu lugar no mundo, fui olhando para mim como uma pessoa digna e capaz de fazer o que eu havia me proposto.

E que não podia mais permitir que alguém tentasse tirar aquilo de mim.
Mas ainda havia o quesito relacionamento amoroso, que, claro, envolvia o tal do amor-próprio. Bem, conheci um cara que mexeu muito com meus sentimentos. Ele se tornou uma obsessão na minha cabeça. Acho que a Daphne nunca chamou tanto a minha atenção para os meus padrões como nessa época. Eu não me olhava com amor, não acreditava em mim como mulher e profissional, e queria que ele me amasse. Como seria possível estar bem com alguém sem antes estar bem comigo mesma? Resultado: voltei às minhas crises de ansiedade. Não conseguia nem dormir sem pensar nele, sem querer mandar uma mensagem para dizer que eu estava ali, disponível. Foi um momento bem ruim, mas vejo que aquele episódio me mostrou o quanto era preciso me observar, enxergar o que ainda tinha que ser transformado em mim. Com paciência e amor, reprogramei a Tainá para viver diferente.

O efeito amor-próprio

Posso me lembrar exatamente quando o amor-próprio começou a fazer efeito em mim. Foi mágico. Eu recebi uma mensagem daquele cara e pensei: “Por que eu estou dando atenção a alguém que só faz eu me sentir mal?”. Naquele momento, uma sensação de liberdade cresceu no meu coração, como quando tomamos um remédio e ele, aos poucos, vai aliviando as nossas dores. Nas semanas seguintes, fui colocando nos meus momentos coisas que eu gostava muito de fazer, preenchendo minha mente com o que dava prazer: o texto que havia me dado trabalho mas que agora ficou incrível, o passeio com as amigas no final de semana… Fui trocando a palavra “complicado” por “desafiador”, e foi incrível como uma faísca de esperança começou a surgir. Logo o fogo se alimentou com minhas ações diárias para melhorar, para me ver como quem eu realmente era: forte, bonita, capaz de ter uma vida feliz.

Das reflexões que surgiam com meu tratamento terapêutico, comecei a compor canções. Eu sempre fui apaixonada pela música, e escrever era uma forma de tirar de mim todos os sentimentos ruins. De alguma forma eu conseguia analisar meus pensamentos, os gatilhos dos velhos padrões e que, com o tempo, foram se tornando versos das minhas letras. Acabei compondo mais de 15 canções, tiradas de momentos de aprendizagem. Agora estou preparando meu primeiro disco. Quem sabe não me torno como Adele, cantando sobre minhas transformações psicológicas?

Hoje, depois de cinco anos de terapia, auto-observação e coragem para sair daquele mundo em que me colocava, sou capaz de me olhar com mais paciência e, principalmente, mais amor. Namoro há quase dois anos e sinto que, se não fosse por essas mudanças que aconteceram dentro de mim, não conseguiria viver esse relacionamento. No ano passado, até coloquei um biquíni na praia, algo inimaginável para a Tainá de antigamente. O padrão das pessoas passou a ser mais um na multidão. Comecei também não só a aceitar mais o meu corpo mas também a cuidar mais dele: me alimento melhor, me exercito e sinto confiança para me vestir da maneira como me sinto bem. “Quem manda nesse barco sou eu”, diz uma estrofe de Bússola, uma das minhas músicas. “Quem manda nesse barco sou eu, quem escolhe o destino sou eu. Quem se joga mar adentro, esse alguém sou eu.” Hoje, sou dona do meu barco. O mar pode estar revolto, mas sei navegar pelas ondas na direção de onde eu quero ir. Entendi que esse crescimento é eterno. As crises podem até voltar, mas agora estou preparada para combatê-las. O que costumo dizer, porque aprendi com a minha própria história, é: não espere se amar de hoje para amanhã. Mas comece a olhar para si de forma diferente a cada dia.

Tainá Goulart é cantora, compositora e jornalista. Vive em busca de evolução, seja individual ou coletiva.

Ao invés de sair em solidariedade a Carlos Lula, Flávio Dino deveria pedir desculpas ao secretário da Saúde 10

O senhor, governador, ao invés de sair em solidariedade ao secretário Carlos Lula deveria, sim!, é pedir desculpas ao advogado por tê-lo metido numa grande enrascada ao nomeá-lo para auxiliar um governo que foi tomado por esquemas de corrupção numa área tão sensível como é da Saúde.

A morte do médico Mariano de Castro segue assombrando o governo e governador Flávio Dino (PCdoB).

Rodeada por muito mistérios, o suposto suicídio do operador dos esquemas de corrupção no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (SES) atormenta o Palácio dos Leões que a cada vez que mexe no assunto mais se complica e mais fede.

Pela rede social do Facebook, Flávio Dino resolveu sair em “solideriedade” ao secretário Calos Lula. Disse o comunista:

“Minha solidariedade ao secretário Carlos Lula. Todos sabem que é um jurista sério, honrado, dedicado. Está sendo vítima de vil perseguição pelo coronelismo, por conta do desvario de retornar ao poder de qualquer forma, a qualquer preço. Ainda estamos em abril e essa gente já está nesse desespero, agindo com crueldade, sem respeitar nenhuma lei, sem respeitar ninguém. Acho que vou ter que aumentar minhas cautelas pessoais contra essa máfia sedenta de poder e dinheiro”.

Ora, governador, me compre um bode!

Se há máfia, e realmente há!, é no seu governo e a morte do médico Mariano de Castro é produto dessa máfia! Não tente responsabilizar seus adversários políticos por lamentável tragédia.

Quem tem que aumentar cautelas pessoais contra essa máfia sedenta de poder e dinheiro” são os demais envolvidos no “esquema Dino” dentro da SES como, por exemplo, a ex-secretária-adjunta da Saúde, Rosângela Curado, que corre o risco de ser a próxima vítima dessa história escabrosa e criminosa.

O senhor, governador, ao invés de sair em solidariedade ao secretário Carlos Lula deveria, sim!, é pedir desculpas ao jovem e talentoso advogado por tê-lo metido numa grande enrascada ao nomeá-lo para auxiliar um governo que foi tomado por esquemas de corrupção numa área tão sensível como é da Saúde.

Saia daí, Carlos Lula, enquanto é tempo.

Vá cuidar da sua vida profissional de advogado.

Dá mais futuro!

Movimentos farão dia nacional de luta em defesa da Eletrobras 2

Sindicatos, movimentos populares e trabalhadores do setor elétrico estatal vão dar mais uma demonstração de que não aceitam a entrega da maior empresa de energia elétrica da América Latina à iniciativa privada. Na próxima segunda-feira, 16, vão ocorrer paralisações, atos e manifestações em todos os estados na defesa da Eletrobras pública, eficiente e para todos

247 – Sindicatos, movimentos populares e trabalhadores do setor elétrico estatal vão dar mais uma demonstração de que não aceitam a entrega da maior empresa de energia elétrica da América Latina à iniciativa privada. Na próxima segunda-feira, 16, vão ocorrer paralisações, atos e manifestações em todos os estados na defesa da Eletrobras pública, eficiente e para todos.

Em Brasília, às 10h, acontece um grande ato em frente ao Ministério de Minas e Energia contra o desmonte do setor elétrico estatal.

Impedir a aprovação da venda da Eletrobras é o principal desafio do momento. A população brasileira que vem sofrendo uma série de ataques, com retirada de direitos e desemprego, vai ser mais uma vez penalizada com a privatização da Eletrobras.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a venda da Eletrobras vai resultar em um aumento inicial na tarifa de energia de 16,7%, no mínimo. Alguns especialistas apontam reajustes superiores a 70%.

Outro impacto é o corte na tarifa social que garante descontos na conta de energia para pessoas de baixa renda e beneficia mais de 8 milhões de lares brasileiros e será extinta com base na proposta da nota técnica nº 5, proveniente da consulta pública nº 33, que altera o marco regulatório do setor elétrico. Segundo dados da Aneel, do total, 56% dos favorecidos pelo programa estão no nordeste e 24% no sudeste.

A Eletrobras, responsável por mais da metade da energia elétrica consumida no país, controla 47 hidrelétricas, 114 térmicas (energia gerada a partir da queima de carvão, gás ou óleo), 69 eólicas e distribuidoras de energia de seis estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima. Estão entre os estados com menores IDH do país Piauí, Alagoas e Acre.

Tarde demais para salvar a Síria

Armas químicas são só parte do horror que destruiu país, ante a inércia da comunidade internacional

Faço minhas as palavras do primeiro-ministro turco Binali Yildirim, após o ataque americano à Síria, com apoio francês e inglês: “Durante sete anos, pessoas foram massacradas na Síria. Onde vocês [os países atacantes] estavam até hoje? Nosso sistema de crenças e leis não aceita a matança de pessoas nem por armas químicas nem pelas normais”.

Só um parênteses: o governo turco não é hoje precisamente um baluarte do sistema de crenças e leis, considerando-se a brutal repressão que vem executando.

Fecho o parêntese para voltar à Síria: a comunidade internacional assistiu passivamente à brutal destruição de um país. Números do massacre: 320 mil pessoas mortas, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, ou 470 mil, pelas contas do Banco Mundial (a Síria tinha 23 milhões de habitantes ao começar o conflito em 2011); metade da população original fugiu; o custo de seis anos de guerra é avaliado pelo Banco Mundial em € 200 bilhões (R$ 844 bilhões); estão totalmente destruídas 27% das residências urbanas, 50% dos centros médicos e 43% das escolas.

Ninguém fez nada. Ou melhor, um punhado de atores relevantes meteu-se na guerra, não para brecá-la, mas para derrotar adversários. Os Estados Unidos, a Rússia, o Irã, a Turquia estão presentes, assim como atores não estatais, como o Hizbullah libanês, aliado do Irã, e os curdos.

Fora países do Oriente Médio que dão apoio a um grupo ou outro, sem necessariamente deslocar tropas.

O intrincado tabuleiro sírio é assim descrito por Judah Grunstein, editor-chefe da World Politics Review:

“A guerra civil na Síria é de fato vários conflitos ao mesmo tempo, alguns óbvios, alguns velados e outros escondidos. Há a campanha liderada pelos EUA em apoio às milícias curdas sírias para erradicar o chamado Estado Islâmico; a ofensiva do regime sírio, respaldada pela Rússia, Irã e pelo Hizbullah, contra vários outros grupos rebeldes; a ofensiva da Turquia para evitar que os parceiros curdos sírios dos americanos consigam o controle das fronteiras [entre Síria e Turquia]; e uma guerra nas sombras de Israel contra o Irã e o Hizbullah que, intermitentemente emerge à luz dos holofotes”.

É óbvio que essa complexidade ajuda a entender por que a comunidade internacional pouco ou nada fez para conter o massacre.

Poderia ser diferente? No princípio da crise, até poderia: a rebelião contra a ditadura de Bashar al-Assad começou como um movimento desarmado da sociedade civil.

Naquele momento, algum tipo de intervenção internacional poderia ter levado a uma mudança de regime, como se fez na Tunísia e, no primeiro momento, no Egito.

Como não se fez nada, outros atores foram entrando em cena e chegou-se ao imbróglio atual.

Por mais que o ataque deste sábado (14) tenha se tornado inevitável ante o horror pelo uso de armas químicas, fica a avaliação para a Folha do brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que monitora a violação aos direitos humanos na guerra síria: “Toda escalada por parte de um estado membro influente na guerra da Síria é sempre desastrosa em primeiro lugar para população civil contra a qual a guerra é feita”.