SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Programação da IOV das Américas tem início nesta quinta-feira (24)

Estão sendo esperados mais de cinquenta conferencistas de vários países da América do Sul, Norte e América Central.

Contagem regressiva para a abertura da I Assembleia IOV das Américas, em cooperação com a UNESCO. O evento tem início nesta quinta-feira (24) e se estende até domingo, dia 27 de janeiro, no auditório do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia, IFMA, campus de São José de Ribamar.

Representantes de mais de cinquenta países  já começam a chegar nesta quarta-feira (23). A programação terá início quinta-feira (24), a partir das 17h com solenidade de abertura comandada pelo anfitrião, o prefeito Luis Fernando, além da presença do governador do Maranhão, Flávio Dino, do presidente da IOV Mundial, Ali Abdullah, entre outras autoridades e conferencistas da América do Sul, Norte e Central.

Entre os países já confirmados o Paraguai, México, Canadá, Argentina, Peru, Chile, Honduras, além da palestrante, a coordenadora de cultura da UNESCO Brasil, Isabel de Freitas Paula. Entre os temas que serão abordados, os ‘Desafios para os novos tempos’, Missão da IOV como propagador da cultura dos povos’, ‘Criando um futuro para preservar o passado’, entre outras abordagens.

Durante o evento, que terá tradução simultânea nas línguas inglês e espanhol além da língua portuguesa, também será realizado o intercâmbio da cultura, entre todos os países participantes com apresentação de grupos folclóricos.

O município de São José de Ribamar vai mostrar por meio do Bumba meu boi, o encanto, brilho e cores que elevam cada vez mais o destino que ganhou os olhares do mundo inteiro em razão da cultura e religiosidade, sendo cantada inclusive pela escola de samba Tatuapé, que conquistou o bicampeonato com a rica história do município.

Para finalizar a programação, cada participante vai plantar uma árvore simbolizando a participação de cada país. O plantio será feito no Parque da Cidade.

ACESSIBILIDADE: Quantas pessoas precisarão morrer para que os terminais de ônibus sejam restruturados?, questiona mulher com deficiência 2

“Por esse motivo, tanto a SMTT – Secretaria Municipal de Transito e Transporte, quanto a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, precisam cumprir com suas finalidades.”

O acidente aconteceu quando a vítima tentava embarcar no coletivo. (Foto: Reprodução / TV Mirante.

O título deste post é, originalmente, de um artigo assinado por Priscilla Selares, uma mulher portadora de deficiência.

Publicada na sua página pessoal no Facebook, Priscila chama atenção para a precária situação estrutural dos terminais de integração de São Luis.

Ela reporta, por exemplo, para um caso ocorrido no último dia 9 de janeiro quando um homem foi atropelado no Terminal da Praia Grande.

Trata-se do senhor Aqulies Ferreira Ribeiro, de 45 anos e deficiente físico.

“Que fique bem claro que o acidente ocorrido na última quarta-feira não guarda relação com a deficiência física da vítima. Qualquer outra pessoa, com deficiência ou não poderia ter sido vítima, uma vez que o acidente decorreu, essencialmente, da falha na conduta do motorista e na infraestrutura do Terminal”, alerta Priscila.

Confira a íntegra do texto/desabafo da palestrante e consultara Priscila Selares

Ontem, diversos noticiários locais divulgaram o acidente ocorrido no terminal da Praia Grande, o qual resultou no óbito de um homem de 45 anos, que tinha deficiência física.

De acordo com as informações divulgadas, o homem escorregou, quando tentava ingressar no coletivo, indo parar embaixo do ônibus. A queda teria ocorrido em razão do ônibus ter saído da plataforma, antes que o Sr. Aquiles tivesse subido completamente.

Esse triste acidente trouxe a tona uma antiga discussão acerca da péssima qualidade dos serviços prestados nos terminais de ônibus de São Luís e a mobilidade urbana de um modo em geral. Inicialmente, cabe esclarecer que, quando falamos em mobilidade urbana ou transporte público coletivo, não estamos falando, apenas, dos veículos que fazem o transporte mas, também, das paradas de ônibus, dos terminais e das pessoas que trabalham nesses espaços. Mais do que disponibilizar ônibus acessíveis, o Município precisa assegurar infraestrutura de qualidade e segura para os usuários do serviço de transporte, bem como treinar aqueles que prestaram esse serviço, seja como motorista, cobrador, fiscal, enfim.

E, antes que alguém alegue que o Terminal da Praia Grande é administrado por um consórcio de empresas privadas, cabe informar que a responsabilidade do Município não acaba com a concessão do serviço para o particular. O Município tem o dever de fiscalizar se as concessionárias do serviço público de transporte estão prestando o serviço de forma adequada. Por esse motivo, tanto a SMTT – Secretaria Municipal de Transito e Transporte, quanto a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, precisam cumprir com suas finalidades. Agora, paralelamente à responsabilidade do consórcio administrador daquele Terminal e do Município, no caso em tela, temos, ainda, a responsabilidade da empresa de ônibus que não qualificou seu preposto de modo a evitar que acidentes dessa natureza ocorressem. Mesmo a ausência de fiscais no Terminal, para controlar o embarque e o desembarque dos passageiros nos coletivos é um importante aspecto a ser analisado.

São diversas questões que precisam ser vistas, discutidas e corrigidas ou implementadas, porém, com toda a sua complexidade, precisam ser resolvidas urgentemente, a fim de se evitar que outras pessoas tenham suas vidas ceifadas prematuramente, por falhas na prestação do serviço público. Agora, quando falamos em prestação de serviço público de transporte, em mobilidade urbana, precisamos assegurar que ele seja para todos e não há como prestar um serviço para todos, sem se garantir a acessibilidade para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida em todos os seus aspectos.

Entretanto, que fique bem claro que o acidente ocorrido na última quarta-feira não guarda relação com a deficiência física da vítima. Qualquer outra pessoa, com deficiência ou não poderia ter sido vítima, uma vez que o acidente decorreu, essencialmente, da falha na conduta do motorista e na infraestrutura do Terminal. Precisamos ficar atentos!

Priscilla Selares Mulher com deficiência

CPI da Cyrela ouve diretor da empresa na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

CPI da Cyrela ouve diretor da empresa na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo| Foto: Andressa Valadares

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga irregularidades na construção de empreendimentos pela construtora Cyrela, em São Luís, ouviu, nesta quinta-feira (17), o diretor do Grupo Cyrela, Antônio Carlos Zorzi. A oitiva aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), no último ciclo de depoimentos de testemunhas antes da elaboração do relatório final, que deve ser entregue às autoridades competentes, após aprovação, até o final do mês de janeiro.

Participaram da oitiva os deputados Zé Inácio (PT), presidente da CPI; Rogério Cafeteira (DEM), relator; César Pires (PV) e Vinicius Louro (PR), também integrantes da comissão.

“A CPI está cumprindo o seu objetivo e, ao final, quando produzir o relatório, vamos fazer os encaminhamentos às autoridades competentes. De modo que, acredito, como nós havíamos dito desde o início da CPI, este trabalho terá um efeito pedagógico, para que possa evitar não só que empresas como a Cyrela, mas também outras empresas do mesmo porte, venham realizar empreendimentos no Maranhão sem obediência aos critérios técnicos e ao licenciamento ambiental e, principalmente, causar aos consumidores maranhenses uma série de transtornos”, afirmou o deputado Zé Inácio.

Questionamentos

No depoimento, o diretor do Grupo Cyrela respondeu aos questionamentos sobre os projetos de engenharia e arquitetura, além da emissão das licenças necessárias para a construção dos condomínios Jardins de Toscana e Provence, Residencial Vitória e Pleno Residencial. Ele também falou sobre o conhecimento da construtora acerca dos problemas apresentados nos empreendimentos, entre outros pontos.

“A Cyrela reconhece e já pediu desculpas pelas falhas nos empreendimentos de São Luís. Estamos com uma equipe técnica atuando fortemente para sanar essas falhas”, declarou o diretor, destacando que, na época, não só os empreendimento de São Luís apresentaram falhas estruturais mas, também, de outras localidades, em razão, segundo ele, de um “boom” de construções simultâneas, o que acabou comprometendo a seleção de um corpo técnico mais eficiente.

Os parlamentares indagaram, principalmente, sobre os problemas no Residencial Vitória, considerados mais graves, uma vez que a construção ocorreu em Área de Preservação Permanente, e cuja Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) foi feita às margens do Rio Paciência. “Na sua experiência, como engenheiro de uma grande empresa, o que levou a Cyrela a cometer esse tipo de erro, de equívoco? Foi desconhecimento da legislação?”, questionou o deputado Zé Inácio.

Antônio Carlos Zorzi alegou desconhecimento em relação à emissão das licenças ambientais para a construção de empreendimentos em áreas proibidas, reforçando que, em todas as construções, o setor de engenharia seguiu os projetos aprovados. Quando erramos não é por querermos, mas assumimos a nossa responsabilidade”, disse.

Os deputados César Pires e Vinicius Louro perguntaram sobre qual o plano de trabalho para reparar os danos ao Residencial Vitória e minimizar os transtornos aos moradores e, também, ao meio ambiente. “Quem está sofrendo são as pessoas, que estão adquirindo esses empreendimentos. E esses empreendimentos estão com grandes problemas, muitos sendo sanados, mas com casos gritantes, como o do Residencial Vitória”, assinalou Vinicius Louro.

“Além de um crime ambiente por si só, é um crime de construção civil, pela inobservância, por incapacidade técnica, que deve ser levada em observação muito forte por parte da CPI”, completou César Pires, ressaltando que o foco da CPI não se esgota nas falhas cometidas pela Cyrela, mas, também, em todos as etapas que orbitam a construção de empreendimentos no Maranhão.

Ao final da oitiva, os deputados Zé Inácio e Rogério Cafeteira, presidente e relator da CPI, respectivamente, pontuaram que o depoimento do diretor da Cyrela foi conclusivo para que seja elaborado e apresentado um relatório a contento.

“O trabalho da CPI está indo além da investigação dessa relação de consumo. Estamos tentando identificar, sobretudo, quais foram as motivações que levaram à concessão de licença ambiental, alvará de construção, Habite-se, em alguns casos, no nosso entendimento, de forma irregular. Tudo isso constará no relatório”, finalizou Zé Inácio.

Novos depoimentos

Os engenheiros civis Leonardo Camasseto e Jorge Gabriel Neto, que também foram convocados, não compareceram à oitiva. Mas, em acordo com o Grupo Cyrela, devem apresentar-se para prestar esclarecimentos nesta sexta-feira (18), às 9h, também na Alesp.

(Com Andressa Valadares / Agência Assembleia)

VERMELHOS DE RAIVA: Comunistas se incomodam como termo “PCdoBozo” 6

Pela rede social do Twitter, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), que ganhou notoriedade depois que usou cartão corporativo para  comprar tapioca quando era ministro dos Esportes, ao invés de explicar a incoerência em se aliar com o PSL para eleger Rodrigo Maia, preferiu atacar/desdenhar

É, meus caros leitores, parece que “bulinaram” legal os comunistas pelo Brasil afora. Explica-se.

Como pegou mal à beça a adesão do PCdoB à candidatura bolsonarista de Rodrigo Maia (DEM) para presidente da Câmara dos Deputados, setores da esquerda brasileira não perdoaram a postura do partido.

E como as redes sociais são “terra de ninguém”, apareceram vários memes zoando o fato do PCdoB se alinhar ao PSL para eleger Maia presidente da Câmara, uma vez que o parlamentar do Rio de Janeiro é o principal fiador das reformas “neoliberais” proposta pelo governo Jair Bolsonaro.

Entre os memes que viralizou na internet, o que mais irritou os comunista foi este aqui:

Trata-se, como se pode ver, de uma imagem que transforma a marca PCdoB em “PCdoBozo”, numa alusão à alcunha “Bozo”, dada pelas esquerdas a Bolsonaro.

Pela rede social do Twitter, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), que ganhou notoriedade depois que usou cartão corporativo para  comprar tapioca quando era ministro dos Esportes, ao invés de explicar a incoerência em se aliar com o PSL para eleger Rodrigo Maia, preferiu atacar/desdenhar o PT. Assim:

“Espetacular! A blogosfera petista chama o Partido Comunista do Brasil de partido comunista do bozo. Tudo isso porque o PCdoB decidiu diferente dos petistas. Espetacular! Nem precisa desenhar…agora vem os robôs, digitais e de arte e osso, pro ataque. E a história vai pro ralo…”, postou.

E para completar a patacoada comunista ampla, geral e irrestrita, o deputado federal eleito Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, também conhecido como “Pedra no Sapato” (entenda aqui), reforçou as palavras de Orlando Silva através de um comentário no post do “camarada” paulista. Veja:

“E petistas que concordam com o apoio a Rodrigo Maia na lógica da disputa interna da Câmara também são convertidos a Bolsonaro ? Ah, me compre um bode..”, comentou Jerry sem citar nomes de quais petistas concordam com o “apoio a Rodrigo Maia”.

Como se pode ver, o incômodo dos comunistas é evidente com o termo “PCdoBozo”.

Fazer o quê, né?

PS: O editor deste blog avisa que, por motivo de viagem, pode demorar na atualização das postagens. Desde já, agrademos a compreensão dos nossos leitores e parceiros. Valeu!

GOVERNO BOLSONARO: Afilhado de Geddel quer permanecer na presidência da Fundação Palmares

Erivaldo Oliveira tem procurado próceres do MDB, inclusive do Maranhão, para manter-se na presidência da entidade que é uma instituição pública voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira.

Erivaldo Oliveira foi nomeado presidente da fundação pelo ex-presidente Temer/Arquivo/Divulgação

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva, tenta desesperadamente se manter no cargo no governo Bolsonaro. Até aí nada demais um gestor pretender continuar à frente do cargo que comandou em governos anteriores. É do jogo.

O problema é que Erivaldo Oliveira quer continuar no cargo de presidente da Fundação Cultural Palmares mesmo consciente de que chegou ao posto pelas mãos do ex-deputado federal e ex-ministro Geddel Vieira Lima, que encontra-se preso pela Operação Lava Jato após a Polícia Federal ter estourado um bunker, em Salvador (BA), que escondia malas e caixas de dinheiro que somavam mais de 50 milhões de reais supostamente pertencentes a Geddel, que chegou a ser um dos homens fortes do então governo Temer.

Erivaldo Oliveira tem procurado próceres do MDB, inclusive do Maranhão, para manter-se na presidência da entidade que é uma instituição pública voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira. A Fundação Cultural Palmares é vinculada ao Ministério da Cidadania e foi fundada em 1988 durante o governo José Sarney.

Segundo uma fonte do Blog do Robert Lobato, em Brasília, Erivaldo Oliveira da Silva tem levado muitos emedebistas “ao erro, a uma esparrela, que pode custar caro não apenas ao governo Jair Bolsonaro, mas à própria Fundação Palmares”.

É de bom alvitre os parlamentares e demais lideranças do MDB, principalmente do Maranhão, ficarem atentos para evitar o que pode ser um “tiro no pé”.

É aguardar e conferir.

MEIO AMBIENTE: Projeto ‘Praia Limpa’ mobiliza voluntários para ação de limpeza na Praia do Meio em São Luís

Um mutirão de limpeza e coleta seletiva de lixo está programado para acontecer nos próximos dias 26 e 27, na Praia do Meio, uma das mais movimentadas de São Luís. A iniciativa integra o projeto “Praia Limpa”, uma das ações do programa SOS Águas do Maranhão, idealizado pelo senador Roberto Rocha, em parceria com o Instituto Cidade Solidária (ICS). As ações estão previstas para acontecerem em todas as praias da capital maranhense.

Praia Limpa: Mais um projeto em defesa do meio ambiente idealizado pelo senador Roberto Rocha.

Além de realizar a coleta do lixo, o objetivo do projeto, também, é conscientizar e sensibilizar os turistas, frequentadores e trabalhadores do comércio como donos de bares, restaurantes e barracas quanto ao uso do descarte irregular de resíduos sólidos e limpeza do litoral ludovicense.

Durante os dois dias do evento, além da distribuição de panfletos educativos, o Praia Limpa vai contar com lixeiras e sacos de material biodegradável para a coleta de lixo no local. Todos os resíduos sólidos recolhidos serão separados, pesados e doados para cooperativas e oficinas de reciclagem que trabalham com a confecção de artesanatos.

As atividades serão executadas por monitores voluntários do curso de Biologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que conversarão com os banhistas sobre como agir corretamente com o lixo que é gerado nas praias.

Quem quiser se voluntariar para o projeto, a concentração vai ser às 10h, na Praia do Meio. Todos os monitores voluntários irão receber um kit contendo protetor solar, camisa e boné com a identificação da ação.

Chapa “Humberto Coutinho”, encabeçada por Erlânio Xavier, demonstra favoritismo para comandar a FAMEM 4

A chapa “Humberto Coutinho”, encabeçada pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlanio Xavier, que disputa o comando da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) no pleito que acontece no próximo dia 30, conquista novas adesões a cada dia. Uma mostra disto foi o encontro promovido para o lançamento da chapa nesta quarta-feira (16), no Rio Poty Hotel, em São Luís, reunindo 126 prefeitos.

O número de gestores que compareceu ao evento, no entanto, não reflete a realidade do total de apoiadores do grupo. De acordo com a coordenação da chapa, dos 195 prefeitos do estado aptos a votar, 163 já declararam estar ao lado de Erlânio Xavier em sua candidatura para o biênio 2019-2020.

Um dos que declarou apoio a Erlanio foi o prefeito de Carutapera, André Dourado. “Ele tem grandes propostas para a Famem e representa uma renovação”, declarou. E acrescentou que alinhado ao deputado Josemar de Maranhãozinho e aos prefeitos da região que o apoiam, está firme neste propósito de eleger a chapa Humberto Coutinho.

Outro que aderiu ao grupo foi o prefeito de Presidente Dutra, Juran Carvalho. Segundo ele, apoia a chapa comandada pelo prefeito de Igarapé Grande, antes de tudo por estar cumprindo um acordo feito na eleição anterior, quando foi pré-candidato e desistiu de concorrer em favor da unidade em torno do nome do atual presidente, o prefeito de Tumtum, Cleomar Tema, na condição de que neste pleito, este abriria mão de uma possível reeleição para apoiar um outro nome de consenso.

O prefeito de Barra do Corda, Eric Costa, acredita no nome de Erlanio para comandar a Famem pelo seu perfil de político atuante e de prefeito competente. “Sem dúvida, ele prestará um relevante trabalho à frente da Federação, para que possamos fortalecer ainda mais os municípios”, disse.

Propostas

O nome de Erlanio Xavier para o comando da entidade surgiu após uma reunião com 62 prefeitos, dos quais apenas um não o apontou como possível presidente. Em seu favor, o prefeito conta com a aprovação de sua gestão por 95% da população de Igarapé Grande, dado apontado por uma pesquisa realizada pelo Instituto Data M, em dezembro do ano passado.

“Entre nossas propostas está a construção da nossa sede, cujo terreno já nos foi cedido pelo Governo do Estado, sem que, no entanto, fosse construída”, destacou Erlanio. Ele explicou que a ideia é reduzir custos com o aluguel do imóvel atual, oferecendo também mais estrutura e conforto para os associados participarem de cursos e treinamentos na Escola de Gestão Municipal, que será reativada, outra proposta do programa.

Das oito prioridades definidas pela chapa para o biênio, ainda consta a realização de encontros regionais para aproximar a Famem de todas as regiões maranhenses e a realização de eventos com palestras nacionais sobre temas relacionados à gestão pública, além da criação de uma representação em Brasília para o atendimento aos prefeitos.

(Fotos: Marcos Leite)

Yuval Noah Harari, autor de ‘Sapiens’: “A tecnologia permitirá ‘hackear’ seres humanos”

O historiador israelense de 42 anos, que vendeu cerca de 15 milhões de livros em todo o mundo, tornou-se um dos pensadores do momento. É o autor do fenômeno Sapiens, ensaio provocativo sobre como os humanos conseguiram dominar o planeta. Agora retorna às livrarias com 21 lições para o século 21 e nos recebe em Tel Aviv para conversar sobre os perigos do avanço tecnológico descontrolado, do fascismo e das notícias falsas.

Cristina Galindo, para o EL PAÍS

Há 10 anos, Yuval Noah Harari era um desconhecido professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Nada em sua carreira acadêmica —especializada em história mundial, medieval e militar— fazia pensar que se tornaria um dos pensadores da moda. Já vendeu 15 milhões de exemplares de seus ensaios em todo o mundo, passeia pelos fóruns de debate mais prestigiados, seus livros são recomendados por Bill Gates, Mark Zuckerberg e Barack Obama, e líderes políticos como Angela Merkel e Emmanuel Macron abrem espaço em suas agendas para trocar ideias com ele. A fama chegou de forma inesperada para esse israelense franzino, com um ensaio original e provocador sobre a história da humanidade. Sapiens: Uma breve história da humanidade (L&PM) foi um sucesso primeiro em Israel ao ser publicado em 2011 e depois em todo o mundo, com traduções para 45 idiomas. Em 30 de agosto, o historiador publica seu terceiro livro, 21 lições para o século 21 (Companhia das Letras), um guia para enfrentar as turbulências do presente.

Harari, de 42 anos, é vegano, medita duas horas por dia e não tem smartphone. Mora perto de Jerusalém em um moshav, tipo de comunidade-cooperativa rural formada por pequenas chácaras individuais que foi incentivada durante o século XX para abrigar imigrantes judeus. Como é morar em um lugar assim? Sorri. “Não tem nada de especial, na verdade agora é um bairro residencial tão normal quanto qualquer outro”, esclarece. Mas Harari não abre as portas de sua casa para a entrevista, organizada pela editora espanhola Debate para o lançamento mundial do novo livro. O encontro acontece em uma cobertura bem iluminada no centro de Tel Aviv que ele utiliza como base de operações na cidade. Nos primeiros minutos é acompanhado por seu marido, Itzik Yahav, seu braço direito em assuntos econômicos e de promoção, que sai assim que começam as perguntas. Casaram-se no Canadá, pois Israel só reconhece os casamentos civis, entre pessoas do mesmo sexo ou não, se foram realizados no exterior.

O historiador se criou em Haifa (norte do país) no seio de uma família laica com origens no Leste Europeu. Em 2002 obteve o doutorado na Universidade de Oxford (Reino Unido) e depois começou a dar aulas em Jerusalém. A inspiração para escrever Sapiens surgiu de um curso introdutório sobre história mundial que ofereceu porque seus colegas mais veteranos não aceitaram a incumbência. Nos meses de pesquisa que dedicou para escrevê-lo aprendeu muitas coisas, mas uma das que o marcou foi o uso impiedoso, em sua opinião, que o humano faz dos animais para seu próprio benefício. Desde então baseia sua dieta em alimentos de origem vegetal.

Depois do sucesso de Sapiens, publicou Homo Deus (Companhia das Letras), uma viagem a um futuro dominado pela tecnologia, que também foi muito bem recebido nas livrarias. Resta saber o que acontece com seu novo livro, que como o próprio Harari explicou foi inspirado em artigos dele publicados em vários jornais e debates que surgiram durante as conferências que pronunciou e as entrevistas que concedeu. Nele aparecem temas de seus livros anteriores, mas se o primeiro ensaio se concentrava no passado e o segundo no futuro, o terceiro se ocupa do presente.

Exemplares de seus livros traduzidos para vários idiomas se amontoam na mesinha de centro da sala do escritório de Harari em Tel Aviv. O historiador comenta, em um inglês fluido com sotaque hebraico, que lhe parece especialmente curiosa uma versão ao japonês que ficou tão longa que precisou ser publicada em dois volumes. Seu cachorro, chamado Pengo, grande e peludo, cochila no chão de madeira do apartamento, enquanto Harari, amável a todo momento e muito paciente ao posar para as fotografias, serve água fresca aos convidados para aliviar os efeitos do calor úmido que invade a rua em pleno mês de julho.

Sete anos depois de sua publicação, Sapiens continua aparecendo nas listas dos mais vendidos. Ridley Scott anunciou planos de adaptá-lo ao cinema. Por que o livro conseguiu interessar tanta gente?

Nossas vidas são afetadas por coisas que acontecem do outro lado do mundo, seja a economia chinesa, a política americana ou a mudança climática. Mas a maioria dos sistemas educacionais continuam ensinando história como algo local. As pessoas querem ter uma perspectiva mais ampla da história da humanidade. Além disso, é um livro bem acessível, com um estilo simples, que não foi escrito para leitores especializados. E, claro, é preciso levar em conta o trabalho do meu marido e de todas as pessoas que trabalham conosco, porque uma coisa é saber escrever um livro e outra é promovê-lo.

Que impacto o sucesso teve em sua vida?

A popularidade é muito agradável. Quem não quer ter sucesso, que as pessoas leiam seus livros, ter influência? Mas há um lado negativo. Tenho menos tempo para ler, pesquisar e escrever, porque viajo muito, dou entrevistas e coisas assim…. Também existe o risco de subir à cabeça, de seu ego crescer e você se tornar uma pessoa desagradável. Você começa a se achar muito inteligente, e que todos deveriam saber o que você diz. Quando as pessoas começam a ouvir demais uma pessoa, não é bom para ninguém. Seja em política, na religião ou na ciência. O fenômeno do guru pode ser perigoso. Espero que muita gente leia meus livros, mas não por ser um guru que tem todas as respostas, porque não tenho. Tratam-se das perguntas.

Que perguntas são importantes para você?

O maior problema político, legal e filosófico de nossa época é como regular a propriedade dos dados. No passado, delimitar a propriedade da terra foi fácil: colocava-se uma cerca e escrevia-se no papel o nome do dono. Quando surgiu a indústria moderna, foi preciso regular a propriedade das máquinas. E conseguiu-se. Mas os dados? Estão em toda parte e em nenhuma. Posso ter uma cópia de meu prontuário médico, mas isso não significa que seja o proprietário desses dados, porque pode haver milhões de cópias deles. Precisamos de um sistema diferente. Qual? Não sei. Outra pergunta-chave é como conseguir maior cooperação internacional.

Sem essa maior cooperação global, você argumenta em seu último livro, é complicado enfrentar os desafios do século.

Nossos três principais problemas são globais. Um único país não pode consertá-los. Falo da ameaça de uma guerra nuclear, da mudança climática e da disrupção tecnológica, em especial o desenvolvimento da inteligência artificial e da bioengenharia. Por exemplo, o que o Governo espanhol pode fazer contra a mudança climática? Mesmo que a Espanha se tornasse um país mais sustentável e reduzisse suas emissões a zero, sem a cooperação de China ou Estados Unidos isso não serviria para muita coisa. Em relação à tecnologia, apesar de a União Europeia proibir fazer experiências com os genes de uma pessoa para criar super-humanos, se a Coreia ou a China fizerem isso, o que se faz? É provável que a Europa acabasse criando seres superinteligentes para não ficar para trás. É difícil ir na direção contrária.

Em Sapiens, você argumenta que a cooperação em grande escala é uma das grandes especialidades humanas.

Os chimpanzés, por exemplo, só cooperam com outros de sua espécie que conhecem pessoalmente. Talvez 150, quando muito. Nós, humanos, somos capazes de cooperar com milhões de humanos sem conhecê-los. E é graças a essa capacidade de criar e acreditar em histórias. Histórias econômicas, nacionalistas, políticas, religiosas… O dinheiro, por exemplo. Trabalhamos em troca de euros, confiamos nisso, mas um macaco nunca te dará uma banana em troca de um pequeno pedaço de papel.

Como entender o mundo atual?

Está mudando de uma forma tão rápida que é cada dia mais difícil entender o que está acontecendo. Nunca tínhamos vivido de forma tão acelerada. Ao longo da história nós, humanos, não sabíamos com exatidão o que ia acontecer em 20 ou 30 anos, mas conseguíamos adivinhar o básico. Se você morasse em Castela [na atual Espanha] na Idade Média, em duas décadas aconteciam muitas coisas (talvez a união com Aragão, a invasão árabe…), mas o dia a dia das pessoas continuava sendo mais ou menos o mesmo. Agora não temos nem ideia de como será o mercado de trabalho e as relações familiares em 30 anos, que não é um futuro tão distante. Isso cria uma confusão enorme.

Qual é a reação diante disso?

O futuro é tão incerto que as pessoas buscam certezas, se concentram nas histórias que conhecem e que lhes oferecem a promessa de uma verdade invariável. O cristianismo, o nacionalismo… E não faz sentido. Quantos anos tem o cristianismo? Dois milênios não são nada comparados com a história total da humanidade. Além disso, as religiões tradicionais não têm soluções para os problemas de hoje: a Bíblia não diz nada sobre inteligência artificial, engenharia genética ou mudança climática.

Há uma volta ao nacionalismo. Até que ponto é perigosa?

Em princípio, acredito que não há nada de ruim com o nacionalismo quando é moderado. Permite que milhões de desconhecidos compartilhem um sentimento, possam cooperar, às vezes para a guerra, mas sobretudo para criar uma sociedade. Eu pago impostos e o Estado dedica o dinheiro a proporcionar serviços para todos, apesar de não nos conhecermos. E isso é muito bom. Mas convém saber que o nacionalismo se torna fascismo quando dizem a você que sua nação não só é única como é superior, mais importante do que qualquer outra coisa no mundo. E você não tem obrigações especiais com seu país, apenas com sua nação e com ninguém mais, nem com sua família, nem com a ciência, nem com a arte… nem com o resto da sociedade. Assim, a maneira de julgar um filme bom reside, unicamente, em se serve aos interesses da nação. É a maneira fascista de ver as coisas.

Por que o fascismo continua sendo atraente?

Não sei como se ensina na Espanha, mas em Israel se apresenta o fascismo como um monstro terrível. Creio que é um erro, porque como todo mal tem uma cara amável e sedutora. A arte tradicional cristã já representava Satanás como um homem atraente. Por isso é tão difícil resistir às tentações do mal e, sem dúvida, do fascismo. Como é possível que milhões de alemães tenham apoiado Hitler? Deixaram-se levar porque os fazia se sentir especiais, importantes, belos. Por isso é tão atraente. O que acontece quando as pessoas começam a adotar pontos de vista fascistas? Que como lhes disseram que o fascismo é um monstro, custa a eles reconhecer nos demais e neles mesmos. Quando se olham no espelho, não veem esse monstro terrível, mas algo bonito. Não sou um fascista, dizem a si mesmos.

O Parlamento israelense aprovou uma lei que fala da “nação judaica” que foi muito criticada sobretudo pelos cidadãos árabes que vivem ali. No livro, o sr. afirma que seu país exagerou a influência real do judaísmo na história.

Muita gente tem uma imagem exagerada de si mesma como indivíduos e como coletivo. Coloco o exemplo de Israel porque é um país que conheço. Muitos israelenses acreditam que o judaísmo é a coisa mais importante que aconteceu na história. Ficam muito incomodados com as críticas sobre o que Israel está fazendo nos territórios ocupados. Têm uma imagem distorcida do lugar que ocupam no mundo e do que os israelenses estão fazendo agora em um contexto global. Aqui é muito difícil falar disso sem que taxem você de traidor. Sobre a lei da “nação judaica”, tenho orgulho de ser israelense, mas em meu país alguns direitos estão sendo restringidos.

O que mais o preocupa na tecnologia?

Os partidos fascistas nos anos trinta e a KGB soviética controlavam as pessoas. Mas não conseguiam seguir todos os indivíduos pessoalmente nem manipulá-los individualmente porque não tinham a tecnologia. Nós começamos a tê-la. Graças ao big data, à inteligência artificial e ao aprendizado por máquinas, pela primeira vez na história começa a ser possível conhecer uma pessoa melhor do que ela mesma, hackear seres humanos, decidir por eles. Além disso, começamos a ter o conhecimento biológico necessário para entender o que está acontecendo em seu interior, em seu cérebro. Temos uma compreensão cada vez maior da biologia. O grande assunto são os dados biométricos. Não se trata apenas dos dados que você deixa quando clica na web, que dizem aonde você vai, mas dos dados que dizem o que acontece no interior de seu corpo. Como as pessoas que usam aplicativos que reúnem informações constantes sobre a pressão arterial e as pulsações. Agora um governo pode acompanhar esses dados e, com capacidade de processamento suficiente, é possível chegar ao ponto de me entender melhor do que eu mesmo. Com essa informação, pode facilmente começar a me manipular e controlar da forma mais efetiva que jamais vi.

Isso soa um pouco como ficção científica, não?

Já estamos vendo como a propaganda é desenhada de forma individual, porque há informação suficiente sobre cada um de nós. Se você quer criar muita tensão dentro de um país em relação à imigração, coloque uns tantos hackers e trolls para difundir notícias falsas personalizadas. Para a pessoa partidária de endurecer as políticas de imigração você manda uma notícia sobre refugiados que estupram mulheres. E ela aceita porque tem tendência a acreditar nessas coisas. Para a vizinha dela, que acha que os grupos anti-imigrantes são fascistas, envia-se uma história sobre brancos espancando refugiados, e ela se inclinará a acreditar. Assim, quando se encontrarem na porta de casa, estarão tão irritados que não vão conseguir estabelecer uma conversa tranquila. Isso aconteceu nas eleições dos Estados Unidos de 2016 e na campanha do Brexit.

Dá vontade de ir morar em Marte…, de isolar-se. Como se concentrar no que é importante?

A atenção é um recurso muito disputado e está associado aos dados. Todo mundo quer atrair sua atenção. O modelo da indústria da informação foi completamente distorcido. Agora o padrão básico é que você recebe a maioria das notícias supostamente grátis (sejam reais ou falsas), mas na verdade faz isso em troca de sua atenção, que é vendida a outros. O novo símbolo de status é a proteção contra ladrões que querem captar e reter nossa atenção. Não ter um smartphone é um símbolo de status. Muitos poderosos não têm.

Mas parece que Donald Trump tem um smartphone, pelo menos passa o dia tuitando. O sr. também tem conta no Twitter desde janeiro de 2017.

Há pessoas administrando minha conta. Me parece que as redes sociais escravizam muito. Se quiser estar de verdade nelas, não se pode tuitar alguma coisa uma vez por mês. Precisa fazer o tempo todo. Eu não tenho tanto a dizer no Twitter!

Como você se organiza para manter sua atenção a salvo de sequestradores?

Tento limitar os tempos. Começo o dia com uma hora de meditação. Depois de tomar café olho os e-mails e tento responder todos. Tento zerar a caixa de entrada, porque, se deixo para depois, fica lotada. Então tento não olhar os e-mails o tempo todo. Como não tenho smartphone, não recebo notificações, nem tenho a tentação de entrar na Internet para ler alguma coisa. Simplesmente, pego um livro e leio. Uma ou duas horas. Só faço isso. Se tenho de escrever, escrevo. A prática de meditação me ajuda a manter a concentração.

Dizem que o sr. soube da vitória de Donald Trump várias semanas depois porque estava em um retiro meditando. Realmente. Soube algumas semanas depois.

Você acredita que a promoção do novo livro lhe deixará tempo para ir a um retiro este ano? Sem dúvida! Nunca falto. Vou para a Índia por 60 dias em dezembro.

 

SÃO BENTO: Isaac Dias Filho confirma que pretende disputar prefeitura em 2020

O advogado Isaac Dias Filho confirmou que pretende disputar a prefeitura de São Bento em 2020. Filho do grande líder político Isaac Dias, ele destacou que o histórico político do seu pai, com muitas e significativas obras realizadas no município de São Bento, lhe dão o respaldo para ser protagonista e não mais coadjuvante no cenário político do município.

Para Isaac Filho, o povo de São Bento provou nas eleições para deputado, que a história de trabalho e grandes benfeitorias realizados por Isaac Dias, precisa ser resgatada na administração pública da cidade.

“É por essa razão, que irei lutar, para fazer a grande administração no padrão Isaac Dias, que o o povo de São Bento merece”, declarou Isaac Filho.

A informação é do blog do Nilsinho Braga.