ENTREVISTA: Waldir Maranhão abre o verbo e fala sobre a anulação do impeachment de Dilma e a decisão do desembargador Rogério Favreto de soltar Lula

“Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.”

Parte da mídia nacional, assim como parte da mídia local, acabaram associando Waldir Maranhão e Rogério Favreto. Waldir Maranhão, ex-presidente da Câmara Federal, anula a sessão que culminou com o impeachment da presidente Dilma. Rogério Favreto, desembargador do TRF4, autoriza a soltura do ex-presidente Lula.

Em entrevista exclusiva ao Jorna Extra, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PSDB) falou sobre a crise no Poder Judiciário a partir da decisão do desembargador Rogério Favreto em soltar o ex-presidente Lula, no domingo, 8, e ração de outros magistrados inclusive o juiz federal Sérgio Moro.

Na entrevista, Waldir Maranhão, que pré-candidato a senador da República, fez a defesa do ex-presidente Lula e acredita que a prisão do petista, bem como o impeachment da Dilma “têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal”.

O parlamentar tucano aproveitou ainda para contar um pouco sobre a participação do governador Flávio Dino naquele histórico episódio onde ele decidiu anular o impeachment da ex-presidente do PT.

Confira a íntegra da entrevista com Waldir Maranhão.

Como Vossa Excelência vê os personagens?

Pelo fato de não conhecer ao desembargador Rogério Favreto, para não cometer alguma injustiça do tipo daquelas que eu já sofri, quando uma série de inverdades foram ditas sobre mim e todas desprovidas de qualquer fundamento, eu vou me reservar ao direito de apenas ressaltar a coragem de um homem que ousou fazer o que milhares de brasileiros e brasileiras desejam ver feito. Sem adentrar ao mérito da questão, é inegável a constatação de que o Brasil está dividido entre dois movimentos, a saber, Lula preso e Lula Livre e o desembargador revela intrepidez ao revelar, claramente, a qual movimento está vinculado. Quanto a mim, eu sou imensamente agradecido a Deus porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que andam no bom caminho. O ato do desembargador Rogério Favreto, que para tantos não serviu de nada, para mim, está sendo de uma validade imensa visto que trouxe à tona, novamente, o meu gesto patriótico de tentar reverter aquilo que eu e milhões de cidadãos e cidadãs deste país entenderam como desprovido de qualquer fundamentação legal. Eu, enquanto deputado e presidente da câmara federal à época, fui até aos extremos daquilo que me estava ao alcance fazer com um único intuito: RESGUARDAR A SOBERANIA DEMOCRÁTICA DA SUPERIOR VONTADE POPULAR. Fui execrado por parte da população, pelo meu partido de então – o PP – pelos atuais inquilinos do poder, pela mídia e até mesmo por aqueles a quem me somei por partilharmos, então, das mesmas convicções cívicas e políticas, o PT e o PCdoB na figura do governador Flávio Dino. Para além do deputado federal e do presidente da câmara, o homem Waldir Maranhão toma posição a despeito de todas as adversidades que, sabidamente, me adviriam. Eu me vejo enquanto personagem de um dos capítulos mais importantes da história do Brasil, matéria de cursos criados em importantes universidades nacionais e discutido internacionalmente com um protagonismo que me fez mergulhar quase que até o fundo do poço, mas, de onde eu emergi mais forte e mais determinado a bem servir ao povo brasileiro. Mergulhou um deputado rodeado de FALSOS LÍDERES E FALSOS ALIADOS. Emergiu um homem livre capaz de olhar nos olhos das pessoas abrigado pelo sentimento do dever cumprido, fiel e sem nunca ter traído ou apunhalado a quem quer que seja. Mergulhou o Waldir Maranhão acusado de envolvimento na lava jato. Emergiu um DEPUTADO FEDERAL FICHA LIMPA.

Como Vossa Excelência analisa os fatos?

Numa análise fria e objetiva dos fatos, a mais importante conclusão a que posso chegar é que, em ambos os casos, o impeachment da Dilma e a prisão do Lula têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal. Ambos os fatos da nossa história recentíssima extrapolam o previsto na lei de Murphy. Não Se trata apenas de achismo ou de pessimismo. Os dois fatos em questão não têm apenas “… a mais remota chance de darem errado…”. O impeachment da Dilma e a prisão do Lula reúnem todos os ingredientes necessários para darem errado e já estão produzindo e seguirão gerando incoerências e erros. E só para não ficar no limbo especulativo cito a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil, afetou a economia nacional, ceifou vidas de brasileiros que tiveram suas rotinas alteradas para pior e revelou um governo fraco, perdido nas suas decisões e fadado ao caos. O governo segue entregando o nosso petróleo para quem nunca vai DAR MAIS, os combustíveis seguem sendo reajustados assim como a energia elétrica e a cor cinza dos botijões do gás de cozinha também parece pintar de chumbo o nosso horizonte eleitoral.

Como Vossa Excelência avalia os atos?

Eu avalio o meu ato (tentativa de anular o impeachment da Dilma) e o ato do desembargador Rogério Favreto (tentativa de libertar o Lula) sob a lente objetiva DEDUTIVA. Eu fui reitor da UEMA e aprendi na academia que a análise partindo do TODO para AS PARTES propicia a quem lê uma visão mais apurada dos atos e dos fatos. O TODO, do Favreto é o poder judiciário e o ministério público. Não dá pra sacar e crucificar ou santificar um desembargador de um tribunal regional, ainda que federal, e avaliá-lo isoladamente. Todo o sistema judiciário carece ser reformado e todos os seus atores avaliados nas suas práticas. O que dizer de juízes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL libertando criminosos comprovadamente condenados ou ainda julgando casos de chegados e afins para os quais a configuração de notório impedimento é flagrante? Chegamos ao ponto de advogados e réus preferirem ter seus casos julgados pela turma tal não em razão de que esta se mostra mais justa, senão em razão de que a tal turma se têm revelado deveras mais indulgente. O TODO do deputado Waldir Maranhão é o poder legislativo. Em que pese o fato de eu ser um representante do povo do meu Estado, nem eu e nem ninguém em sã consciência negará as evidências de que se faz urgente e necessária a implementação de uma ampla reforma política nacional saneadora da democracia representativa. Um governo que tem rejeição popular de 72%, fosse verdadeira a representatividade dessa mesma população no congresso, esse tal governo, há muito, já deveria ter caído! Mas, os balcões de negócios operam e os valores financeiros suplantam outros valores. Assim é que, na minha avaliação, ambos os atos se diferem no que tange à vinculação com os respectivos planos gerais nos quais estão inseridos. Ambos os todos estão enfermos e carentes de reformas. Entretanto, enquanto o Favreto REPRODUZ o modus operandi do seu tecido geral, Waldir Maranhão ousa contrapor a todos os seus pares por entender que, maiores do que os deputados representantes são os eleitores que devem ser por eles representados. E só para que conste, o deputado federal Waldir Maranhão votou pela abertura de processo de investigação contra o atual governante fazendo eco aos 72% das vozes das ruas.

O que a associação de atos, fatos e personagens trás a lume?

O que está em jogo desde o impeachment da Dilma até a prisão do Lula e que completará um ciclo nas próximas eleições gerais de outubro vindouro é a soberania da vontade popular, é o estado democrático de direito e é a governabilidade desse gigante chamado BRASIL. Há forças e práticas retrógradas operando contra o Brasil e contra as brasileiras e brasileiros. E se o cenário verde e amarelo nacional é cada dia mais pródigo em tons de cinza, o vermelho com o qual pintam o nosso Maranhão só aponta para o rubro de vidas e esperanças que vão sendo derramadas na forma de sangue pelo caminho. O PSDB, partido que me abrigou sob a sua bandeira, aponta para projetos de governança nacional e estadual indicadores de novos rumos. Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.

Quais ganhos pedagógicos advém de tudo isso?

Eu gosto muito de um pensamento do Nelson Mandela que diz o seguinte: “Eu nunca perco! Ou eu ganho ou eu aprendo.” Nas minhas andanças pelos rincões, principalmente, do Maranhão, eu tenho me deparado com um misto de desesperança e fé. Eu tenho testemunhado esses sentimentos, na maioria das vezes, em pessoas diferentes e só em raras vezes, os dois, manifestados pela mesma pessoa. Para os desesperançosos eu cito Mandela que apesar de aprisionado por lutar por igualdade, preferiu enxergar a prisão como um aprendizado e, sem perder a esperança, recobrou a liberdade e tornou-se presidente de uma África sem “apartheid”. Já com as mulheres e homens de fé com os quais eu me encontro eu partilho um abraço no qual eu sempre saio ganhando uma carga a mais de uma energia positiva que me revigora e reabastece para seguir na luta. Quanto aos casos raros de pessoas que se mostram inicialmente tristes, frustradas mas que demonstram ainda possuírem um naco de fé, a minha mensagem é a de que dentro de todos nós há duas feras e aquela a qual nós mais e melhor alimentarmos é a que restará de pé. O melhor do Brasil é o POVO BRASILEIRO. Um outro país e um outro Maranhão são possíveis! E cabe a cada um de nós fazer real o Brasil e o Maranhão que queremos.

Em nota, Márcio Jardim reafirma pré-candidatura ao Senado Federal e diz que faz “o bom combate”

O professor Márcio Jardim divulgou nota onde expõe os motivos, razões e sentimentos que o fazem manter a sua pré-candidatura ao Senado Federal.

O Blog do Robert Lobato publica a íntegra da nota do petista e, claro, se compromete com os leitores de, em breve, fazer um comentário sobre o conteúdo da mesma. Confira.

Peço licença para encaminhar esta nota acerca dos debates na última reunião do Diretório Regional do PT.

1 – Sobre o tema de candidatura própria ou apoio (incondicional ou não) a reeleição do governador Flavio Dino: não existe nenhum ineditismo nesse debate. E quando digo isso não é pelo fato de ser assunto recorrente em qualquer discussão eleitoral no PT Brasil afora, refiro-me a dados de realidade histórica que envolvem o mesmo tipo de dilemas que tivemos já lá 2014. Naquela ocasião, é bom lembrar, não foram poucos os que defenderam que o PT apresentasse candidatura própria. E até mesmo nomes foram colocados. E julgo que o fizeram com legitimidade e idoneidade de propósitos. Portanto, entre a polarização estabelecida – apoio ao PMDB x apoio a FD [Flávio Dino] – existiu um grupo que queria que o PT disputasse com nome próprio. Embora esse fosse mais tensionado pelo pólo que defendeu apoio a Flávio Dino (aqui me incluo) optou por não participar do “Encontro Estadual de Petistas em Apoio a Dilma e Flávio Dino”. Evento realizado em abril de 2014 que foi crucial e determinante na aglutinação de petistas para a campanha vencedora naquele pleito;

2- Sobre a questão do Senado e apoio do PT à chapa definida pelo governador Flavio Dino: aqui estaria, digamos assim, o xis da questão do debate sobre chapa majoritária, já que ela inclui a deputada Eliziane Gama, muitas vezes referida nas falas como “a golpista”, com os argumentos por todos nós já sabido. Ocorre, a meu juízo, que o debate central não foi enfrentado ainda. Qual é o limite da participação e apoio do PT a chapa com a deputada do PPS? Sim, porque não existe equação em que ela esteja na chapa e o PT não a apoie sem que não seja o PT tendo seu(a) próprio(a) candidato(a) ao senado. A menos que por algum motivo, até aqui ainda não exposto, o outro nome indicado seja substituído por alguém do PT. Na outra hipótese, a indicação de vice nos coubesse (isto acolheria a resolução do nosso Congresso Estadual). Mas estou tratando da chapa tal qual o governador apresentou. Ora, não basta dizer que “eu não voto na golpista” para isso representar o NÃO APOIO do PT. Voto é um ato de preferência unilateral. O instrumento que legaliza o registro de candidaturas é a ata da convenção partidária. E a ata da convenção do PT irá para o TRE dizendo que “a golpista” É SIM A NOSSA CANDIDATA. Não existe outra forma a não ser pelas hipóteses que aqui já mencionei. Portanto, uma coisa é o meu ato pessoal de não votar em A ou em B, outra coisa é o que vai dizendo o instrumento legal que determina o apoio e tudo que dele deriva, como uso do nosso tempo de TV e até mesmo o direito dela usar, se assim o quiser, imagens do Lula e da Dilma. Esse é o fato! ;

3 – Sobre a questão do Senado e nossas pré-candidaturas: ao que parece, restam dois nomes colocados; o meu e o da Adriana Oliveira que mais recentemente foi apresentado. Não posso deixar de fazer considerações de reconhecimento a uma mulher lutadora que tanto dignifica a luta das mulheres maranhenses. De modo muito particular aquelas que têm suas vidas marcadas por superação de grandes obstáculos para vencer. Enfrentando toda sorte de discriminação e preconceito. Fazer parte de um discussão ao lado da Adriana só pode honrar e engrandecer a qualquer um. E assim me sinto: “honrado e engrandecido.” A apresentação do seu nome, ainda que com atraso, como frisou o presidente Augusto Lobato, ajudou a consolidar nossa posição sobre um nome petista para o senado. Lembro que estimulado por muitos companheiros a entrar na disputa pelo Senado e depois de ter conversado com o Presidente Lula e senadora Gleisi sobre o assunto, a primeira entidade que procurei foi a CUT, onde estive em visita a Adriana, ainda no ano passado, para tratar sobre essa postulação.

Como sempre disse: não estava para fazer nenhum tipo de barganha, não era balão de ensaio pra depois virar candidato a federal ou estadual. Não sou pré-candidato mirando suplência de A ou B na chapa governista. Não sou pré-candidato pra ser contraponto a ninguém do PT, não!

4 – Estou para enfrentar as candidaturas de caráter golpista e neoliberais. Quero representar o partido em que milito antes de ter título de eleitor, que ao conhecê-lo e fazer opção por filiar mudou o significado da minha vida, quando era apenas um adolescente, filho de uma família de 10 irmãos de pai e mãe que trabalhavam no campo. Quero defender esse meu partido e tudo que ele representa pra mim e que se materializa nos legados dos governos Lula/Dilma. Defender o 13 para reforçar o voto na legenda e ajudar na eleição de nossa bancada federal e estadual. Não entrei no PT pra ser candidato e não estou agora participando de eventos do PT porque sou pré-candidato. Todos sabem do meu profundo vínculo orgânico com o partido; da minha participação nas lutas sociais e causas democráticas do nosso estado; que sempre tive lado e lutei por aquilo em que acreditei ser necessário para fazer um Brasil e um Maranhão mais justos, como nas campanhas de Flávio Dino ao governo em 2010 e 2014. E acredito, sinceramente, que a melhor estratégia para continuidade do projeto político do governador Flavio Dino é com PT na sua chapa. Tenho muita admiração, respeito e consideração pelo governador. Sei ser grato e por ele tenho gratidão. Quando fui convidado a continuar no governo fiz opção por voltar para sala de aula para ficar mais a vontade e defender livremente minhas ideias e estratégias para o PT que podiam não ser coincidentes com a estratégia eleitoral do governo. Não poderia lhe causar este tipo de constrangimento. O bom amigo e aliado político é aquele que não coloca o outro em “bola dividida”. Sei da dificuldade em fazer vencer minhas teses. Por motivos óbvios ao fato do PT participar do governo e o que isso envolve em hábitos tão comuns a nossa cultura política. Candidatura é uma escolha dos de dentro (o partido) para ser julgada pelos de fora (o povo). Não quero e não farei luta interna apenas pelo vício de fazê-la, por revanchismos, ressentimentos ou qualquer outra motivação desprovida de grandeza humana. Eleição se ganha primeiro acreditando que é possível vencer e buscar dialogar e conquistar o eleitor no debate público. E se perde no nascedouro não acreditando ser possível vencer e se diminuindo no internismo pelo internismo. Portanto, deixo o meu nome à disposição de cada petista maranhense. E, se assim entenderem, que foi ele quem mais acumulou na questão do Senado e reúne, no atual momento, as melhores condições para eventualmente representá-los, estou a disposição do presidente Lula e da nossa presidenta Gleisi para fazer a disputa. E a farei com toda coragem, garra, e petismo na veia que tem minha história de vida e militância.
Qualquer que seja o resultado, sinto-me satisfeito por ter o reconhecimento de todos quanto a relevância de ter colocado o debate da participação do PT na disputa majoritária de forma altiva e ativa.

Mesmo quem não o diz publicamente, reconhece em caráter privado que estou combatendo de forma acertada o bom combate. Guardei a minha fé e o meu PT. Agradeço a todos que tem ajudado na construção desse caminho e que são os verdadeiros responsáveis por termos trazido essa nossa luta até aqui.

Saudações a quem tem coragem.

Com fé na vida e força na luta.

MÁRCIO BATALHA JARDIM – Pré-candidato a Senador e membro do Diretório Nacional do PT.

Fepa: a má notícia 2

A reforma é certa, só resta saber quando virá e quem a fará. Por essas ironias do destino, a má notícia – de que o Fepa precisa ser reformulado – pode ser dada, em breve, pelos mesmos que no plano estadual silenciam sobre a situação do fundo e no cenário federal atacam a Reforma da Previdência.

Por Eden Jr.*

Nas últimas semanas têm repercutido com intensidade na imprensa local notícias sobre a Previdência do servidor público do Estado. Matérias dão conta de atrasos nos pagamentos de aposentadorias e de uma antecipação de resgate, via decisão judicial, de aplicações do fundo de previdência, que totalizam R$ 400 milhões, as quais somente estariam totalmente disponíveis para saque em 2024. Tais notícias geraram questionamentos acerca da saúde financeira do sistema estadual de aposentadoria.

O pagamento das aposentadorias, reformas e pensões dos servidores do Estado do Maranhão concedidas a partir de 1996 é garantido pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa), criado pela Lei Complementar n° 35/1997. As receitas que o Fepa dispõe para honrar seus compromissos são: contribuições dos servidores e do Estado, renda de suas aplicações financeiras e de aluguéis de seus imóveis, recursos provenientes de prestações dos financiamentos imobiliários, entre outras. Indispensável frisar, que o Fepa tem um invejável acervo de imóveis (Centro Social Recreativo do antigo Ipem, Sítio Santa Eulália, Hospital Carlos Macieira etc.) que pode ser usado para garantir a sua solvência. Portanto, o Fepa é tido como um “Regime Capitalizado”, já que conta com receitas e patrimônio próprios para arcar com suas obrigações.

A outra parte de aposentadorias e pensões outorgadas até 1995 é custeada por recursos do Tesouro Estadual, é o “Regime Orçamentário”. Neste, não há contribuições ou reservas para bancar esses benefícios, e os aposentados e pensionistas são financiados por recursos consignados anualmente no orçamento do Estado, como se servidores da ativa fossem. Tanto é, que para efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o valor destinado ao pagamento desses direitos integra o limite de gasto com pessoal a que cada ente está submetido (no caso dos estados, o limite para as despesas com pessoal é 60% da Receita Corrente Líquida/RCL). Assim, tem-se um duplo regime de aposentadoria dos servidores do Maranhão: o “Regime Orçamentário”, para os benefícios autorizados até dezembro de 1995 (financiados por recursos do Tesouro Estadual), e o “Regime Capitalizado”, para os benefícios gerados a partir de 1996 (que são garantidos pelas diversas receitas do Fepa).

A despeito de que no decorrer do tempo o número de segurados do “Regime Orçamentário” vá diminuindo, em razão de óbitos, pois não há novos ingressos (eram 9.689 filiados em janeiro 2013, contra 8.981 em março deste ano), e, consequentemente, esses gastos vão sendo reduzidos, em 2017 foram R$ 570 milhões e em 2090 serão apenas R$ 60 mil (conforme demonstrativo da LRF), não resta dúvida de que esse é um rombo da Previdência estadual como um todo, pois no passado não se adotaram medidas tempestivas para saná-lo. Esses R$ 570 milhões, que saíram do Tesouro em 2017 para pagar aposentadorias que não têm cobertura financeira, é uma quantia nada desprezível, maior do que os orçamentos somados da Defensoria e do Ministério Público, e que poderia estar sendo direcionada para áreas carentes como: saúde, educação ou segurança.

Quanto ao Fepa – “Regime Capitalizado” –, hoje administrado pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev), teve em 2017, de acordo com Relatório de Gestão Fiscal do Estado (RGF), receitas de R$ 1,020 bilhão e despesas de R$ 1,540 bilhão, resultando num déficit de R$ 520 milhões – maior do que todo o orçamento de 2017 da Uema, R$ 440 milhões. Pelas projeções contidas no RGF, o Fepa terá um rombo de R$ 454 milhões este ano, número que irá piorando, ano a ano, até 2090, quando atingirá R$ 2,683 bilhões. O último Relatório de Acompanhamento de Investimentos do Fepa, disponível no site do Iprev e referente a 31 de maio deste ano, aponta que as aplicações do fundo somavam R$ 560 milhões. É possível que hoje, após o saque de R$ 400 milhões promovido pelo Governo do Estado no final de junho, mediante autorização judicial, o Fepa tenha cerca de R$ 160 milhões em investimentos financeiros (se o valor sacado foi usado para custear a folha de aposentados, conforme dito pelo Governo à Justiça) ou pouco mais de R$ 560 milhões (se os R$ 400 milhões retirados foram direcionados para outras aplicações, como alegou o Iprev).

Mesmo se considerando que o saldo dos investimentos bancários do Fepa é de R$ 560 milhões, esse não garantiria nem mesmo o pagamento de aposentadorias e pensões por mais de cinco meses (média mensal de R$ 125 milhões em 2018). Claro que o Fepa, como dito, ainda dispõe de notável conjunto de imóveis a seu dispor, para fazer face a suas obrigações, como também de outros recursos, como aluguéis e rendas de financiamentos imobiliários. Contudo, esses haveres, ainda que de grande monta, não garantiriam indefinidamente os sucessivos déficits projetados para o Fepa.

Com um rombo agregado de mais de R$ 1 bilhão em 2017 (“Regime Orçamentário” + “Regime Capitalizado”/Fepa) e perspectivas negativas, o sistema de aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Maranhão, em pouco tempo, passará por reforma, queiram ou não Governo, deputados ou servidores. E as alterações necessariamente incluirão: aumento da idade de aposentadoria e de contribuições, além de restrição de benefícios. Não se descarta, até mesmo, a migração para um modelo real de capitalização, em que cada funcionário faria depósitos em contas individuais, que seriam aplicados para gerar rendimentos, a fim de pagar as aposentadorias no futuro, como já ocorre com os novos servidores federais e do Estado de São Paulo.

O Fepa – assim como o INSS ou o fundo de aposentadoria do funcionalismo federal – estruturalmente é um sistema inviável, em razão de drásticas mudanças sociais como: elevação da perspectiva de vida, diminuição da taxa de natalidade, transformações no mercado de trabalho, redução no ingresso de novos servidores, entre outras. É uma dinâmica inclemente, que fez o Fepa sair de superávits em 2014 (R$ 316 milhões) e em 2015 (R$ 6 milhões), para déficits em 2016 (R$ 262 milhões) e em 2017 (R$ 520 milhões), e os investimentos financeiros – provavelmente usados para suavizar os rombos – minguarem a cada ano: 2014 (R$ 1,190 bilhão), 2015 (R$ 1,155 bilhão), 2016 (R$ 1 bilhão) e 2017 (R$ 665 milhões).

A reforma é certa, só resta saber quando virá e quem a fará. Por essas ironias do destino, a má notícia – de que o Fepa precisa ser reformulado – pode ser dada, em breve, pelos mesmos que no plano estadual silenciam sobre a situação do fundo e no cenário federal atacam a Reforma da Previdência.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

“Eu não errei, amei” 4

Por mais que tenha feito o que fez a ponto de um caso de amor se transformar numa das tragédias cariocas mais famosas e um dos casos de tribunais mais movimentados do estado do Rio de Janeiro (veja aqui), essa frase da Saninha resume muito bem o sentimento de amor

Desejo é uma minissérie brasileira exibida pela Rede Globo no início da década de 90, cuja autora é a genial Glória Perez, com direção do não menos genial Wolf Maia.

A trama foi baseada em fatos reais a partir do episódio conhecido como “A Tragédia da Piedade”, quando o escritor Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, foi morto por Dilermando de Assis, amante de sua mulher Ana Emília Ribeiro.

A produção foi a fundo no trabalho de pesquisa e reprodução dos acontecimento daquele fatídico domingo, 15 de agosto de 1909, com os antecedentes do fato ocorrido e, também, os desdobramentos do caso, que culminou na absolvição de Dilermando, que foi defendido por ninguém menos do que  o grande criminalista Evaristo de Morais.

O elenco, entre outros, era formado Tarcísio Meira (Euclides da Cunha); Vera Fischer, a Saninha (Ana de Assis); Guilherme Fontes (Dilermando de Assis); Marcos Winter (Dinorah) e Marcos Palmeira (Solón).

Desejo é uma daquelas minisséries que despertam emoções e sentimentos de toda ordem. Na época, torci muito para que Euclides da Cunha desse cabo no amante da sua esposa (Rsrsrs). Mas, infelizmente, ocorreu o contrário.

Entre tantas partes e frases marcantes de Desejo, duas frases jamais mais esqueci, curiosamente ditas pelo ex-casal Euclides da Cunha e Saninha. A dele: “Vim para matar ou morrer!”, dita assim que adentrou à casa de Dilermando com a intenção de defender a sua “honra”.

Bom, a frase da Saninha é a que dá título a este post: “Eu não errei, amei”, proferida no fechamento da minissérie.

Essa frase da Saninha não é apenas forte, mas muito simbólica quando o assunto é amor.

As pessoas fazem coisas por amor que a razão desconhece. Aliás, o saudoso Renato Russo resumiu bem essa assertiva quando na música Eduardo e Mônica poetizou:

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Por mais que tenha feito o que fez a ponto de um caso de amor se transformar numa das tragédias cariocas mais famosas de todos os tempos e um dos casos de tribunais mais movimentados do estado do Rio de Janeiro (veja aqui), essa frase da Saninha resume muito bem o sentimento de amor.

Por isso que o amor é um sentimento que desperta júbilo e medo num só tempo.

O amor é mistério.

E não adianta querer decifrá-lo.

Um ótimo e abençoado sábado para todos.

Até amanhã.

ELEIÇÕES 2018: Em ato de lançamento da pré-candidatura de Weverton Rocha ao Senado, Flávio Dino deve declarar apoio a Ciro Gomes 4

Essa prática do comunista é conhecida de todos: para cada situação um discurso, para cada palanque uma declaração de apoio para presidente. Vimos isso em 2014 quando apoiou de Dilma (PT) a Aécio Neves (PSDB). Às favas a fidelidade partidária e a concepção ideológica

Deputado federal Weverton Richa (PDT) fará ato político na próxima segunda-feira, 16, no Multicenter Sebrae, com a presença do pré-candidato a presidente pelo seu partido, o fanfarrão do Ciro Gomes.

O ato vai estar presente também o governador Flávio Dino, que deve declarar apoio a Ciro Gomes e banhar o presidenciável de loas, que defendeu apoio da esquerda ao pedetista.

Essa prática de Flávio Dino é conhecida de todos: para cada situação um discurso, para cada palanque uma declaração de apoio para presidente. Vimos isso em 2014 quando apoiou de Dilma (PT) a Aécio Neves (PSDB). Às favas a fidelidade partidária e a concepção ideológica.

Senado

Mas o ponto alto do evento, claro, será o lançamento da pre-candidatura de Weverton Rocha ao Senado Federal no auditório repleto de militantes espontâneos e participantes pagos para enfeitar a festança política.

Weverton Rocha faz uma das pré-campanhas mais caras dessa fase do processo eleitoral de 2018. Além de ter “adquirido” o sistema Difusora de Comunicação, o líder pedetista possui um estrutura que, se duvidar, é de fazer inveja até ao governador Flávio Dino. É dinheiro saindo pelo ladrão – sem querer fazer qualquer trocadilho.

Por terra ou pelo ar, já que Weverton Rocha rasga os céus maranhenses num potente helicóptero de propriedade do seu compadre Willer Tomaz, um ex-presidiário da Lava Jato, o pré-candidato aposta – e a palavra é essa mesmo – todos os recursos na sua eleição que mesmo com toda grana e estrutura não é dada como fácil, tanto que a sua companheira de chapa, a também deputada federal Eliziane Gama (PPS) sem um quinto da estrutura que Weverton detém, tem mil vezes mais chances de eleição do ele.

O fato é que a segunda-feira, 16, vai dar o que falar positiva e negativamente, sem dúvida alguma.

O Blog do Robert Lobato deseja sucesso ao ato político do deputado Weverton Rocha, nosso querido Maragato.

GOLPE?: Mesmo com assinaturas suficientes para registro de pré-candidatura, Augusto Lobato dá zignal em Aníbal Lins 10

Lobato não aceitou o registro alegando que ela estava no mesmo documento dos pré-candidatos ao Senado Márcio Jardim e Adriana Oliveira, e que as inscrições deveriam ser individuais. Puro zignal!

Foi tensa a reunião da executiva estadual do PT, realizada nesta sexta-feira, 13.

O bicho pegou na hora da apresentação dos registros das pré-candidaturas ao governo e ao Senado Federal.

Embora o pré-candidato a governador Aníbal Lins tenha conseguido um número mais do que o necessário para o registro, o presidente Augusto Lobato não aceitou o registro alegando que ela estava no mesmo documento dos pré-candidatos ao Senado Márcio Jardim e Adriana Oliveira, e que as inscrições deveriam ser individuais. Puro zignal!

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, Augusto Lobato fez um discurso aflito, quase chorando e implorando pela unidade partidária em torno da aliança com o PCdoB, mas não conseguiu sensibilizar a companheirada já que o caso do Maranhão deve ser resolvido pela direção nacional do partido.

De qualquer forma, na segunda-feira, 16, Aníbal Lins e seus apoiadores voltarão à sede do PT e, finalmente, será registrada a sua pré-candidatura ao governo do Maranhão.

Dessa vez individualmente, como deseja o presidente do PT e assessor especial de Flávio Dino, mestre Augusto Lobato.

VEJA ISSO: Camarilha comunista parte pra cima de Aníbal Lins 8

Aníbal Lins não é qualquer um e muito menos se deixa servir a terceiros como é o caso dos que tentam lhe agredir. Em postagens repletas de cretinices, misturam verdades com mentiras para desconstruir a imagem do pré-candidato petista.

É sempre assim!

Basta aparecer alguém para contrariar o ego e os interesses do governador Flávio Dino (PCdoB) para que a máquina de triturar reputações do Palácio dos Leões entre em ação.

A bola da vez, ou melhor, o alvo da vez, é economista e sindicalista Aníbal Lins.

Tudo porque Aníbal ousou em colocar o seu nome como pré-candidato ao governo pelo PT, contrariando os anseios dos comunistas de fazer do partido de Lula um mero puxadinho do PCdoB.

Aníbal Lins não é qualquer um e muito menos se deixa servir a terceiros como é o caso dos que tentam lhe agredir. Em postagens repletas de cretinices, misturam verdades com mentiras para desconstruir a imagem do pré-candidato petista.

Mas, é como ensina o sábio ditado árabe: Os cães ladram, a caravana passa.

É de luta

O que não sabem, ou fingem não saber, é que Aníbal Lins é um pessoa forjada nas lutas sociais, políticas e sindicais.

Em 2014, por exemplo, Aníbal Lins representou criminalmente a então governadora Roseana Sarney (MDB) por retardar o cumprimento das decisão obtida pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão (Sindjus-MA) no Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu o direito aos 21.7% para a categoria dos trabalhadores da Justiça. A então governadora Roseana Sarney determinou, imediatamente, os repasses necessários para o cumprimento das decisão judicial, que no ano seguinte Flávio Dino tentou revogar no mesmo STF e foi derrotado três vezes por Aníbal Lins via o Sindjus-MA.

A maldade é tamanha, que tentam jogar a base do Sindjus-MA contra o seu presidente licenciado através da eleição simulada para presidente e corregedor do Tribunal de Justiça promovida pelo sindicato.

Ora, a eleição simulada espelha-se em igual experiência promovida pela Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA. Porém, os escribas dos Palácios dos Leões, pagos a peso de ouro, esquecem que os trabalhadores do judiciário são pessoas adultas e conscientes, e não autômatos como os blogueiros palacianos querem fazer a opinião pública acreditar que sejam.

PROS

A blogosfera chapa branca utiliza-se ainda do fato de Aníbal Lins ter sido filiado ao PROS para, mais uma vez, tentar desqualificá-lo. Quebram a cara novamente.

O PROS é presidido pelo ex-ministro da presidente Dilma Rousseff, o ex-deputado federal Gastão Vieira, ou seja, um partido parceiro do PT na época! Não custa lembrar que o PROS, já com Gastão Viera rompido com o grupo Sarney, apoiou o mesmo candidato do PT em 2016, que foi Edvaldo Holanda Júnior (PDT), além de atualmente o partido fazer parte da base do governo Flávio Dino.

Aníbal Lins poderia, portanto, ter escolhido qualquer outra legenda para disputar as eleições de 2018, mas preferiu o PT e retornou a convite do presidente estadual Augusto Lobato, pois como o próprio pré-candidato costuma dizer “entendi que não posso deixar qualquer equívoco de qual lado estou que é da libertação de Lula e de resistência firme e intransigente ao golpe”.

Enfim, quem achar que o velho e bom Aníbal Lins de guerra vai se deixar intimidar com patrulhamentos de blogs a mando do Palácio dos Leões é bom ir logo tirando “fumo” da chuva, pois essas tentativas de desqualificação não roubam o sono e o sonho dos justos.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

ELEIÇÕES 2018: Por que José Reinaldo não declara apoio a Roberto Rocha? 6

É essa posição vacilante de Zé Reinaldo que fomenta especulações do tipo de que ele não será mais candidato a senador ou que está a serviço de agente externos ao PSDB.

Há equívocos e maledicências sobre a situação do deputado federal José Reinaldo Tavares no PSDB e, por conseguinte, em relação a sua pré-candidatura ao Senado Federal. Há jornalistas e blogueiros que agem por falta de informações e outros por pura má-fé mesmo.

O Brasil inteiro sabe que ex-governador foi rejeitado, humilhado, defenestrado e subestimado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Sem opção partidária nem no campo governista e muito menos no grupo Sarney, sobrou apenas o PSDB para acolher José Reinaldo Tavares. Foi recebido com honras pelo tucanato local e nacional assinando a ficha de filiação no gabinete do senador Roberto Rocha, presidente estadual do partido.

É verdade que Zé Reinaldo chegou defendendo a candidatura do deputado estadual Eduardo Braide para governo e sugerindo até que Roberto Rocha desistisse a favor do pré-candidato do PMN.

Sereno, Roberto chegou a dizer olhos nos olhos do deputado que poderia pensar em abrir para o próprio José Reinaldo pela sua história e pelo que representa para a classe política maranhense, mas que não via qualquer razoabilidade de, uma vez ter sido deputado estadual, três vezes deputado federal, vice-prefeito de São Luis, ser senador no meio mandato, presidente de um dos maiores partidos do país e com um candidato a presidente da República competitivo, abrir mão de sua pré-candidatura a favor de Braide.

Então José Reinaldo se filia no PSDB e fica mais quieto sobre a candidatura Braide.

Mas eis que de repente, sabe-se lá por qual motivo, o deputado volta com a tese pró-Braide quando sabe que o seu partido tem pré-candidato!

Desde que se filou ao PSDB, não há sequer uma declaração contundente e firme de José Reinaldo em apoio e defesa do nome do pré-candidato ao governo Roberto Rocha. Nadica de nada!

É essa postura, digamos, vacilante de Zé Reinaldo que fomenta especulações do tipo de que ele não será mais candidato a senador ou que está a serviço de agentes externos ao PSDB.

Nem mesmo das agendas de viagens dos pré-candidatos do seu partido José Reinaldo tem participado. Aliás, tem ignorado solenemente as agendas.

Assim como “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”, não basta José Reinaldo ser candidato, deve parecer candidato.

Mas do jeito que vem conduzindo a sua pré-campanha parece que realmente José Reinaldo está jogando fora a última oportunidade que lhe resta para ser senador da República.

E, como sabermos, na política não há vácuo.

Alguém ocupa o espaço…

ELEIÇÕES 2018: Após dois anos de “miguelagem”, Holandinha cumpre acordo com o PT

Como se sabe que o prefeito não manda PN na gestão e muito menos nos encaminhamentos políticos, vai depender do próprio PT a escolha do seu destino: atrelar a posse do professor Nonato Chocolate a entrega do partido ao governador Flávio Dino ou caminhar com as próprias pernas nas eleições de outubro próximo.

Antes tarde do que nunca, como se diz no popular.

Foram dois anos de espera até que o prefeito Edvaldo Júnior, o Holandinha, enfim, resolveu cumprir um acordo com o PT de forma correta.

Embora o PT estivesse na coligação do prefeito nas eleições de 2016, parte do partido não o acompanhou no primeiro turno. Ocorre que aquela eleição foi decidida no segundo turno, então parte do partido que não tinha seguindo o prefeito no primeiro turno resolveu aderir à reeleição de Holandinha.

E entre os petistas que lideraram esse movimento estava o professor Nonato Chocolate, daí que ontem o petista tomou posse na Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa).

Pacote

A questão daqui pra frente é saber se esse cumprimento do acordo selado por Holandinha e o PT coloca o partido naturalmente no colo de Flávio Dino (PCdoB) e, por tabela, na chapa do pré-candidato a senador Weverton Rocha, nosso querido Maragato.

A rigor uma coisa nada tem a ver com a outra, até porque o PT tem pré-candidato a governador, no caso o economista e sindicalista Aníbal Lins.

Mas, como se sabe que o prefeito não manda em PN na gestão e muito menos nos encaminhamentos políticos, vai depender do próprio PT a escolha do seu destino: atrelar a posse do professor Nonato Chocolate a entrega do partido na bandeja ao governador Flávio Dino ou caminhar com as próprias pernas nas eleições de outubro próximo.

É simplesmente uma questão de escolha.

Que pode revelar o tamanho que o PT quer sair dessas eleições…