STF: Os “ministros do PT”

Foi um verdadeiro “vapt vupt”!

Quando se pensou que a bandeira “Lula, livre” fosse uma realidade, a partir de uma liminar do ministro Marco Aurélio de Mello, vem o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, e suspende os efeitos da decisão de seu colega.

Marco Aurélio chegou ao STF pelas mãos do então presidente da Fernando Collor de Mello, que é seu primo.

Já Dias Toffoli foi alçado a magistrado para a suprema corte nacional pelas graças e bênçãos do ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu.

No Brasil da hipocrisia ampla, geral e irrestrita, Marco Aurélio é vilão e Dias Toffoli herói.

Ora, os ministros do STF são cargos notoriamente políticos! Todos os que lá estão operaram politicamente, fizeram “lobby”, visitaram gabinetes no Senado Federal, onde são sabatinados, enfim.

O que essa atual representação do STF já deixou absolutamente claro é que deve haver uma mudança profunda na forma de como são indicados os ministros, inclusive instituindo tempo de mandato.

Da forma como é hoje os ministros chegam uns “gatinhos” nos gabinetes dos senadores e quando chegam do outro lado da Praça dos Três Poderes viram “tigrões” e adeus aos padrinhos políticos que viabilizaram as indicações deles.

Nesse sentido, o PT não deu sorte com os ministros indicados pelo presidente Lula e depois pela presidente Dilma, a começar pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, o primeiro indicado na era petista.

Depois vieram Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e por último Luiz Edson Fachin, este com a apoio até da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento dos Sem Terra, mas que se transformou num dos principais algozes de Lula e demais petistas.

O fato é que se depender dos “ministros do PT” no STF, Lula não sairá tão cedo da prisão e quiçá não terá outros companheiros seus na mesma situação, inclusive Dilma.

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