MAIS IMPOSTOS: O voto “meio grávido” de Eduardo Braide

Ao se abster de um projeto de tamanha polêmica, que, mesmo contendo alguns poucos pontos positivos, no conjunto da obra penaliza a sociedade, Eduardo Braide abriu a guarda para fortes críticas diante o seu voto.

“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”
(Apocalipse 3:16)

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) está apanhando mais do que mala velha para perder o mofo, como se diz no popular, por conta de votar pela abstenção ao Projeto de Lei 239/2018, de autoria do Governo do Estado, que bombardeia o contribuinte maranhense com novos aumentos de impostos.

Na visão do governo Flávio Dino (PCdoB) trata-se de um “Projeto Anticrise”, já para a oposição não passa de mais um “Pacote de Maldades” comunista.

Sendo um dos mais ácidos críticos do projeto que dá continuidade ao programa “Mais Impostos”, Eduardo Braide criou a expectativa entre os seus eleitores de que votaria contra a proposta do Palácio dos Leões – até vídeo gravou direto do plenário da Assembleia Legislativa batendo forte no projeto governista. Mas, “como um gato”, pulou da posição contrária acabou se abstendo da votação.

Não deu outra: uma saraivada de críticas dos opositores do governo e deboches dos governistas, um deles vindo de ninguém menos do que o homem forte de Flávio Dino, o secretário e deputado federal eleito Márcio Jerry , que pelas ondas de uma rádios ironizou: “Criticou, criticou, criticou. E ao final concordou porque se absteve”.

Ao se abster de um projeto de tamanha polêmica, que, mesmo contendo alguns poucos pontos positivos, no conjunto da obra penaliza a sociedade, Eduardo Braide abriu a guarda para fortes críticas diante o seu voto.

Foi um voto “meio grávido”, mas isso não existe! É como aquela história de mulher “meio gravida”.

E se tratando de política, cada vez mais a população exige posição firme e coerente dos seus representantes.

Por isso o deputado Eduardo Braide, que é um bom parlamentar, tem-se que reconhecer, está apanhando tanto.

Que fique a lição…

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