O “Mito”, Moro e a mídia

Dando tudo certo no governo Bolsonaro, Sérgio Moro poderá se dar ao luxo de escolher dois caminhos durante o período em que passar exercendo o cargo de ministro da Justiça e Segurança: deixar o Ministério no meio do mandato para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal em 2020; ou ficar até o final do governo e ser o nome do presidente Jair Bolsonaro para sucedê-lo na Presidência da República.

Daqui a instantes, o juiz Sérgio Moro (sem partido?), tem encontro agendado com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Na pauta a possível participação do “xerife” da operação Lava Jato no futuro governo do “Mito”.

A Lava Jato investigou, julgou e prendeu uma leva de personalidades da alta cúpula da política nacional, entre deputados, senadores, governadores e a mais emblemáticas de todas: o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que ainda encontra-se preso na polícia federal lá na famigerada “República de Curitiba”.

A ideia de levar Sérgio Moro para o governo federal não é originalmente de Bolsonaro, mas do ex-candidato a presidente Álvaro Dias (Pode).

De qualquer forma, caso Moro aceite assumir o Ministério da Justiça e Segurança, como está previsto, isso causará desdobramentos políticos diversos. Senão vejamos.

Em primeiro lugar, ficará claro que Sérgio Moro, muito mais do que um magistrado, é um político com posição ideológica clara, caso contrário não toparia participar, a princípio de governo algum, ainda mais de um com ideário conservador e de direita.

Em segundo lugar, ficará ainda mais evidente que a detenção do ex-presidente Lula foi para cumprir parte do calendário eleitoral de 2018. E mais do que isso: sempre foi o objetivo central da Lava Jato prender o líder petista, já que uma vez em liberdade disputaria a presidência da República com chances reais de vitória.

Em terceiro lugar, ao assumir o cargo de ministro de Estado, Moro pode perder a condição de “queridinho” da grande mídia tradicional que torce o nariz para Bolsonaro por conta das suas declarações e posições polêmicas diante de alguns dos maiores veículos da imprensa deste país.

Por fim, Moro ministro num governo que não se sabe muito bem ao certo no que pode dar, onde terá que conviver no mundo de fantasias e realidades, alguns cruéis, como é o caso de Brasília, pode ser uma experiência amarga para o ainda magistrado.

Todavia, dando tudo certo no governo Bolsonaro, Sérgio Moro poderá se dar ao luxo de escolher dois caminhos durante o período em que passar exercendo o cargo de ministro da Justiça e Segurança: deixar o Ministério no meio do mandato para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal em 2020; ou ficar até o final do governo e ser o nome do presidente Jair Bolsonaro para sucedê-lo na Presidência da República.

Como diria o imperador Júlio Cesar: Alea jacta est ou “A sorte está lançada”.

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