Em entrevista à Mirante AM, Zé Inácio defende união dos deputados da Baixada na AL e faz balanço eleitoral positivo do PT

O petista concedeu uma longa entrevista abordando várias questões importantes do interesse da sociedade maranhense em geral, em particular para o povo da baixada.

Muito importante a defesa feita por Zé Inácio (PT) em prol da união dos deputados estaduais da Regão da Baixada na Assembleia Legislativa do Maranhão

Em entrevista na manhã desta quarta-feira, 21, concedida ao programa Ponto Final (Mirante AM), apresentado por Roberto Fernandes, o parlamentar petista, reeleito com quase 32 mil votos, disse acreditar que a Baixada poderá ter mais força com a eleição de três deputados da região.

“Eu acho que os deputados que foram eleitos na região na Baixada, alguns com origem na região da Baixada e outros com atuação na Baixada é importante ter essa sintonia e articulação para defender as pautas em defesa da Baixada. Eu acredito que a boa relação entre os deputados que foram eleitos poderá contribuir muito para que tenhamos uma atuação em conjunto na defesa da Baixada”, destacou.

Além de Zé Inácio, a partir de fevereiro de 2019, o parlamento maranhense contará com mais dois deputados “baixadeiros”: Leonardo Sá (PRTB) e Thaiza Genésio (PP).

Ainda na entrevista à Mirante AM, Zé Inácio afirmou que continuará defendendo temas importantes que foram destaques nos primeiros 4 anos.

“Nós temos uma expectativa de continuar e ampliar as pautas que defendemos no primeiro mandato, dentre elas a questão racial, educação, saúde, agricultura familiar, defesa das comunidades quilombolas, mobilidade urbana, segurança pública, enfim são temas que defendemos e vamos continuar trabalhando na Assembleia”, assegurou.

Ponte Bequimão-Central

Zé Inácio não deixou passar batida uma questão cara para a Região da Baixada maranhense, que é a obra da ponte Bequimão-Central e disse que continuará lutando para a conclusão da obra.

“A ponte Bequimão-Central que é um sonho da população dos municípios dessa região e 10 municípios serão beneficiados. Continua a cobrança muito grande para que a obra venha a ser concluída. Nós não temos dúvida de que ela será concluída. A única questão é que ela está se dando de forma muito lenta por conta de diversos fatores, mas essa é uma outra pauta que nós estaremos numa posição muito firme de cobrar o governo do Estado que tem uma posição firme de fazer essa obra. Na verdade a obra nunca parou, os serviços é que estão sendo executados de forma muito lenta. Eu acredito que a partir do ano que vem, a obra ganhará um ritmo mais acelerado e esse é o nosso papel como deputado cobrar a conclusão da obra que é importante para o crescimento econômico da região”, considerou.

O PT

Outro assunto abordado na entrevista o resultado das eleições deste.

Como não poderia deixar de ser, Zé Inácio faz uma avaliação sobre o desempenho do PT nas eleições 2018, considerando positivo o resultado para o partido mesmo com a derrota na disputa presidencial.

“Primeiramente é importante destacar que nesses últimos dois três anos, o PT sofreu um desgaste muito grande. O partido foi criminalizado. Várias lideranças nossas foram perseguidas sobre o ponto de vista político e ainda assim com esse desgaste, a minha opinião é de que o PT saiu um partido fortalecido nos municípios, com os movimentos sindicais. Nós fizemos a maior bancada na Câmara dos Deputados. Nós elegemos 4 governadores. Somos o segundo partido que mais elegeu deputados estaduais a nível nacional e na eleição presidencial com a retirada da candidatura do Lula, nós tivemos que colocar o Fernando Hadad e mesmo com a derrota nas urnas o partido saiu fortalecido. O partido agora tem que se organizar para disputar a eleição de 2020 e depois pensar em 2022. Com o massacre midiático que o PT sofreu isso fez com que o partido tivesse uma rejeição muito grande, mas nós conseguimos confrontar dois projetos políticos bem distintos e nós temos que respeitar o projeto vencedor que foi o de Jair Bolsonaro que foi eleito para fazer o que ele tem dito. Ele já disse que vai acabar com o Mais Médicos e retirar os médicos cubanos. Esse é um exemplo típico dos debates que nós teremos entre o projeto que foi apresentado pelo PT e o programa da ulta-direita respaldada no neo-liberalismo. O PT agora tem que se comportar como Oposição, mas fazendo uma Oposição responsável para que não possa aprofundar a crise política que tomou conta do país nos últimos anos”, explicou.

(Com informações do blog do Zeca Soares).

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