O Brasil corre risco de um retorno à ditadura?

Forças de esquerdas, sobretudo o PT, veem a instauração de uma ditadura no país com uma eventual vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Pura retórica!

A guerra de narrativas na eleição para presidente neste segundo turno produz coisas interessantes, bobas e também hilárias.

Desde o impeachment da presidente Dilma, para dar um exemplo, ouço que o Brasil vive um “Estado de exceção”, mesmo com toda as instituições funcionando normalmente, a imprensa noticiando o que bem entende, movimentos sociais dos mais diversos exercendo sua liberdade de expressão, Congresso Nacional, bom ou mau, trabalhando normalmente, Polícia Federal prendendo meliantes de colarinho branco dentro da lei e por aí vai.

As esquerdas brasileiras se acostumaram a partir para narrativas tolas, e mesmo apelativas, quando estão em situação adversa.

O impeachment Dilma é hoje considerado um erro até pelos seus principais fiadores e beneficiados do processo. Mas, se houve um “golpe”, é exagero afirmar que ele trouxe consigo um “Estado de exceção” neste país.

Agora, atropeladas pelos seus próprios erros de condução política, as forças de esquerdas, sobretudo o PT, veem a instauração de uma ditadura no país com uma eventual vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Pura retórica!

Não há clima para implantação de uma ditadura civil ou militar no Brasil. Não há ambiente nem internamente quanto do ponto de vista do mundo inteiro. Nossas dificuldades políticas, econômicas, institucionais, éticas e morais serão resolvidas pelo conjunto da sociedade brasileira dentro da ordem democrática. Quem ganhar vai governar, quem perder caminha para a oposição.

Em verdade, a questão é menos sobre quem vai ganhar o pleito do dia 28 próximo, mas sobre como os derrotados vão encarar o resultado das urnas logo após o anúncio do novo presidente da República seja ele quem for.

Como será a oposição ao presidente eleito? Os partidos derrotados reconhecerão o resultado da eleição ou vão tocar fogo no país? Como se comportarão no Congresso Nacional a partir de janeiro/fevereiro de 2019? Farão oposição sistemática ou agirão com responsabilidade com a nação?

Esses questionamentos são fundamentais para fazer sabermos que Brasil teremos a partir de 2019 e mesmo já imediatamente o resultado eleitoral.

Ao presidente eleito, Bolsonaro ou Haddad, caberá chamar o país para a unidade dentro da diversidade e da complexidade que caracterizam o nosso país, que é bonito por natureza e que em fevereiro tem carnaval.

#DitaduraNuncaMais

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