SENADO 2018: Em quem votarão as militantes dos direitos da mulher no MA?

Eliziane é militante da causa feminista e desta forma seria mais lógico e racional que as mulheres militantes optassem pela candidatura da irmã, mesmo com críticas pontuais ou, do contrário, terão que bater na porta de senadores machos para que empunhem suas bandeiras

Os diversos movimentos de mulheres, as feministas, a “partida” e toda mulherada que luta pela emancipação da mulher devem estar numa situação um tanto quanto complicada quando o assunto é a eleição para o Senado Federal. Senão vejamos.

Parte dos movimentos sociais vinculados à causa da mulher torcem o nariz para a candidatura de senadora da deputada federal Eliziane Gama (PPS), tudo por conta do voto favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ainda que a parlamentar tenha historicamente mantido uma postura progressista na sua trajetória política.

De fato, a relação entre Eliziane Gama e as mulheres militantes estremeceu com aquele voto contra Dilma o que explica a grande resistência de muitas delas. Mas, quais dos nomes colocados ao Senado Federal que melhor pode levar a causa e a defesa dos direitos da mulheres ao Congresso Nacional que não o de Eliziane Gama? Quais das outras candidaturas postas dará visibilidade às bandeiras de luta das mulheres que militam nos movimentos sociais?

Ora, basta uma análise nos oito anos de mandato como deputada estadual para concluir-se que durante todo esse período os movimentos feministas e de defesa da mulher usaram o gabinete de Eliziane Gama como potencializador de suas causas.

Ao lado da ex-deputada Helena Heluy (PT), outra parlamentar que sempre se colocou ao lado da luta em defesa dos direitos das mulheres, Eliziane Gama usou o seu mandato, o seu gabinete como pontos de resistência à causa feminina.

O fato é que não parece nada razoável essa posição revanchista, por assim dizer, de setores radicais de movimentos de mulheres por conta do voto pró-impeachment de Eliziane Gama.

Chega ser até um retrocesso nas políticas públicas de defesa da mulher, já que as próprias integrantes dos movimentos de defesa da mulher reconhecem que Eliziane é militante da causa e desta forma seria mais lógico e racional que as bravas mulheres militantes optassem pela candidatura da irmã, mesmo com críticas pontuais aqui e ali, ou, do contrário, terão que bater na porta de senadores machos para que empunhem suas bandeiras.

Faz sentido isso?

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