Afinal, as urnas eletrônicas são ou não confiáveis?

É possível que em todo o processo eleitoral, as urnas eletrônicas sejam exatamente as maiores merecedoras de confiança dos brasileiros.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.

Não surge com presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) a desconfiança com as urnas eletrônicas. Quem primeiro colou dúvidas sobre a confiabilidade dessa novidade genuinamente brasileira foi o saudoso Leonel Brizola, líder e fundador do PDT.

Brizola morreu duvidando da lisura eleitoral das famosas maquininhas, sob o argumento principal de que nenhuma democracia moderna no mundo utiliza dessa nossa tecnologia.

Vários testes já foram realizados para colocar à prova a confiabilidade das urnas eletrônicas e, até onde se sabe, todos conseguiram mostrar que elas são, sim!, confiáveis. Sem falar que são auditáveis!

De repente, que não sejam lá muito dignos de confiança são alguns políticos, que prometem, mentem, abusam do poder político e econômico, vendem lotes na lua, xingam adversários, batem em jornalistas que perguntam sobre o que não gostam, agridem mulheres e por aí vai.

Ou ainda os próprios eleitores que vendem o voto, que dizem condenar a corrupção mas votam em corruptos, que deixam para votar na última hora da eleição a espera de uma grana para o chope, que só vai em carreata se tiver um combustível etc., etc., etc.

Enfim, é possível que em todo o processo que envolve os pleitos no país, as urnas eletrônicas sejam exatamente as maiores merecedoras da confiança dos brasileiros.

Até mais do que candidatos, eleitores e eleitos.

Com as devidas exceções, claro!

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