Vem da Tailândia a prova de que a humanidade ainda não está perdida

Não seria exagero afirmar que o fato da Tailândia ser um país asiático, com uma cultura muito arraigada na espiritualidade, contribuiu para que o final do drama vivido pelos “13 da caverna” fosse o melhor possível.

Momento em que mergulhadores encontram os 12 meninos e o treinador agrupados em uma pequena laje no interior da caverna, após 9 dias (AFP/ROYAL THAI NAVY)

Em meio a tanta desgraça, guerras, violência de toda ordem, terrorismo, assassinatos em massa etc., vem da Tailândia a prova de que a humanidade ainda não está perdida.

O resgate dos 12 meninos e seu técnico de futebol do interior da caverna de Tham Luang, no Norte da Tailândia, é um belo exemplo de que o ser humano ainda tem jeito.

Outra tantas tragédias já uniram o mundo em solidariedade é verdade, mas nesse caso particular havia toda uma circunstância que tornou esse episódio especial. Aliás, felizmente especial.

Emoção, ansiedade, tristeza, tensão, mas ao final tudo saiu muito bem, obrigado.

É de fascinar a vontade de viver daquelas 13 pessoas enclausuradas numa caverna que tinha tudo para se transformar na sepultura deles.

Fascina também a disciplina dos adolescentes diante do que devem ter recebidos de orientações do técnico, um ex-monge budista, que naquele momento certamente deixou de ser técnico e se tornou um líder, inclusive espiritual.

O contexto tinha tudo para que essa história terminasse em tragédia, mas quem somos nós para determinar o infortúnio ou sucesso de alguém, não é mesmo?

Não seria exagero afirmar que o fato da Tailândia ser um país asiático, com uma cultura muito arraigada na espiritualidade – o budismo é a religião predominante, mas não oficial – contribuiu para que o final do drama vivido pelos “13 da caverna” fosse o melhor possível.

Claro, isso sem falar na coragem, dedicação, competência e determinação dos mergulhadores e de toda a equipe que participaram do resgate, e também na corrente de energia positiva que deu volta ao mundo em prol da vida daqueles jovens tailandeses.

E é exatamente esse aspecto dessa história, digna de roteiro de cinema, que faz a gente acreditar que a humanidade ainda não está perdida.

O mundo pode e dever ser bem melhor.

Só depende de nós.

No mais, que o “Javalis Selvagens”, nome do time da galera, tenham condições físicas e emocionais para assistir à final da Copa da Rússia, como prometeu o presidente da Fifa, Gianni Infantino, caso tudo acabasse bem.

Se depender da força dos “Javalis”, que Infantino vá logo providenciando um jato rumo a Moscou.

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