SENADO 2018: Projeto político ou oportunismo de algumas mulheres do PT?

O movimento pró-Adriana acaba por enfraquecer ainda mais a relação entre o PT e o governo, pois sabe-se que o Palácio dos Leões já tem seus candidatos ao Senado Federal. E isso é tudo que os comunistas querem, ou seja, mostrar que se nem o PT se entende internamente como é querer vaga na chapa majoritária liderada por Flávio Dino.

Um grupo de mulheres do PT maranhense lançou o nome da presidente da CUT, a sindicalistas Maria Adriana Oliveira, como pré-candidata a senadora.

Até aí nada demais e é legítima a atitude de parte dessas meninas do PT, que é liderada pelas mesmas forças foram os responsáveis pelo racha na corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), levaram algumas vantagens via o vereador de São Luis, Honorato Fernandes, além de sinecuras e outros penduricalhos do Governo do Estado (Agência Estadual de Mobilidade de Urbana – MOB) em troca de darem a vitória ao atual presidente do PT Augusto Lobato e, assim, derrotar deputado Zé Inácio no último PED.

Ocorre que a legitimidade do grupo esbarra no que pode ser mero oportunismo por parte das moças. Explico.

Ora, o PT possui dois pré-candidatos ao Senado que são os professores Nonato Chocolate e Márcio Jardim, cujos registros foram feitos no início do ano. E ambos defendem uma posição mais autônoma do PT em relação ao governo.

Ao lançarem o nome de Adriana Oliveira, o grupo de mulheres parece apostar não na viabilidade política e eleitoral da petista, mas na luta interna para levar o partido a mais um desgaste desnecessário. Aliás, esse movimento parece mais uma invenção do que realmente uma proposta política, até porque nem a própria Adriana demonstra lá muita empolgação com nesse projeto.

Isso sem falar que o movimento pró-Adriana acaba por enfraquecer ainda mais a relação entre o PT e o governo, pois sabe-se que o Palácio dos Leões já tem seus candidatos ao Senado Federal. E isso é tudo que os comunistas querem, ou seja, mostrar que se nem o PT se entende internamente como é querer vaga na chapa majoritária liderada por Flávio Dino.

Outro aspecto importante é que nem todas as mulheres do PT apoiam esse projeto, a exemplo de ex-deputada federal Terezinha Fernandes e outras.

Sobre essa pré-candidatura de Adriana, uma fonte do PT revelou ao Blog do Robert Lobato: “Washington [ex-vice-governador Washington Oliveira, atual concelheiro do TCE-MA) e Zé Carlos [deputado federal] só se uniram nesse projeto [Adriana senadora] para não dividir o Fundo Partidário com uma possível candidatura majoritária, pois sabem que no máximo Adrina pode vir a ser suplente de Weverton Rocha”.

O fato é que chega a ser até uma maldade o que estão fazendo como a presidente da CUT, Adriana Oliveira.

Não só expõem a companheira como o próprio PT…

2 comentários sobre “SENADO 2018: Projeto político ou oportunismo de algumas mulheres do PT?

  1. ANTONIO disse:

    APESAR DE TER DITO QUE NUNCA MAIS VOTARIA NO PT, TENHO QUE VOLTAR ATRÁS SE A CANDIDATURA DE MARCIO JARDIM SE CONFIRMAR,E VOTO ,NÃO POR IDEOLOGIA, MAS POR AMIZADE, AMIZADE ESTA CONSTRUÍDA AO LONGO DE VÁRIOS ANOS.
    PORTANTO VOU DE MARCIO JARDIM SENADOR.

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