“Eu não errei, amei”

Por mais que tenha feito o que fez a ponto de um caso de amor se transformar numa das tragédias cariocas mais famosas e um dos casos de tribunais mais movimentados do estado do Rio de Janeiro (veja aqui), essa frase da Saninha resume muito bem o sentimento de amor

Desejo é uma minissérie brasileira exibida pela Rede Globo no início da década de 90, cuja autora é a genial Glória Perez, com direção do não menos genial Wolf Maia.

A trama foi baseada em fatos reais a partir do episódio conhecido como “A Tragédia da Piedade”, quando o escritor Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, foi morto por Dilermando de Assis, amante de sua mulher Ana Emília Ribeiro.

A produção foi a fundo no trabalho de pesquisa e reprodução dos acontecimento daquele fatídico domingo, 15 de agosto de 1909, com os antecedentes do fato ocorrido e, também, os desdobramentos do caso, que culminou na absolvição de Dilermando, que foi defendido por ninguém menos do que  o grande criminalista Evaristo de Morais.

O elenco, entre outros, era formado Tarcísio Meira (Euclides da Cunha); Vera Fischer, a Saninha (Ana de Assis); Guilherme Fontes (Dilermando de Assis); Marcos Winter (Dinorah) e Marcos Palmeira (Solón).

Desejo é uma daquelas minisséries que despertam emoções e sentimentos de toda ordem. Na época, torci muito para que Euclides da Cunha desse cabo no amante da sua esposa (Rsrsrs). Mas, infelizmente, ocorreu o contrário.

Entre tantas partes e frases marcantes de Desejo, duas frases jamais mais esqueci, curiosamente ditas pelo ex-casal Euclides da Cunha e Saninha. A dele: “Vim para matar ou morrer!”, dita assim que adentrou à casa de Dilermando com a intenção de defender a sua “honra”.

Bom, a frase da Saninha é a que dá título a este post: “Eu não errei, amei”, proferida no fechamento da minissérie.

Essa frase da Saninha não é apenas forte, mas muito simbólica quando o assunto é amor.

As pessoas fazem coisas por amor que a razão desconhece. Aliás, o saudoso Renato Russo resumiu bem essa assertiva quando na música Eduardo e Mônica poetizou:

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Por mais que tenha feito o que fez a ponto de um caso de amor se transformar numa das tragédias cariocas mais famosas de todos os tempos e um dos casos de tribunais mais movimentados do estado do Rio de Janeiro (veja aqui), essa frase da Saninha resume muito bem o sentimento de amor.

Por isso que o amor é um sentimento que desperta júbilo e medo num só tempo.

O amor é mistério.

E não adianta querer decifrá-lo.

Um ótimo e abençoado sábado para todos.

Até amanhã.

7 comentários sobre ““Eu não errei, amei”

  1. EMANUEL DE JESUS PINHEIRO disse:

    “EU NÃO ERREI, AMEI” essa chamada foi muita boa para findar e iniciar uma nova semana!!
    Mas cá nós esse jogo semântico “EU NÃO ERREI, AMEI” tem um outro pano de fundo, e a ligação com a minissérie global (a emissora golpista – segundo os esquerdossauros) é somente para ilustrar melhor o DESAMOR (chamaremos assim) políticos, pela opção que o nobre blogueiro tras na mente e no coração – sem nenhum trocadinho de baitolagem – Pois tai o maior pegador da UEMA. (Policia Federal – nada a ver com os pegadores da Secretaria de Saúde do Maranhão),

    A minha dúvida se esse DESAMOR !! – tem haver com PT? ou com Roberto Rocha (ou Racha)?
    Afinal essa choradeira é puramente uma postura mambembes, …….. ” … és de endurecer, sem perdura a ternura” …. acredito que ficaria chato para o blogueiro parafrasear – é tão surrada!!

    O bom, nobre Bob, é que você fica exercitando sua leitura ginasial !! – Veja, na velha Palmeirândia, no Saco em S. Jose de Ribamar ou mesmo na Cohab – não tinha esse grandes amores, para cometer tais erros – aliás tinha a bela e doce Juju (a nossa velha jumentinha), das tarde de quentes de verão, depois de empinar nossos coloridos papagaios nas férias de julho!!, se vice achar que errou com Juju ledo engano, Juju – amou!!

    Meu caro blogueiro, repito – sé espero que esse DESAMOR, não seja por Juju, pois, Ela te fez muito feliz – agora de for pelo PT ou pelo Senador Roberto Racha meu, amigo fico difícil lhe ajudar – pois o primeiro manchou seu nome e o segundo sempre lhe aguardou com bons churrasco e uma cachacinha como só você sabe apreciar ora Cohama ou no Porcão!! BOM DOMINGO !!

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