ATO DE SOLIDARIEDADE: E Rosângela Curado? E Mariano de Castro?

O que chama atenção é que os governistas são deveras seletivos quando se trata de atos de solidariedade. Sim, porque não é possível que tão nobre sentimento servem para uns e não para outros

Depois do vexame de serem rejeitados pelo Conselho Regional de Medicina e pela Ordem dos Advogados do Brasil, os governistas operaram o Grand Hotel São Luís, que já virou quase um patrimônio do PCdoB e do governo, para promoção de um tal ato em solidariedade ao secretário Carlos Lula (Saúde), realizado na segunda-feira, 23.

O espaço estava lotado de comissionados da Secretaria comandada por Lula e os aliados políticos de sempre. Um verdadeiro ato “chapa branca”.

Mas, o que chama atenção é que os governistas são deveras seletivos quando se trata de atos de solidariedade. Sim, porque não é possível que tão nobre sentimento sirva para uns e para outros não.

Tudo bem que o Carlos Lula é o chefe de tudo lá na SES e que Flávio Dino é o chefe de Carlos Lula e de todos os presentes no ato de solidariedade, mas ficou feio promover todo aquele repertório de elogios e reconhecimentos ao secretário e não organizar sequer um café com cuscuz ideal em solidariedade à ex-adjunta de Lula, a odontóloga Rosângela Curado.

E o que falar então da falta de consideração com o finado Mariano de Castro? O médico pagou com a própria vida por tudo o que fez na saúde e nenhuma solidariedade póstuma ao servidor da SES, que era subordinado do secretário Carlos Lula. Talvez nem a família tenha recebido um telefonema de conforto por parte de Lula e muito menos de Flávio Dino.

Rosângela Curado, coitada, foi colocada no ostracismo e hoje luta para dar a volta por cima na sua vida profissional, já que a trajetória política pode ter terminado naquele fatídico dia em que foi detida pela Operação Pegadores.

Quanto ao médico Mariano de Castro, bom, resta pedir a Deus que guarde a sua alma em bom lugar e o perdoe pelos pecados cometidos neste plano.

Vida e luta que seguem.

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