ELEIÇÕES 2018: Para dirigente do PT, Flávio Dino quer “a busca do poder pelo poder e a fragilização de toda a classe política”

A posição de Mundico Teixeira coincide com as de muitos outros dirigentes e militantes do PT que desejam ver o partido com candidato próprio ao governo e desembarque imediado do governo Flávio Dino

O integrante da comissão executiva do Diretório Estadual do PT, Raimundo Teixeira, divulgou artigo nas redes sociais em que defende todos os esforços dos petista para o lançamento da pré-candidatura do ex-superintende do Incra no Maranhão, Raimundo Monteiro.

“Diante da atual conjuntura e com o reforço da entrevista do principal secretário do governo Márcio Jerry, de que o PT não terá espaço na chapa majoritária do governador (lembrando que em nosso Congresso Estadual do PT aprovamos que só participaríamos de aliança com o governador Flávio Dino caso tivéssemos candidatura do PT na chapa majoritária) o que nos resta é voltarmos todos os nossos esforços para pré-candidatura de nosso companheiro Raimundo Monteiro”, defendeu

As declarações de Mundico, como também é chamado o dirigente, vêm um dia após o secretário Márcio Jerry (Articulação Política e Comunicação) afirmar que o governo não trabalha com a possibilidade do PT integrar a chapa majoritária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2018.

O petista criticou também o que considera uma “visão visão de esquerda ortodoxa, da palestra, verticalizada, de quadros, do comitê central” do PCdoB para “dividir ao máximo para obter apoios como forma de “rendição” dos partidos e de sujeitos políticos que buscam se manter na política ou alcançar algum espaço de representação no aparelho do estado”.

A posição de Mundico Teixeira coincide com as de muitos outros dirigentes e militante do PT que desejam ver o partido com candidato próprio a governador e desembarque imediado do governo Flávio Dino.

Confira a íntegra do artigo de Mundico Teixeira.

Eleições no Maranhão

As últimas movimentações dos partidos e do governo confirmam uma linha de ação do governador FD, qual seja, “dividir ao máximo” para obter apoios como forma de “rendição” dos partidos e de sujeitos políticos que buscam se manter na política ou alcançar algum espaço de representação no aparelho do estado. Essa tática é comum a quem não tem um projeto coletivo de organização social do estado e tem como único objetivo a busca do poder pelo poder e a fragilização de toda a classe política.

Nós do PT, como instituição, estamos sendo extremamente atacados, por sermos do mesmo espectro ideológica do partido do governador (PCdoB), pois o mesmo entende que já nos representa e os espaços de composição do governo e de uma futura reeleição devem ser ocupados por quem na visão dele soma. Assim, nossos companheiros que têm o privilégio de fazer parte do círculo de amizades do governador ocupam algum espaço no governo e seguindo a lógica comunista palaciana estes passaram a ser considerados a cota/ parte de direito ao PT.

Essa visão de esquerda ortodoxa, da palestra, verticalizada, de quadros, do comitê central ainda impregna as mentes de alguns comunistas (os quais respeitamos), mas nós do PT sempre refutamos como forma organizativa de partido, já expresso em nosso manifesto de fundação. Optamos por uma esquerda democrática, da plenária, do encontro, do congresso, de quadros e de massas, tudo com participação direta do povo.

Diante da atual conjuntura e com o reforço da entrevista do principal secretário do governo Márcio Jerry, de que o PT não terá espaço na chapa majoritária do governador (lembrando que em nosso Congresso Estadual do PT aprovamos que só participaríamos de aliança com o governador Flávio Dino caso tivéssemos candidatura do PT na chapa majoritária) o que nos resta é voltarmos todos os nossos esforços para pré-candidatura de nosso companheiro Raimundo Monteiro, construir coletivamente uma frente de partidos voltada para a discussão do nosso estado em todas as suas dimensões e  garantir um palanque exclusivo para nosso candidato a Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. E não fiquemos presos a um debate superficial que se resume ao que não se fez e ao que não se faz.

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