BEQUIMÃO: Nota de esclarecimento sobre o Museu da Roça

A idealizadora do Museu da Roça, Ivete Macedo, divulgou nota de esclarecimento colocando a verdade dos fatos sobre o que tem saído na imprensa, em especial na blogosfera e redes sociais sobre a referida entidade, localizado no povoado de Juraraitá, município de Bequimão,.

Opositores do prefeito Zé Martins (MDB), alguns instalados no Palácio dos Leões, inclusive, andaram propagando inverdades sobre o Museu da Roça, com se a iniciativa de tal empreendimento social fosse obra da Prefeitura de Bequimão, o que É completamente falso.

A nota assinada pela senhora Ivete Macedo, portanto, restabelece o que de fato é verdade. Confira.

Nota

Em decorrência de boatos e matérias maldosas nas redes sociais e em blogues da capital e interior, que sequer tiveram a preocupação de buscar a informação correta sobre o Museu da Roça, idealizado e construído por mim, na comunidade quilombola de Juraraitá, na zona rural de Bequimão, venho esclarecer a verdade dos fatos aos desinformados e críticos sem conhecimento da história dos remanescentes.

Sou Ivete Macedo, uma jovem que saiu da comunidade aos 13 anos de idade, indo para São Luís estudar e buscar mudar de vida. Ao voltar ao lugar onde nasci, criei o projeto do Museu da Roça, com o objetivo de resgatar a cultura e a história de meu povo. Sabedora de que as casas de taipa em Bequimão estão com os dias contados, resolvi construir o Museu de Taipa, como forma de mostrar aos jovens do futuro como moravam nossos ancestrais. Com o apoio da Associação de Moradores de Juraraitá fui atrás de novos parceiros, como o prefeito Zé Martins e empresários que ajudaram no projeto.

1 – Como autoridade maior do município de Bequimão, o prefeito Zé Martins foi convidado sim, e esteve presente na inauguração acompanhado de sua assessoria.

2 – Em nenhum lugar foi dito ou escrito que o prefeito Zé Martins construiu o Museu. Muito pelo contrário, sempre afirmou que a iniciativa foi minha, Ivete Macedo.

3 – Ser convidado para um evento e fazer parte da solenidade não é crime. Crime é julgar alguém sem provas, como foi feito por pessoas desocupadas e desrespeitosas.

4 – O objetivo do Museu é resgatar a história e a acultura do povo da comunidade, e principalmente da minha família, que nunca abandou sua terra.

5 – O nome do Museu por si só se identifica. Museu da Roça, em homenagem a minha avó Egídia Costa, local onde serão encontrados materiais usados no trabalho da lavoura e no dia-a-dia de cada família, além de instrumentos raros, como bilha e tear artesanal.

6 – Aos desinformados, qual trabalhador rural construiu uma casa de alvenaria na roça, o chamado tijupá, há 100 anos?

7 – Antes de criticar qualquer coisa é sempre bom buscar conhecimento. Vergonhoso é fazer críticas ou comentar aquilo que não conhece.

8 – A ideia minha foi construir um Museu funcional, onde os moradores mais velhos pudessem matar a saudade de objetos que fizeram parte de suas vidas no dia-a-dia. O projeto não era para construir o Museu de Alvenaria, já que o Museu é da Roça.

9 – Desde que assumiu a gestão do município de Bequimão em janeiro de 2013, o prefeito de Bequimão sempre investiu nas comunidades quilombolas, respeitando suas histórias, cultura e tradição, sendo o primeiro prefeito do Brasil a criar a Semana do Bebê Quilombola.

10 – Para finalizar, seria bom ver os críticos visitando a comunidade de Juraraitá para conhecer a história de um povo do quilombo e que precisa ser respeitado por quem quer que seja.

Atenciosamente;

Ivete Macedo
Idealizadora do Museu da Roça em Juraraitá-Bequimão.

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