Jornalista avalia que Flávio Dino plantou vento e colherá tempestade

Uma análise lúcida e factual do amigo Diego Emir.

Passou foi longe da TPE (Tensão Pré-Eleitoral), que tem a afetado alguns colegas da blogosfera maranhense. Confira.

A calmaria política que Flávio Dino vive é prenúncio de tempestade

Atualmente, Flávio Dino (PCdoB) navega em mares calmos, voa em céu de brigadeiro e demonstra total certeza na reeleição ainda no primeiro turno dia 7 de outubro de 2018. O governador do Maranhão vive um dos melhores momentos, ainda com as atividades retomando ao parlamento e o povo anestesiado pelo carnaval, o comunista vive a tranquilidade de quem “alcançou” mais de 60% em pesquisa e possuir 14 partidos aliados. Porém, vale a máxima, toda calmaria é prenúncio de tempestade.

O uso do conhecimento popular, especialmente daqueles que navegam pelos mares, não é uma torcida deste jornalista, mas sim uma constatação do que o governador Flávio Dino está a prestes a viver e aqui não faço futurologia.

O arco de aliança comunista montado em uma base de 14 partidos – PCdoB, PDT, PT, PSB, PPS, PP, PRB, SD, PTB, PTC, PROS, DEM, PR e PEN – é completamente instável, muito parecido a um terreno arenoso e qualquer fluxo de saída de legendas pode virar um efeito dominó.

O primeiro ponto mais importante para Flávio Dino é a questão da escolha do senador. Após optar por Weverton Rocha ainda em dezembro, quando o próprio “botou uma faca no pescoço” do comunista e exigiu a indicação, o governador agora vive o dilema do que fazer com os descontentes, após o anúncio do segundo nome, que deve ser Eliziane Gama (PPS).

Zé Reinaldo Tavares (sem partido) e Waldir Maranhão (Avante), já deixaram claro que vão até o fim com suas pré-candidaturas, ou seja, vão concorrer ao Senado em quaisquer circunstância. Nesses dois nomes moram a primeira grande turbulência a vir a ser sofrida por Flávio Dino e ambos o podem levar a derrocada.

Tanto Tavares quanto Maranhão, já não escondem que conversam e já articulam com outros pré-candidatos ao governo, principalmente em um eixo que circunda entre Roberto Rocha (PSDB) e Eduardo Braide (PMN). É nos dois que está o maior medo de Flávio Dino, pois o comunista possui as armas prontas e apontadas para Roseana Sarney (MDB), mas seu discurso provinciano, não o permite ir para um embate além da dicotomia Sarney vs Anti-Sarney.

No cenário nacional, a disputa presidencial será uma das mais disputadas da história com ou sem Lula, e para Flávio Dino, sem o ex-presidente seria um cenário muito melhor. Afinal facilitaria mais uma vez o palanque múltiplo com um outro nome do PT, Manuela D´avila do PCdoB, Ciro Gomes do PDT e até Fernando Collor do PTC, além de outros que poderiam surgir.

Mas é na disputa entre direita e esquerda que esgarça a base aliada de Flávio Dino. Contando com vários partidos golpistas, o comunista pode presenciar a saída de um grupo de legendas que possuem obsessão por chegar a presidência como o caso do DEM e outro que pode fazer composições como PP, PTB, PR e outros. Os citados são os de maiores de peso, que representariam tempo e fundo partidário.

É prevendo esse cenário turbulento que Flávio Dino se utiliza de velhas práticas como uso de estruturas midiáticas e pesquisas questionáveis, assim como criticou sua antecessora. Para passar uma sensação de calmaria, tranquilidade e tudo favorável.

Ao divulgar os mais de 62% nas pesquisa Data Ilha/Tv Difusora registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo 06345/2018, o comunista tem apenas um interesse: mostrar a classe política que é com ele que devem seguir.

Mas como boa parte dos políticos, Flávio Dino esquece que o jogo político para sair perfeito tem que combinar com os eleitores e não só os “representantes do povo”. E assim como os maranhenses deram um “sim” para el 2014, o “não” parece ser algo bem real diante da realidade de um estado que parou no tempo ao não promover geração de emprego e renda, estagnando a economia e habilitando mais de 300 mil maranhenses para condição de extrema pobreza nos últimos três anos.

A maior das turbulências será quando ficar evidente que os mais de 60% apontados em pesquisas não passam de um “castelo de areia”.

No fim, Flávio Dino pode até sobreviver as intempéries que estão por vir, mas uma reeleição certa, garantida e ainda no primeiro turno foge de qualquer possibilidade da realidade maranhense.

6 comentários sobre “Jornalista avalia que Flávio Dino plantou vento e colherá tempestade

  1. Carvalho disse:

    Robert, até o mais aguerrido seguidor de Flávio Dino sabe que este terá que lidar com uma tempestade,portanto o futurólogo em questão, Diego Emir, está “chovendo no molhado”, aliás, todos os candidatos a cargos do executivo terão que passar, faz parte da conjuntura atual do país. sairá vencedor aquele que “construiu” sua “casa” em terreno sólido, ou seja, quem estiver mais preparado para responder as questões em torno de uma campanha eleitoral. Não precisa ser correligionário do governador pra perceber que o mesmo continua mantendo a mesma solidez de quatro anos atrás, com alguns arranhões,é claro, Outra coisa, a pequena margem de rejeição em torno do mesmo, mostra uma “boa” combinação direta com os eleitores, me parece que os outros candidatos é que sofrem de uma desconfiança gigantesca com eleitorado, que não me parece afim de arriscar uma nova “mudança” em apenas quatro anos.

  2. Fernando Serna disse:

    Rezemos para que este brilhante texto se torne uma realidade, somente quem vive a política e a realidade do estado sabe o quanto nosso Maranhão andou pra trás.

  3. ronie disse:

    É uma artigo ou uma piada ?
    Lobato, a essência da política é a disputa. Só há política porque há disputa !!!! Em qualquer tempo ou circunstância haverá turbulência ponto.
    É óbvio que a questão dos senadores, a instabilidade dos partidos, são nuances de um processo complexo onde nada é definitivo.
    É papel de quem se opõe ao governo não jogar a toalha, brigar e brigar, faz parte, mas não precisa enganar a si mesmo pra exercer esse papel.

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