Sobre a decisão política do desembargador Ney Bello Filho

Deve-se reconhecer que o mérito dessa decisão do competente magistrado é o fato de realmente ser verdade o dito popular: vale mais amigo na praça de que dinheiro em caixa.

Não sou amigo e nunca troquei uma palavra com o desembargador federal Ney Bello Filho. Aliás, a única lembrança que tenho do magistrado é de um filho desesperado e indignado quando da prisão do seu pai, ex-secretário de Infraestrutura do governo governo José Reinaldo Tavares, pela Operação Navalha, da Polícia Federal, em 2007

Ney Bello Filho andou reclamando das críticas que sofreu por conta do Habeas Corpus em favor da ex-secretária-adjunta da Saúde, Rosângela Curado.

Ora, não adianta “mimimis”, meu caro desembargador. Nem mesmo em forma de artigos bem escritos. Não adianta chorar sobre o leite derramando, como se diz.

O senhor é amigo histórico e fraterno de um governador cuja gestão está sendo investigada pela Polícia Federal e sob o olhos da Justiça Federal, a mesma Justiça a qual o senhor trabalha.

No mínimo, portanto, o nobre juiz deveria se dar por suspeito de meter o bedelho nessa confusão na qual o seu amigo governador está envolvido. Pior: liberta quem seria uma das “cabeças” do esquema e deixa preso subordinados seus. Como explicar tamanha contradição, meu doutor?

Não adianta reclamar ou lamentar pelos cantos.

O desembargador Ney Bello tomou uma decisão mais política do que jurídica. Não adianta citar massacres na Noruega e muito menos relatos bíblicos para justificar a sua decisão, repito, POLÍTICA, e não meramente jurídica.

Todavia, deve-se reconhecer que o mérito dessa decisão do competente magistrado é o fato de realmente ser verdade o dito popular: vale mais amigo na praça de que dinheiro em caixa.

Ney Bello Filho deu legitimidade jurídica a esse dito popular.

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