PEGADORES: Operação da PF pode explicar o porquê da ira de Flávio Dino com os senadores do MA no caso das emendas para a saúde

A operação da PF mostrou que os recursos das emendas dos senadores poderiam não ser aplicados propriamente na saúde do estado e dos municípios, mas para bancar “folhas santas” de amigos e amigas e, quiçá, campanhas eleitorais de candidatos à reeleição de deputados federias e eleição de candidato a senador

Os leitores devem estar lembrados do episódio da emendas parlamentares em que o governador Flávio Dino (PCdoB) fez um escarcéu doido depois que a bancada de senadores do Maranhão resolvera não destinar emendas parlamentares para a saúde preferindo enviá-las para a Codevesf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) que dará mais segurança à correta da aplicação das verbas públicas.

Na ocasião, o comunista tentou jogar os prefeitos contra os senadores maranhenses, causando indignação dos três parlamentares da Câmara Alta.

O senador Roberto Rocha (PSDB), por exemplo, chegou a afirmar ser “indigna a posição do governador de tentar indispor a bancada de senadores com os prefeitos do Maranhão”. Lobão, por sua vez, classificou a postura do governador como sendo “um falatório irresponsável e mentiroso”.

Com o advento da Operação Pegadores, deflagrada na última quinta-feira, 16, pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Justiça Federal e a Controladoria Geral da União, que desnudou um esquema milionário desvio de recursos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é possível explicar o porquê de tanta ira de Flávio Dino e do trio de deputados citado acima com o fato do senadores não terem aceitado alocar as emendas justamente para a saúde.

Ou seja, é provável que os recursos das emendas dos senadores não fossem aplicados propriamente na saúde do estado e dos municípios, mas para bancar “folhas santas” de amigos e amigas e, quiçá, campanhas eleitorais de candidatos à reeleição de deputados federias e eleição de candidato a senador. Daí a raiva do governador e dos seus queridinhos parlamentares da Câmara Federal com a bancada maranhense no Senado.

É aquela história: há males que vêm para o bem.

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