OPERAÇÃO PEGADORES: SES emite nota com “7” pontos para tentar explicar como recursos da pasta foram transformados em sorvete

Além do número “7”, outra coisa emblemática nesse caso é nome escolhido pela Polícia Federal ser “Pegadores”. Parece até uma homenagem a alguns membros do governo e da própria SES que são “pegadozinhos” que são danados

Numa nota com “7” pontos, muito emblemático esse número, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) declara que o governo Flávio Dino nada tem a ver com as maracutaias que desviram milhões de reais da pasta por meio de notas frias, segundo ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil, denominada de “Operação Pegadores”, deflagrada na manhã de hoje, 16.

As investigações descobriram que uma sorveteria, isso mesmo!, passou por uma metamorfose ambulante e se tornou, da noite para o dia, em uma empresa técnica especializada na gestão de serviços médicos. Essa empresa foi usada para a emissão de notas fiscais frias, que teriam permitido o desvio de exatos R$ 1.254.409,37.

Dezenas de mandatos de prisão estão sendo cumpridos em São Luís, Imperatriz, Amarante e no município de Teresina (PI).

Entre os presos estaria a ex-secretaria de Saúde do governo Flávio, a odontóloga Rosângela Curado, que em 2016 disputou a prefeitura de Imperatriz com o apoio do governador comunista mas acabou em terceiro lugar naquela eleição.

Além do número “7”, outra coisa emblemática nesse caso é nome da operação escolhido pela Polícia Federal: “Pegadores”. Parece até uma homenagem a alguns membros do governo e da própria SES que são “pegadozinhos” que são danados…

Fiquem, a seguir, com a nota “7” da SES. O Blog do Robert Lobato, claro, voltará ao assunto sobre a Operação Pegadores. Que coisa!

NOTA – Operação Pegadores

Sobre a nova fase de investigação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (16), no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Governo do Maranhão declara que:

1. Os fatos têm origem no modelo anterior de prestação de serviços de saúde, todo baseado na contratação de entidades privadas, com natureza jurídica de Organizações Sociais, vigente desde governos passados.

2. Desde o início da atual gestão, tem sido adotadas medidas corretivas em relação a esse modelo. Citamos:

a) instalação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), ente público que atualmente gerencia o maior número de unidades de saúde, reduzindo a participação de Organizações Sociais.
b) determinação e realização de processos seletivos públicos para contratação de empregados por parte das Organizações Sociais.
c) aprovação de lei com quadro efetivo da EMSERH, visando à realização de concurso público.
d) organização de quadro de auditores em Saúde, com processo seletivo público em andamento, visando aprimorar controles preventivos.

3. Desconhecemos a existência de pessoas contratadas por Organizações Sociais que não trabalhavam em hospitais e somos totalmente contrários a essa prática, caso realmente existente.

4. Todos os demais fatos, supostamente ocorridos no âmbito das entidades privadas classificadas como Organizações Sociais, e que agora chegam ao nosso conhecimento, serão apurados administrativamente com medidas judiciais e extra judiciais cabíveis aos que deram prejuízo ao erário.

5. A SES não contratou empresa médica que teria sido sorveteria. Tal contratação, se existente, ocorreu no âmbito de entidade privada.

6. Apenas um servidor, citado no processo, está atualmente no quadro da Secretaria e será exonerado imediatamente. Todos os demais já haviam sido exonerados.

7. A atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde está totalmente à disposição para ajudar no total esclarecimento dos fatos.

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