Suicídio é um ato de coragem e não de covardia

Ao contrário do que muitos podem afirmar, atentar contra a própria vida não é um ato de covardia, pelo contrário: é preciso ter muita coragem para desistir da própria existência.

Quem acompanha o Blog do Robert Lobato sabe do interesse desta página pelo tema suicídio.

Abordar o suicídio é ainda um tabu na sociedade.

Basta falar sobre o assunto para alguém ser mal compreendida ou mal interpretado. “Tá, maluco? Tá pensando besteira, rapá?”. É quase sempre assim como as pessoas reagem quando alguém aborda a questão.

Mas, tratar sobre o suicídio tornou-se quase uma obrigação da nossa sociedade uma vez que é crescente o número de casos no Brasil e no mundo.

Da cartilha “Suicídio: informando para prevenir”.

Agora mesmo o país viu o caso do reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, que se matou depois de denunciar “a humilhação e o vexame” que supostamente vinha sendo submetido pela operação Ouvidos Mouco, da Polícia Federal, uma investigação auxiliar da Lava Jato.

Semanas atrás foi o maranhense Victor Fontenelle, um dos fundadores e ex-presidente do MEI – Movimento Estudantil Independente -, que resolveu recorrer ao suicídio, chocando amigos e companheiros de movimento sociais e políticos.

Ao contrário do que muitos podem afirmar, atentar contra a própria vida não é um ato de covardia, pelo contrário: é preciso ter muita coragem para desistir de viver!

Há um conjunto de fatores que podem contribuir para que uma pessoa, ao não suportar a dor e o sofrimento pessoal que enfrenta, acabe por optar em tirar sua vida. Não é, portanto, um fator isolado somente, mas uma cadeia de eventos a partir um problema maior.

Da cartilha “Suicídio: informando para prevenir”

Prevenção

Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 17% das pessoas no Brasil já pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida. Estima-se ainda que pessoas que já tentaram suicídio têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar novamente o suicídio. Outro dado curioso é que 50% dos que se suicidaram já haviam tentado previamente.

É nesse contexto de preocupação com o suicídio, que a ABP, em parceira com o Conselho Federal de Medicina (CFM), firmaram e criaram uma cartilha para orientar os médicos e profissionais da área de saúde em casos de tentativa de suicídio ou para identificarem possíveis casos em seus pacientes.

Trata-se a cartilha “Suicídio: informando para prevenir”.

A cartilha é um excelente instrumento não somente para profissionais da saúde, mas também para familiares e amigos que eventualmente enfrentam um ambiente com a presença de um potencial suicida.

Há outras ótimas alternativas para enfrentar quadros comportamentais que podem levar a pessoa a pensar em suicidar-se, tais como o encontro com a fé, a espiritualidade, a natureza, os animais…

Enfim, que aqueles que, por ventura, pensam em desistir da vida, desistam dessa ideia.

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