MEDIOCRIDADE: Enquanto gente está morrendo nos “gaiolões” espalhados pelo MA, o secretário de Direitos Humanos comemora inauguração de poço

Ao que parece, há uma seletividade nos movimentos de diretos humanos, pois quando a vítima é um marginal logo saem em defesa e pedindo punição às autoridade públicas, mas como nesse caso do gaiolão de Barra do Corda a vítima foi um empresário, aí neguinho cala boca.

É de deixar qualquer um embasbacado o silêncio do secretário de Direitos Humanos, Francisco Gonçalves, sobre a morte do empresário Francisco Ediney, ocorrida numa delegacia na cidade do Barra do Corda.

Francisco Ediney morreu depois de passar várias horas exposto ao sol no “gaiolão da tortura” sem sequer ter o direito de tomar água e os remédios para hipertensão.

O clima em Barra do Corda é de total indignação até porque o senhor Francisco Ediney era tido como um homem de bem e muito querido na cidade, tanto que houve um grande protesto na cidade logo após a sua morte e neste sábado, a partir das 17h, está prevista outra grandiosa manifestação em protesto pela morte do empresário e contra a omissão do Governo do Estado em relação ao caso.

Gailões em quanto “política de Estado”

Existem pelo menos uns 50 “gaiolões da tortura” espalhados pelo Maranhão. O episódio de Barra do Corda, portanto, não é um caso isolado.

Segundo um experiente delegado da Polícia Civil, já aposentado, em conversa com o Blog do Robert Lobato, a prática dos gaiolões funciona “quase como uma política de Estado do sistema prisional maranhense”.

Ora, se é assim como o diz o delegado aposentado então conclui-se que a tal “herança maldita” deixada pela ex-governadora Rosana Sarney (PMDB), como os comunistas gostam de vociferar, não é tão maldita assim, já que o atual governo segue com a mesma política dos “gaiolões da tortura”.

Além do silêncio sepulcral do secretário Francisco Gonçalves, que prefere ir para as redes sociais comemorar inauguração de poço, chama atenção também o silêncio de personalidades notórias que militam pelos direitos humanos, tais como Wagner Cabral, Luis Antônio Pedrosa, Digo Cabral, Josiene Gamba entre outros.

Ao que parece, há uma seletividade nos movimentos de diretos humanos, pois quando a vítima é um marginal logo saem em defesa e pedindo punição às autoridade públicas, mas como nesse caso do gaiolão de Barra do Corda a vítima foi um empresário, aí neguinho cala boca.

O fato é que esse caso de Barra do Corda ainda vai dar muito o que falar.

Continuem em silêncio ou não o secretário de Direitos Humanos do Governo do Maranhão e entidades e personalidades que atuam na área.

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