ELEIÇÕES 2018: O que muda no PSDB com a volta de Roberto Rocha ao partido

Um partido do porte do PSDB, independente da simpatia ou não que se tenha pelo sigla, só tem a ganhar saindo da condição de “satélite” do PCdoB que, embora com mais de 90 anos, é “nanico” perto da legenda tucana.

Amanhã, quarta-feira, 4, o senador Roberto Rocha carimba o ‘passaporte’ que oficializa a sua volta aos quadros do PSDB. E volta em grande estilo.

O ato será no seu gabinete, em Brasília, onde são esperadas lideranças de peso do tucanato nacional, incluindo o presidente do partido, senador Tasso Jereissati, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – virtual candidato do PSDB a presidente da República.

Mas, o que se pode esperar do PSDB no estado do Maranhão após o retorno de Roberto Rocha ao ninho tucano?

Bom, em primeiro lugar, não haverá a tal “revoada” de filiados com entrada do senador na legenda como anunciado pelos adversários de Roberto Rocha. Talvez a única saída que possa ser considerada significativa seja a do deputado estadual Neto Evangelista, e assim mesmo por uma razão que é compreensível, qual seja o fato de estar no governo na condição de secretário desde o início do mandato e Flávio Dino. Aliás, Neto vem fazendo um bom trabalho à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Afora o caso de Neto Evangelista, não há notícias reais de que algum político de peso do PSDB deixará o partido em função da filiação de Roberto Rocha. Nem mesmo Luis Fernando, talvez o prefeito mais importante do PSDB pelo o que representou politicamente num passado recente e representa no presente, deu uma única declaração no sentido de que poderá deixar a sigla do 45.

O que há, de fato, é uma campanha financiada pelos cofres “leoninos” para desqualificar ou minimizar a filiação de Roberto Rocha ao PSDB. Tarefa nada fácil já que o ato de amanhã pode ser considerado o maior fato político de 2017, pelo menos até esta data!

Com a entrada do senador no PSDB, que deixa do PSB depois de ter chegado na legenda pelas mãos do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em 2011, o braço tucano no Maranhão vai fortalecer o projeto nacional do partido na medida que Roberto Rocha chega para oferecer um palanque forte para Geraldo Alckimin no estado favorecendo, por conseguinte, a eleição de deputados estaduais, federais e até mesmo de senador.

O fato é que um partido do porte do PSDB, independente da simpatia ou não que se tenha pelo sigla, só tem a ganhar saindo da condição de “satélite” do PCdoB que, embora com mais de 90 anos, não passa de um “nanico” perto da legenda tucana.

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