Caso MAM: A cultura da decadência e a decadência da cultura

O compositor e cantor Caetano Veloso, por exemplo, até tem o direito de sentir saudades da sua “cultura psicodélica” de outrora onde tudo valia e que a única palavra de ordem era “É proibido proibir”; ou ainda que deseje fazer das suas porra-louquices atuais uma forma de vida entre os seus colegas artistas, mas o que ele não pode é obrigar que essas mesmas porra-louquices virem uma norma sociocultural para a sociedade brasileira.

Armou-se um quiproquó nacional a partir da performance de um artista nu no Museu de Arte Moderna (MAM), no Ibirapuera (SP), no final do mês passado.

A coisa ganhou proporções ainda maiores depois de que um vídeo que viralizou no Facebook em que uma criança de aproximadamente quatro anos toca no pé do artista peladão.

O caso colocou na sociedade a discussão de temas como cultura, arte, censura, sexualidade, pedofilia, liberdade de expressão etc.

O debate fundamental consiste no seguinte: até onde uma manifestação pretensamente cultural pode ser exercida sem importar-se se fere os bons determinados costumes sociais ou mesmo religiosos? É aceitável em nome da livre manifestação cultural crianças participarem de performances onde adultos aparecem do jeito que vieram ao mundo? Pode ser considerado incitação à pedofilia liberar uma criança de apenas 4 anos tocar num artista completamente nu ou mesmo participar de exposição artísticas cujas obras consistem de pinturas e esculturas de apologia à luxúria, homossexualismo, zoofilia entre outras práticas sexuais perversas ou não?

Vá lá que o nu possa ser uma fonte de inspiração cultural e artística como era nos tempos dos gregos antigos. Admitamos que o corpo é, por si, uma arte, uma obra do divina do Arquiteto Maior e, por isso, pode e deve ser uma fonte inesgotável de cultura.

Ora, ainda que levando em consideração tudo isso é inadmissível que a vulgarização do corpo e banalização do nu possam resumidas como manifestação cultural e simplesmente ser enfiada goela abaixo da sociedade.

Sair por aí mostrando bundas, pintos e periquitas a qualquer hora e em qualquer lugar está mais para suruba do que para arte ou cultura.

Não se trata de ser conservador, mas de ter o devido bom senso de saber que ainda estamos vivendo numa sociedade onde o direito de uma pessoas acaba quando começa o da outra. E se for um caso de “conservadorismo” que seja, pois há coisas e conceitos que merecem ser conservado, entre eles o respeito pelo direito de um pai ou de uma mães não querer que seus filhos vivenciem situações inadequadas para uma criança como, por exemplo, de ver e tocar um marmanjo “nu com a mão no bolso”  – idem no caso de mulheres.

O compositor e cantor Caetano Veloso, por exemplo, até tem o direito de sentir saudades da sua “cultura psicodélica” de outrora onde tudo valia e que a única palavra de ordem era “É proibido proibir”; ou ainda que deseje fazer das suas porra-louquices atuais uma forma de vida entre os seus colegas artistas, mas o que ele não pode é obrigar que essas mesmas porra-louquices virem uma norma sociocultural para a sociedade brasileira.

A narrativa de censura utilizada por parte de classe artística, na maioria “global”, para atacar quem critica a pouca vergonha de vulgarizar a sexualidade, as cenas de sexo quase explícito na TV em plena luz do dia e os espetáculo em museus que incitam sim!, a prática do pedofilia, é apenas um subterfúgio “intelectualoide” de quem leva uma vida desregrada na privacidade e deseja fazer desse estilo de vida parâmetro para o conjunto da sociedade.

Aquele espetáculo do absurdo que aconteceu no Museu de Arte Moderna pode ser qualquer coisa, menos arte ou cultura.

A não ser que estejamos caminhando para uma cultura da decadência.

No que significaria a decadência da cultura.

6 comentários sobre “Caso MAM: A cultura da decadência e a decadência da cultura

  1. Maria disse:

    Nesse caso faltou também bom senso por parte da mãe, né? Pq eu n levaria meu filho pra uma sala que tivesse gente nua, ela n só levou, como deixou que a filha o tocasse.

  2. RICARDO SANTOS disse:

    Faço minha essas palavras: “Não se trata de ser conservador, mas de ter o devido bom senso de saber que ainda estamos vivendo numa sociedade onde o direito de uma pessoas acaba quando começa o da outra. E se for um caso de “conservadorismo” que seja, pois há coisas e conceitos que merecem ser conservado, entre eles o respeito pelo direito de um pai ou de uma mães não querer que seus filhos vivenciem situações inadequadas para uma criança como, por exemplo, de ver e tocar um marmanjo “nu com a mão no bolso” – idem no caso de mulheres”.

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