ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino corre o risco de ficar isolado no palanque da reeleição

No seu palanque, talvez fique apenas o PDT e algumas poucas legendazinhas de aluguel.

Lógico que ainda é cedo, mas não se pode descartar a hipótese do governador Flávio Dino (PCdoB) fica completamente isolado nas eleições de 2018 quando concorrerá a um segundo mandato.

Existe a possibilidade de um cenário sombrio para o comunista em relação ao arco de alianças completamente diferente do que ocorreu em 2018. Senão vejamos.

O PSDB já é carta fora do baralho com a volta do senador Roberto Rocha ao ninho tucano, cuja filiação acontecerá em grande estilo na próxima quarta-feira, 4, em Brasília. A saída do PSDB das garras comunistas não é pouca coisa, pelo contrário, foi um duro golpe nos planos de manutenção do projeto de poder de Flávio Dino.

O PSB ainda está em disputa no plano nacional. De um lado o grupo capitaneado pelo atual presidente Carlos Siqueira, do outro a contraofensiva liderada pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França. A confirmar a vitória do paulista no congresso nacional do partido, em março de 2018, já era o PSB no palaque de Flávio Dino!

O PPS é outra legenda que pode dar adeus ao palanque comunista em 2018.

Controlado pelo deputado federal Roberto Freire, que tem ódio histórico do PCdoB e está longe de morrer de amores por Flávio Dino, o PPS é aliado de primeira hora do governador Geraldo Alckmin, que deve ser o candidato do PSDB a presidente da República. Aliás, Freire só está deputado porque contou com a benevolência de Alckmin em ter chamado dos dois titulares do mandato na Câmara para o seu governo. Com Roberto Rocha candidato a governador, só sendo muito ingênuo para achar que o PPS estará com o PCdoB na eleição do ano que vem. Ah, e se pensam que a nossa irmã besta…

O PP é outro partido que passou a ser assediado de forma descarada pelo Palácio dos Leões. A partir de oferendas de toda espécie ao partido no estado, entre cargos e sinecuras, o partido, porém, é presidido pelo senador Ciro Nogueira, do Piauí, amigo de Roberto Rocha e que, inclusive, estará presente no ato de filiação do senador maranhense no PSDB, em Brasília. E se não estiver no palanque de Roberto em 2018, muito provavelmente estará no do PMDB. Podem anotar!

Será possível que alguém com o mínimo de juízo pode acreditar que o DEM, de Agripino Maia e Ronaldo Caiado, pode estar junto e misturado com o PCdoB? Nem no Maranhão ou qualquer outro estado! Se Roseana Sarney sair mesmo candidata é muito provável que o DEM esteja no seu palanque ou até mesmo do Roberto Rocha, mas no arco de aliança de Flávio Dino este blogueiro paga pra ver.

Outra legenda que pode criar uma dor de cabeça desgraçada para o projeto de reeleição de Flávio Dino é o PTB, presidido no Maranhão pelo experiente e talentoso Pedro Fernandes, mas que nacionalmente tem o anti-comunista, anti-petista e antiesquerdista radical Roberto Jefferson, que está afinadíssimo com o projeto “Geraldo Alckmin presidente-45”. Aliás, o polêmico político carioca está prestes a tomar uma decisão que pode colocar de vez o PTB fora do governo Flávio Dino, que hoje conta com a presença do jovem e promissor político, o vereador por São Luis, Pedro Lucas Fernandes.

Outro partido que poder sair da órbita dos comunistas é o PRB, presidido no estado pelo matreiro Cléber Verde. Há quem garanta que o destino do “10” é candidatura do grupo Sarney. A conferir.

E o PT? Bom, o petismo no Maranhão, como se sabe, é uma eterna incógnita.

Nenhuma liderança ou dirigente do PT maranhense consegue dar 100% de garantia sobre em qual palanque o partido do Lula estará nas eleições de 2018. Há uma tendência pró-Flávio Dino, mas tudo vai depender da conjuntura nacional. De forma que não está descartado nada em relação ao posicionamento político-eleitoral do PT nas próximas eleições.

O fato é que o governador Flávio Dino, como a sua extraordinária habilidade política, corre o sério risco de ficar completamente isolado em 2018.

No seu palanque, talvez, fique apenas o PDT e algumas poucas legendazinhas de aluguel.

Isso, no caso do PDT, se Weverton Rocha achar vantajoso, para os seus planos de virar senador da República, ficar grudado num “rei nu”.

4 comentários sobre “ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino corre o risco de ficar isolado no palanque da reeleição

  1. Maria disse:

    Robert, acompanha o site da Emap, o Itaqui está sangrando.. tem mais de 15 dias que acompanho diariamente e sempre tem de 2 a 4 berços vazios sem navios. O porto de Itaqui se restringiu às cargas da vale, o porto foi excluído do arco norte, resumo: a gestão matou o porto.

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